Tenho um aluno que foi "largado" (não há outro termo para isto) na minha sala a meio deste ano letivo.
Conhecem a mãe dele? O pai? Não? Pois eu também não. Nem um recado, um telefonema, a quererem saber se se adaptou bem, se está atrasado ou adiantado em relação aos colegas...
Nem agora, na entrega de avaliações se dignaram aparecer ou mandar recado a dizer que não podiam vir ou pedir para marcar outra data. Nada de nada.
Por isso, cada vez que se fala em velhinhos abandonados nos lares, eu não costumo fazer logo juízos de valor em relação aos filhos.
Há velhinhos que nem deviam se abandonados em lares.
A rua já seria boa demais.
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30 de março de 2018
14 de dezembro de 2016
Canções de Natal
As únicas canções de Natal que tenho, até agora, ensinado e posto os meus alunos a cantar são as da Rádio Comercial (especialmente a de 2014, a minha preferida).
Espero que não haja nenhum pai ou mãe muuuuuito católico que me venha chatear!
Espero que não haja nenhum pai ou mãe muuuuuito católico que me venha chatear!
20 de setembro de 2016
Tão fofas as crianças!
Hoje falava-se das diferentes cores dos cabelos, quando eu disse "o meu cabelo é castanho escuro. Os cabelos brancos nascem quando vocês me arreliam muito".
Ao que responde uma pespineta: "eu acho que é por estares a ficar velha".
Ao que responde uma pespineta: "eu acho que é por estares a ficar velha".
23 de março de 2015
Serial Killer...
... sou eu!
No ano passado os ovos de bichos-da-seda que tinha na sala de aula, se calhar por causa do calor ambiente (apesar de não ser muito), eclodiram em fevereiro e não havia comida para lhes dar. A amoreira ainda nem rebentos tinha e os bichos já ali, cheios de fome.
A sorte foi que eles não foram esquisitos e comeram folhas de alface até as folhas de amoreira estarem prontas.
Para evitar correr esse risco este ano, eu resolvi, no verão, trazer os ovinhos para casa e guardá-los em local fresco.
Lembro-me que pensei em várias hipóteses de locais até me decidir por os guardar exatamente ...
Onde?
Pois não sei!
Já corri tudo e não dou com os ovos!
A esta hora já ecloriram e já morreram de fome...
Estou cheia de remorsos.
E os garotos não perdoam...
No ano passado os ovos de bichos-da-seda que tinha na sala de aula, se calhar por causa do calor ambiente (apesar de não ser muito), eclodiram em fevereiro e não havia comida para lhes dar. A amoreira ainda nem rebentos tinha e os bichos já ali, cheios de fome.
A sorte foi que eles não foram esquisitos e comeram folhas de alface até as folhas de amoreira estarem prontas.
Para evitar correr esse risco este ano, eu resolvi, no verão, trazer os ovinhos para casa e guardá-los em local fresco.
Lembro-me que pensei em várias hipóteses de locais até me decidir por os guardar exatamente ...
Onde?
Pois não sei!
Já corri tudo e não dou com os ovos!
A esta hora já ecloriram e já morreram de fome...
Estou cheia de remorsos.
E os garotos não perdoam...
6 de março de 2015
Carta de uma mãe
Na sequência de uma troca de mails acerca das dificuldades de uma (boa) aluna para entender as frações, recebi este mail da mãe:
Olá, bom dia,
Olá, bom dia,
fico mais descansada! :-) realmente aquilo é muito
difícil de explicar. Para nós é obvio, mas para eles é muito complexo.
Também não percebo qual é a ideia de ensinar frações a estas idades. A
garota é inteligente e olhava para mim como um burro a olhar para um
palácio. Até fiquei preocupada! Eu costumo dizer que são "Insónias dos
pensadores". Estão na cama, não conseguem dormir e têm estas ideias
fantásticas.
A escola
está cheia de exageros, exageros na matéria, nos horários... juntam-se
as múltiplas atividades extra e os estudos em casa e os miúdos não têm
tempo para nada.
