31 de outubro de 2008

E viva a amizade!


O André e o Luís são os melhores amigos.
Juntos desde o 1.º ano e quase os únicos rapazes numa turma de raparigas, só estão bem um com o outro.
A minha tarefa é, muitas vezes, separá-los para evitar mais conversas.

Mas qualquer pretexto lhes serve para se voltarem a juntar, quando acabaram as tarefas impostas e a aula se torna mais livre, ou mesmo assim sem mais nem menos, desde que me apanhem distraída!

Na sala temos uma espécie de "quadro de honra" da leitura.
Sempre que há leitura de textos, eles fazem uma auto-avaliação.
Há uma folha no placard onde eles vão fazer a bolinha correspondente: se leram bem levam "verde", se leram razoavelmente levam "amarelo" e quando lêem mal, "vermelho".
No fim de cada mês, faz-se a contagem e o melhor (o que tiver mais verdes) ganha um prémio.
(simbólico, podem ser aqueles bonecos que vêm nos cereais ou apenas um lápis ou caneta). Mas é um prémio e eles valorizam-no bastante.

Hoje, antes da leitura, chega o Luìs ao pé de mim e diz "hoje quero ter amarelo"
"o quê rapaz, tu queres ter amarelo?"
(é que ele, nas raríssimas vezes que leva amarelo - porque lê muito bem, mas às vezes lá falha - até chora!!).
Daí o meu espanto!
"mas porquê?"
"porque não quero ganhar ao André, quero empatar com ele"

Uma amizade assim é linda e comovente, só espero que ela continue pela vida fora!
(e na segunda-feira, quando eles, à socapa, se forem sentar um ao pé do outro, vou fingir que não reparei!)

30 de outubro de 2008

Isto está mesmo a precisar de uma fábula!!

Vai o Capuchinho Vermelho, caminhando pela floresta...


Aparece o lobo e diz:
-Vou-te comer uma coisa que nunca ninguém te comeu....
Responde o Capuchinho Vermelho:

- Só se for o cesto!!!

29 de outubro de 2008

Viva a coerência deste governo!

Hoje é notícia que o CNE (não são aqueles senhores das eleições, é o Conselho Nacional de Educação) propõe o fim dos "chumbos" até aos 12 anos.
Parece que se estão a basear no modelo finlandês, onde ninguém reprova e onde o desempenho escolar é o melhor do mundo.

(aqui gostava imenso de saber se o melhor desempenho escolar do mundo se alcança por ninguém chumbar, ou se ninguém chumba por o desempenho escolar ser o melhor do mundo - mais ou menos como a história de "quem apareceu primeiro, o ovo ou galinha")

Giro, giro é fazer este paralelismo:
para avaliar os alunos o governo vai buscar o modelo finlandês, para avaliar os professores vai copiar o modelo chileno!!

Coerentes, não??

28 de outubro de 2008

Dão-se alvíssaras...

... a quem achar o nosso amigo Outono.
Cá pelos meus lados ele não deu a cara, nem passou perto.
Por aqui passei directamente do Verão para o Inverno, da manga curta para os camisolões e a gabardine.
Que tristeza!

E eu que adoro (adorava?) o Outono!!
se calhar foi por isso que também desapareceram as minhas árvores de Outono...)


Desenho da Joana Cristina, uma "golfinha".

27 de outubro de 2008

Esperar para ver

(clicar para ver melhor)
Hoje não se trata da minha fotografia de domingo, mas bem podia ser.
Esta é uma das minhas ruas.

Não é nela que eu moro, mas fica perto de minha casa e todos os dias aqui passo, várias vezes ao dia.
Adoro a imagem desta rua.
As árvores são lindas nesta altura do ano, coloridas de amarelo e castanho.
No Verão, naqueles dias em que o sol incomoda mesmo, é uma maravilha de frescura passar este bocadinho.

Mas, infelizmente, os verbos que escrevi antes não podem estar no presente, mas sim no pretérito.
Acontece que, na semana passada, cortaram todas as árvores desta rua! (as do lado esquerdo na foto, todas!)

Não sei os motivos, espero que tenham sido tão importantes que justifiquem este atentado à natureza.

23 de outubro de 2008

A senhora ministra não entende

Não entende que os professores estão contra este modelo de avaliação porque ela é impossível de realizar nos moldes que nos querem impôr.
A burocracia é imensa, um autêntico monstro. Quem se dedicar a ela como deve ser, ficará sem tempo para mais nada!
(e não vou agora falar aqui das tremendas injustiças que estão na sua génese)

A senhora ministra continua a manifestar-se contra os professores.
É tão boazinha que diz que nesta avaliação nenhum professor vai ser penalizado se tiver uma má nota.
Tão querida!
Quantos professores, em todo o país, estão contra a avaliação por recearem uma má nota??

