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26 de novembro de 2009

E volta aquele de quem não quero dizer o nome...

Já foram distribuídos aos professores os impressos para pedir os Magalhães para os novos alunos do 1.º ano.
Esta medida populista, demagógica e praticamente inútil, continua.

Na minha turma, de 13 Magalhães que foram dados às crianças em Março, há apenas 3 sobreviventes.
As mães dos alunos com computadores "falecidos" queixam-se na escola, como se eu tivesse alguma culpa.
Quando lhes digo que devem ligar para o número de assistência, dizem-me que de lá ninguém as atende (e os computadores têm todos menos de 1 ano o que deveria dar direito a accionar a garantia).

E, estando as coisas neste pé, que credibilidade merecem estes políticos?

11 de novembro de 2009

São Martinho

Perguntava aos alunos a professora, cheia de esperança de que naquelas cabecinhas existisse uma réstea de lembrança da história ouvida já 2 vezes por uns e 3 vezes por outros:
(ah, a professora era eu...)

"E então meninos, alguém ainda se lembra quem era o S. Martinho?"

"Eu lembro" - responde prontamente a F. - "era vendedor de castanhas!"

28 de outubro de 2009

Quem me ajuda?

O S. é meu aluno, tem 10 anos, e no final da semana passada apareceu-me na escola quase sem poder falar e com a zona da boca inflamada.
A causa?
Um piercing na boca por baixo do lábio inferior!
Uma coisa metálica, enorme, com uma bola cá fora e um bico lá dentro, que lhe bate nos dentes e mal o deixa comer e falar.

Quando lhe ralhei, dizendo "tens esse problema no nariz (ele anda sempre ranhoso e só respira pela boca) e o teu pai nunca te levou ao médico para te tratar e agora leva-te a fazer uma coisa dessas!" ele, pensando que eu achava que devia ser o médico a fazer aquilo, respondeu-me "não fui a lado nenhum, foi o meu primo que me fez lá em casa".

Andei à procura de legislação, mas não achei nada de concreto, apenas projectos de lei.

Alguém me pode dizer se há algo de concreto acerca deste assunto?

8 de setembro de 2009

Será pandemia?

Nos meus caminhos para a minha escola ou para o meu agrupamento passo por diversas escolas.
Todas andam em obras!
E andam em obras agora, com as aulas prestes a começar.

Com as obras das outras escolas posso eu bem.
O meu problema são as obras na minha, com uma reunião de pais marcada para quinta-feira, dia 10, e sem um único local livre.

Andam lá homens a pintar as paredes das salas, outros a pôr um lambrim de madeira e hão-de vir outros arranjar o chão.

Os móveis, os quadros, os placards, os livros, as mesas, as cadeiras e o computador, estão amontoados no meio das salas, é impossível sequer chegar lá perto.

É um facto que a escola estava a precisar de obras, mas não poderiam ter sido feitas em Julho e Agosto?
Ou será que o facto de as eleições estarem à porta tem algo a ver com isso?
É que nos meses de férias não haveria testemunhas e agora há uma carrada delas!

8 de maio de 2009

Imagem do dia:

(vai ter de ser uma descrição, porque eu vinha já a sair da escola, carregadíssima, cansada e esfomeada e não me apeteceu estar a pegar na máquina para fotografar - mas já me arrependi!)

No meio do recreio, coberto por nuvens de poeira, pousado no chão, está um Magalhães.
"tirem o computador daí, não veem que se estraga todo?"
"não podemos, precisamos da música" (juro que não ouvi música nenhuma!).

Estava explicada a nuvem de poeira: à volta do computador, as meninas dançavam e os rapazes faziam "derrapagens".

5 de março de 2009

Ontem tive uma reunião

na sede do meu agrupamento, depois das aulas.
Nestes dias costumo levar farnel, mas como ainda não estou boa da minha garganta, dirigi-me ao bar para beber qualquer coisa quente.
No meu agrupamento havia um bar de professores: era um local aprazível e calmo, embora não fosse só bar: era também a sala de professores. (E faço esta distinção porque há escolas que têm um bar que é apenas bar, com mesinhas e sofás...)

