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12 de abril de 2012

Rica festa!


Até estou com medo de vir a ter pesadelos esta noite, mas não podia deixar de publicar esta notícia.
No entanto, desta vez a senhora em questão tem alguma razão (coisa que nunca teve enquanto foi ministra).
Só lhe falta dizer para quem foi a festa.
Para o país garanto que não foi.

(digam lá se não é a cara chapada da Bruxa Má da Branca de neve!)

2 de setembro de 2011

Armazéns para alugar,

aqui pela minha zona há muitos, cada vez mais.
Vai daí, resolvi ser querida para este governo e sugerir-lhes que os aluguem, para servirem de creches.

Assim como assim, é capaz de ficar ainda mais barato que as creches. Como são amplos, cabem lá mais catraios de cada vez. Podem até adaptar-se uns comedouros e bebedouros como nos aviários e assim até se podem dispensar educadoras, auxiliares, animadoras... e toda essa gentinha inútil que anda a levar o país à falência.

(não estou a inventar, muito menos maluca. Podem ler a notícia aqui.)

15 de julho de 2011

Até que enfim!

Experiências anteriores infelizes dizem-me que mantenha a calma e alguma muita desconfiança em relação ao que se diz, que pode depois não ter consequências...
No entanto não posso deixar de sentir uma réstia de esperança de que finalmente haja algum bom senso em matéria de educação neste país.

«Porto, 15 jul (Lusa) -- O ministro da Educação, Nuno Crato, disse hoje que o documento das competências essenciais é "inútil, mal organizado, palavroso e repleto de orientações pedagógicas que são caducas e que não compete ao Estado ditar".

Ao intervir na sessão de encerramento da apresentação dos resultados de mais um ano de trabalho do Projeto Fénix, pela Universidade Católica do Porto e pelo Agrupamento de Escolas de Beiriz, Nuno Crato afirmou: "Neste momento, temos três documentos orientadores do currículo, que são as chamadas competências essenciais, contra a qual eu tenho bramado e continuo a bramar".


Para o ministro, este é "um documento inútil, mal organizado, palavroso e repleto de orientações pedagógicas que são caducas e que não compete ao Estado ditar".»

8 de fevereiro de 2011

Ensino privado*

Os meus alunos passam 9 horas por dia numa escola velha, desconfortável, degradada e gelada.
O refeitório onde almoçam é o velho telheiro (mal)tapado, onde chove como na rua.

No entanto, os pais deles pagam impostos que servem, entre outras coisas, para pagar aulas de equitação a outros meninos.

Isto é justo?

* porque é privado de tudo.

1 de junho de 2010

Afinal Mário Lino não estava assim tão errado

ao chamar deserto ao Sul de Portugal.
Só pecou por defeito: o deserto, para além do Sul, chega também ao Norte e ao Centro.
E vai continuar a crescer, com a ajuda do governo e da ministra da educação.
A única parte do país que escapa ao deserto é uma estreita (mesmo muito, muito estreita) faixa de litoral.


As escolas, mesmo que ainda tenham 20 alunos, irão fechar.
Não poderia haver maior ajuda à desertificação: qual é o casal jovem que quererá ir viver para uma terra onde não há escola? Onde teriam de arrancar da cama, de madrugada, crianças com 5 e 6 anos, depois metê-las num transporte, e só as voltariam a ver já de noite...

As prés e as escolas do 1.º ciclo não precisam de ser centros altamente tecnológicos, ao contrário do que pensam os iluminados deste governo. Este tipo de escolas têm é de estar perto da população, as crianças precisam de estar na sua aldeia e não desenraizadas num qualquer centro escolar!

Claro que a história das "melhores condições" é só para inglês ver, o principal motivo é a poupança de meios: professores, auxiliares, escolas a funcionar.
Mas, muitas vezes o barato sai caro, mesmo muito caro.
Neste caso, é o futuro de um país que se hipoteca.