Numa altura em que os professores estão mais desautorizados do que nunca, a senhora insiste em vir dizer para a televisão que os professores são um grupo privilegiado.

Os professores são uns sacanas e uns mal agradecidos, é o que é!!
Cambada de malfeitores!

(Fui ao Anterozoide para roubar um cartoon e descobri que ele vai editar um livro com os seus fantásticos desenhos.
Vão até lá para se inscreverem!!)

22 de outubro de 2008

Aquela de quem não se pode dizer o nome

Nos livros do Harry Potter há um nome proibido que se designa por "aquele de quem se não pode dizer o nome".

Na escola, em todos os documentos que se fazem, também existe "a palavra de que não se pode dizer o nome"!

É! Nos tempos que correm, em que se dão certificados a toda a gente desde que saiba assinar o nome (e não tenho a certeza se este requisito é necessário!), há uma palavra que não se pode dizer nem escrever: "aprender".
Ou melhor, são duas.
A outra é "ensinar"!

21 de outubro de 2008

Já lá vêm os Magalhães?

Não sei quantas vezes já disse aqui que não alinho, de maneira nenhuma, nesta história do Magalhães.

Para mim é apenas campanha eleitoral da mais demagógica que já vi em toda a minha vida!
Não alinho com o princípio em si (acho indecente andarem a dar computadores de graça a muita gente que não os merece e que já recebe do erário público muito mais do que devia!)
Não me passa pela cabeça como vou organizar a minha sala de aula quando lá chegar o malfadado Magalhães: trabalham os que têm computador?

E os que não têm? Fazem o quê?
Mexem nos computadores dos colegas para depois quando aquela tralha avariar virem os pais chatearem-me a mioleira?
É que não dou 1 mês ou 2 para não haver Magalhães a funcionar!! Uns terão sido vendidos, outros destruídos, outros avariarão infestados de vírus! E estão a ver um fulano que recebeu um computador de borla a pagar para lho arranjarem??)

Também há o problema de logística:
Para evitar que os alunos andem carregados de livros, guardo-os no armário da sala, o que nem é nada prático. Mas vale a pena o esforço porque detesto que eles andem tão carregados, faz-lhes um mal terrível à coluna.

E vão andar a carregar computadores às costas??

Depois, quem conheça as crianças, sabe que elas têm "o mau hábito" de brincar sempre que têm um bocadinho livre! E para isso nem hesitam em atirar as mochilas para o chão, imaginem!!



Onde ficam os queridos Magalhães no meio deste caos??

Ah, e não me mandem a mim "tomar conta" dos computadores!!
Já me bastará ser intermediária na sua venda!!
E sem comissão!

20 de outubro de 2008

Um novo blog, daqueles bons!

A Lucinda é a minha colega de escola.
E o artigo definido é proposital: na nossa "imensa" escola somos só nós as duas.
(Poucas mas boas...)

A notícia é que ela, finalmente, decidiu fazer um blog.
Só que o blog dela é muito sui generis: é um livro de sumários!

Não será um livro de sumários muito convencional (embora as aulas lá estejam explicadas ao pormenor!), já que a sua autora também tem pouco de convencional.
"Politicamente correcto" é uma expressão que não consta do seu dicionário!
Mas em vez de estarem aqui a perder tempo, o melhor é irem lá ver!
(e é também melhor eu ficar por aqui, que ainda me arrisco a levar nas orelhas!!)

17 de outubro de 2008

Adenda ao post anterior (ler o outro antes!)

Ao contrário da talentosa Emiele, eu não tenho jeito nenhum para achar imagens na net!
Queria arranjar um carro horroroso como o que vinha hoje atás de mim, mas não achei :(
Em contrapartida, achei um fórum de carros e havia um tipo que dizia assim:
(excertos. E os erros não são meus)

"O menino conta com algumas alteraçoes a meu gosto"

"Após denotar essa diferença fui logo directo marcar uma consulta ao meu menino"

"Vim aqui porque certamente todos nos amamos os nossos meninos e, so queremos o bem deles"

"As minhas rodas traseiras deveriam estar assim"

"E com isto tudo os pneus por dentro agora embarram por dentro e gastam-se bem mais rapido por dentro!"

Bem, não achei uma imagem de um carro xunga, mas nunca se sabe quando encontrei o próprio dono dele!!

