31 de maio de 2005

Uma questão urgente

Hoje à hora da saída, já ao portão:

"Ó professora tu vais à minha casa abrir o meu computador?"
"Abrir?"
"Sim, pôr a funcionar"
"Ó homem mas os senhores que levaram o computador é que o deviam ter deixado a funcionar!"
"Mas ainda não levaram!"
"Ah!! Então quando levarem pedes a eles...
Quando é que o vão levar?"
"Quando eu fizer 9 anos"

(O João fez 8 em Janeiro...)

Dia Mundial sem tabaco

Como não sei escrever sobre estes assuntos, passei a bola aos GOLFINHOS, que o fizeram muito melhor que eu jamais o faria.
Respeitei os seus textos na íntegra, apenas corrigindo os erros ortográficos...
Não se trata apenas de palavras que se repetem por ouvir dizer:
Tenho alunos que passam fome e cujas mães fumam!
(antes que perguntem, dos pais não sei!)
Leiam que vos (nos) faz pensar...

30 de maio de 2005

Que tarde!

Hoje entre as 14 e as 15:30 quase não trabalhei, só telefonei!
Para resolvermos o problema dum aluno que apareceu na escola a queixar-se dum ombro (caiu da bicicleta no domingo), e que nós pensámos que pudesse até estar fracturado, eu e o colega que o apoia telefonámos para:
Centro de Saúde: a médica dele não estava, a que estava tinha muito trabalho, e como se calhar ia ser preciso radiografar, então o melhor seria ligar par o 112
112: Como o menino caiu ontem (burra eu, que devia ter dito só "caiu"), já não é uma emergência, telefonem para os bombeiros...
Bombeiros Novos: não é connosco, liguem para os Bombeiros Velhos (em Aveiro os bombeiros têm estes nomes originais, mas são simpáticos)
Bombeiros Velhos: TCHAN!
Finalmente, uma hora e meia depois de terem começado os telefonemas vêm à escola buscar o menino...
(e ele teve a sorte de ter cá o professor de apoio que se prontificou, fora do seu horário, a acompanhá-lo ao hospital, porque a Auxiliar da minha escola - que nem nos pertence, foi "emprestada" pelo Agrupamento - só entra ao serviço às 16 horas)

Alguém falou em funcionários públicos a mais??

29 de maio de 2005

Pela vossa saúde, não adoeçam!

Há quase 15 dias que a minha comadre fez uma cirurgia.
Essa cirurgia foi feita numa conceituada maternidade de Coimbra, ligada aos HUC...
Algumas horas depois de acordar da anestesia ela estava, como é natural e normal, cheia de dores.
Chama uma enfermeira para lhe dar um analgésico e
...analgésicos não há!!
Horas mais tarde dão-lhe um supositório Ben-u-ron porque entretanto ela também tinha febre alta...
Nos dias seguintes, quando ia fazer o penso, cada vez que a médica pedia um instrumento não havia e improvisava-se com outro "mais ou menos parecido".
(Tipo "acabou-se o papel higiénico mas há ainda muita lixa...")

Moral da história:
Esta história é completamente imoral!

(E fez-me lembrar também uma notícia que ouvi há alguns dias em que um médico de um hospital de Santo Tirso dizia que não usavam epidural nos partos - não sei se por falta de meios físicos ou humanos - mas que isso não tinha importância nenhuma!!)
E não se pode pôr o homem a parir?

28 de maio de 2005

Dúvida existencial

Dúvida do dia:

Qual é a diferença entre uma "urgência urgente" e uma "urgência não urgente"?

(é minha... a dúvida, não a urgência!)

Adenda (face às dúvidas surgidas nos comentários):

O que eu quero dizer é que, quando uma mãe ou um pai têm um puto com 40 de febre tanto pode ser uma mortal meningite como uma simples otite... Onde se devem dirigir para ficarem descansados?? Ao hospital, claro! Como podem saber se a urgência é urgente ou não?? Na maior parte das terras não há centros de saude à noite.
E se na escola um garoto torce um pé ou faz um pequeno golpe que precise de pontos SÓ O HOSPITAL o atende.
No centro de saúde não sabem, ou não querem fazer uma simples sutura numa ferida.....
Portanto as coisas têm de ser mexidas, mas não é assim do género: desde que pagues entope à vontade...
Eu votei num raio dum partido que se dizia SOCIALISTA, mas até agora não tem mostrado socialismo nenhum..
Continua a mexer na carteira dos mesmos!!

27 de maio de 2005

Um achado

Ontem "achei" este blog que merece uma visita atenta.

Aqui fica uma pérola que lhe acabei de roubar:

«PIMPINHA JARDIM é o que eu digo à minha cadela quando quero que ela saia para o quintal.»

Juro que não fui eu!

Mas quem me mandou a mim andar para aí a dizer "ai vão fazer ponte? Que desperdício...Não sabem que vai chover?"

E agora chove copiosamente, e eu tenho de ir almoçar senão ainda chego atrasada ao TRABALHO...

Filhota: se chove para esses lados, juro que não tenho culpa, não tenho nenhum pacto com o S. Pedro, nem fiz macumba!

Mas porque é que isto me está a dar vontade de rir??
Será que aquele gajo que diz que nós somos todos uns invejosos tem razão?
Mas se eu nem gosto de praia!!
...Fui!

Só o tempo dirá

Só o Tempo Dirá by Jeffrey Archer My rating: 4 of 5 stars View all my reviews