31 de outubro de 2005

Ó pra mim a falar de política outra vez!

Neste blog tenho defendido sempre as minhas ideias, sem me preocupar muito com politiquices, já que da política, por mais que se queira, não podemos fugir...
E embora refile bastante contra tudo o que eu acho que está mal, principalmente na área da educação (cada um sabe onde lhe apertam os calos) ainda ninguém me ouviu uma palavra contra este governo.

Eu não publiquei nenhum anúncio no jornal a pedir desculpa por ter votado PS, porque já sou grandinha, sei fazer as minhas escolhas e embora não concorde com todas as medidas do governo acho que, de uma maneira geral têm estado a fazer um bom trabalho.
E se mudar de ideias, daqui a quatro anos mudo o meu voto: é essa a base da democracia...
Muito mais fácil para Sócrates seria ter estado quietinho até às autárquicas (e não as "perderia"), começando só agora com as medidas menos populares...
Não foram pelo caminho mais fácil e têm tomado medidas polémicas desde o dia da posse.
Mas ninguém discordará que foram corajosas.
E também ninguém que siga nem que seja de raspão o que vai pelo país e pelo mundo e que tenha dois dedos de testa deixará de achar que, se fosse continuada a política do Durão Barroso e depois a do Santana Lopes, estaríamos agora na bancarrota.
Esses fazem-me lembrar aquelas pessoas que se passeiam em bons carros (que não pagaram), vão de férias para o estrangeiro (com empréstimo bancário), compram com cartão de crédito (a pensar que os bancos lhes dão o dinheiro), tal e qual como umas criancinhas irresponsáveis que pensam que a mesada nunca acaba... E que um dia ficam muito espantados quando lhes batem à porta e lhes levam tudo...

Neste momento de crise precisamos de um governo forte, que tenha autoridade sem cair no autoritarismo. Que tome medidas por conta própria, pois ouvir primeiro todas as partes é tarefa impossível. Mas que voltem atrás se se verificarem injustiças.
Que nos pede sacrifícios.
Ok...
Mas que dêem o exemplo e não peçam sempre aos mesmos.
Que nos façam sentir que o sacrifício não será em vão, que vamos ser finalmente um país a sério onde se faz política e onde não se brinca aos políticos.
É o que espero para nosso bem e dos nossos filhos e netos...

30 de outubro de 2005

Sereias...

(já não se fabricam homens como antigamente, é o que eu digo!...)

29 de outubro de 2005

As minhas maçãs


Se gostas de maçãs, colhe maçãs
Do teu próprio pomar.
Guarda republicana há em toda a parte
Onde não temos nada,
E a força é cega por definição.
Ora no teu pomar
Podes serenamente
Gozar o transitório paraíso.
Na pequenina haste
Que um dia tu plantaste
Nasceram frutos túmidos e doces
Que são teus.
Colhe, pois, esses frutos.
Não faças como o Adão e como a Eva, uns brutos
Que comeram maçãs, mas do pomar de Deus.

Miguel Torga, Diário V

26 de outubro de 2005

(des)Igualdades

Hoje houve greve de juízes e penso que de mais gente ligada ao Ministério da Justiça.
Não sei todos os motivos da greve, apenas um me saltou à vista:
Os magistrados não querem largar o seu subsistema de saúde.
Ora bem, se nós somos todos cidadãos do mesmo país, devíamos ter todos os mesmos direitos e os mesmos deveres.
Mas não...
Falando só dos "empregados do estado" qual será o argumento dos senhores juízes para terem um sistema de saúde diferente dos professores? - falo deste porque é o que conheço, não por nenhum motivo especial.
E o dos militares?
E?... E?...
O mesmo patrão e tantos sistemas de saúde não devia parecer justo, especialmente aos juizes que são os que tratam das coisas da justiça...
Estarei errada?

(Não me esqueci da Segurança Social, apenas acho que "aquela coisa" não é nenhum sistema de saúde, por isso não entra em comparações...Mas acho que o governo devia, ao tirar privilégios (e não direitos adquiridos!!) aos que os têm a mais, distribuí-los depois pelos que não têm nenhuns...
Qualquer juiz de boa fé acharia isto uma justiça!
Ou não?

