Nesta novela da avaliação de professores o que eu não engulo mesmo (e é por isso que os professores reclamam, não é pela avaliação em si!) é a divisão da carreira docente em 2 grupos: os "titulares" e os outros.
Não cabe na cabeça de ninguém que numa profissão, num dia as pessoas sejam todas iguais - porque todas desempenham as mesmas tarefas e todas têm formação idêntica* - e no dia seguinte haja uns mais iguais que outros.
Ainda por cima essa divisão foi feita sem critérios ou, se os houve, não são razoáveis nem aceitáveis.
Vem agora o sr. Jorge Pedreira dizer que "a manutenção das duas categorias é essencial para a melhoria da escola pública"
E eu só pergunto: PORQUÊ???
* ou não, mas isso é outra história...
9 de fevereiro de 2009
8 de fevereiro de 2009
Uma fotografia por domingo (80)
Andava à procura de uma informação nos atrasados do meu blog (sim, que o meu blog é um óptimo tira teimas!) e achei esta "capa" da National Geographic.

É uma ideia engraçadíssima para brincarmos com as nossas fotos, e o link ainda está activo, aqui.
Divirtam-se! (se tiverem tempo)
PS: a beldade da capa é a Xena, a minha gata!

É uma ideia engraçadíssima para brincarmos com as nossas fotos, e o link ainda está activo, aqui.
Divirtam-se! (se tiverem tempo)
PS: a beldade da capa é a Xena, a minha gata!
6 de fevereiro de 2009
Uma molhada de grelos

Já por diversas vezes ouvi dizer na televisão àquelas pessoas que acham que "lá fora é que é", que em alguns países (segundo eles, os civilizados) se deixam os jornais num caixote e que as pessoas levam o jornal e deixam o dinheiro e que se fosse cá levavam os jornais e o dinheiro que houvesse e tudo...
A este propósito, vou contar uma história que se passou hoje:
Eu compro grande parte das hortaliças e também flores e batatas e cebolas e alhos pelo caminho. Entre a minha escola e a minha casa há muita gente que tem esses produtos à venda à porta.
Gosto desta maneira de comprar porque é prática (não tenho de ir a mais lado nenhum), porque tenho a certeza de que os produtos são frescos e não foram colhidos há semanas ou meses, e também porque assim dou o dinheiro directamente a quem produz os bens (desde sempre tive uma má vontade contra intermediários, pois embora compreenda que fazem falta, mesmo assim não os aprecio).
Hoje, numa desses "lojas" embora os produtos estivessem expostos, o portão da casa estava fechado.
Olhei melhor e vi um papel, dentro de um saco de plástico - por causa da chuva - onde constavam os preços dos produtos e um recado final que dizia "deixe o dinheiro na caixa do correio"
E pronto, lá trouxe eu uma molhada de grelos, e deixei o dinheiro na caixa do correio.
Ainda bem que esta senhora deve ter pouco tempo para ver televisão e por isso nunca ouviu aquelas conversas das nossas "mentes iluminadas"!
PS: e ainda bem que eu queria grelos, porque não sei distinguir as "couves de cortar" das "couves galegas" ou das "couves portuguesas"!!
A este propósito, vou contar uma história que se passou hoje:
Eu compro grande parte das hortaliças e também flores e batatas e cebolas e alhos pelo caminho. Entre a minha escola e a minha casa há muita gente que tem esses produtos à venda à porta.
Gosto desta maneira de comprar porque é prática (não tenho de ir a mais lado nenhum), porque tenho a certeza de que os produtos são frescos e não foram colhidos há semanas ou meses, e também porque assim dou o dinheiro directamente a quem produz os bens (desde sempre tive uma má vontade contra intermediários, pois embora compreenda que fazem falta, mesmo assim não os aprecio).
Hoje, numa desses "lojas" embora os produtos estivessem expostos, o portão da casa estava fechado.
Olhei melhor e vi um papel, dentro de um saco de plástico - por causa da chuva - onde constavam os preços dos produtos e um recado final que dizia "deixe o dinheiro na caixa do correio"
E pronto, lá trouxe eu uma molhada de grelos, e deixei o dinheiro na caixa do correio.
