30 de novembro de 2008

Uma fotografia por domingo (70)


Mais um candeeiro, mais uma praia.
Desta vez é a de S. Pedro de Moel, uma das mais bonitas de Portugal (e devo conhecê-las quase todas!)

27 de novembro de 2008

Vidas

A T. foi minha aluna durante 2 ou 3 anos, não sei bem.
Andou pela escola primária até aos 14 anos.
(parte da história dela foi aqui contada)

Na semana passada apareceu-me na escola para mostrar... o seu bebé!!
Tem 4 meses, é um bebé enorme e vinha instalado numa espécie de cadeira, sem qualquer protecção para o sol ou para o vento!
Tinha as mãozinhas todas sujas, as unhas pretas e, pelo que a mãe me disse, já come de quase tudo!

A T. deve ter agora 16 anos e este bebé já é o segundo filho (o primeiro morreu pouco depois de ter nascido).

26 de novembro de 2008

Não há pobreza maior que a pobreza de espírito!

Hoje, numa reunião (mais uma!), ouvi de raspão uma colega comentar - a propósito do Magalhães - que uma mãe de 3 filhos, com grandes dificuldades financeiras, e recebendo subsídio para livros, material escolar e almoços, vai querer comprar os computadores e também aderir à net (os preços rondam os 17 € mensais, com uma fidelização de 24 meses).

A referida senhora quer não uma, mas 3 ligações à internet!!

(e agora queria rematar convenientemente esta conversa, mas não me ocorre nadinha!)

25 de novembro de 2008

As "pérolas" do Expresso

A primeira "pérola" vem do cromo do MST - aquele a quem roubaram o livro! - e reza assim:

[sobre as manifestações dos alunos, a mando dos professores, é claro!]
"é certo que tinham razão relativamente ao regime de faltas, cuja interpretação em algumas escolas conduzia ao absurdo de não distinguir faltas por doença de faltas justificadas"

Bem, já todos sabíamos que Miguel S. Tavares não sabia escrever, agora ficamos a saber que também não sabe ler!!

É que o decreto-lei reza assim (artigo 22.º, ponto 2):
"Sempre que um aluno, independentemente da natureza das faltas, (...) deve realizar,
logo que avaliados os efeitos da aplicação das medidas correctivas referidas no número anterior, uma prova de recuperação(...)"


Mais adiante, no mesmo jornal, há um artigo sobre a agora famosa escola de Beiriz, a tal em que "todo o processo de avaliação decorre com normalidade" mas onde afinal está tudo parado como nas outras escolas (quem o disse foi a presidente do seu CE nos Prós de ontem!)

Passo a transcrever a pérola:

"Outro caso controverso na avaliação, mas que em Beiriz é trivial: a observação de aulas. A co-docência é frequente, diz Maria Luísa Moreira [a presidenta], sendo normal - repare-se! - normal um professor pedir a um colega que o auxilie na sala de aula."

Não sei quem foi o grunho que escreveu isto, para o poder chamar pelo nome, mas sobre isto tenho a dizer que "auxiliar" um colega na sala de aula não é o mesmo que estar a observá-lo, com um monte de papéis na mão e a fazer cruzinhas de cada vez que o observado fala, reparando em todos os pormenores da aula (e há grelhas de observação completamente pidescas, garanto-vos).

Só uma alma ignorante não distingue os dois casos!!!
Tomara eu ter "auxiliares" na minha sala todos os dias!
Infelizmente, só tenho direito a umas míseras 3 horas semanais, isto quando o meu "auxiliar" não falta, o que acontece com frequência já que ele é também o "bombeiro" de todo o agrupamento!

E é capaz de haver mais "pérolas" lá pelo jornal, só que a esta hora já está no papelão, que é o lugar dele!!

24 de novembro de 2008

Prós e contras

Logo mais à noite vai haver "Prós e Contras" e mais uma vez sobre educação.
Eu sei que vou ver, mas ao mesmo tempo acho que não o devia fazer.
Este assunto incomoda-me tanto que até me enjoa fisicamente!

Sobre o que sentem os professores, vou transcrever algumas declarações do professor Pedro Nuno Teixeira dos Santos, (no blog Educação do meu umbigo") que em princípio e apesar de bastante sacrifício pessoal, lá vai estar.
E transcrevo porque subscrevo completamente e não era capaz de o dizer tão bem!

«Na minha escola, os professores mais inconformados com a actual situação são os mais competentes, ou seja, os que supostamente teriam algo a ganhar com esta avaliação. Precisamente porque vislumbram nela uma “hipocrisia” que nada mudará nas escolas.»
(na minha também!)

