24 de fevereiro de 2015

11 anos disto



(imagem daqui

Mais uma vez, e graças à minha infalível "agenda Flores", não deixei escapar o aniversário do meu blog.
Onze anos!
Provecta idade para um blog.
Tão velhinho, mas ainda mexe (pouco, coitado, mas mexe...)

Agora sejam queridos e dêem-me os parabéns e blablabla, essas mariquices todas do costume.
Para ver se o pobre não morre de vez...

18 de fevereiro de 2015

Que saco!

Os sacos "leves" parece que são altamente poluidores, anti-ecológicos e maus para o meio ambiente.
Nem duvido, basta ver como é difícil e demorado o plástico desaparecer na natureza.

A minha dúvida é: e se eu pagar 10 cêntimos de imposto pelo saco, ele passa a ser inócuo para a natureza?

Não seria melhor acabar com eles, e pronto, assunto resolvido?
Hipócritas!


3 de fevereiro de 2015

O país dos números

Vivemos no país dos números.

Nas escolas então atingiu-se um nível nunca visto em matéria de números. Tudo se resume a números, gráficos e percentagens.
Como se as aprendizagens das crianças destas idades pudessem ser expressas em números!
As avaliações das crianças, que eram apenas qualitativas, caminham a passos largos para serem quantitativas (os alunos do 4.º ano já são avaliados de 1 a 5 valores).

Até as crianças que nos chegam das pré-escolas já vêm avaliadas com percentagens disto e daquilo!

Ando a ler aos meus alunos "O principezinho" (estilo novela, 1 ou 2 episódios capítulos por dia)
Por isso dedico ao ministro da educação (que adora números) uma frase que lhes li hoje:

"As pessoas crescidas gostam de números. Quando lhes falais de um novo amigo nunca perguntam o essencial. Nunca vos dizem «como é a fala dele? Quais os seus jogos prediletos? Coleciona borboletas?» Perguntam «Que idade tem? Quantos irmãos são? Quanto pesa? Quanto é que o pai ganha?» E só julgam que o conhecem depois disto. Se disserdes às pessoas crescidas : «Vi uma casa de tijolos vermelhos, com gerânios nas janelas e pombas no telhado...» elas não conseguem imaginar uma casa. É preciso dizer-lhes: «Vi uma casa de quinhentos contos.» Então exclamam: «Ai que bonita!»

Andamos todos crescidos de mais, é o que é.