Mas, no outro ano lectivo decidiu-se, numa reunião do Conselho Pedagógico ao qual eu também pertencia que, devido à falta de funcionários, o bar de professores teria de fechar.
E os professores passaram então a frequentar o bar dos alunos.

Agora imaginem, os professores que, ao fim de uma aula de 90 minutos, deviam ter direito a 10 minutos de sossego esilêncio, terem de continuar a conviver com os jovens alunos.
Jovens e barulhentos: corridas, encontrões, gritinhos e risinhos histéricos das meninas, berros dos rapazes...
Já para não falar do ruído ensurdecedor dos matraquilhos que também existem naquele bar.
Eu não tenho nada contra este comportamento dos pré-adolescentes e adolescentes, antes pelo contrário: faz parte do seu processo de crescimento e, mais coisa menos coisa, já todos fomos assim!

O que chateia mesmo é que, neste país, seja tão fácil contratar secretários de estado e assessores e assesssores de assessores e consultores de tudo e mais alguma coisa e tão difícil colocar funcionários suficientes nas escolas!

De vez em quando lá aparecem nas notícias acontecimentos graves e violentos nos recreios das escolas e fica tudo muito escandalizado a perguntar "como é possível que ninguém tenha visto", blablabla...

Claro que é possível que ninguém veja nada, quando não há ninguém a ver!

2 de março de 2009

O que têm a ver os telemóveis com aquele outro objecto de que não posso dizer o nome

porque prometi aqui que nunca mais falaria nele?

Mas vou ter de falar...
É que há situações tão ridículas, mas mesmo tão ridículas que merecem ser lidas, comentadas, vaiadas.

Inscrevi os meus alunos no bendito Magalhães em finais de Dezembro.
No início de Fevereiro chegaram 6, na semana passada chegaram mais 10 (e temos 30 alunos inscritos). Nem sequer vou falar aqui da falta de sensibilidade desta gente que envia computadores para crianças às pinguinhas.

Há coisas ainda mais estúpidas, como esta:
Quando se inscrevem os alunos é pedido no impresso, um número de telefone.
Consultei os meus apontamentos e coloquei lá os números de telefone que tinha, sendo alguns telemóveis e outros fixos.

Acontece que nenhuma das crianças sobre quem foi fornecido o número de telefone fixo recebeu ainda o computador.
Alertada por uma colega, fui ao site dos senhores dos computadores e caiu-me o queixo de espanto quando lá li o seguinte:

«Não é possível enviar SMS para números fixos. Se ainda não recebeu o SMS para proceder ao pagamento, poderá efectuar esta alteração através da opção “Alteração do Contacto”, disponível na página da internet da Youtsu.»


O que eu pretendia era o seguinte:
Alguém informa estes senhores de que, desde há milhares de anos, existem várias formas de comunicar?
Sugiro sinais de fumo, tambores, um mensageiro a cavalo, um estafeta, os CTT...
Ah, e também lhes podem dizer que 1876 houve um senhor chamado Bell que inventou o telefone!!

E a pergunta final que se impõe:
quem não tiver telemóvel não vai ter direito ao computador??

12 de fevereiro de 2009

O S. só vem à escola quando lhe apetece: às vezes vem 3 ou 4 dias seguidos, depois falta outros tantos, ou ainda mais.
De cada vez que aparece depois de ter desaparecido, está ainda mais desfazado do resto da turma (do grupo do 2.º ano, embora esteja matriculado no 3.º)

No entanto...

Graças à ideia peregrina da Lurdinhas, vou ter de fazer uma "prova de recuperação" a este menino.
Isto, quando o apanhar novamente na escola, está bom de ver!

Esta situação tão estúpida que nem consigo qualificar, incomoda-me até à náusea: o garoto tem mais faltas que presenças, liga tanto à escola como eu ligo aos movimentos da Bolsa na China, e EU é que ainda tenho de ter o trabalho acrescido de lhe fazer a tal da prova de recuperação!!

Mas vai ser um aluno de sucesso, daqueles que a ministra gosta.
Como anda no 3.º ano, vai passar para o 4.º e no final do ano que vem, se Deus quiser, passará para o 5.º.
Porque agir assim é a única forma que tenho de me ver livre desta loucura!!

19 de janeiro de 2009

Visitas...

