31 de janeiro de 2010

Uma fotografia por domingo (122)



Quando apanho alguém distraído, zás... roubo-lhe o lugar no sofá.
E durmo tão pacificamente que depois já ninguém tem coragem de me desalojar!

28 de janeiro de 2010

Às vezes refilo, refilo, mas até sou boazinha.

Para o provar, vou dar uma ajuda ao governo para resolver o déficit (seja lá isso o que for...)

Ontem, o sr. Ministro das Finanças, sobre o facto de não aumentar os salários da FP, disse que eles até podiam ganhar pouco, mas não eram despedidos.
Se o problema é esse, sr. Ministro da Finanças, pois eu digo-lhe que deve despedir, sim.
E para o ajudar ainda mais, até lhe digo por onde deve começar:

Comece pelos deputados: despeça 2/3 deles.
Reduzidos para 1/3 fazem as mesmas tarefas e poupa-se um dinheirão.

Depois passe às autarquias: despeça metade dos presidentes de Câmara.
Metade das Câmaras Municipais servem muito bem e ainda tem uma poupança-bónus: não há obras em duplicado!
(exemplo: as cidades de Aveiro e Ílhavo têm - ambas - centros culturais. Para quê? )

E já que estamos numa de autarquias, faça o mesmo às Juntas de Freguesia.
Porque raio há-de haver, no espaço de uma cidade pequena, para além da Câmara Municipal, ainda meia dúzia de juntas de freguesia?

E não se pode também despedir o pessoal do RSI?
Ai não?
Nem aqueles que o recebem desde o iniciozinho e nunca fizeram nada para deixarem de precisar dele?
(estou a ser um bocadinho injusta, já que eles têm feito... Têm feito filhos para receberem cada vez mais.)

Pronto: já fiz a minha boa acçaõ de hoje.

26 de janeiro de 2010

Os suspeitos do costume

O Orçamento está (ou estava, mudei de canal) a sair aos bochechos, mas pelo que se vai sabendo, a culpa do (mau) estado das finanças é todinha desses criminosos que dão pelo nome genérico de FP.

Que se pode fazer então?
A pena de morte foi abolida, na cadeia não caberia tanta gente...
Que problema!
Há uma solução, um pouco demorada mas eficaz a longo prazo: deixá-los morrer à fome, ou fazer-lhes a vida tão negra, tão negra, até que eles acabem por desistir e se dediquem, sei lá, talvez à cultura da batata...

25 de janeiro de 2010

Uma fotografia por domingo (121)

Às vezes só à segunda-feira, porque ao domingo ando ocupada a tirar as fotos...



Salamanca, 24/01/2010

20 de janeiro de 2010

Politicamente incorrecta é o que me apetece ser

... quando ouço coisas como, por exemplo, que os trabalhadores portugueses são dos mais mal pagos da Europa e os que mais horas trabalham.
(um trabalhador europeu ganha o dobro de um trabalhador português!)


... quando sei de pessoas que, apesar de trabalharem, não ganham o suficiente para viver com dignidade.


... quando conheço gente que recebe o RSI há mais de 10 anos, sem nenhuma contrapartida da sua parte, antes pelo contrário.
E esse dinheiro faz tanta falta à sua sobrevivência que uns vão tomar o pequeno almoço à pastelaria, outros compram um cão por 250 euros!!


... quando hoje ouvi queixas de traficantes de droga que estão detidas numa esquadra onde "não têm o mínimo de condições".
E os polícias que lá trabalham? Que condições têm?

Ufa!
Pronto, desabafei...

15 de janeiro de 2010

Ano Novo, vida (quase) nova

Há instantes deitei para a minha "caixa de papéis a reutilizar em algo mais útil" o que restava da documentação da avaliação de professores.
A pilha, aliás, nunca chegou bem a sair da pasta onde estava porque eu sempre achei que aquela aberrante ideia não poderia ir avante. Era má de mais para ser verdade.

Por isso, foi com muita alegria que deitei para o lixo (não deitei, porque respeito a Natureza) uma montanha de folhas com grelhas de preenchimento, pontuações, descrições, avaliações disto e daquilo, objectivos, metas, descritores, análises, grelhas, planos, evidências, actividades, princípios (des)orientadores, resultados, indicadores, orientações, competências...

Ufa!
Como diria o outro: deixem-me trabalhar!!

(ah, e ainda aproveito a pasta!)

12 de janeiro de 2010

Onomatopeias e outras coisas da mesma família

Ensinam-se na escola, e os garotos regra geral até são muito criativos a imaginar sons.
Às vezes eu não "vejo" aquele som naquele objecto ou situação, mas a culpa é com certeza minha...

A propósito das onomatopeias, lembrei-me do que leio/vejo por aí, pelos blogs e também pelos mails.
As pessoas querem evidenciar algumas partes das palavras para dar ênfase ao que escrevem, mas fazem-no da pior forma.

Se lessem o que escrevem - como lêem as crianças - jamais escreveriam "queridaaaaaa" ou "lindooooooooo" ou "muitooooo".

Mas, a cereja em cima do bolo, são os "beijinhossssssssss".
Coisa feia!

8 de janeiro de 2010

Até que enfim!

Provou-se (especialmente para aqueles que achavam que os professores tinham reivindicações injustas e que a tenebrosa ministra estava cheia de razão) que não era bem assim:
as reivindicações dos professores eram mais que justas e podiam perfeitamente ser postas em prática.
Havendo boa vontade e bom senso de parte a parte, tudo é possível.
Não se pode é negociar com gente que chama "professorzecos" aos professores, não se pode negociar com gente que diz "Quando se dá uma bolacha a um rato a seguir ele quer um copo de leite"... enfim, não se pode negociar com gentinha!

Está então tudo bem?
Não, claro que não. Há ainda muito a fazer, mas lá chegaremos... Digo eu, que sou optimista.
Há ainda muita tralha que atrapalha, como escreveu o professor Ramiro.

Pelo menos já se deu o primeiro passo. E todas as grandes caminhadas começam assim.

5 de janeiro de 2010

"Sai da minha cadeira!"

Tinha a televisão ligada (como sempre) mas nem estava a prestar atenção, até que uns ruídos mais estranhos me fizeram olhar.
Estava uma miúda no programa (da Fátima Lopes), cujos pais estavam a ser entrevistados.
A miúda estava sentada numa cadeira, no meio dos pais, e mexia no microfone (daí os barulhos).
A Fátima Lopes bem lhe dizia para ela não mexer, mas ela não se incomodou nada com isso - e nem os pais.

Às tantas a garota abandona o local e o pai, a pedido da Fátima Lopes, senta-se na cadeira de onde ela saiu. Depois chegam outras pessoas e as cadeiras ficam todas ocupadas.
Entretanto, a menina regressa, dirige-se ao pai, e diz-lhe num tom autoritário:
-"sai da minha cadeira!"

E não é que o pai saiu?

E depois querem que a gente na escola os consiga educar?