15 de abril de 2006

Frase do dia

«Se tem remédio porque te queixas?
Se não tem remédio porque te queixas?»

Provérbio chinês

14 de abril de 2006

Antárctida

Uma tarde chuvosa levou-me ao cinema (onde é raro ir).
Mas não dei o meu tempo por mal empregue!
Com apenas três ou quatro actores (sem ser daqueles famosos), uma linda matilha de 7 cães, paisagens deslumbrantes e uma história de amor pelos animais conseguiram fazer um belo e comovente filme.

Tem ainda a vantagem de se poderem levar crianças, que é de pequeninas que devem aprender que os animais são seres inteligentes, com um forte instinto de sobrevivência, que arriscam a vida para salvar os seres humanos e que merecem por isso todo o nosso carinho e respeito.

13 de abril de 2006

O meu avô Augusto

Este é o meu avô Augusto.
Não é um avô como os outros, o meu era um avô especial.
Muito pequenina (antes de completar dois anos) viemos, por causa do emprego do meu pai, viver para outra terra, deixando a casa dos meus avós maternos onde tínhamos vivido até então.
Naquela altura morar a 50 Km era uma distância considerável, mas depressa o meu pai comprou um carro em segunda mão, um Fiat 600, para podermos ir passar os fins de semana a Vale de Cambra, à casa dos meus avós.

O meu avô pressentia a nossa chegada e esperava-nos à porta.
Tinha sempre um abraço e um beijo especiais e um chocolate Regina no bolso do casaco...
Aqueles sábados à tarde sentada na cama dele a ouvir rádio e a comer uma tablete de chocolate à dentada (coisa que não fazia em casa!) ficarão para sempre na minha memória.
As fotografias que tenho de quando era muito pequena a ele as devo, pois apesar de ser muito raro na época, ele já tinha uma máquina fotográfica.

Poucos anos mais tarde, logo no primeiro dia de todas as férias (Natal, Páscoa e férias grandes depois da "época de praia") eu e a minha irmã pespegavamo-nos à porta de casa de mala em punho, à espera da camioneta da fábrica "do meu pai" que transportava diariamente o leite para Vale de Cambra e nesses dias também nos levava a nós!

As férias grandes que nessa altura abrangiam Setembro e ainda entravam por Outubro adentro eram as mais divertidas: porque eram maiores, porque o tempo estava bom para brincar no rio e porque incluíam as vindimas...
O meu avô tinha um alambique que nos proporcionava (a mim, à minha irmã e aos meus três primos) as brincadeiras mais mirabolantes que se possam imaginar, porque o bagaço depois de cozido numa enorme caldeira, era atirado fora formando grandes montes mesmo bons para brincar, rebolar, saltar, enfim...
Ainda hoje o cheiro da aguardente é um dos meus cheiros preferidos!

Em Julho era a vez dele tirar uns dias de férias e vir connosco para a praia da Costa Nova onde costumávamos alugar casa.
Dava grandes passeios de madrugada pela praia e trazia-nos sempre conchas, leques e búzios.
Preparava o pequeno almoço e só então nos acordava...

Muito novo ainda, com pouco mais de 60 anos o meu avô sofreu um AVC... Com altos e baixos (teve alturas em que chegou a conseguir andar com ajuda duma bengala, mas também teve períodos de internamento por problemas vários), viveu assim 11 anos, mas sem nunca perder a esperança de se recuperar e de voltar a passar férias connosco na praia...

Morreu na noite de 30 de Março de 1982 e eu ainda tenho saudades dele.

12 de abril de 2006

A guerra dos livros escolares

A "guerra dos livros" começou e já recebi três convites: um para um almoço, e os outros para dois cocktail´s, de três editoras diferentes. Convites tão completos que até incluem uma folha toda preenchida para que possamos justificar a falta ao abrigo de uma "acção de formação"!

Não aceitei nenhum deles, porque não concordo que se chame "acção de formação" a uma reunião tupperware mas para vender livros...

Entretanto, por estes dias na televisão um senhor da APEL solidarizava-se com os pobres professores a quem os mauzões do governo querem impedir que escolham os livros!
Imaginem!
Os livros vão ser seleccionados por uma "comissão" e os professores, taditos, terão de aceitar o que foi escolhido...
estamos quase na situação que se vivia nos anos 40 e 50, dizia o defensor dos professores!

O que este senhor finge ignorar é que somos autenticamente "bombardeados" com livros todos os anos.
Metade deles não vale nada, nunca deviam ter sido publicados porque são mesmo rascas...
Para que há-de alguma editora gastar dinheiro a produzi-los?
E pior ainda, alguns professores a adoptá-los, vá-se lá saber porquê??
Por outro lado se cada editora se limitasse a mandar cá para fora apenas uma colecção em vez de 3 ou 4, isso também ajudaria bastante...
E não só os professores: também ajudava os pais dos alunos pois todas estas acções só servem para uma coisa: encarecer os livros cada vez mais.

Há 15 anos que se fala em formar uma comissão que faça uma triagem e só deixe publicar livros com alguma qualidade.
Até agora nenhum governo teve coragem para a fazer avançar!
Será desta?

11 de abril de 2006

Bebés mais baratos

Aviso a todas as grávidas

Vão a Espanha comprar o vosso bebé!
Isto porque em Espanha os bebés custam metade do preço dos nacionais!

"Eu ainda sou do tempo" em que se ia a Espanha comprar bacalhau, ananás em lata, brinquedos, LP's e os incontornáveis caramelos.
Mudam-se os tempos, mudam-se as compras??!

10 de abril de 2006

Violência "doméstica"

Não querendo brincar com um assunto sério como é a violência doméstica, não posso deixar de sorrir com este caso...

A mulher ou ex-mulher ou lá o que é do Pinto da Costa veio queixar-se de violência: parece que o Pinto da Costa lhe bateu...

Neste caso parece-me que esta "senhora" não agiu de boa fé, pois em vez de se dirigir a um hospital e fazer queixa à Polícia como faria qualquer pessoa agredida (e ainda por cima com marcas da agressão), ela foi queixar-se... a um jornal!
E lá está ela no jornal, com a camisola levantada, a mostrar o dói-dói...
Mas gente assim não merece mesmo apanhar??

Os desorientados

Os Desorientados by Amin Maalouf My rating: 5 of 5 stars O melhor livro que li este ano. Um livro que nos permite perceber melhor a histó...