«Sim é certo, existe uma minoria de professores pouco competentes. Como em todas as profissões…Os executivos sabem bem quem são. É por isso que, no início de cada ano, não lhes atribuem determinados cargos, como o de director de turma em que se lida directamente com os pais.»
(completamente verdade: os piores professores ainda são premiados porque, normamente, não têm qualquer cargo!)

«Os professores começam a dar aulas, após um ano de estágio onde foram avaliados por orientadores científicos e pedagógicos, na própria escola e na universidade. Se o governo considera que após 3 ou 4 anos de estudo e um ano de estágio é uma simples prova que permitirá aferir quem, de entre todos esses candidatos, reúne condições para ensinar, a conclusão é fácil de tirar: o ministério da educação não confia nas universidades portuguesas!»
(se calhar até há escolas que não nerecem confiança. Então fechem-nas!!)

O ano passado tive uma inspecção na minha escola. (...)
O que os incomodou foram os papéis…Ou a falta deles.»
(tal e qual como na minha: os papéis é que são importantes!!)

Força, Pedro!
Que não te faltem as palavras!

Uma fotografia por domingo (69)


20 de novembro de 2008

O pior cego é aquele que não quer ver!!

Fiquei indignada quando ouvi a ministra a dizer na entrevista que não há nenhum outro país da Europa com este (complicado) modelo de avaliação de professores porque também não há nenhum país da Europa com os nossos maus resultados académicos!!

Como se a culpa disto fosse dos professores!!
Ela não sabe em que país vive?
Comparou ela o nosso grau de literacia com o desses países?
O nosso ordenado mínimo com o desses países?
O nosso nível de pobreza com o desses países?

Esta senhora não se enxerga!

18 de novembro de 2008

Desde que me conheço por gente que vivo em democracia.

Quando se deu o 25 de Abril eu tinha 14 anos e nada sabia de política (ainda hoje não sei, pronto...). A política não fazia parte do meu dia a dia, nem das conversas lá de casa, era ignorante e feliz, como Salazar desejava.

[Lembro-me que uma vez, numa aula de História, perguntei ao professor (que era padre e além de História, também dava aulas de Geografia, de Ciências, de Desenho, de Moral...) por que razão havia guerra em África. Achava eu que era um disparate. Ele respondeu qualquer coisa como "eles não nos querem lá a mandar e por isso fazem guerra".
Ainda fiquei mais convencida da correcção da minha ideia e disse que devia mesmo ser assim, já que a terra era deles! Então ele perguntou-me se eu gostava de açúcar! "Gosto muito"
"Se os portugueses viessem embora de África, como o açúcar vem de lá, ficavas sem açúcar".
E foi assim que eu, com 11 ou 12 anos, me tornei colonialista!]

Posto isto, devo dizer que agora seria incapaz de viver sem democracia.
Não imagino uma vida em que não o pudesse fazer livremente, votar, refilar, reivindicar...
Não imagino uma vida em que os assuntos importantes para todos fossem resolvidos por um, sem os outros se poderem pronunciar.

Ultimamente atitudes deste governo fazem-me sentir apreensiva porque sinto medo. Sinto-o eu e sinto-o nos outros.

Uma pessoa que confunde autoridade com autoritarismo - como a ministra da educação - não devia ter lugar no governo de um país democrático.

Apesar de tudo ontem, no meu Agrupamento decidiu-se pela exigência da suspensão desta avaliação e deste Estatuto aberrantes, apesar dos "castigos" prometidos.
O medo saiu vencido.

17 de novembro de 2008

"Qual pesadelo, qual quê"

Um responsável do SINDEP revelou ao DN, ilustrando o modelo de avaliação da ministra Lurdes Rodrigues, o caso concreto de uma professora com 9 turmas e 193 alunos que vai ter que introduzir manualmente no computador 17 377 registos e fazer 1456 fotocópias, além de participar em algo como 91 reuniões.

Contas feitas, a 1 minuto por registo, e visto que a professora é um Usain Bolt informático, e não dorme nem come, nem se coça, nem se assoa, inteiramente entregue à avaliação, são 290 horas, isto é, 12 dias (noites incluídas).

Já 1456 fotocópias a 1 minuto cada (tirar o papel do monte, pô-lo na bandeja da fotocopiadora topo de gama da escola, esperar que saia fotocopiado e colocá-lo noutro monte), levam-lhe mais um 1 dia (noite incluída).

