(vai ter de ser uma descrição, porque eu vinha já a sair da escola, carregadíssima, cansada e esfomeada e não me apeteceu estar a pegar na máquina para fotografar - mas já me arrependi!)
No meio do recreio, coberto por nuvens de poeira, pousado no chão, está um Magalhães.
"tirem o computador daí, não veem que se estraga todo?"
"não podemos, precisamos da música" (juro que não ouvi música nenhuma!).
Estava explicada a nuvem de poeira: à volta do computador, as meninas dançavam e os rapazes faziam "derrapagens".
8 de maio de 2009
7 de maio de 2009
Mania das grandezas
Não entendo como se continuam a construir centros comerciais gigantescos (parece que o que se estreou hoje é o maior da Europa), quando se fala tanto em crise a muitas pessoas não têm dinheiro nem para o essencial!É certo que cria alguns empregos... Mas que tipo de empregos?
É este tipo de emprego que traz riqueza a um país?
5 de maio de 2009
Alguém sabe o que é o "Estudo do Meio"?
A maior parte das pessoas sabe ou, pelo menos já ouviu falar porque tem, ou já teve, filhos na escola...
Mas o que eu queria mesmo perguntar era: alguém entende esse nome?
Ou melhor ainda: esse nome dirá alguma coisa às crianças entre os 5 e os 10 anos?
A minha querida ministra (e os outros todos que ficaram para trás, que aqui ela não está só...) em vez de passarem a vida a mexer no que não devem, deveriam mexer naquilo que é fundamental: os programas.
Às voltas com a planificação do 3.º período, esbarro no "Estudo do Meio" e nos seus conteúdos completamente disparatados.
Como se não bastasse o disparate do nome e dos assuntos escolhidos, também os manuais são péssimos, maçudos e cheios de erros.
No 3.º ano, por exemplo, têm de estudar freguesias, concelhos, distritos...
Isto numa altura em que eles nem sabem bem o que é um país!
Depois há os assuntos que realmente lhes interessam, que pertencem ao grupo das ciências (um nome bem mais interessante): os seres vivos, os astros, a germinação das plantas, a história de Portugal...
E o que eles adoram mesmo, a parte experimental, fica muitas vezes relegada para 2.º plano por causa da extensão do programa e, principalmente porque os manuais actuais não valem nada nessa área.
Mas o que eu queria mesmo perguntar era: alguém entende esse nome?
Ou melhor ainda: esse nome dirá alguma coisa às crianças entre os 5 e os 10 anos?
A minha querida ministra (e os outros todos que ficaram para trás, que aqui ela não está só...) em vez de passarem a vida a mexer no que não devem, deveriam mexer naquilo que é fundamental: os programas.
Às voltas com a planificação do 3.º período, esbarro no "Estudo do Meio" e nos seus conteúdos completamente disparatados.
Como se não bastasse o disparate do nome e dos assuntos escolhidos, também os manuais são péssimos, maçudos e cheios de erros.
No 3.º ano, por exemplo, têm de estudar freguesias, concelhos, distritos...
Isto numa altura em que eles nem sabem bem o que é um país!
Depois há os assuntos que realmente lhes interessam, que pertencem ao grupo das ciências (um nome bem mais interessante): os seres vivos, os astros, a germinação das plantas, a história de Portugal...
E o que eles adoram mesmo, a parte experimental, fica muitas vezes relegada para 2.º plano por causa da extensão do programa e, principalmente porque os manuais actuais não valem nada nessa área.
4 de maio de 2009
A quem interessa mais auto-estradas?
(...) «Mas será que é necessária mais uma auto-estrada, paralela a outras duas ou três, a ligar Lisboa ao Porto, obviamente pensada para satisfazer autarcas que querem "obras", especuladores que querem valorizar terrenos e empresas de construção que querem garantir a sua viabilidade a qualquer custo?
Claro que não é precisa, ainda por cima quando se sabe que vai atravessar áreas naturais e preciosas, como por exemplo o Choupal, em Coimbra» (...)
Como as aspas indicam, o texto não é meu, é do Tomás de Montemor, o único colunista que ficou na restruturada NM depois da "limpeza" que levou todos os meus preferidos (Isabel Stilwell, Manuel Ribeiro, Vasco Prazeres...)
Normalmente concordo com tudo o que ele escreve, como é o caso desta crónica da NM de ontem. E a pergunta que ele coloca também já a coloquei...
Esta febre de auto-estradas interessa a quem?
Qualquer dia não há espaço para mais nada a não ser auto-estradas!
Ninguém trava este exagero??

Reparando bem, se calhar nem será má ideia!
Podemos construir casas por baixo e poupamos dinheiro nos telhados!
Claro que não é precisa, ainda por cima quando se sabe que vai atravessar áreas naturais e preciosas, como por exemplo o Choupal, em Coimbra» (...)
Como as aspas indicam, o texto não é meu, é do Tomás de Montemor, o único colunista que ficou na restruturada NM depois da "limpeza" que levou todos os meus preferidos (Isabel Stilwell, Manuel Ribeiro, Vasco Prazeres...)
Normalmente concordo com tudo o que ele escreve, como é o caso desta crónica da NM de ontem. E a pergunta que ele coloca também já a coloquei...
Esta febre de auto-estradas interessa a quem?
Qualquer dia não há espaço para mais nada a não ser auto-estradas!
Ninguém trava este exagero??