Ainda bem que esta senhora deve ter pouco tempo para ver televisão e por isso nunca ouviu aquelas conversas das nossas "mentes iluminadas"!
PS: e ainda bem que eu queria grelos, porque não sei distinguir as "couves de cortar" das "couves galegas" ou das "couves portuguesas"!!
5 de fevereiro de 2009
Ajudar as crianças e de caminho também o governo
Quando chego a casa, a primeira coisa que faço é ligar a televisão.
Nem que não fique perto dela, tenho de a ligar...
À tarde, na RTP, está a dar o Portugal no Coração.
Embora não me sente a ver, vou pondo o olho de vez em quando enquanto faço outras coisas.
Nestes últimos dias tenho reparado que nesse programa estão a fazer uma campanha para ajudar as crianças da Guiné Bissau. E é fácil ajudar a alimentar uma criança: basta um simples telefonema que custa 60 cêntimos.
Mas... aqui é que bate: esse simples telefonema paga IVA.
E eu, que até me sinto tentada algumas vezes a telefonar, acabo por não o fazer.
Porque não me apetece dar mais dinheiro a um governo a quem já dou tanto, todos os dias!!
Nem que não fique perto dela, tenho de a ligar...
À tarde, na RTP, está a dar o Portugal no Coração.
Embora não me sente a ver, vou pondo o olho de vez em quando enquanto faço outras coisas.
Nestes últimos dias tenho reparado que nesse programa estão a fazer uma campanha para ajudar as crianças da Guiné Bissau. E é fácil ajudar a alimentar uma criança: basta um simples telefonema que custa 60 cêntimos.
Mas... aqui é que bate: esse simples telefonema paga IVA.
E eu, que até me sinto tentada algumas vezes a telefonar, acabo por não o fazer.
Porque não me apetece dar mais dinheiro a um governo a quem já dou tanto, todos os dias!!
3 de fevereiro de 2009
Aaah, agora entendi!
Desde que ouvi a história pela primeira vez (a da mulher que foi levada pelo mar no Furadouro) que achei que havia ali qualquer coisa que não batia certo (e não sou vidente!).
Numa praia que tem um espaço tão bom e bonito (e seguro) para fazer passeios à beira-mar, não se compreende que alguém se vá passear para perto da água, ainda para mais de noite, em pleno Inverno, com avisos amarelos e laranjas...
Afinal a mulher tinha ido fazer bruxarias, e isso explica tudo.
Não tenho nada contra, cada um ganha a vida como quer ou como pode, mas correu riscos desnecessários e pagou a imprudência com o preço mais alto que pode haver.
Mas o que me chocou ainda mais na notícia desta tragédia, foi que as 3 crianças, ainda pequenas, que ficaram órfãs de mãe, vão para uma instituição.
Mas elas não têm pai??
E não será mais barato ajudar o pai em vez de institucionalizar as crianças?
Parece que, de há uns tempos para cá, ser pobre é um grande pecado, tão grande que nem se permite que essas pessoas criem os seus proprios filhos!
Conheço gente que foi criada na maior pobreza (que nem os actuais pobres imaginam) e que se tornaram adultos felizes e realizados.
Isto porque ser pobre de bens materiais não significa necessariamente ser pobre de afectos.
Mas parece que actualmente nada disso é levado em conta!
Numa praia que tem um espaço tão bom e bonito (e seguro) para fazer passeios à beira-mar, não se compreende que alguém se vá passear para perto da água, ainda para mais de noite, em pleno Inverno, com avisos amarelos e laranjas...
Afinal a mulher tinha ido fazer bruxarias, e isso explica tudo.
Não tenho nada contra, cada um ganha a vida como quer ou como pode, mas correu riscos desnecessários e pagou a imprudência com o preço mais alto que pode haver.
Mas o que me chocou ainda mais na notícia desta tragédia, foi que as 3 crianças, ainda pequenas, que ficaram órfãs de mãe, vão para uma instituição.