E 91 reuniões, também de 1 minuto, mais 91 escassos minutos. Ao todo, a professora fará a coisa em pouco mais de 13 dias (noites incluídas).
Qual "pesadelo burocrático" qual quê!
No fim ainda lhe sobrarão, se alguém a conseguir trazer do cemitério ou do manicómio, 152 dias para dar aulas, aprovar os 193 alunos e contribuir para as estatísticas da ministra.

Manuel António Pina
JN de 13/11

16 de novembro de 2008

Uma fotografia por domingo (68)

Nasceram no meu quintal, mas não sei se são comestíveis ou venenosos...
Alguém se oferece para provar?

Mas, mesmo sendo venenosos, são tão lindinhos, não são?

Por que não têm medo os professores

A senhora ministra continua, nos jornais de hoje, a dizer que não conhece nenhuma escola em que a avaliação esteja suspensa.
E de caminho, para o caso de poder haver alguma (mas não há, claro que não há), a ameaçar os professores.

Mas ameaçar com quê?

Congelamento das carreiras?
Este não assusta ninguém porque estamos "congelados" há anos e assim iremos continuar, uma vez que as carreiras foram encurtadas de 10 para 6 escalões.

Cadeia.?
Isso era muito dispendioso: as cadeias que existem não chegariam, era preciso construir mais. E tinham de ser de alta segurança para poderem albergar tão perigosos malfeitores...

Hoje fala-se (ou lê-se) que o castigo vai ser não aceder a professor titular.
Mas ó senhora ministra o "concurso" para titular foi no ano passado e agora de qualquer das maneiras, não vai haver vagas nos próximos anos!
(a não ser a falada progressão a titulares dos deputados-professores, mas esses não estão em perigo porque não são desobedientes!!)



O último e mais hilariante castigo é o de não dar o prémio de "melhor professor" aos desobedientes!!

Vou ali fartar-me de rir e volto já!

14 de novembro de 2008

Imperdoável!

Que as pessoas comuns (e até os jornalistas) digam barbaridades acerca da avaliação de professores, até se compreende: aos primeiros desculpa-se a ignorância (eu também ignoro como e quando os outros trabalhadores são avaliados, só com a diferença de que não me pronuncio sobre isso em blogs e comentários de jornais), aos segundos desculpa-se o "lambe botismo" já que a vida custa a todos e também devem ter família para sustentar.

Imperdoável é que o primeiro-ministro - e numa altura em que o assunto "professores" é o mais discutido do país - não o saiba!
Imperdoável é o primeiro-ministro deste país mentir descaradamente ao afirmar que os professores nunca foram avaliados.

Imperdoável e inesquecível, como ele irá constatar nas próximas eleições - se não for antes!

13 de novembro de 2008

Não é sobre o Magalhães, embora pareça!

Há dias eu desabafei aqui acerca das tarefas burocráticas que estão a impingir aos professores por causa do Magalhães.

Mas ainda não sabia da última, que recebi há bocadinho por mail (um mail de trabalho, não foi um dos que andam por aí sem dono!).

Reza assim uma parte das instruções:

"(...) depois introduzem o vosso número de contribuinte e o código pessoal que cada aluno tem."

Há por aí quem saiba alguma coisa sobre o assunto?
Alguém me sabe dizer o que faz o meu número de contribuinte numa compra sobre a qual eu não tenho rigorosamente nada a ver???

12 de novembro de 2008

Os decretos incompletos...

Eu estou convencida, mesmo muito convencida de que este pessoal que escreve as leis o faz de maneira a que mais ninguém as entenda a não ser eles.
Depois há os advogados que ganham a vida a interpretá-las e dois advogados podem entender duas coisas completamente diferentes, dependendo do ponto de vista ou de quem lhes paga.

Penso que devia ser precisamente o oposto: as leis deviam estar escritas de maneira a que qualquer pessoa - desde que soubesse ler - as entendesse!

E pior ainda foi o que me aconteceu hoje: queria ler um decreto (o estatuto do aluno) e dou de caras com coisas do género:

Artigo 6.º
[...]
1 — . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
2 — . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
a) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
b) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
c) Diligenciar para que o seu educando beneficie
efectivamente dos seus direitos (...)


Eu sei que para ficar a saber o que falta aqui basta ir procurar à lei anterior, de 2002.
Mas não é de fácil acesso para quem não tem por hábito coleccionar os Decretos-Lei.

Já agora custava muito a quem faz as leis, escrevê-las com todos os artigos, os alterados e os outros???
Custava??

