12 de novembro de 2005

Uma tarde para (não) esquecer

Hoje fui almoçar à Figueira da Foz.
Depois do almoço fomos dar uma volta pela marginal.

A Figueira da Foz por volta das 13 horas...

Já tínhamos andado bastante e deixado os carros a uma distância bem razoável quando começou a chover.
Resolvemos esperar que melhorasse, só que cada vez o tempo ficava pior.
De chuvinha passou a chuvada, de chuvada a dilúvio.
Abrigámo-nos primeiro debaixo do telheiro de um prédio, depois numa quase aberta andámos mais um bocado até termos de nos abrigar novamente, já na marginal.
Aí já não era só chuva, era também aquele ventinho típico das nossas praias... Brrrrr....


À hora do dilúvio...

Enregelados e cansados de esperar lá foram os cavalheiros numa corrida buscar os carros para socorrer as damas (às vezes estas atitudes machistas dão cá um jeitão!!)


E a isto chamo eu uma tarde inesquecível!
(porque se tivesse sido tudo perfeito nunca mais a íamos recordar com a mesma intensidade!)
Atchim!

10 de novembro de 2005

Coffee break

Ainda bem que eu não moro por estes lados!
Só bebia café!

E ainda:
Porque é que o Virgem atravessou a rua?
Bem, atravessar, atravessar, ainda não atravessou porque primeiro tem que medir:
a)A largura da rua.
b)A velocidade dos carros.
c)Se a experiência é válida.
d)Qual será a melhor hora para atravessar,etc.

E se querem saber dos outros signos, procurem aqui.

6 de novembro de 2005

Móvel(in)decor(oso)

Ontem à noite fui ver a "Móveldecor, salão de mobiliário e decoração" que decorre no Pavilhão das Feiras em Aveiro.
Quando lá chegámos por voltas das 21.30 até pensámos que não tinha ainda aberto pois normalmente nestas exposições, e a um sábado à noite, há imensa gente.
Mas afinal estava aberta.
Depois de darmos a volta ao Pavilhão lá achámos a porta de entrada. Nessa porta estavam duas simpáticas raparigas que nos disseram que para entrar era preciso pagar 2 euros (cada um!).
Um senhor que estava ao nosso lado refilou e veio logo embora recusando-se a pagar para entrar. Nós ficamos indecisos porque íamos acompanhados duma certa FadaMagrinha que fazia questão em ver candeeiros...(eu não te disse que ia contar? Não te perdoo os meus ricos euros desperdiçados!!).
Lá fomos penosamente comprar os bilhetes (noutro local onde estavam outras duas simpáticas raparigas!!) e entrámos.

Chamar "exposição" àquilo é como chamar iceberg a um cubo de gelo: tem menos móveis que qualquer casa de móveis rasca aqui da minha parvónia...
Além de ter poucos expositores, a maioria estava ao abandono.
O local parecia um deserto (e os camelos eram os que pagaram para ver aquela coisa)!

Se a exploração do Pavilhão pelo novo Executivo vai ser assim, não lhe auguro grande futuro!
Eu (e mais três pelo menos) não pomos lá mais os pés enquanto for preciso pagar para entrar, seja a exposição do que for...
E a julgar pela "enchente" que lá andava ontem, ainda há muita gente com juizo nesta terra.
Menos quem gere o Pavilhão das Feiras, obviamente!

AVISO: Se por estes dias não tiverem onde ir e vos apetecer ver móveis e artigos de decoração não vão ao Parque de exposições de Aveiro!

4 de novembro de 2005

Da fama

Ontem quando liguei a televisão na RTP1 por volta das 19:30 dou de caras com uma apresentadora, que gritava em vez de falar e soltava uns guinchinhos histéricos típicos daquelas adolescentes que fazem esperas aos carros dos futebolistas...
Alguns minutos depois consegui perceber que ela estava no local onde iam passando os "famosos" que entravam no Pavilhão Atlântico para os prémios da MTV.

Eu fiquei a olhar para aqueles famosos todos e a constatar que não conhecia ninguém!
"Se calhar estou com algum problema grave, daqueles ainda não diagnosticados! Eu não conheço estes famosos!" comecei a pensar com os meus botões, fecho éclair e tudo o que tinha...
Eles iam passando, eram "entrevistados" pela tal menina em estado de quase derretimento e eu... népias!
Algum tempo depois, com o jantar já meio feito, consegui reconhecer, embora a custo, a Nelly Furtado!

"Ai que estou mesmo mal" foi o que fiquei a pensar até hoje.
(só tinha o marido em casa, mas esse não conta pois além de não reconhecer a Madonna, nem sabia quem era o Robbie Williams - um caso perdido!)
Até que já hoje comecei a fazer uma espécie de inquérito a toda a gente que via e perguntava "conheces o...?" "conheces a...?" e lá ia dizendo alguns nomes que tinha decorado...
Vai daí fiquei mais descansada: se isto é doença, então é uma pandemia e já devem estar a tratar das vacinas e essas coisas todas que se fazem como para a gripe das aves. É que ninguém conhecia tais personagens!

Portanto, esses senhores e senhoras quando estiverem fartos de ser famosos (que é uma coisa horrível e cansativa - dizem eles) podem sempre vir passear por aqui pelas redondezas com a certeza de que ninguém os vai chatear... Basta que não se passeiem em centros comerciais à hora de ponta das teenagers que faltam às aulas, que levam uma vida descansada!

E eu cá fiquei a pensar "o que é a fama?" e ainda não consegui descobrir!

3 de novembro de 2005

Proximizade

Proximizade

Proximidade e mão amiga. "Proximizade", feita do entusiasmo voluntário de quem quer ajudar a combater a apatia, a dispersão e a insensibilidade que nos ameaça se continuarmos indiferentes ao que se sabe e ao que se vê. Aqui, já está a acontecer.

1 de novembro de 2005

A minha rua



Na minha rua não há passeios.
Na minha rua não há valetas.
Na minha rua não há traços de sinalização.
Na minha rua não há luz.
Na minha rua não se pode passear à noite.
Na minha rua os gatos morrem atropelados.
Na minha rua andar a pé é muito perigoso.
Na minha rua os carros passam depressa demais.
Na minha rua os postes não têm lâmpadas.
Na minha rua os postes ainda têm os cartazes da campanha do PSD.
Na minha rua há um cruzamento com muito trânsito que não tem luz nem está sinalizado.
Na minha rua há uma passagem pedonal com 70 degraus, sem luz.
A minha rua não se devia chamar rua...
Talvez beco ou viela...
... ou buraco negro!

Só o tempo dirá

Só o Tempo Dirá by Jeffrey Archer My rating: 4 of 5 stars View all my reviews