31 de outubro de 2009

Será que vou ser arguida?

(seja lá isso o que for...)

Estou mesmo preocupada!
Tenho visto na televisão que está um sujeito preso e outros são arguidos por receberem luvas.
É que eu já recebi umas luvas pelo Natal.
Foi o meu marido quem mas deu.
Se eu for presa ele também vai?

Reformulo a pergunta:
Só vai preso quem recebe luvas ou também vai quem as oferece?
É que um não vive sem o outro, se é que me entendem...

28 de outubro de 2009

Quem me ajuda?

O S. é meu aluno, tem 10 anos, e no final da semana passada apareceu-me na escola quase sem poder falar e com a zona da boca inflamada.
A causa?
Um piercing na boca por baixo do lábio inferior!
Uma coisa metálica, enorme, com uma bola cá fora e um bico lá dentro, que lhe bate nos dentes e mal o deixa comer e falar.

Quando lhe ralhei, dizendo "tens esse problema no nariz (ele anda sempre ranhoso e só respira pela boca) e o teu pai nunca te levou ao médico para te tratar e agora leva-te a fazer uma coisa dessas!" ele, pensando que eu achava que devia ser o médico a fazer aquilo, respondeu-me "não fui a lado nenhum, foi o meu primo que me fez lá em casa".

Andei à procura de legislação, mas não achei nada de concreto, apenas projectos de lei.

Alguém me pode dizer se há algo de concreto acerca deste assunto?

26 de outubro de 2009

Socorro!

Adormeço e acordo com a nova música do anúncio do Pingo Doce a martelar-me na cabeça.
E o pior é que me parece que nem gosto lá muito da cantiga!

Se os publicitários acham que se deve falar dos seus anúncios, nem que seja para dizer mal, tenho a dizer que em vez de "pingo doce" eu trauteio "continente"!
E nem sei a que propósito, já que é local que nem sequer frequento...

Alguém explica?

20 de outubro de 2009

.

A propósito de um editorial de António José Seguro, publicado no Jornal i, a minha colega G (esqueci-me de perguntar se podia publicar o nome dela) resolveu responder-lhe.
A resposta, que mereceu ainda outra resposta do referido senhor, é a que passo a transcrever.
De ler e aplaudir de pé!

Sr Seguro:

A minha rua chama-se Agostinho da Silva.
Talvez por isso me tenha doído ver por aqui o seu nome, citado a propósito da escola - onde estou TODOS os dias - e numa citação que pode levar a mal entendidos.
Também dele:
"O oportunismo é, porventura, a mais poderosa de todas as tentações; quem reflectiu sobre um problema e lhe encontrou solução é levado a querer realizá-la, mesmo que para isso se tenha de afastar um pouco de mais rígidas regras de moral; e a gravidade do perigo é tanto maior quanto é certo que se não é movido por um lado inferior do espírito, mas quase sempre pelo amor das grandes ideias, pela generosidade, pelo desejo de um grupo humano mais culto e mais feliz. (...)Seria bom, no entanto, que pensássemos no reduzido valor que têm leis e reformas quando não respondem a uma necessidade íntima, quando não exprimem o que já andava, embora sob a forma de vago desejo, no espírito do povo; a criação do estado de alma aparece-nos assim como bem mais importante do que o articular dos decretos; e essa disposição não a consegue o oportunismo por mais elevadas e limpas que sejam as suas intenções: vincam-na e profundam-na os exemplos de resistência moral, a perfeita recusa de se render ao momento."

Sr Seguro: do alto do pedestal dos seus sonhos, venha até cá abaixo, ver as escolas reais do seu país, aquelas que hoje, pelas leis e reformas consecutivas, não têm nada a ver com esta escola de que fala.
Nestas escolas, a diferença é tratada com indiferença, e os meninos diferentes foram CIFados por uma grelha "bio-psico-social", que exclui o pedagógico, de modo a só 1.8% caberem nos que têm direito a apoio.
Os que estão de fora engavetam-se numas prateleiras desinclusivas chamadas percursos curriculares alternativos, que mais não são do que o escamotear da realidade reduzindo o número de professores e tarefeiras (que ganham 3 euros à hora).
Nestas escolas os professores estão cansados, desconfiados, maltratados, e os projectos e outras coisas afins são vistos como um meio de alcançar melhores notas, com o fito do excelente.
Para o crivo do excelente.
Começo a ver aquilo que até hoje nunca tinha visto: oculta-se e omite-se, põe-se o pé à frente a ver quem tropeça.
E passa-se à frente.