7 de maio de 2010

Provas de aferição

Mais uma vez, as provas de aferição.
Mais uma vez se verifica que quem as faz está a anos-luz de saber como são as vivências de uma grande maioria das nossas crianças...

(Claro que a culpa não é das provas, é das crianças)

Um texto cheio de palavras difíceis e pouco usadas pelas crianças (pelo menos pelas que eu conheço), numa prova onde não é permitido usar um dicionário!

E na minha opinião, um texto pouco adequado a esta faixa etária. É um texto de José Jorge Letria, de um livro que eu não conhecia - "Quando o homem beijou a Lua" - e que nem sequer faz parte dos livros recomendados no PNL.

Mas pronto... afinal a prova nem conta para nada, não vale a pena preocuparmo-nos com o assunto.

15 de janeiro de 2010

Ano Novo, vida (quase) nova

Há instantes deitei para a minha "caixa de papéis a reutilizar em algo mais útil" o que restava da documentação da avaliação de professores.
A pilha, aliás, nunca chegou bem a sair da pasta onde estava porque eu sempre achei que aquela aberrante ideia não poderia ir avante. Era má de mais para ser verdade.

Por isso, foi com muita alegria que deitei para o lixo (não deitei, porque respeito a Natureza) uma montanha de folhas com grelhas de preenchimento, pontuações, descrições, avaliações disto e daquilo, objectivos, metas, descritores, análises, grelhas, planos, evidências, actividades, princípios (des)orientadores, resultados, indicadores, orientações, competências...

Ufa!
Como diria o outro: deixem-me trabalhar!!

(ah, e ainda aproveito a pasta!)

8 de janeiro de 2010

Até que enfim!

Provou-se (especialmente para aqueles que achavam que os professores tinham reivindicações injustas e que a tenebrosa ministra estava cheia de razão) que não era bem assim:
as reivindicações dos professores eram mais que justas e podiam perfeitamente ser postas em prática.
Havendo boa vontade e bom senso de parte a parte, tudo é possível.
Não se pode é negociar com gente que chama "professorzecos" aos professores, não se pode negociar com gente que diz "Quando se dá uma bolacha a um rato a seguir ele quer um copo de leite"... enfim, não se pode negociar com gentinha!

Está então tudo bem?
Não, claro que não. Há ainda muito a fazer, mas lá chegaremos... Digo eu, que sou optimista.
Há ainda muita tralha que atrapalha, como escreveu o professor Ramiro.

Pelo menos já se deu o primeiro passo. E todas as grandes caminhadas começam assim.

20 de novembro de 2009

Até que enfim!

Parece que é definitivo e a carreira de professores dividida em duas categorias vai mesmo acabar...

Era este o busílis da questão e não a avaliação, como todos - ministra, jornalistas mal informados, 2 ou 3 comentadores iluminados - queriam fazer crer para pôr a opinião pública contra os professores.

Nenhum professor aceitou esta divisão da carreira, nem mesmo os que se viram assim "promovidos". A ministra contava que, pelo menos estes, a apoiassem, mas não: os professores mostraram ser uma classe unida (ao contrário do que até os próprios pensavam!).

Em pleno Outono, parece que se aproxima uma nova Primavera...
Já não era sem tempo!

17 de novembro de 2009

E vivam os mestrados!

Hoje, parte da minha aula da tarde foi assistida por 2 candidatas a professoras (não se chamam estagiárias, mas é como se fossem).
Pelo que me explicaram, o curso - que agora é de 4 anos (passou de 3 para 4 há uns anos) - inclui um mestrado no último ano por causa dessa-coisa-de-Bolonha.

Ou seja: apesar de se ter chegado à conclusão de que 3 anos de curso são suficientes, obrigam as pessoas a andar lá mais um ano. Para que elas não fiquem muito chateadas, concedem-lhes o grau de mestre!
(o que é uma injustiça imensa face a pessoas que têm cursos de 5 anos e são "apenas" licenciadas...)