11 de novembro de 2008

"A ministra dos milagres!" por Manuel António Pina

«Os professores portugueses parecem ter ganho o gosto às avaliações, e 120 mil (há oito meses foram "apenas" 100 mil) avaliaram de novo a ministra e a "sua" avaliação.
Depois do milagre estatístico da Matemática, Lurdes Rodrigues conseguiu proeza ainda mais improvável, a da unanimidade dos professores.
Se isso não chega para a sua beatificação - que Sócrates tem em marcha - vou ali e venho já.
120 mil professores na rua (uns "míseros votos", como lhes chamou Sócrates) contra o naufrágio do sistema educativo e o pesadelo burocrático em que foi transformada a sua profissão, e gritando "deixem-nos ser professores" não é sinal de descontentamento, é algo mais profundo.

Ou deveria ser, para quem tivesse um mínimo de humildade democrática e não confundisse firmeza com auto-suficiência e poder com mando.

Se a passagem de Lurdes Rodrigues pelo ME constitui um "study case" de incapacidade técnica e autismo político, a reacção praticamente unânime dos professores em defesa da dignidade da profissão docente é um exemplo de cidadania activa cada vez mais raro no "país em diminutivo" em que nos tornámos.»

no JN de hoje.

10 de novembro de 2008

Eu tinha prometido...

... mas não resisti a esta imagem que recebi por mail!!
Além disso hoje estive 11 horas fora de casa, ainda tenho as aulas de amanhã para preparar e nem sequer me passa pela cabeça corrigir hoje os trabalhos dos meus alunos que trago na pasta, porque convém-me estar viva amanhã para festejar o S. Martinho com eles, por isso hoje não tenho tempo para escrever aqui!!



Ora digam lá se não está muito bem apanhado!!

9 de novembro de 2008

Uma fotografia por domingo (67)

A minha nova orquídea, enquanto está bonita e cheia de flores...
Um presente para todos os que por aqui passam, mas especialmente para todos os professores deste país.


Que trabalham em condições precárias, às vezes a mais de uma centena de quilómetros de casa e longe da família e que ainda são enxovalhados por quem, por força da sua posição, os devia defender!

8 de novembro de 2008

Se 120 000 não chegam, pararemos todos!

Há em Portugal cerca de 140 000 professores.
Hoje, mais de 120 000 foram a Lisboa.

Só gente maldosa e mal formada pode achar que tanta gente está enganada, que tanta gente é malandra e não quer trabalhar nem ser avaliada.

Nos comentários dos jornais on line leio as maiores barbaridades.
Alguns comentários com nomes diferentes são das mesmas pessoas (a repetição dos mesmos erros ortográficos denunciam-nos!!).
Como funcionará a cabeça de gente que gasta o seu tempo a comentar nos jornais contra os professores?

Esses comentários - de gente frustrada e mal amada que com certeza teriam querido ser professores mas não tiveram inteligência suficiente para o conseguir - não me incomodam muito, nem me tiram o sono.
Os comentários que me incomodam até à náusea são os da ministra!
Ela continua a fingir que não está a acontecer nada, que há muitos professores que estão do lado dela!
Continua a dizer que os professores são uma classe privilegiada, que trabalha pouco e dá a entender a quem a ouve que os professores estão nas ruas apenas porque não querem ser avaliados!!
Como pode uma pessoa que é ministra da educação ser tão ignorante e tratar assim os "seus" trabalhadores??

Na sexta-feira dizia-me a mãe de uma aluna, à entrada da escola "vocês têm toda a razão, mas têm uma ministra que quando aparece na televisão só diz mal dos professores! os outros ministros não dizem mal das pessoas".
Outras que estavam lá deram-lhe razão, todas diziam que "a mulher é uma mal encarada, não tem simpatia nenhuma, se calhar nunca pôs os pés numa escola para ver como é o vosso trabalho e o que ele custa".

Mas isto são pessoas com pouca instrução a falar...

7 de novembro de 2008

Magalhães, só mais uma vez... prometo!

O texto que se segue é um comentário da Graça, no post anterior.
Só para que não pensem que eu sou "refilona" ou exagerada...
E que a realidade é ainda pior do que eu a pinto.
Porque na minha escola (ou melhor, na minha sala de aula - porque na cantina já não é assim)as crianças não passam frio.
E também, na minha escola, as fotocópias não são racionadas!

«Na minha escola grande parte dos alunos não tem direito a ter cacifo.
Andam carregados de livros e mochilas o dia inteiro...
Nas minhas aulas os alunos apertam os casacos, põem os cachecóis à volta do pescoço, esfregam as mãos para poderem escrever e tiritam de frio dentro de salas gélidas...
Na semana passada, paguei do MEU bolso as fotocópias para os MEUS alunos poderem fazer testes, porque na minha escola não há dinheiro para fotocópias...