24 de outubro de 2005

Vinguem-se!

Já soltaram o periquito e a periquita, a caturra e o papagaio, o melro e a cotovia?
Deixaram de comer ovos estrelados, franguinho no churrasco ou na púcara e até têm medo de passear na praia por causa das gaivotas?
Estão a pensar em oferecer um belo prato de canja à sogra no próximo domingo?
Partiram o galo de Barcelos que enfeitava o frigorífico e até deitaram fora "Os pássaros" do Hitchcok?
Não pensam nem em passar por perto de Vila das Aves?
Foi a pensar em todos vós que arranjei este belo jogo: pode não curar nada, mas nos entretantos deixam de pensar em coisas tristes!
PS: Deve ser da gripe, mas o jogo não funciona aqui...
Parece que estão sempre a mudar o link...
Eu vou mandá-lo pelo correio para o pessoal da minha lista, não quero que vos falte nada!!

23 de outubro de 2005

Gripes

Cartoon roubado à ML do Populo

Não sei se serei uma cabecinha oca e irresponsável, mas a verdade é que pertenço ao grupo dos optimistas (ler a crónica do Vasco Prazeres na NM de hoje...), dos que pensam sempre que "entre mortos e feridos alguém há-de escapar" e também dos que confiam em quem tem por obrigação olhar por estas coisas.
Acho bem que se tomem algumas medidas de prevenção, mas também me parece que às vezes há excessos de zelo, ou então, quando me dão aqueles ataques de "maldadezinha" penso se por trás disto tudo não estarão os laboratórios farmacêuticos a esfregar as mãos de contentes... Parece que a corrida às vacinas contra a gripe "normal" vai de vento em popa, como se uma coisa tivesse a ver com a outra!

A palavra "gripe" não me mete medo.
A última vez que tive uma gripe digna desse nome, foi há mais de 20 anos, precisamente quando um médico previdente me mandou apanhar a vacina!
De então para cá, tenho tido aquelas constipações irritantes, que apesar de tudo incomodam e fazem mossa por 2 ou 3 dias, a que costumo chamar "gripe das baratas"!
Espero ao menos que este susto sirva para que as autoridades acabem com o tráfico de aves exóticas e deixem os bichinhos em paz no canto deles...!
E viva o Galo de Barcelos!

22 de outubro de 2005

Recreio

Quatro mães católicas estão tomando chá juntas.
A primeira, querendo impressionar as outras, diz:
- Meu filho é padre. Quando entra numa sala todos se levantam e dizem:
"Boa tarde, Padre."
A segunda não fica atrás e comenta:
- Meu filho é bispo. Quando entra numa sala todos se levantam e dizem:
"Sua benção, Bispo."
A terceira, calmamente, acrescenta:
- Pois o meu é cardeal. Quando entra numa sala, todos se levantam, beijam o seu anel e dizem:
"Sua benção, Eminência."

A quarta permanece quieta.
Então, a mãe do cardeal, só para provocar, pergunta:
- E o seu filho, não é religioso?
A quarta responde:
- Meu filho tem 1.90m, é bronzeado, com olhos verdes, pratica musculação e trabalha como stripper.
Quando entra numa sala todo mundo olha e diz:
"MEU DEUS"!

(recebido por mail, directamente da Zona Franca)

PS: Depois de pararem de rir, alguma alma caridosa me ensina a tirar aquelas cinco irritantes linhas lá ao fuuuundo da lista aí da direita mesmo por baixo do "sitemeter"?
Obrigada!

21 de outubro de 2005

Criminalidade aumenta...

Só ontem, dois crimes no mesmo local e quase à mesma hora: o do Padre Amaro e... o outro!

19 de outubro de 2005

A Elsa

Uma indignada professora de português do ensino secundário contava-me há tempos uma história que se passou numa aula dela e que a deixou de cabelos em pé:
Depois de uma aula a falarem de Eça de Queirós, uma aluna interessada queria saber mais coisas.
E então perguntou onde havia de procurar a biografia "dela".
Depois dum daqueles diálogos de surdos, a professora chegou à conclusão de que "ela" era a Elsa... a Elsa de Queirós!
A rapariga tinha estado a aula toda convencida que "Eça" era uma ela que se chamava "Elsa"!

