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14 de julho de 2020

O terceiro gémeo

O Terceiro GémeoO Terceiro Gémeo by Ken Follett
My rating: 3 of 5 stars

Às vezes parece que os autores estão fartos do livro que andam a escrever e acabam tudo na última página. É o caso deste livro.
Ken Follett é daqueles autores que vai melhorando com o tempo.

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7 de julho de 2020

9 de junho de 2019

O regresso

O RegressoO Regresso by Victoria Hislop
My rating: 3 of 5 stars

Muito boa a parte onde se narra a guerra civil espanhola, mas fraca e inverosímil a história da Sonia Cameron. A mãe morreu quando ela tinha 16 anos e ela não sabe nada do seu passado? Nem a mãe nem o pai nunca lhe contaram e ela vai descobrir a sua história por um estranho? Mesmo estranho!
 

18 de maio de 2019

Nunca me esqueças

Nunca Me EsqueçasNunca Me Esqueças by Lesley Pearse
My rating: 4 of 5 stars

Nunca tinha lido nada desta autora porque livros embrulhados em tule cor de rosa não deixavam adivinhar nada de bom...
Afinal estava enganada e este livro é muito bom.
Conta a história verídica de Mary Broad, uma inglesa que viveu no século XVIII e que, por ter roubado um chapéu foi condenada a ser deportada para a Austrália. Uma história incrível de uma mulher ainda mais incrível.

24 de fevereiro de 2016

Viagem ao fim do coração


Viagem ao fim do coração
Ana Casaca
Guerra e Paz



Este livro narra a história de Luísa, Tiago e Pedro, narrada por cada um na primeira pessoa.
Luísa e Pedro são irmãos.
A mãe abandonou-os quando Luísa tinha 9 anos e Pedro era um recém-nascido, aos "cuidados" de um pai alcoólico e violento.
O amor e a compreensão entre estes irmãos, para quem a vida nunca sorriu, é linda e comovente.

Um dia, quando tinha 14 anos, Luísa conheceu Tiago. Foi um encontro marcante, embora tivesse durado apenas um único dia.
Reencontrar-se-ão dezasseis anos depois, exatamente na altura em que Luísa descobre que tem cancro...


Li num instante este livro de uma ainda jovem autora - Ana Casaca - que nem sequer conhecia (embora posteriormente ficasse a saber que tem mais livros editados).
É um livro duro de ler, ainda para mais sabendo-se que a autora se inspirou numa história verídica (narrada neste blog).
Ninguém poderá ficar indiferente ao ler este livro.


10 de fevereiro de 2016

O homem de Constantinopla e Um milionário em Lisboa



Título: O homem de Constantinopla e Um milionário em Lisboa
Autor: José Rodrigues dos Santos
Editora: Gradiva

Gosto dos livros do José Rodrigues dos Santos, principalmente dos romances históricos.
Gostei especialmente destes dois, que contam a vida (romanceada) do arménio Calouste Gulbenkian.
Talvez para não ferir suscetibilidades, JRS mudou os nomes às principais personagens, mulher e filho incluídos.
Pelo que pesquisei, o verdadeiro Gulbenkian teve dois filhos (Nubar Sarkis e Rita Sirvarte), embora no livro exista um único filho, chamado  Krikor.
É, no entanto, na história desse filho fictício que o livro tem a parte mais impressionante e a de que mais gostei: o êxodo e massacre do povo arménio.

De resto, o Gulbenkian retratado nestes livros não era flor que se cheirasse: tinha uma data de taras e manias, como ter sempre à sua disposição uma menina bastante nova (que era "trocada" com regularidade). Era autoritário e completamente hipocondríaco, preferia viver em quartos de hotel do que na sua própria casa...

Veio viver para Lisboa (mais uma vez para um hotel) para fugir à 2.ª guerra mundial e, aquilo que era apenas temporário passou a definitivo e ele nunca mais de cá saiu.
Graças a esse acaso, temos no nosso país a formidável Fundação Gulbenkian.