Mas elas não têm pai??
E não será mais barato ajudar o pai em vez de institucionalizar as crianças?
Parece que, de há uns tempos para cá, ser pobre é um grande pecado, tão grande que nem se permite que essas pessoas criem os seus proprios filhos!
Conheço gente que foi criada na maior pobreza (que nem os actuais pobres imaginam) e que se tornaram adultos felizes e realizados.
Isto porque ser pobre de bens materiais não significa necessariamente ser pobre de afectos.
Mas parece que actualmente nada disso é levado em conta!
2 de fevereiro de 2009
Estes gajos estão (ainda mais) doidos ou quê??
Há professores que, embora estando aposentados, se disponibilizam para ir às ex-escolas "dar uma mão", por exemplo, substituindo um colega que precise de faltar.
(há gente capaz de tudo!!)
Aconte que agora, o sr. Valter Lemos se lembrou de vir "regulamentar" esta situação!!
Pretende então que estes professores tenham um horário (mínimo 3 horas semanais), e que, "no final de cada ano lectivo, os professores voluntários elaborem um relatório anual da sua actividade, no qual deve constar uma autoavaliação"
A certa altura pode ler-se que "o trabalho dos docentes aposentados se constituirá como uma actividade assente no reconhecimento das suas competências científicas, pedagógicas e cívicas, exercida de livre vontade, sem remuneração, numa prática privilegiada de realização pessoal e social".
Isto tudo daria vontade de rir se não fosse um assunto muito sério.
Estes doidos querem acabar com tudo de bom que existe nas escolas, já nem os voluntários podem ajudar em paz, como voluntários que são!!
Quer dizer, uma professora disponibiliza-se para ir à escola, seja a substituir um colega ou simplesmente ajudar numa data especial, e vai ter de planificar e auto-avaliar e o diabo a sete???
E, pior ainda: vai ter de cumprir um horário??
Tudo isto em nome da "realização pessoal"???
Uma das pessoas que eu conheço que tem feito voluntariado já me disse que nunca mais põe os pés na escola...
Diz ela que se "realizará" melhor a passear por aí!
Como eu a compreendo!
__________________
E mudando para um assunto bem melhor:
Os Pirilampos estão muito felizes porque uma das nossas "histórias de segunda-feira" saiu publicada na Terra do Nunca.
Agora, para a felicidade deles ser completa, só lhes faltam os comentários!
(há gente capaz de tudo!!)
Aconte que agora, o sr. Valter Lemos se lembrou de vir "regulamentar" esta situação!!
Pretende então que estes professores tenham um horário (mínimo 3 horas semanais), e que, "no final de cada ano lectivo, os professores voluntários elaborem um relatório anual da sua actividade, no qual deve constar uma autoavaliação"
A certa altura pode ler-se que "o trabalho dos docentes aposentados se constituirá como uma actividade assente no reconhecimento das suas competências científicas, pedagógicas e cívicas, exercida de livre vontade, sem remuneração, numa prática privilegiada de realização pessoal e social".
Isto tudo daria vontade de rir se não fosse um assunto muito sério.
Estes doidos querem acabar com tudo de bom que existe nas escolas, já nem os voluntários podem ajudar em paz, como voluntários que são!!
Quer dizer, uma professora disponibiliza-se para ir à escola, seja a substituir um colega ou simplesmente ajudar numa data especial, e vai ter de planificar e auto-avaliar e o diabo a sete???
E, pior ainda: vai ter de cumprir um horário??
Tudo isto em nome da "realização pessoal"???
Uma das pessoas que eu conheço que tem feito voluntariado já me disse que nunca mais põe os pés na escola...
Diz ela que se "realizará" melhor a passear por aí!
Como eu a compreendo!
__________________
E mudando para um assunto bem melhor:
Os Pirilampos estão muito felizes porque uma das nossas "histórias de segunda-feira" saiu publicada na Terra do Nunca.
Agora, para a felicidade deles ser completa, só lhes faltam os comentários!
1 de fevereiro de 2009
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