Uma dúvida mais

Hoje, no meu percurso de vinda para casa, vinha a ouvir música...
(e daí? devem estar a pensar... toda a gente faz isso!... tadita, devem ser efeitos de tanta reunião, planificação, articulação e avaliação!)

Eu explico:
A música que eu vinha a ouvir não era a do meu rádio!
Eu vinha a ouvir a música do grunho que vinha atrás de mim, num carro que em tudo condizia com o condutor!!

Eu confesso: sou preconceituosa!
Tenho preconceitos contra uma série de pessoas e, à cabeça, vêm os gajos que põem o som tão alto que toda a gente na vizinhança os ouve.
Não há pachorra para este tipo de gentinha!!

Agora uma pergunta a pessoas mais viajadas que eu, que só fui até Vigo, aos pirexes:
Há grunhos detes noutros países?
Ou será monopólio nosso??

16 de outubro de 2008

Eu - e todos os professores que têm net - temos sido bombardeados todos os dias com milhentos e-mails acerca do tema na berra: o nosso processo de avaliação.
Ele é manifestações, ele é desistências disto e daquilo, ele é cartas abertas, ele é discussõs em blogs da moda, etc., etc.

Cada vez que leio um, imagino que a ministra também o deve ter recebido.
E imagino-a a rebolar-se a rir e a dizer de si para si qualquer coisa como "estes patetas ainda estrebucham... como se isso lhes adiantasse de alguma coisa" - ou algo que o valha.

Quanto a mim, não "boto fé" em nenhuma destas "medidas".
Os professores tiveram uma oportunidade única e irrepetível de dizer "não" a esta situação absurda e ridícula da invenção dos professores titulares.
Bastava não terem concorrido!
Não era obrigatório, não aconteceria mal nenhum a quem não concorresse.
E se não houvesse professores titulares este processo de avaliação estaria, se não acabado, pelo menos bastante comprometido.

Mas isso não aconteceu: todos concorreram!
O medo, ou a ganância, ou os dois sentimentos juntos, empurraram os professores para esta situação!
E agora querem o quê?
Concordam com uma parte e não concordam com a outra?
Mas isso é coerência?

Só nos resta uma hipótese de mostrar o nosso desagrado face a todas as sacanices que nos têm feito: as próximas eleições!
O voto é uma arma, e temos de a usar bem!

14 de outubro de 2008

Miséria total

Ontem telefonaram para a escola a perguntar se estaríamos interessadas numa sessão de esclarecimento às crianças sobre nutrição.
A pessoa que telefonou identificou-se como estagiária na Câmara Municipal de Aveiro e nutricionista.
Claro que disse logo que sim!
Iniciativas destas só pecam por serem poucas!
É claro que nós na escola falamos imenso sobre alimentação saudável, mas vir alguém de fora dá outra "importância" ao assunto.

E hoje, pelas 11 horas lá se apresentou a menina (digo menina porque era novinha, só por isso).
Juntámos as 2 turmas a que a minha escola está reduzida numa sala e ela lá falou com as crianças.
Entretanto, distribuiu aos alunos duas folhas A5, agrafadas uma à outra, com umas imagens e uns conselhos sobre alimentação.
Os alunos observavam e comentavam.
Achei a brochura paupérrima, poucas imagens, pouca informação, papel fraco, nada apelativa.
Algumas eram a cores, outras meras fotocópias a preto e branco.
Uma aula assim diferente merecia qualquer coisa mais elaborada e bonita.

Mas o meu espanto atingiu o auge quando a rapariga, assim que deu por encerrada a sua apresentação, começou a recolher as brochuras!

Perante o meu espanto, lá me confidenciou, envergonhada (como se a culpa fosse dela!) que não a tinham deixado fazer uma brochura para cada aluno, por isso aquelas iriam servir para todas as escolas!

Nota: no dia em que tiver uma boa notícia para dar da minha Câmara Municipal, juro que faço uma festa!!

13 de outubro de 2008

Histórias da Carochinha

O assunto da conversa na aula era a Carochinha, aquela que ficou viúva no dia do casamento, só porque arranjou um marido guloso!

Pois as crianças do 2.º ano tinham de preencher uma frase onde faltavam palavras.
A frase dizia mais ou menos que a Carochinha tinha casado com o rato, mas não tinha querido casar com o... e o... e era aqui que eles teriam de completar.