Eu não fiquei nada admirada nem surpreendida, muito menos indignada com a história: afinal a rapariga nunca na vida dela tinha ouvido falar de tal escritor, daí a confusão...
Isto acontece porque os livros de Língua Portuguesa são de uma pobreza franciscana no que toca à variedade de autores.
Desde que comecei a trabalhar, há 25 anos que os textos se repetem nos manuais num "copy/past" sem fim.
Os autores são sempre os mesmos e os excertos são sempre dos mesmos livros, chegando a ser exactamente iguais...
Uma vergonha!

Se um professor se acomodar e se limitar aos textos dos manuais, as crianças vão ficar completamente ignorantes no que respeita a autores, não sendo de admirar que cheguem ao 12º ano a pensar que o Eça é uma Elsa!!

16 de outubro de 2005

Porque hoje é domingo...

... é o nome da crónica de Isabel Stilwell na Notícias Magazine que eu leio todos os domingos e depois guardo em resmas sem fim...
Hoje retiro de lá este bocadinho para ficarem a pensar:

« Ao militar contra uma educação sexual integrada com toda a naturalidade nos currículos escolares, numa atitude absolutamente terceiro mundista, ao vociferar contra a contracepção ou, no outro extremo, ao pretender atenuar a responsabilidade de quem tem uma relação sexual, como se o direito ao prazer fosse superior à chatice de pensar nas consequências, ou recorrendo sistematicamente aos casos dramáticos para mascarar os outros, promove-se uma política de desresponsabilização que não serve a ninguém.»

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Com o IP 5 transformado em A 25, em menos de uma hora chega-se a Viseu.
Fui lá lanchar e conhecer o Fórum deles...
O nosso é mais bonito.
Aquele é engraçadinho mas, desculpem-me os viseenses, o de Aveiro é muito mais bonito...

14 de outubro de 2005

Apresentações

Na minha escola reformou-se uma colega e desde ontem tenho um colega novo.
Novo em todos os aspectos!
Apesar de ser a 3.ª vez que vai leccionar, nunca tinha trabalhado no 1.º ciclo.
Ficou pois muito espantado quando descobriu que o "bar" era mesmo aquele pequeno armário onde guardamos bolachas, chás vários, o frasco do café solúvel, os pacotes de açúcar...
E que a "biblioteca" é afinal um armário com alguns livros e às vezes a visita de ratos (não ratos de biblioteca, ratinhos mesmo daqueles lindinhos de quatro patas, rabo comprido e olhinhos brilhantes...)

Hoje desabafou "mas as escolas do 1.º ciclo são iguaizinhas a quando eu andei na escola..."
Pois são meu caro Manuel: iguaizinhas!
Mudaram apenas as mesas e para pior, pois parece que se está a chegar à conclusão de que as mesas com tampo inclinado são mais ergonómicas.

Mas nem tudo é mau: temos um computador que funciona!
Por isso, aproveito para vos fazer outra apresentação:
Venham conhecer a Fiona e o Shrek!

12 de outubro de 2005

Ó pra mim a falar de política!

Não tinha pensado falar das autárquicas, mas hoje apeteceu-me...
Foi talvez por ter visto na televisão o ex deputado Narana Coissoró a dizer ao PSD que não se arvorasse tanto em vencedor, pois muitas das Câmaras e Juntas que ganhou foi por ter concorrido coligado com o CDS.
E não é que o homem tem toda a razão?
Mas porque será que ninguém falou nisso antes?
Porque será que o CDS está tão caladinho e quem teve de vir falar no assunto foi um ex deputado (que foi corrido pelo inenarrável Paulo Portas, ele que, no meu entender, foi um dos melhores deputados deste país?)
E sou insuspeita para falar, pois nem gosto nada do CDS.
Mas parava para ouvir falar o Narana quando ele aparecia na televisão!

Em Aveiro ganhou o PSD?
Mentira, em Aveiro ganhou a coligação PPD-PSD/CDS-PP (xiça, tanta letra!)
Se o PSD tivesse concorrido sozinho, não tinha ganho nada.
Talvez até o CDS tivesse mais votos que eles e a Câmara tinha ficado, de certeza, nas mãos do PS.
Na freguesia de Aradas o PS obteve ainda mais votos do que em 2001, mas foi a coligação-de-nome-comprido que ganhou a Junta de Freguesia...