Se não têm tempo para brincar, para descansar, para
contemplar, para apanhar seca, como é que vão desenvolver a
criatividade, a autonomia, o pensamento crítico e a reflexão? Cada vez
se defende mais que são competências essenciais para aprendizagem ao
longo da vida mas depois, na prática, não se dá espaço para nada disso.
Têm horários de adulto, compromissos diários, não saem à rua nem brincam
com os amigos fora da escola... enfim... desculpe o desabafo, mas
deixa-me realmente frustrada.
A M. é uma
sortuda :-) vou buscá-la às 16h, para ela lanchar descansada. Faz os
trabalhos de casa em 5 minutos e depois brinca com o irmão e faz o que
lhe apetece. Quando posso, trago as amiguinhas dela, mas também são tão
ocupadas que não têm tempo para vir brincar. Quanto aos estudos, para
já, são uma revisão de conceitos na véspera do teste, ehehheh! Fora isso,
quando ela tem alguma dificuldade, pede-me ajuda, como nisto das
frações. Às vezes estuda por iniciativa dela, por exemplo, se tem
ditado, quer treinar antes para não dar erros, mas é ela que põe os
objetivos. Acho que não precisa de mais nada. Quero que ela seja criança
e aproveite o tempo livre o mais que puder!
Beijinhos e obrigada,
D.
26 de abril de 2014
O 25 de abril, pelos pequenitos
29 de maio de 2013
O homem que mordeu o cão?
Não... a professora que mordeu o aluno!
Não vou de maneira nenhuma defender a professora (nem ninguém, não tenho conhecimento do que se terá passado), mas o papá do menino em causa é que não é defensável de maneira nenhuma: queixa à GNR?
Não bastava uma queixa à direção da escola?
Era preciso meter a GNR e o circo todo de jornais e televisões?
Numa altura em que há pessoas capazes de vender a mãe para aparecerem na televisão, estes casos dão-me que pensar.
Mas, o que eu gostaria mesmo, mesmo, era de ter notícias desta criança daqui a uns 10 anos...
Não vou de maneira nenhuma defender a professora (nem ninguém, não tenho conhecimento do que se terá passado), mas o papá do menino em causa é que não é defensável de maneira nenhuma: queixa à GNR?
Não bastava uma queixa à direção da escola?
Era preciso meter a GNR e o circo todo de jornais e televisões?
Numa altura em que há pessoas capazes de vender a mãe para aparecerem na televisão, estes casos dão-me que pensar.
Mas, o que eu gostaria mesmo, mesmo, era de ter notícias desta criança daqui a uns 10 anos...
17 de outubro de 2012
A hipocrisia e a fome das crianças
Todos os jornais falam da criança que ficou "à fome" no refeitório, mas nenhuns falam dos que ficam à fome em casa!
É que todos sabemos, desde tenra idade, que, quer queiramos quer não, pagamos pelos erros dos nossos pais: ninguém escolhe a família onde nasce!
Neste caso atira-se a escola e a diretora às feras, mas os refeitórios escolares sempre funcionaram assim: só vêm refeições para quem as encomendou, e só há encomenda se houver pagamento...
A única culpa que pode haver por parte da escola, será se não tiverem avisado os pais desta criança que ela deveria ir almoçar a casa nesse dia, uma vez que não havia refeição a contar com ela na escola.
É que os almoços vêm à certa para as reservas feitas, e são reservados de véspera.
É que todos sabemos, desde tenra idade, que, quer queiramos quer não, pagamos pelos erros dos nossos pais: ninguém escolhe a família onde nasce!
Neste caso atira-se a escola e a diretora às feras, mas os refeitórios escolares sempre funcionaram assim: só vêm refeições para quem as encomendou, e só há encomenda se houver pagamento...
A única culpa que pode haver por parte da escola, será se não tiverem avisado os pais desta criança que ela deveria ir almoçar a casa nesse dia, uma vez que não havia refeição a contar com ela na escola.