E lá foram colocando os nomes dos animais que a Carochinha teria rejeitado: o porco (dizem eles, eu nunca ouvi esta versão!), o gato, o cão...
E eu "ainda falta pelo menos um!"
E uma menina palpita: "a vaca, falta a vaca!"

E eu;
"a vaca?? mas a Carochinha é uma fêmea."
A P, que nos primeiros tempos de escola não falava nem sob tortura e que com o decorrer do tempo foi desabrochando, responde escandalizada (haviam de ver a cara dela!!):
"casar com uma vaca? só se a Carochinha fosse lésbica!"

(vejam isto num contexto em que as crianças têm um vocabulário tão reduzido que eu passo a vida a "traduzir" o que digo)

10 de outubro de 2008

Hoje de manhã, quando me levantei

mal falei com o meu marido.
Estava furiosa com ele!
E não é para menos!
Eu conto o que se passou:

À noite fomos ao bar da universidade. Estava lotado, cheio de professores.
Num canto havia uma mesa vaga que tinha duas cadeiras, mas uma delas estava entalada pelo tipo da outra mesa, por isso só uma cadeira era utilizável.
Vai daí, o meu marido sentou-se e eu fiquei de pé!

É claro que amuei e vim embora!
Ele não se incomodou nem um pouco e eu, em vez de sair, fiquei noutro canto onde estava um grupo de pessoas também de pé.
Às tantas reparei que essas pessoas tinham uns papéis nas mãos que liam e criticavam.
Imaginem a minha fúria quando descobri que esses papéis eram as cotações de uma prova que eu tinha feito com os meus alunos!
Quando lhes perguntei onde tinham arranjado aquilo, disseram que tinha sido o meu marido que lhos tinha dado!!
E eles criticavam os meus critérios e vinham pedir-me satisfações!
Lá me ia explicando e justificando, feita burra, mas às tantas decidi vir mesmo embora.

Não tinha as chaves do carro, por isso fiz-me ao caminho a pé.
Estava escuro e mal tinha dado uns passos começou a chover torrencialmente!
Mas não ficou por aqui: dali a um bocado estava já meia perdida e nessa altura reparei que havia um homem com cara de poucos amigos que me seguia!!

Estava o homem a alcançar-me e eu a desesperar quando...
... tocou o despertador!

O alívio foi imenso, pela primeira vez na vida não resmunguei com o despertador!
Com o meu marido é que foi pior, e só lhe perdoei à hora de almoço.

8 de outubro de 2008

Mais fábulas..

Todos os dias, 4 vezes por dia, passo ao local onde houve um acidente no início de Agosto.
Não dá para o esquecer pois ainda lá estão todas as marcas do acidente, a parede chamuscada e os vidros no chão.
Nesse acidente morreu um rapazito de cerca de 20 anos, por isso, se mais nenhum motivo houvesse, esse deveria ser suficiente para que limpassem o local.
Mas não.

Aqui há tempos, vi na televisão uma reportagem sobre um acidente com portugueses em Espanha.
O acidente tinha acontecido de madrugada mas à tarde, quando o jornalista foi ao local fazer a reportagem, já andavam lá os trabalhadores a repôr os rails de protecção...
Por cá, passam anos sem os rails serem consertados depois de um acidente.

O que provocará estas diferenças de atitude?
Não acredito que seja um problema financeiro pois os trabalhadores devem estar em algum lado, não são contratados por haver um acidente.
Parece-me mais um problema de incompetência de quem tem de gerir estas coisas, incluindo as limpezas das nossas ruas.

Uma vergonha, é o que é!

7 de outubro de 2008

Ainda bem que este blog se chama Fábulas!

Não sei por que não falei do assunto antes, devo ter passado estes dias sem acreditar muito bem no que os meus olhos estavam a ver, só pode ter sido isso.

No outro dia escrevi aqui que na minha escola não havia um único computador, lembram-se?
Pronto, exagerei um bocadinho!

A verdade é que logo na primeira semana de aulas a Câmara Municipal de Aveiro mandou instalar um computador na minha escola. Um computador moderníssimo, daqueles fininhos, com monitor LCD e Windows Vista.

Agora sentem-se, que vou contar o resto:

Esse computador foi instalado com uma única função:"ler" os cartões com que os alunos pagam as refeições!
Todas as suas funcionalidades estão trancadas para ninguém poder fazer mais nada com ele!!
Nada de nada!!!

Dá para acreditar??
Mas acreditem que é a mais pura verdade, embora pareça uma cena de um daqueles filmes nonsense que ninguém entende!