Estrelas: 4 * * * *

18 de setembro de 2015

A rapariga que roubava livros

A história começa em 1938, numa cidade alemã, perto de Munique chamada Molching. As personagens vivem, na sua maioria, na Rua Himmel (ironicamente, himmel significa céu...).
A personagem principal é uma menina, a Liesel, que é acolhida por um casal, a resmungona Rosa e o simpático Hans, o acordeonista.
Há ainda o vizinho e melhor amigo de Liesl, o Rudy.
Mais tarde aparecerá Max, o judeu que irá viver na cave da família.

Liesel adora livros e o primeiro que conseguiu foi uma mistura de roubado/achado. 
A partir daí irá roubar mais alguns...

A narradora desta história é... a Morte (o que torna este livro bastante original e cheio de ironia, ou não fosse a senhora morte uma "pessoa" com um humor bem negro, como convém).

Penso que foi a primeira vez que li um livro sobre a segunda guerra mundial (e já li muitos) em que as personagens principais são alemãs.
E, apesar de serem alemãs, são queridas (e queridos).

O livro está cheio de recados e achegas da narradora.
Deixo aqui um exemplo de um deles:


UMA PEQUENA NOTA RELEVANTE
Tenho visto ao longo dos anos tantos jovens 
que pensam estar a correr para outros jovens.
Não estão.
Estão a correr para mim.

4 de setembro de 2015

Prometo falhar


Prometo falhar
Pedro Chagas Freitas
Editora: Marcador



Chamem-me básica ou algo parecido, mas quando pego num livro é para ler uma história.
A maneira como é contada e o tema podem variar muito, mas tem de haver uma história.
Gosto de mergulhar lá, de me enternecer, de rir ou chorar, de "viver" com aquelas personagens por uns dias.
Este livro não tem nada disso: nem tema, nem personagens, nem história...
Tem uma amálgama de frases feitas, mais ou menos originais (?) e muito, muito, muito repetitivas.

(E muitos palavrões, porque os palavrões estão na moda, nem que venham a propósito de nada!)

E é chato, chato, chato! 
Tão chato que não o consegui acabar.
Na minha provecta idade, tenho de gerir o tempo e, por isso, não posso desperdiçá-lo a ler o que não gosto.


A única nota positiva sobre este autor é que prometeu e cumpriu!
Prometeu falhar e, na minha opinião, falhou redondamente.


12 de agosto de 2015

Dispara, eu já estou morto

"A quem é que importa o Deus a que reza cada um? E o que acontece com aqueles, como eu, que não rezam?"


Acabei de o ler há bocado e só me ocorre uma palavra: brutal.
Já há muito tempo que um livro não mexia tanto comigo. Ainda tenho as personagens todas na cabeça e sei que vai ser difícil livrar-me delas nos próximos dias.
Mas vamos ao livro: o assunto principal é o (eterno?) conflito entre palestinianos e israelitas e a luta por uma terra a que possam chamar sua.
A história começa na Rússia, com a família Zucker (judeus) que são obrigados a fugir da perseguição dos czares, que se refugiam em Paris e mais tarde na Palestina.
A Palestina desse tempo (início do século XX) pertence ao Império Otomano, embora nessa altura haja uma convivência pacífica entre palestinianos árabes e palestinianos judeus.
Quando a família Zucker chega a Jerusalém, vão ser vizinhos (e senhorios) da família Zaid, os árabes.
Os judeus da família Zucker e outros que vão chegando também fugidos da Rússia criam a "Horta da Esperança".
As duas famílias, Zucker e Ziad convivem pacificamente. Os filhos de uns e de outros vão nascendo e vão crescendo juntos como irmãos, mas...

O livro abrange quase todo o século XX, por isso retrata muitos conflitos: 1.ª Guerra Mundial, revolução russa, 2.ª Guerra Mundial, Holocausto (muito retratado neste livro - ou não fossem as personagens principais os judeus - e essas foram as páginas mais difíceis de ler), guerra na Palestina...