Reparando bem, se calhar nem será má ideia!
Podemos construir casas por baixo e poupamos dinheiro nos telhados!
3 de maio de 2009
Uma fotografia por domingo (91)
2 de maio de 2009
Onde é que tu estavas no 24 de Abril?
Mais um desafio, desta vez da Emiele...
Trata-se de contarmos onde estávamos e a fazer o quê no dia 24 de Abril de 1974.
Quando ela me desafiou, fiz-lhe ver que nessa data ainda não tinha nascido, mas nem assim ela se comoveu!!
O dia 24 de Abril era, nessa altura da minha vida, um dia especial: a C. fazia (e ainda faz!!) anos.
Nesse dia de 1974 fazia 15 aninhos.
As festas de anos dessa altura não eram como as de hoje, nas discotecas e pizzarias.
Eram em casa, mas com uma particularidade ainda mais interessante: incluíam jantar e dormida! E ainda outra: na festa dela a única convidada era eu, na minha era ela! (a minha irmã, mais nova 5 anos que nós, fazia parte do "pacote" mas não contava!
Nesse dia, devo ter feito o habitual: escola (andava no 5.º ano do liceu, actual 9.º) e depois da escola e do lanche, devo ter rumado a casa da C.
Devemos ter feito as brincdeiras do costume, depois jantámos, vimos televisão e fomos dormir.
Dormir é força de expressão: a mãe dela montava o sofá na sala - ficava uma cama enorme - e nós ficávamos na galhofa até às tantas.
De vez em quando o pai ou a mãe dela mandavam um berro lá do quarto "toca a dormir que são horas" ou "párem de falar e durmam", mas nós continuávamos!
Nessa noite, de 24 para 25, (lembro-me perfeitamente porque a data ficou célebre), de madrugada ouvimos uma grande bulha de gatos, levantámo-nos da cama, saímos pela janela e fomos ver o que se passava no quintal...
De manhã, quando chegámos à escola disseram-nos que não havia aulas porque tinha havido uma revolução.
"Uma revolução?
Mas que raio é uma revolução?" - lembro-me de ter pensado vagamente, mas a perspectiva de um dia livre inteirinho para brincar e ainda por cima com montes de pessoal da escola, deixou-me super-feliz!!
(Já depois de ter escrito este post, pus-me à procura do meu diário e encontrei o dia 24 de Abril de 1974...
Aqui está!!
não se riam da minha escrita: tinha 14 anos!!)

Quem é que eu hei-de desafiar??
As vítimas são (depois de muito pensar!):
AFlores
Castanha Pilada
Bea e
José Antonio!
Trata-se de contarmos onde estávamos e a fazer o quê no dia 24 de Abril de 1974.
Quando ela me desafiou, fiz-lhe ver que nessa data ainda não tinha nascido, mas nem assim ela se comoveu!!
O dia 24 de Abril era, nessa altura da minha vida, um dia especial: a C. fazia (e ainda faz!!) anos.
Nesse dia de 1974 fazia 15 aninhos.
As festas de anos dessa altura não eram como as de hoje, nas discotecas e pizzarias.
Eram em casa, mas com uma particularidade ainda mais interessante: incluíam jantar e dormida! E ainda outra: na festa dela a única convidada era eu, na minha era ela! (a minha irmã, mais nova 5 anos que nós, fazia parte do "pacote" mas não contava!
Nesse dia, devo ter feito o habitual: escola (andava no 5.º ano do liceu, actual 9.º) e depois da escola e do lanche, devo ter rumado a casa da C.
Devemos ter feito as brincdeiras do costume, depois jantámos, vimos televisão e fomos dormir.
Dormir é força de expressão: a mãe dela montava o sofá na sala - ficava uma cama enorme - e nós ficávamos na galhofa até às tantas.
De vez em quando o pai ou a mãe dela mandavam um berro lá do quarto "toca a dormir que são horas" ou "párem de falar e durmam", mas nós continuávamos!
Nessa noite, de 24 para 25, (lembro-me perfeitamente porque a data ficou célebre), de madrugada ouvimos uma grande bulha de gatos, levantámo-nos da cama, saímos pela janela e fomos ver o que se passava no quintal...
De manhã, quando chegámos à escola disseram-nos que não havia aulas porque tinha havido uma revolução.
"Uma revolução?
Mas que raio é uma revolução?" - lembro-me de ter pensado vagamente, mas a perspectiva de um dia livre inteirinho para brincar e ainda por cima com montes de pessoal da escola, deixou-me super-feliz!!
(Já depois de ter escrito este post, pus-me à procura do meu diário e encontrei o dia 24 de Abril de 1974...
Aqui está!!
não se riam da minha escrita: tinha 14 anos!!)

Quem é que eu hei-de desafiar??
As vítimas são (depois de muito pensar!):
AFlores
Castanha Pilada
Bea e
José Antonio!
1 de maio de 2009
Eu sabia!!
É capa do Expresso de hoje:

Não me apetece agora andar à procura do local onde escrevi sobre "aquele de quem não quero dizer o nome" para deixar o link, mas eu já tinha previsto isto há séculos!!
Na altura da Páscoa ouvi a desaparecida ministra da educação dizer que, se os computadores não estavam ainda todos entregues, a culpa era das férias da Páscoa e das escolas estarem fechadas...
Bom, já passaram 2 semanas de aulas e tenho alunos cujos pais já pagaram o computador e ainda não o receberam!!
A chatice é já terem pago, senão podiam ir buscar um à Feira da Ladra!

Não me apetece agora andar à procura do local onde escrevi sobre "aquele de quem não quero dizer o nome" para deixar o link, mas eu já tinha previsto isto há séculos!!
Na altura da Páscoa ouvi a desaparecida ministra da educação dizer que, se os computadores não estavam ainda todos entregues, a culpa era das férias da Páscoa e das escolas estarem fechadas...
Bom, já passaram 2 semanas de aulas e tenho alunos cujos pais já pagaram o computador e ainda não o receberam!!
A chatice é já terem pago, senão podiam ir buscar um à Feira da Ladra!
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