E agora perguntam vocês: qual é o interesse das universidades em terem lá os alunos mais 1 ano?
A minha resposta/pergunta:
Será porque as propinas desse ano de "mestrado" são exorbitantes?

20 de outubro de 2009

.

A propósito de um editorial de António José Seguro, publicado no Jornal i, a minha colega G (esqueci-me de perguntar se podia publicar o nome dela) resolveu responder-lhe.
A resposta, que mereceu ainda outra resposta do referido senhor, é a que passo a transcrever.
De ler e aplaudir de pé!

Sr Seguro:

A minha rua chama-se Agostinho da Silva.
Talvez por isso me tenha doído ver por aqui o seu nome, citado a propósito da escola - onde estou TODOS os dias - e numa citação que pode levar a mal entendidos.
Também dele:
"O oportunismo é, porventura, a mais poderosa de todas as tentações; quem reflectiu sobre um problema e lhe encontrou solução é levado a querer realizá-la, mesmo que para isso se tenha de afastar um pouco de mais rígidas regras de moral; e a gravidade do perigo é tanto maior quanto é certo que se não é movido por um lado inferior do espírito, mas quase sempre pelo amor das grandes ideias, pela generosidade, pelo desejo de um grupo humano mais culto e mais feliz. (...)Seria bom, no entanto, que pensássemos no reduzido valor que têm leis e reformas quando não respondem a uma necessidade íntima, quando não exprimem o que já andava, embora sob a forma de vago desejo, no espírito do povo; a criação do estado de alma aparece-nos assim como bem mais importante do que o articular dos decretos; e essa disposição não a consegue o oportunismo por mais elevadas e limpas que sejam as suas intenções: vincam-na e profundam-na os exemplos de resistência moral, a perfeita recusa de se render ao momento."

Sr Seguro: do alto do pedestal dos seus sonhos, venha até cá abaixo, ver as escolas reais do seu país, aquelas que hoje, pelas leis e reformas consecutivas, não têm nada a ver com esta escola de que fala.
Nestas escolas, a diferença é tratada com indiferença, e os meninos diferentes foram CIFados por uma grelha "bio-psico-social", que exclui o pedagógico, de modo a só 1.8% caberem nos que têm direito a apoio.
Os que estão de fora engavetam-se numas prateleiras desinclusivas chamadas percursos curriculares alternativos, que mais não são do que o escamotear da realidade reduzindo o número de professores e tarefeiras (que ganham 3 euros à hora).
Nestas escolas os professores estão cansados, desconfiados, maltratados, e os projectos e outras coisas afins são vistos como um meio de alcançar melhores notas, com o fito do excelente.
Para o crivo do excelente.
Começo a ver aquilo que até hoje nunca tinha visto: oculta-se e omite-se, põe-se o pé à frente a ver quem tropeça.
E passa-se à frente.

Agostinho da Silva:
"A mesquinhez de uma vida em que os outros não aparecem como colaboradores, mas como inimigos, não pode deixar de produzir toda a surda inveja, toda a vaidade, todo o despeito que se marcam em linhas principais na psicologia dos estudantes submetidos a tal regime; nenhum amor ao que se estuda, nenhum sentimento de constante enriquecer, nenhuma visão mais ampla do mundo; esforço de vencer, temor de ser vencido; é já todo o temperamento de «struggle» que se afina na escola e lançará amanhã sobre a terra mais uma turma dos que tudo se desculpam."