Na quinta e na sexta passadas, andou a passear-se pela minha sala (de aulas!) um simpático ratinho.
Simpático, mas um nadinha tímido, já que nunca se deixou fotografar, apesar dos meus esforços nesse sentido.
Se calhar o facto de ter todos os garotos a gritar "olha o ratinho ali", também não ajudou!

Aqui há tempos (ainda no 1.º Período), a cantina da escola foi vistoriada por uma nutricionista da Câmara.
E sabem com o que é que ela implicou?
(não, acho que o ratinho nesse dia não veio!)
Implicou com o facto de as chávenas de café das professoras serem lavadas na mesma máquina, juntamente com a louça das crianças!
Uma nojice, não vos parece??

5 de janeiro de 2009

Quem não sabia,

pode ficar agora a saber: ter uma auxiliar de acção educativa (as antigas contínuas) numa escola é um luxo a que poucas acedem.
Sabiam que uma escola primária com 2 salas de aula (independentemente do número de alunos) não tem direito a uma funcionária?
E refiro-me a escolas do 1.º ciclo, onde os "utentes" têm entre 5 e 10 anos, onde chegam a passar 9 horas por dia, onde há dores de barriga, vómitos, arranhões nos joelhos, sobrolhos abertos, narizes que pingam sangue...
E atacadores para apertar, berguilhas e todo o tipo de fechos para abrir/fechar...

E onde, dadas as taras actuais, há portões fechados à chave que é preciso vir abrir de cada vez que alguém toca à campainha...

Mas, lá dos mi(ni)stérios da educação, ninguém quer saber de nada disto...
Lá, dos mi(ni)stérios da educação, acham que é suficiente que alguém venha varrer as salas à saída...

26 de novembro de 2008

Não há pobreza maior que a pobreza de espírito!

Hoje, numa reunião (mais uma!), ouvi de raspão uma colega comentar - a propósito do Magalhães - que uma mãe de 3 filhos, com grandes dificuldades financeiras, e recebendo subsídio para livros, material escolar e almoços, vai querer comprar os computadores e também aderir à net (os preços rondam os 17 € mensais, com uma fidelização de 24 meses).

A referida senhora quer não uma, mas 3 ligações à internet!!

(e agora queria rematar convenientemente esta conversa, mas não me ocorre nadinha!)

18 de novembro de 2008

Desde que me conheço por gente que vivo em democracia.

Quando se deu o 25 de Abril eu tinha 14 anos e nada sabia de política (ainda hoje não sei, pronto...). A política não fazia parte do meu dia a dia, nem das conversas lá de casa, era ignorante e feliz, como Salazar desejava.

[Lembro-me que uma vez, numa aula de História, perguntei ao professor (que era padre e além de História, também dava aulas de Geografia, de Ciências, de Desenho, de Moral...) por que razão havia guerra em África. Achava eu que era um disparate. Ele respondeu qualquer coisa como "eles não nos querem lá a mandar e por isso fazem guerra".
Ainda fiquei mais convencida da correcção da minha ideia e disse que devia mesmo ser assim, já que a terra era deles! Então ele perguntou-me se eu gostava de açúcar! "Gosto muito"
"Se os portugueses viessem embora de África, como o açúcar vem de lá, ficavas sem açúcar".
E foi assim que eu, com 11 ou 12 anos, me tornei colonialista!]

Posto isto, devo dizer que agora seria incapaz de viver sem democracia.
Não imagino uma vida em que não o pudesse fazer livremente, votar, refilar, reivindicar...
Não imagino uma vida em que os assuntos importantes para todos fossem resolvidos por um, sem os outros se poderem pronunciar.

Ultimamente atitudes deste governo fazem-me sentir apreensiva porque sinto medo. Sinto-o eu e sinto-o nos outros.

Uma pessoa que confunde autoridade com autoritarismo - como a ministra da educação - não devia ter lugar no governo de um país democrático.

Apesar de tudo ontem, no meu Agrupamento decidiu-se pela exigência da suspensão desta avaliação e deste Estatuto aberrantes, apesar dos "castigos" prometidos.
O medo saiu vencido.

4 de novembro de 2008

Mais Magalhães, ufa!

O Magalhães ainda não chegou, mas as instruções "para professores", essas já chegaram.
Para que não pensem que sou exagerada, transcrevo algumas dessas "instruções".
São apenas excertos, porque não vos faria a maldade de colocar aqui o documento na íntegra!