Agostinho da Silva:
"A mesquinhez de uma vida em que os outros não aparecem como colaboradores, mas como inimigos, não pode deixar de produzir toda a surda inveja, toda a vaidade, todo o despeito que se marcam em linhas principais na psicologia dos estudantes submetidos a tal regime; nenhum amor ao que se estuda, nenhum sentimento de constante enriquecer, nenhuma visão mais ampla do mundo; esforço de vencer, temor de ser vencido; é já todo o temperamento de «struggle» que se afina na escola e lançará amanhã sobre a terra mais uma turma dos que tudo se desculpam."

Nestas escolas a educação sexual foi imposta por decreto, o bullying existe todos os dias e dos alunos conflituosos ninguém quer saber dos porquês, porque não há tempo.
E as turmas são cada vez maiores. E Respeito é uma palavra abandonada e ignorada. E todos os alunos e todos os pais saem impunes dos desrespeitos e da falta de civismo.
Nestas escolas os livros são maltratados: os magalhães tomaram o seu lugar e o recreio serve para estar dentro, debaixo dos cabides, a fazer jogos, downloadados ilegalmente, na maioria dos casos.
O inglês é uma mistificação: os professores ganham tão mal, que mal podem, vão para onde lhes dão mais meio euro.
Os alunos conhecem 2, ou 3, ou 4 professores logo no início do ano.
E permanecem sentados depois das 2 horas lectivas seguidas à tarde, depois de um intervalozito às 3 e meia, a jogar magalhães.
E ouvem outra vez, sentados outra vez.
7 horas diárias de aulas para crianças de 6, 7, 8 e 9 anos.
Valha-lhes a Educação Física, quando não chove. Porque se chove é sala outra vez, é arredar mesas e cadeiras, é um cheiro insuportável de meninos mal lavados, sem balneários, que a seguir sentam outra vez, todos suados, para uma aula de inglês ou de música. Nas mesmas salas, nas mesmas cadeiras, no mesmo oxigénio.
Nestas escolas o brincar fenece, e os meninos começam a ter depressões, a ir ao psicólogo; os meninos são mal comportados, os meninos chamam filha da puta à professora.
Quer vir até cá, sr Seguro? Venha ver o que fizeram destas escolas. Mas venha sozinho, não anunciado, não a escolas-modelo. Venha sem comitiva, anónimo, e venha ouvir. E verá que sai do sonho e entra no pesadelo da realidade. Venha ver o que conseguiram fazer destas escolas.
E chore, pelas escolas e pelos meninos do seu país.

Ou prefere continuar a sonhar e a escrever para o i?...

Uma professora que, apesar de tudo, ainda acredita nessa escola de que fala.

13 de outubro de 2009

Juro que não entendo!

Todos os brasileiros artistas de novelas que vêm a Portugal, dizem maravilhas de cá: do sol, da comida, das pessoas, da "civilização", do calorzinho gostoso ou do friozinho gostoso, conforme a época...
Todos se esfalfam para apresentar ascendentes portugueses na sua linhagem, já que isso é motivo de orgulho.

Entretanto os portugueses criticam quem assim procede: que são uns lambe botas, que dizem aquilo só para agradar, que o que adoram cá são os € que levam para o Brasil.

Agora, que apareceu uma artista de novelas a dizer ISTO do nosso país, cai o Carmo e a Trindade, quase sugerem que se linche a rapariga, se ela tiver o desplante de cá voltar.

Juro que não entendo esta gente: afinal querem que digam bem ou querem que digam mal?
(e não, não me sinto nada ofendida...)

12 de outubro de 2009

Árvore genealógica

Encontrei no "Olhares" e tenho de reproduzir.
Não há dúvida de que as eleições autárquicas são as mais divertidas.


(têm de clicar para ler)

Assim é que é!

Hoje é um dia de alegria: todos os partidos ganharam as eleições!
Haverá acontecimento mais feliz?

Agora só gostava que alguém me ajudasse a conseguir realizar essa habilidade na minha escola, para assim evitar a tristeza e o amuo que uns certos meninos têm cada vez que perdem...

8 de outubro de 2009

É preciso ter azar!

Ao fim de quase 25 anos a viver na mesma rua às escuras, eis que finalmente, na semana passada, vieram colocar os candeeiros!!
(ser perto das eleições é outra coincidência...)

E não é que a lâmpada do candeeiro que está mesmo à minha porta só funcionou um dia? (ou melhor, uma noite)

Agora está apagadíssima.
Já avisámos a EDP e prometeram reparar, mas não disseram quando.

Buáááá!

5 de outubro de 2009

Uma fotografia por domingo (109)

ou aos feriados, tanto faz... :)


Serra da Estrela, p'raí em Junho de 2005 ou algo que o valha...
De qualquer maneira a paisagem, ao contrário da gente, não envelhece!