Nestas escolas a educação sexual foi imposta por decreto, o bullying existe todos os dias e dos alunos conflituosos ninguém quer saber dos porquês, porque não há tempo.
E as turmas são cada vez maiores. E Respeito é uma palavra abandonada e ignorada. E todos os alunos e todos os pais saem impunes dos desrespeitos e da falta de civismo.
Nestas escolas os livros são maltratados: os magalhães tomaram o seu lugar e o recreio serve para estar dentro, debaixo dos cabides, a fazer jogos, downloadados ilegalmente, na maioria dos casos.
O inglês é uma mistificação: os professores ganham tão mal, que mal podem, vão para onde lhes dão mais meio euro.
Os alunos conhecem 2, ou 3, ou 4 professores logo no início do ano.
E permanecem sentados depois das 2 horas lectivas seguidas à tarde, depois de um intervalozito às 3 e meia, a jogar magalhães.
E ouvem outra vez, sentados outra vez.
7 horas diárias de aulas para crianças de 6, 7, 8 e 9 anos.
Valha-lhes a Educação Física, quando não chove. Porque se chove é sala outra vez, é arredar mesas e cadeiras, é um cheiro insuportável de meninos mal lavados, sem balneários, que a seguir sentam outra vez, todos suados, para uma aula de inglês ou de música. Nas mesmas salas, nas mesmas cadeiras, no mesmo oxigénio.
Nestas escolas o brincar fenece, e os meninos começam a ter depressões, a ir ao psicólogo; os meninos são mal comportados, os meninos chamam filha da puta à professora.
Quer vir até cá, sr Seguro? Venha ver o que fizeram destas escolas. Mas venha sozinho, não anunciado, não a escolas-modelo. Venha sem comitiva, anónimo, e venha ouvir. E verá que sai do sonho e entra no pesadelo da realidade. Venha ver o que conseguiram fazer destas escolas.
E chore, pelas escolas e pelos meninos do seu país.

Ou prefere continuar a sonhar e a escrever para o i?...

Uma professora que, apesar de tudo, ainda acredita nessa escola de que fala.

23 de setembro de 2009

Eu juro que não queria...

falar do assunto, mas lá terá de ser, mais uma vez!

Fala-se hoje novamente do Magalhães, esse incompreendido...
Parece que só haverá mais computadores para as criancinhas se o PS ganhar as eleições (cruzes, credo!)

Só que - e talvez muita gente arredada destes assuntos não o saiba - os Magalhães, pedidos em Dezembro do ano passado, ainda não chegaram todos!
Na minha escola, que tem apenas 32 alunos, ainda faltam 4 computadores!!

22 de setembro de 2009

Educação Especial? Quem diria!

Mais uma vez, neste ano lectivo, foi colocada na minha escola uma professora de "ensino especial", que afinal é professora de Ciências do 3.º ciclo!
(que precisa de horas para completar o horário e pronto... é assim que funciona!)

Entretanto, no mesmo país - calculem! - os verdadeiros professores do Ensino Especial (que são professores do 1.º ciclo e tiraram uma especialização para apoiarem crianças com graves dificuldades de aprendizagem) ou não obtiveram ainda colocação, ou foram colocados no ensino regular.

Isto não é de doidos?

22 de julho de 2009

Escândalo?!

Foi hoje notícia nos jornais mais um escândalo nacional!
Não é que uma escola - ainda por cima do norte! - teve o desplante de passar um aluno que teve uma catrefada de negativas?
Onde é que já se viu?

[No Público a notícia é record de comentários, como quase todas as notícias sobre educação (faz-me espécie como é que notícias importantes para o país, como por exemplo a notícia sobre o TC e os contentores de Alcântara só tem 2!)]

Mete dó ver tanta ignorância junta! (não é a do rapaz que passou de ano, é a do pessoal que comenta!)
Gostava de perguntar àquelas almas pensantes, que dizem cobras e lagartos dos professores que tiveram a ousadia de não chumbar o rapaz, qual a alternativa que propõem.
Pronto, é chumbá-lo, isso eu sei... e depois?
Chumba eternamente?
E qual é a vantagem?
Não será muito mais vantajoso deixar o rapaz transitar de ano e transitar para uma turma de CEF onde as aulas são mais práticas e ele poderá ter a possibilidade de, se calhar pela primeira vez na vida, aprender algo de realmente útil?

É que uma das poucas coisas acertadas que esta ministra disse foi precisamente que "chumbar os alunos é a maneira mais fácil de resolver o problema."

