4 de março de 2012

Uma fotografia por domingo (188)


Mais uma foto da viagem a Castro Laboreiro.
Esta mostra uma parte das muralhas do castelo, que está muito arruinado.
E quase arruinada estava eu, depois de tão grande caminhada (mais escalada que caminhada) para lá chegar.

2 de março de 2012

D. Maria Adelaide de Bragança

morreu na semana passada, com 100 anos de idade.
Vi a notícia a passar discretamente em rodapé no noticiário. Nem uma palavra sobre esta senhora.
Também não a conheceria se não tivesse acabado de ler, há uns dias, o livro "A infanta rebelde" - a sua biografia - da autoria de Raquel Ochoa.

D.  Maria Adelaide de Bragança, neta do rei D. Miguel I, nasceu na Áustria, onde os pais viviam exilados.
Teve uma vida aventurosa que atravessou duas guerras mundiais.
Na segunda guerra mundial escapou, por um triz, a ser fuzilada pela Gestapo...


A vida desta senhora dava um excelente filme. Pena que não seja aproveitada.

29 de fevereiro de 2012

Crónica de D. Fernando, Fernão Lopes

Dedico este belo texto ( e de facílima compreensão) a todos os que são contra o acordo ortográfico, mas principalmente ao senhor Secretário de Estado da Cultura e também a Vasco Graça Moura e a Miguel Sousa Tavares. Se todos fôssemos patriotas como eles, e não uns vendidos aos brasileiros e a outros que tais, seria assim que escreveríamos...  

Como elRei Dom Fernamdo reçebeo de praça Dona Lionor por molher, e foi chamada Rainha de Portugal. 

Andou elRei per seu reino folgamdo, tragemdo comsigo Dona Lionor ataa que chegou antre Doiro e Minho a huum moesteiro que chamam Leça, que he da hordem do espital, e alli determinou elRei de a receber de praça; e em huum dia pera isto assiinado, foi a todos preposto por sua parte dizemdo em esta guisa. «Amigos, bem sabees como a hordem do casamento he huum dos nobres sacramentos, que Deos em este mundo hordenou, pera nom soomente os Reis, mas aimda os outros homeens, viverem em estado de salvaçom, e os Reis averem per lidema linhagem quem depos elles soçeda o reiino, e regimento real que lhe Deos deu; porende elRei nosso senhor querendo viver em este estado, segumdo a el perteeçe, e comsiiramdo como a mui nobre Dona Lionor, filha de Dom Martim Affonsso Tello, e de Dona Aldomça de Vascomçellos, deçemde da linhagem dos Reis, des i como todollos gramdes e moores fidallgos destes reinos tem com ella gramde divedo de paremtesco, os quaaes reçebendo delRei homrra, como he aguisado sejam por ello mais theu dos de o ajudar a defemder a terra; e oolhamdo outro si como a dita Dona Lionor he molher mui comvinhavel pera elle, por as razoões sobre ditas: tem trautado com ella seu casamento, e poremde a quer reçeber de praça per pallavras de presemte, como manda a samta egreja; e lhe emtemde de dar taaes villas e logares de seu senhorio, por que ella possa manteer homrroso estado de Rainha, como lhe perteemçe». Emtom a reçebeo elRei peramte todos, e foi notificado pello reino como era sua molher, de que os gramdes e pequenos ouverom mui gram pesar. E deu-lhe elRei logo Villa viçosa, e Avramtes, e Almadaã, e Simtra, e Torres vedras, e Alamquer, e Aatouguia, e Oobidos, e Aaveiro, e os regueemgos de Sacavem, e Freellas, e Unhos, e terra de Merlles em riba de Douro; e dalli em deamte foi chamada Rainha de Portugal, e beijaromlhe a maão per mandado delRei quamtos grandes no reino avia, assi homeens como molheres; reçebemdoa por senhora todallas villas e çidades de seu senhorio, afora. o Iffante Dom Denis, posto que meor fosse que o Iffamte Dom Joham, que numca lha quis beijar; por a qual razom elRei Dom Femando lhe quisera dar com huuma daga, se nom fora Gil Vaasquez de Resende seu ayo, e Airas Gomez da Silva ayo delRei Dom Femamdo, que desviarom elRei de o fazer; dizemdo elRei sanhudamente contra elle: «Que nom avia ver gomça nenhuuma, beijarem a maão aa Rainha sua molher o Iffamte Dom Joham, que era moor que elle, e isso meesmo seu irmaão, e todollos outros fidallgos do reino, e el soomente dizer que lha nom beijaria, mas que lha beijasse ella a elle». E desta guisa andava o Iffamte Dom Denis assi como omeziado da corte, e o Iffamte Dom Joham ficou com elRei e com a Rainha muito amado e bem quisto; por que seemdo o mayor no reino, se ofereçera de boom grado de beijar a maão aa Rainha, e fora aazo e caminho a outros muitos de gramde estado: porem todol los do reino de qual quer comdiçom que fossem, eram disto mui mal contentes. 

Não era giro?
(até parece que estou a ouvir o pessoal de Aveiro, daquele tempo, a vociferar contra a queda de um "a" do seu nome...
E ao Afonso? A esse caíram um "f" e um "s". Que descalabro!)

27 de fevereiro de 2012

Rapidinha de segunda (xlvi)

Uma velhinha no autocarro, fazendo-se acompanhar pelo tradicional saco de plástico, senta-se, ocupando o lugar ao seu lado com o saco.
Aproxima-se um cavalheiro, para ocupar esse lugar e, tempestivamente, a velhinha grita:

- Cuidado com os tomates!

Muito corado e ainda de rabo esticado, questiona amavelmente o homem:

- São tomates, o que aqui leva minha senhora?

- Não! São pregos !!!

26 de fevereiro de 2012

8.º aniversário e uma fotografia por domingo (187)

Por estes dias (24 ou 25, não fui ver) este blog completou a provecta idade de 8 anos.
Para um blog, isto já deve ser p'raí a 4.ª idade.
O peso dos anos fê-lo mais lento, menos escrito e menos comentado.
Mas, contra todos os facebook, continua a resistir...
Espero que assim continue, pelo menos outros 8 anos.
E sempre na vossa indispensável companhia, é claro.

OBRIGADA.

Uma (das muitas) ponte de Castro Laboreiro.

22 de fevereiro de 2012

Lua-de-mel, parte XXXV

Este ano o meu dia dos namorados calhou ao domingo e, ainda por cima, na altura do carnaval.
Ouro sobre azul, e lá fomos nós passear até um dos destinos da nossa lua-de-mel, a número 1 - Castro Laboreiro.
A estalagem pequenina e simpática onde pernoitámos há tantos anos atrás, com um enorme cão sentado aos nossos pés enquanto jantávamos, foi transformada num simpático Hotel, o Hotel Castrum Villae.
Para além de nos ter faltado a companhia do cão ao jantar, também faltou a neve...

Mas não faltou mais nada! :)

14 de fevereiro de 2012

Não sou a favor

da pena de morte (embora às vezes me apeteça), mas uma pessoa um monstro que mata friamente a mulher, a filha e a neta, merecia a pena máxima: 25 anos.

Mas 25 anos por cada uma...

Rapidinha de segunda

- Amor, quanto gostas de mim, de 1 a 10? - De 1 a 10 gosto de ti muito, muito, muito... mas de 11 a 31 vou passear com uns amigos para Ibiz...