6 de outubro de 2008

As regras do jogo

Hoje é o meu dia de ficar de castigo das AEC.
O meu trabalho supostamente seria "apoiar o estudo" das criancinhas.
Como já passei 5 horas a fazer isso, nesta altura mudo de actividade (eu estou de castigo, mas eles não!)
Deixo-os então fazer o que querem: desenham, jogam, brincam...

Hoje um grupinho estava a jogar com um jogo que anda lá pela sala.

Como ninguém sabia bem as regras daquele jogo, inventaram-nas eles.
Mas um, mais espertinho e quando se viu a perder, resolveu que o pauzinho que ele tinha "pescado" tinha de valer mais pontos que os outros.
Gerou-se a discussão e eu tive de intervir.

Aproveitei e dei-lhes uma lição de moral acerca de ganhar e perder.

Mas a regra mais importante era, segundo eu, que as regras do jogo jamais se mudam durante o jogo.
Eles entenderam.

Já eu...

Eu dei por mim a pensar "mas que raio! como quero eu que crianças de 7 anos compreendam uma coisa que o pessoal que nos (des)governa - composto por adultos, pelo menos a julgar pela idade cronológica - também não comprende????

Não tiveram uma professora como eu, foi o que foi!!

5 de outubro de 2008

Se a raiva matasse a SIC estava agora moribunda!!

Estava toda contente porque hoje, finalmente, ia recomeçar a série "Donas de casa desesperadas".
Só que a esta hora ainda está a dar a novela e pelos vistos vai durar até à 1 da manhã.
Só nessa altura irá começar a série.

Mas esta gente que trata da programação pensa que ninguém trabalha?
Estão enganados, porque ainda há por aí uns totós que começam a bulir cedo para que muitos outros possam então ver séries pela noite dentro...
Que raiva!

Uma fotografia por domingo (63)

Mais uma bela imagem de Coimbra, desta vez é uma espreitadela lá para fora, a partir dos claustros da Sé Velha.

2 de outubro de 2008

Alguém conhece uma bruxa mesmo boa???

Cá por casa, ultimamente, tudo tem corrido de mal a pior.
Felizmente este azar só acontece com seres inanimados, do mal o menos!!
Mas lá que chateia, chateia!

Tudo começou com as obras do quarto de banho que foram cheias de peripécias e ainda não estão completamente resolvidas 3 meses depois do início!
Depois é o microondas que está parvo, o relógio não nos obedece e passa dos 40 aos zero segundos num piscar de olhos.
Aquecer o leite para o pequeno almoço é uma luta diária com a maquineta...
E mais uma data de pequenas coisas...

Isto para não falar dos desaires culinários: o arroz doce que ficou um horror e o doce de abóbora que endureceu tanto que demorei uma semana a conseguir salvar pelo menos os frascos!!

A mais recente aventura começou quando resolvemos reformar o nosso velhinho rádio despertador (=instrumento de tortura).
Em trocas sucessivas já vamos no terceiro e isto não vai ficar por aqui!

O primeiro que comprei era lindo e digital mas tinha um defeito inadmissível para as suas funções: se faltasse a luz o bichinho apagava-se e perdia até a memória das estações de rádio pré sintonizadas.
Claro que fomos trocá-lo.

O segundo, esse não se apagava com falhas de energia, mas parecia querer competir com o farol da Barra em noites de nevoeiro: os dígitos das horas produziam uma luz tão intensa que alumiava todo o quarto e ainda os arredores!
Dormimos com aquilo uma noite, à segunda tapei-o com um pano (!!!!) e à terceira... bem, já não houve terceira!

O actual padece do mesmo mal: embora com menos intensidade (talvez o farol numa noite sem nevoeiro), ainda assim ilumina bastante.
Demasiado para quem quer dormir!!
Ah, e todos produzem uma irritante luz verde, ao contrário daquela suave luz vermelha que se pretendia.

Posto isto, deixo aqui este apelo: alguém conhece uma bruxa mesmo, mesmo, mesmo boa???

1 de outubro de 2008

Cansada disto!

Embora não sendo hoje o meu dia de "castigo" (isso é à segunda-feira), fiquei a trabalhar na escola com um pequeno grupo de colegas até às 18 horas.

Perto das 17 horas vim à porta e já um bando de mães aguardava pelos seus rebentos que sairiam às 17:30.
E é assim todos os dias: as "ocupadíssimas" mães que a senhora ministra tanto protege e de quem tem tanta pena, ficam ali à porta da escola, no paleio, às vezes cerca de uma hora!!

Eu, cansada de trabalhar, meti-me logo para dentro, cheia de vergonha...