17 de julho de 2009

Ganham tanto, esses sacanas!!

Não acredito que a notícia que saiu hoje sobre os "altíssimos" vencimentos dos professores seja inocente.
Numa altura em que volta à baila a avaliação dos professores, esta "contra-informação" vem cair que nem mosca no mel!

Também eu acho que há uma enorme injustiça nos vencimentos dos professores, mas não são os mais velhos que ganham demais: são os mais novos que ganham de menos!
Não alinho naquela "justiça" do "se eu ganho pouco, então que todos ganhem pouco". Não é por aí!
Também acho indecente que o ordenado mínimo seja a miséria que é, acho indecente que as pessoass trabalhem tanto e ganhem tão pouco, acho indecente que haja pobres entre as pessoas que trabalham!
Devemos todos lutar por uma vida melhor, e isso não se alcança baixando os vencimentos de quem os tem decentes (que não exagerados)!

Já aqui escrevi que um dos princípios do 25 de Abril que eu, na altura, achei incrível ter de ser reivindicado porque devia ser tão normal como respirar, é o de "para trabalho igual, salário igual".
Isso não acontece com os professores, nunca aconteceu, e agora graças aos esforços desta ministra está ainda pior que nunca.
Um professor em início de carreira recebe cerca de 800 euros (se tiver a sorte de ter horário completo! Há professores que pagam para trabalhar!!).
Alguém se atreve a dizer que é muito? Para ajudar à festa, e ao contrário de todos os outros empregos, normalmente trabalha a milhas de casa, gastando o ordenado em gasolina...

Realmente, esta notícia por estes dias não é inocente.
Basta ler os comentários nos jornais de hoje - onde aparecem os ressabiados do costume contra os professores - para o confirmar.

14 de julho de 2009

Afinal, em que é que ficamos?

A "nossa" inefável ministra continua a fazer das suas...
Numa semana, sobre o dobro das negativas a matemática, diz que "houve menos investimento, menos trabalho e menos estudo" (e também que a culpa foi dos jornalistas, esses sacanas! Andaram a dizer que os exames iam ser fáceis e os petizes não estudaram nada, já não podemos confiar em ninguém!!).

Agora, acerca da metade das negativas a matemática no 9.º ano, vem dizer "isto deve-nos encher de orgulho. É muito bom e positivo para o país"

(do Público, onde é deprimente ler os comentários dos leitores. Tanta ignorância junta, até dói.)

21 de maio de 2009

Antes tarde que nunca, e eu não podia deixar de meter a colherada

apesar de saber que os blogs são como os jornais: perdem a validade num instante.
Por isso, e porque não tenho tido tempo (reuniões, fichas para fazer, outras para corrigir e - ainda por cima! - alunos na sala!), não falei do assunto na berra: a professora de Espinho.

Também eu me escandalizei: escandalizei-me principalmente por haver uma professora da área de letras, e ainda para mais cheia de mestrados e pós graduações e não sei mais o quê, dizer "no que tu te metestes" em vez de "meteste" e "amiguíssimos".
Erros de palmatória, que nem aos meus pequeninos eu desculpo!

Quanto ao assunto propriamente dito, só dois apontamentos (gosto desta palavra!!):
1.º - não caiam na asneira de generalizar, porque uma andorinha não faz a Primavera, ou... deixem-me-ouvir-a-gravação-de-toda-a-aula.
2.º (dedicada aos amigos da ministra e desta avaliação) - esta professora, com o curriculum que tem, deve estar no papel de avaliadora e não de avaliada!!
Nesta divisão da carreira dos professores, foram beneficiados os que deixaram de dar aulas para poderem "enriquecer-se" com cursos e mais cursos...

19 de maio de 2009

Ora aí está!

Toda a gente (alunos incluídos) acharam a prova de aferição de Língua Portuguesa muito fácil...
Eu também achei. Muito mais fácil que as de anos anteriores.