"O professor e a escola devem dar os seguintes passos"
(esta parte é fácil, vou ficar à espera que a escola tome a iniciativa!!)

"os professores devem fornecer aos EE dos alunos toda a informação"

"Os EE devem preencher e assinar estes documentos e entregar ao professor (...) delegando no professor a competência para efectuar a inscrição e acompanhar o processo"

"o professor inscreve os alunos no sítio da internet"
(na minha escola a internet é assim: há durante 5 ou 10 minutos e depois desaparece por umas horas. Haja pontaria!!)

"a escola deverá verificar a veracidade dos dados dos alunos"

"assinalar no sistema que foram efectuados os pagamentos dos computadores" (?????)

"os professores deverão entregar aos EEos recibos/facturas e aos alunos os computadores"

Só ninguém nos disse ainda a que horas devemos executar essas tarefas! Se depois do meu horário lectivo eu não admito fazer esse trabalho, só me restam as horas lectivas para o fazer... ou então as horas de reuniões...

Louvado sejas, ó Magalhães!!

31 de outubro de 2008

E viva a amizade!


O André e o Luís são os melhores amigos.
Juntos desde o 1.º ano e quase os únicos rapazes numa turma de raparigas, só estão bem um com o outro.
A minha tarefa é, muitas vezes, separá-los para evitar mais conversas.

Mas qualquer pretexto lhes serve para se voltarem a juntar, quando acabaram as tarefas impostas e a aula se torna mais livre, ou mesmo assim sem mais nem menos, desde que me apanhem distraída!

Na sala temos uma espécie de "quadro de honra" da leitura.
Sempre que há leitura de textos, eles fazem uma auto-avaliação.
Há uma folha no placard onde eles vão fazer a bolinha correspondente: se leram bem levam "verde", se leram razoavelmente levam "amarelo" e quando lêem mal, "vermelho".
No fim de cada mês, faz-se a contagem e o melhor (o que tiver mais verdes) ganha um prémio.
(simbólico, podem ser aqueles bonecos que vêm nos cereais ou apenas um lápis ou caneta). Mas é um prémio e eles valorizam-no bastante.

Hoje, antes da leitura, chega o Luìs ao pé de mim e diz "hoje quero ter amarelo"
"o quê rapaz, tu queres ter amarelo?"
(é que ele, nas raríssimas vezes que leva amarelo - porque lê muito bem, mas às vezes lá falha - até chora!!).
Daí o meu espanto!
"mas porquê?"
"porque não quero ganhar ao André, quero empatar com ele"

Uma amizade assim é linda e comovente, só espero que ela continue pela vida fora!
(e na segunda-feira, quando eles, à socapa, se forem sentar um ao pé do outro, vou fingir que não reparei!)

14 de outubro de 2008

Miséria total

Ontem telefonaram para a escola a perguntar se estaríamos interessadas numa sessão de esclarecimento às crianças sobre nutrição.
A pessoa que telefonou identificou-se como estagiária na Câmara Municipal de Aveiro e nutricionista.
Claro que disse logo que sim!
Iniciativas destas só pecam por serem poucas!
É claro que nós na escola falamos imenso sobre alimentação saudável, mas vir alguém de fora dá outra "importância" ao assunto.

E hoje, pelas 11 horas lá se apresentou a menina (digo menina porque era novinha, só por isso).
Juntámos as 2 turmas a que a minha escola está reduzida numa sala e ela lá falou com as crianças.
Entretanto, distribuiu aos alunos duas folhas A5, agrafadas uma à outra, com umas imagens e uns conselhos sobre alimentação.
Os alunos observavam e comentavam.
Achei a brochura paupérrima, poucas imagens, pouca informação, papel fraco, nada apelativa.
Algumas eram a cores, outras meras fotocópias a preto e branco.
Uma aula assim diferente merecia qualquer coisa mais elaborada e bonita.

Mas o meu espanto atingiu o auge quando a rapariga, assim que deu por encerrada a sua apresentação, começou a recolher as brochuras!

Perante o meu espanto, lá me confidenciou, envergonhada (como se a culpa fosse dela!) que não a tinham deixado fazer uma brochura para cada aluno, por isso aquelas iriam servir para todas as escolas!