Para terminar, tenho uns reparos a fazer: no início do livro ajudava imenso uma árvore genealógica das famílias Zucker e Ziad, porque às tantas torna-se confuso tantos nomes e temos de voltar atrás para ver quem é quem. Um mapa da região também ajudava, assim como um glossário maior porque há muitas palavras pouco conhecidas.
Mas é um livro muito, muito bom, e como se isso não bastasse, ainda acrescenta um final surpreendente. Imperdível!

Estrelas: *****

Título: Dispara, eu já estou morto
Autor: Julia Navarro
Editora: Bertrand




7 de agosto de 2015

O miniaturista

Amesterdão, século XVII.
Nella Oortman, uma jovem pobre, casa com Johannes Brandt, um rico comerciante, e vai viver para sua casa. Mas não estarão sozinhos: a sua estranha cunhada também lá mora e não lhe vai facilitar a vida...
Aliás, o marido também não corresponde às expetativas e Nella sente-se infeliz e uma estranha na sua nova casa.

Um dia, para a animar, o marido oferece-lhe uma miniatura que é uma réplica perfeita da casa e Nella vai tentar completá-la, encomendando peças a um miniaturista.
Acontece que as miniaturas começam a aparecer-lhe em casa sem terem sido encomendadas e, para além disso, são uma espécie de presságio de acontecimentos futuros...

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Gostei deste romance principalmente porque gosto de histórias passadas em épocas diferentes daquela em que vivemos.
(Estou sempre à espera que os autores ponham o/a heroína a comer um hambúrguer ou a apanharem o autocarro há 3 séculos atrás, mas ainda não aconteceu).
Este romance vai-se tornando cada vez mais interessante à medida que a história avança e vamos entendendo as atitudes dos protagonistas.
Único senão: fiquei sem perceber muito bem a motivação do miniaturista - é o que dá o nome ao livro e acaba por, na minha opinião, não ter grande importância na história.

Ficha:
Título: O miniaturista
Autora: Jessie Burton (este é o seu primeiro romance)
Editora: Editorial Presença, 2015

Estrelas: * * * *

1 de julho de 2015

Irmãs de sangue, Um fogo eterno e Luz efémera



é uma trilogia das irmãs Stephanie e Barbara Keating, naturais do Quénia embora atualmente a morarem, uma em França e outra na Irlanda,

A história começa no Quénia em 1957 e conta a história de três amigas: a africânder Hanna van der Beer, a irlandesa Sara Mackay e a britânica Camilla Broughton Smith, que se conhecem desde crianças por frequentarem o mesmo colégio interno.
As férias e os fins de semana são sempre passados em Langani, a fazenda de Hanna, com os seus pais e irmão.

Embora com passagens por Londres, Dublin e Noruega, a história centra-se toda no Quénia.
Começa antes da independência, depois acontece a independência do país e finalmente num país autónomo (mas cheio de problemas, como acontece com a maioria dos países africanos, com feridas que custam a sarar).

No 1.º volume as amigas fazem um pacto de sangue e, embora a vida as vá separar fisicamente (Camilla vai para Londres, Sarah para Dublin, Hanna fica na fazenda), continuam unidas e a encontrarem-se com alguma frequência.

No 2.º volume, Hanna luta contra tudo e contra todos para preservar a fazenda e o seu casamento, Camilla singra em Londres e no mundo como top model e Sarah volta para o Quénia para se dedicar ao estudo dos elefantes.

No 3.º volume Hanna e o marido são donos da Fazenda Langani e do Safari lodge, Sarah casa e, juntamente com o marido, continua a sua luta  contra os caçadores furtivos e a corrupção que grassa no país.
Camilla, apesar de ter tantos homens aos seus pés, continua apaixonada pelo guia de safaris Anthony Chapman...

Ao reler o que escrevi em cima, pareço dar a ideia de que estes livros são um simples romance, mas não são, são muito mais que isto. Tem muita história e muita informação interessante, são envolventes ao ponto de não querer parar de ler.