Mas afinal... será que isto pode ser verdade?!!!
Somos RICOS!
Até os alunos que não sabem escrever têm direito a um Magalhães...
Até os alunos que já têm computador são "aconselhados" a adquirir outro: o indispensável Magalhães...
Até os políticos da cimeira têm, como prenda do senhor ministro, um Magalhães...

Por favor, tenhamos (todos) piedade de nós!!!»

6 de novembro de 2008

E como não há duas sem três.. mais Magalhães!

É notícia hoje que, afinal, não são os operadores que vão pagar os custos do Magalhães, como foi sempre afirmado pelos senhores do governo.

Foi Mário Lino (aquele senhor do "jamé", lembram-se??) quem o veio confirmar:
"O Estado pagará a diferença".

Eu gostava imenso de conhecer esse senhor para lhe agradecer a amabilidade!
Isto de viver num país rico é outra loiça!!

(tenho alunos que, apesar das enormes dificuldades financeiras, não tiveram direito a subsídio para livros e almoços...
Mas que falta fazem os livros e os almoços quando se pode ter um Magalhães?)

5 de novembro de 2008

O que eu adoro o Magalhães só tem paralelo no primeiro-ministro!

Venho aqui retratar-me e desdizer tudo o que disse de mal acerca do Magalhães.
É que recebi um mail que mostra como o computador pode, afinal, vir a ser utilizado e a revelar-se útil!!

(o senhor primeiro-vendedor-ministro disse que o Magalhães era para ser usado dos 7 aos 77, por isso parece-me que estas simpáticas senhoras estarão a prevaricar!!!)

4 de novembro de 2008

Mais Magalhães, ufa!

O Magalhães ainda não chegou, mas as instruções "para professores", essas já chegaram.
Para que não pensem que sou exagerada, transcrevo algumas dessas "instruções".
São apenas excertos, porque não vos faria a maldade de colocar aqui o documento na íntegra!

"O professor e a escola devem dar os seguintes passos"
(esta parte é fácil, vou ficar à espera que a escola tome a iniciativa!!)

"os professores devem fornecer aos EE dos alunos toda a informação"

"Os EE devem preencher e assinar estes documentos e entregar ao professor (...) delegando no professor a competência para efectuar a inscrição e acompanhar o processo"

"o professor inscreve os alunos no sítio da internet"
(na minha escola a internet é assim: há durante 5 ou 10 minutos e depois desaparece por umas horas. Haja pontaria!!)

"a escola deverá verificar a veracidade dos dados dos alunos"

"assinalar no sistema que foram efectuados os pagamentos dos computadores" (?????)

"os professores deverão entregar aos EEos recibos/facturas e aos alunos os computadores"

Só ninguém nos disse ainda a que horas devemos executar essas tarefas! Se depois do meu horário lectivo eu não admito fazer esse trabalho, só me restam as horas lectivas para o fazer... ou então as horas de reuniões...

Louvado sejas, ó Magalhães!!

3 de novembro de 2008

E agora??

Ensino as crianças a escrever "rectângulo" ou "retângulo"?

É que é um perfeito disparate eu agora dizer-lhes para escreverem duma maneira e daqui a uns dias dizer que afinal não é assim!
E a altura ideal é esta, quando eles estão a aprender as palavras pela primeira vez!

Faço o quê?
(sobre este assunto nunca recebi NADA do ministério da educação, nem façam nem deixem de fazer! E o único livro que tenho sobre esta assunto, comprei-o eu e foi se quis!)

1 de novembro de 2008

Obrigada Glicínias!

Ontem, ao fim da tarde, dirigi-me ao centro comercial cá do burgo - Centro Comercial Glicínias.
E não fui fazer compras!!
Fui lá porque eles ofereceram um computador à minha escola!!

Foi assim: eles contactaram o C. Executivo do meu agrupamento para que indicasse uma escola candidata a receber um computador.
O "meu" vice-presidente - que é um querido - indicou a minha escola.
Afinal, está quase a fazer um ano que não temos computadores na escola!

E então lá fui, eu e o vice presidente, posar para a foto, "com a mão no computador" (que está hoje no Diário de Aveiro, que também participa neste projecto).

Esta "exposição" (isto foi na zona dos restaurantes, com toda a gente que por lá estava sentada a olhar para nós, sem contar com os flashes para o jornal e para a página do Glicínias!) foi um preço pequeno a pagar para que os alunos da minha escola possam ter um computador.

Por isso, já que quem tem obrigação de equipar as escolas o não faz, "obrigada Glicínias".


Aí está o maralhal que foi buscar os computadores (abrangeu três escolas). Eu também estou por aí!!
Dão-se alvíssaras a quem me achar!!