Mas não é por aqui que eu quero "pegar". Se fosse difícil queixava-me de que era difícil, se é fácil queixo-me que é fácil... é como a história do velho, o rapaz e o burro!

Aquilo que eu esperava com este facilitismo esta facilidade, já aí está, nos jornais. Chegou até mais depressa do que eu pensava!

"Aquilo que esperamos são sempre melhores resultados", adiantou Maria de Lurdes Rodrigues, convicta de que "as aulas de substituição, as aulas de recuperação e os tempos de trabalho dos professores com os seus alunos" se reflectirão no desempenho dos alunos.

Portanto e concluindo: os resultados vão ser brilhantes, não porque as provas são fáceis, mas porque os professores têm trabalhado mais, já que até agora eram uma corja de malandros!
Haja saúde para aguentar tanto disparate!

18 de maio de 2009

Atestado de burrice (novamente!)


Todos os anos, por esta altura, acontece esta situação caricata: os meninos e meninas fazem as suas provas de aferição para mostrar como são espertos e os professores são considerados para lá de burros ao serem aconselhados obrigados a ler o "guião" das provas, como se não fossem suficientemente inteligentes para falar por si.

Já falei deste assunto no ano passado, mas volto sempre a ele, por ser tão incrivelmente ridículo e mesmo assim ninguém fazer as alterações devidas.
Os professores são obrigados a ler ("Não procure decorar as instruções ou interpretá-las, mas antes lê-las exactamente como lhe são apresentadas ao longo deste Manual") é logo a primeira instrução com que nos deparamos!!

E depois temos de ler estas atrocidades que, com certeza, jamais saíriam das nossas cabecinhas se pudéssemos usar os neurónios:

Estou a ser claro(a)?
Querem fazer alguma pergunta?


Agora vou distribuir as provas. Deixem as provas com as capas para baixo, até que eu diga que as voltem.

Escrevam o vosso nome no espaço destinado ao nome; (...)
Querem perguntar alguma coisa?


Acabou o tempo. Não podem escrever mais nada. Agora vão ter o intervalo.
Estejam à porta da sala às 11 horas e 20 minutos em ponto. Não se esqueçam.
Podem sair.


E mais coisas do género, muito mais, que não vou transcrever para não tornar isto maçudo.
Só encontro uma explicação para tanto disparate: deve fazer parte do treino para nos transformarmos em papagaios.
Comigo, como estou a ficar velha e burros velhos não aprendem línguas, não vai pegar, disso tenho a certeza!!

5 de maio de 2009

Alguém sabe o que é o "Estudo do Meio"?

A maior parte das pessoas sabe ou, pelo menos já ouviu falar porque tem, ou já teve, filhos na escola...
Mas o que eu queria mesmo perguntar era: alguém entende esse nome?
Ou melhor ainda: esse nome dirá alguma coisa às crianças entre os 5 e os 10 anos?

A minha querida ministra (e os outros todos que ficaram para trás, que aqui ela não está só...) em vez de passarem a vida a mexer no que não devem, deveriam mexer naquilo que é fundamental: os programas.

Às voltas com a planificação do 3.º período, esbarro no "Estudo do Meio" e nos seus conteúdos completamente disparatados.
Como se não bastasse o disparate do nome e dos assuntos escolhidos, também os manuais são péssimos, maçudos e cheios de erros.
No 3.º ano, por exemplo, têm de estudar freguesias, concelhos, distritos...
Isto numa altura em que eles nem sabem bem o que é um país!

Depois há os assuntos que realmente lhes interessam, que pertencem ao grupo das ciências (um nome bem mais interessante): os seres vivos, os astros, a germinação das plantas, a história de Portugal...
E o que eles adoram mesmo, a parte experimental, fica muitas vezes relegada para 2.º plano por causa da extensão do programa e, principalmente porque os manuais actuais não valem nada nessa área.

Só o tempo dirá

Só o Tempo Dirá by Jeffrey Archer My rating: 4 of 5 stars View all my reviews