Ficamos a conhecer um pouco da história do Quénia e com vontade de lá ir.


Ficha:
Título: Irmãs de sangue; Um fogo eterno; Luz efémera
Autoras: Stephanie e Barbara Keating
(edição ASA, 2007, 2009 e 2011)

Estrelas: * * * * *

16 de setembro de 2014

Mar de papoilas


(fotografado na praia, com vista para o mar, como convém ao título)


Mar de papoilas
autor - Amitav Ghosh
editora - Editorial Presença

Um bom livro de um autor que desconhecia completamente.
A história desenrola-se em 1838, no norte da Índia.
A personagem principal é o Ibis.
E quem é Ibis?
O Ibis é... um barco. Era um barco usado para transporte de escravos, mas agora é usado para transportar ópio e coolies e é propriedade da Companhia das Índias Orientais.
Também há pessoas nesta história: as minhas preferidas são a Deeti, a Paullete e o Jodu.
E todos eles se tornam jaházbhai, a bordo do Íbis.

Aborrecidos com duas palavrinhas estranhas?
Pois preparem-se que este livro tem um glossário com, nada mais nada menos que 461 sinónimos (sim, contei-as) de palavras indianas. Este facto torna a leitura às vezes mais demorada, mas mesmo assim é um livro bom de se ler. E ficamos a saber que muitas (mesmo muitas, mas estas não contei) dessas palavras têm origem portuguesa!

Só não gostei do final: dá a impressão de que deu um shoke ao autor e de repente resolveu não escrever mais, deixando assim a viagem por terminar e um sabor a pouco.

coolies - emigrantes asiáticos (pouco diferentes dos escravos, tanto na forma que eram transportados e recrutados como nos trabalhos que iriam fetuar, muito longe do seu país natal)

jaházbhai - irmãos de navio

shoke - capricho

22 de agosto de 2014

E as montanhas ecoaram,

"O menino de Cabul" e "Mil sóis resplandecentes", três excelentes livros, do mesmo autor e com o Afeganistão como cenário.


"O menino de Cabul" conta-nos a história de Amir e do seu amigo Hassan. Uma história de amizade interrompida por acontecimentos dramáticos.

"Mil sóis resplandecentes" narra a vida de duas mulheres (Mariam e Laila) que, embora venham de meios diferentes e tenham tido vidas completamente distintas, acabam por partilhar o mesmo marido. Começam por se odiar, mas acabam por se tornar cúmplices e as melhores amigas, até que...
Este é, dos três, aquele em que a história dos últimos anos daquele país é contada com mais pormenores, desde a invasão soviética à subida ao poder dos talibãs.

"E as montanhas ecoaram" conta a história de dois irmãos, Abdullah e Pari, separados em crianças, porque o pai vendeu a menina (Pari) a uma família rica, para poder assim sustentar o resto da família.
Dos três, este foi o que menos gostei embora, ainda assim, seja um livro muito bom.

O que é mesmo difícil de aceitar é que, num país que já foi "normal" e desenvolvido, uma raça de gente má chamada "talibãs" tenha conseguido destruir tudo à sua volta, principalmente no que diz respeito às mulheres e aos seus direitos.
Toda a gente devia ler estes livros, ou pelo menos um deles.


Depois há o autor, Khaleid Hosseini.
Nasceu no Afeganistão e viveu lá até aos 11 anos.
Filho de um diplomata e de uma professora de literatura, saiu do país quando o pai foi convidado a ser embaixador em Paris, mas não voltaram porque entretanto a União Soviética invadiu o Afeganistão, começando naquele país uma era de guerras e revoluções que dura até hoje.
Vive atualmente nos EUA, é médico e ainda trabalha na UNHRC (Alto Comissário das Nações Unidas para os Refugiados).
Para além disso, é lindo, como podem comprovar pela foto anexa.

Lobo Solitário

Lobo Solitário by Jodi Picoult My rating: 4 of 5 stars View all my reviews