Nota: no dia em que tiver uma boa notícia para dar da minha Câmara Municipal, juro que faço uma festa!!

13 de outubro de 2008

Histórias da Carochinha

O assunto da conversa na aula era a Carochinha, aquela que ficou viúva no dia do casamento, só porque arranjou um marido guloso!

Pois as crianças do 2.º ano tinham de preencher uma frase onde faltavam palavras.
A frase dizia mais ou menos que a Carochinha tinha casado com o rato, mas não tinha querido casar com o... e o... e era aqui que eles teriam de completar.

E lá foram colocando os nomes dos animais que a Carochinha teria rejeitado: o porco (dizem eles, eu nunca ouvi esta versão!), o gato, o cão...
E eu "ainda falta pelo menos um!"
E uma menina palpita: "a vaca, falta a vaca!"

E eu;
"a vaca?? mas a Carochinha é uma fêmea."
A P, que nos primeiros tempos de escola não falava nem sob tortura e que com o decorrer do tempo foi desabrochando, responde escandalizada (haviam de ver a cara dela!!):
"casar com uma vaca? só se a Carochinha fosse lésbica!"

(vejam isto num contexto em que as crianças têm um vocabulário tão reduzido que eu passo a vida a "traduzir" o que digo)

7 de outubro de 2008

Ainda bem que este blog se chama Fábulas!

Não sei por que não falei do assunto antes, devo ter passado estes dias sem acreditar muito bem no que os meus olhos estavam a ver, só pode ter sido isso.

No outro dia escrevi aqui que na minha escola não havia um único computador, lembram-se?
Pronto, exagerei um bocadinho!

A verdade é que logo na primeira semana de aulas a Câmara Municipal de Aveiro mandou instalar um computador na minha escola. Um computador moderníssimo, daqueles fininhos, com monitor LCD e Windows Vista.

Agora sentem-se, que vou contar o resto:

Esse computador foi instalado com uma única função:"ler" os cartões com que os alunos pagam as refeições!
Todas as suas funcionalidades estão trancadas para ninguém poder fazer mais nada com ele!!
Nada de nada!!!

Dá para acreditar??
Mas acreditem que é a mais pura verdade, embora pareça uma cena de um daqueles filmes nonsense que ninguém entende!

1 de outubro de 2008

Cansada disto!

Embora não sendo hoje o meu dia de "castigo" (isso é à segunda-feira), fiquei a trabalhar na escola com um pequeno grupo de colegas até às 18 horas.

Perto das 17 horas vim à porta e já um bando de mães aguardava pelos seus rebentos que sairiam às 17:30.
E é assim todos os dias: as "ocupadíssimas" mães que a senhora ministra tanto protege e de quem tem tanta pena, ficam ali à porta da escola, no paleio, às vezes cerca de uma hora!!

Eu, cansada de trabalhar, meti-me logo para dentro, cheia de vergonha...

25 de setembro de 2008

Dá para entender?

Hoje na escola falava-se de datas de nascimento e do aniversário de cada um.
E também das formas de o festejar.
Vai daí, diz a P:
"eu não sei porquê, mas quando eu faço anos o meu pai traz um bolo e quando os meus irmãos fazem anos ele não traz nada".

Ela não sabe porquê, mas eu sei.
Quer dizer, sei explicar, mas não sei entender!
O pai dela não é o pai dos outros irmãos (um rapaz e uma rapariga).
Quando ele entrou para a família já a mulher tinha esses 2 filhos.
Mas eram bem novinhos (deviam ter à volta dos 3, 4 anos!), pelo que foram também criados por ele.

Algum(a) psi que explique isto, que eu não entendo!

17 de setembro de 2008

Em que é que ficamos?

Na televisão ouço, tanto a Ministra da Educação como o Primeiro Ministro, dizerem que este ano é o ano em que mais alunos irão ser subsidiados.

Não sei de que país estarão a falar!

Na minha escola nunca houve tão poucos subsídios atribuídos e tantos subsídios recusados, mesmo a crianças que dela costumam beneficiar!!

Só o tempo dirá

Só o Tempo Dirá by Jeffrey Archer My rating: 4 of 5 stars View all my reviews