E o Sr. Marques Mendes aparece todo inchado na TV a dizer que o partido dele é que ganhou as eleições, e eu fico fula porque o partido dele não ganhou nada.
O partido dele não manda nada, não risca nada.
Se o partido dele é assim tão bom, como se explica que o candidato dele à câmara de Oeiras não tenha ganho?
E o candidato do PSD à Câmara de Gondomar? Ganhou?
E o candidato dele à Câmara do Porto também só ganhou porque concorreu coligado...

E pronto, hoje falei de política!
Não se assustem, prometo que não é para continuar!

11 de outubro de 2005

Inglês para todos? Será?

Muito antes do 1.º ministro ter a ideia do inglês no 1.º ciclo já havia muitas escolas que o ofereciam como actividade extra curricular.
Lembro-me das escolas de línguas andarem pelas escolas do 1.º ciclo a tentar angariar alunos. Formavam uma turma desde que as escolas dispusessem de um espaço e inscrevessem um mínimo de 15 alunos.

Em Aveiro, na escola da Glória essas aulas funcionavam das 15:45 às 16.45, custavam 30€ por mês e quem as dava era a International House.
Por isso, grande parte dos alunos que iniciaram este ano o 3º ano de escolaridade iriam iniciar o 3º nível de inglês, e os do 4º ano o 4.º nível.
Quando o ministério decreta que as entidades se organizem para leccionar o inglês, a escola da Glória optou por fazer o acordo com a International House com quem até já estavam a trabalhar.
Só que, nas instruções do ministério fala-se em "iniciação" e a International House está a levar isso à letra.
O que acontece agora a estas crianças é que têm direito ao inglês gratuito, sim, mas apenas se quiserem assistir às aulas de iniciação!
Quem está num nível mais avançado não tem direito a aulas de inglês que lhe interessem!

A International House, sempre atenta e prestativa propôs então aos pais o seguinte: as crianças que querem continuar o inglês no nível em que estavam podem ter na mesma aulas no horário pós lectivo, que agora passou a ser depois das 17:30!
E, é claro, a pagar 30€ por mês por estas aulas que, sendo em horário extra lectivo, não são abrangidas pelo programa de inglês do governo.
Prático, não?

Propõem ainda como alternativa o horário antigo - 15:45 às 16:45 - nas instalações da International House, pela módica quantia de 60 € por mês!!
E o direito que estas crianças deviam ter ao inglês gratuito?
Ficou onde?

10 de outubro de 2005

Rosa Brava


Um excelente livro, que devorei em tempo record!
(Ter a internet avariada também deu uma ajudinha...)

Vale a pena ler a vida desta mulher, Leonor Teles, um bocado mazinha, mas também corajosa e destemida, que não olhava a meios para atingir os seus fins...

Só tenho pena de duas coisas: que não haja mais, muitos mais romances que nos permitam ficar a conhecer melhor a nossa história e que este livro que descreve acontecimentos com mais de 600 anos, tenha passagens que não diferem quase nada da actualidade!

8 de outubro de 2005

Sozinha em casa

Sozinha em casa, não é bem assim... o gato (o Kinas) também ficou em casa...
De resto, foi tudo ao futebol, a saber:
marido, filho, namorada do filho, filha, marido da filha, filho do marido da filha, irmã da namorada do filho, cunhado, sobrinho.

Já me fartei de olhar para a TV para ver se os via, mas não consegui. Também, pedi-lhes que levassem um cartaz a dizer "estamos aqui" mas não levaram, os ingratos.
Por hoje, o Estádio Municipal de Aveiro, aquele "elefante multicolor" - e não "elefante branco" como lhe chamam alguns maldosos! - tem uma enchente.
Depois vai ficar meses e meses vazio, mas que importa?
Vivemos num país rico, podemos dar-nos ao luxo de ter equipas da 2ª divisão (eu sei que o nome mudou, mas não sei como se chamam agora) a jogar num estádio de mais de 60 milhões de euros... Pobres, nós?
Deixem-me rir!

E por falar em rir, amanhã é dia de eleições.
É dia de ir votar, nem que a vontade não seja muita...
Mas vamos, temos mesmo de ir, mostrar aos políticos que estamos aqui, que estamos atentos e que temos algo a dizer.
Cá por mim vou mandar às urtigas o "voto útil" e vou votar em quem me der na real gana, sem olhar a que partido pertence, se é ou não do grupo dos favoritos.
Esta gente que julga que ganha sempre, faça o que fizer (ou melhor, não fazendo nada ou fazendo uns remendos ridículos aqui e ali para mostrar trabalho) merece uma lição!

7 de outubro de 2005

Que semana! Apre!

Na segunda-feira eclipsou-se o Sol e eclipsou-se também a minha internet... Como às vezes tenho problemas por causa da ligação sem fios cá de casa, não me preocupei muito. Na terça à noite, volto a ligar o computador e... nada! Liguei então para o serviço de assistência da Cabovisão. Três horas mais tarde e depois de ter ouvido "A sua chamada encontra-se em lista de espera. Por favor aguarde" p'raí umas 100 vezes, desisti (era o meu telefone - da PT que o outro também não funcionava - que estava a correr risco de vida, porque a minha vontade era atirá-lo contra a parede! não haverá ninguém que diga a essas pessoas que é preferível estarem caladinhos e sem música enquanto nos fazem esperar??)
Na quarta-feira dirigi-me à loja da Cabovisão e disseram-me então que vinham cá a casa na sexta.
E pronto, vieram, consertaram o problema (que era nos cabos lá da rua que pelos vistos não estão preparados para grandes amplitudes térmicas e por isso se partem).

E foi assim.
Como sou professora e apesar de "trabalhar pouco", não consigo ter tempo de frequentar a blogosfera durante o tempo em que estou na escola, ao contrário de muito boa gente...
Ninguém é perfeito!

Como se não bastasse tudo isto, foi uma semana desgastante, com muito trabalho, muitas coisas novas - como o início do inglês - e mais uma data de coisas para resolver à última da hora e que me puseram à beira de um ataque de nervos.

Mas pronto, nada que um calmo fim de semana não cure.
Mas duma coisa não vos posso privar: desta excelente e espectacular foto do eclipse, que o Pedro me mandou por mail (eu também tirei umas quantas, mas abstenho-me de as publicar!

E-clipse...
Gostaram?
Ah, e entretanto também ultrapassei as 100.000 visitas!
Mesmo que 50.000 sejam minhas e 40.000 venham enganados à procura de fábulas, acho que este blog tem valido a pena!
Obrigada a todos e a todas!

2 de outubro de 2005

Professores desterrados

Ontem no Jornal da Noite da SIC deu uma reportagem impressionante acerca dos "professores desterrados".
Não se trata de gente que está no início de carreira mas sim de professores que, depois de muitos anos de serviço razoavelmente perto de casa, se encontram de repente numa situação daquelas: injusta, indecente, imoral.
Que se ande numa vida errante por 2 ou 3 anos no início da carreira é compreensível, pois tem de haver alguém para ser colocado em vagas temporárias por doença, licença de parto, etc..
Mas ao fim de 15 ou 20 anos de serviço?

A senhora ministra, tão preocupada em ter os professores nas escolas mais horas, não devia estar ainda mais preocupada com a justiça nas colocações?
Como pode um professor ou professora, a centenas de quilómetros da sua casa, da família ou de parte dela, dedicar-se aos alunos como deveria, como gostaria e como eles merecem?
A senhora ministra tão preocupada em fazer abrir as escolas por mais horas para ajudar os pais, tadinhos, e vai depois esquecer que os professores também têm família?
Ou será que isto é um sacerdócio, com direito a celibato e tudo e ninguém os avisou??

Esta situação seria aceitável se não houvesse mesmo nenhuma vaga mais perto, as pessoas teriam de se sujeitar ou mudar de profissão, mas acontece que há vagas e que essas vagas são depois ocupadas por professores com menos tempo de serviço!
Trata-se apenas de um concurso mal elaborado que permite estas aberrações.
E mais uma vez se ouviu a pergunta, pergunta essa que eu já pus aqui duas ou três vezes: para que servem os sindicatos?