É que os almoços vêm à certa para as reservas feitas, e são reservados de véspera.
25 de setembro de 2012
Rua Sésamo
Que saudades desta revista!
Nas minhas arrumações de fim/início de ano, fui desencantar as minhas "Rua Sésamo" e resolvi levá-las para a escola...
Quer dizer, resolvi e "desarresolvi" logo de seguida, porque elas, apesar de terem quase 20 anos, continuam atuais, cheias de ideias giras para os mais pequenos: jogos, histórias, poemas, adivinhas, bandas desenhadas...
E lá vou eu ter de fazer "scaner" com algumas coisas, porque não me desfaço das minhas revistinhas.
Infelizmente, só acaba o que é bom!
6 de setembro de 2012
Continuação do episódio anterior...
Na sequência do que escrevi antes, e como os cuscos são muitos, vou passar a explicar:
As mudanças foram (vão ser) grandes, mas não enooormes.
Vou fazer o mesmo trabalho que sempre fiz (que é o que gosto de fazer): dar aulas.
Só que, vou mudar de escola! Fico dentro do mesmo agrupamento, terei os mesmos colegas, mas muda o edifício.
De uma mini-escola, com 2 professoras e 30 alunos, vou passar para a sede do agrupamento, onde há turmas desde o 1.º ano (a minha!) até ao 9.º, montes de colegas, de funcionários, de salas, de confusão.
Por agora está tudo a correr bem, mas o impacto maior está quase a chegar: uma turma de 1.º ano - crianças de 5 e 6 anos - com 25 (vinte e cinco!) alunos. Vão ser 25 pares de olhos a olharem para mim e... muito pior, 25 boquinhas falantes. Ai, ai...
Se sobreviver venho cá contar como é.
As mudanças foram (vão ser) grandes, mas não enooormes.
Vou fazer o mesmo trabalho que sempre fiz (que é o que gosto de fazer): dar aulas.
Só que, vou mudar de escola! Fico dentro do mesmo agrupamento, terei os mesmos colegas, mas muda o edifício.
De uma mini-escola, com 2 professoras e 30 alunos, vou passar para a sede do agrupamento, onde há turmas desde o 1.º ano (a minha!) até ao 9.º, montes de colegas, de funcionários, de salas, de confusão.
Por agora está tudo a correr bem, mas o impacto maior está quase a chegar: uma turma de 1.º ano - crianças de 5 e 6 anos - com 25 (vinte e cinco!) alunos. Vão ser 25 pares de olhos a olharem para mim e... muito pior, 25 boquinhas falantes. Ai, ai...
Se sobreviver venho cá contar como é.
30 de novembro de 2011
Decidam-se, ok?
Ando às voltas com o euro e com os cêntimos.
E meter naquelas cabecinhas, que ainda mal sabem ler, que 1€= 100 cêntimos, e fazer aquelas contas todas e aquelas equivalências, é areia de mais para eles...
Por isso, se o euro está mesmo para acabar, façam-no depressa, antes que eu dê em doida!
E meter naquelas cabecinhas, que ainda mal sabem ler, que 1€= 100 cêntimos, e fazer aquelas contas todas e aquelas equivalências, é areia de mais para eles...
Por isso, se o euro está mesmo para acabar, façam-no depressa, antes que eu dê em doida!
15 de junho de 2011
Profissão: professora
Os alunos tinham de escrever um texto sobre uma profissão que conhecessem bem.
A Rita escreveu assim:
«Anda de bata aos quadrados e às cores, e trabalha junto a uma mesa. Usa lápis, caneta e borracha.
As fichas são a sua especialidade. Também faz textos e fichas, ensina os meninos e ajuda a aprender.
Tira fotocópias para os alunos e ensina matemática, estudo do meio e língua portuguesa.
Escreve no quadro e ensina o a, e, i, o, u e o alfabeto todo.
Ajuda as crianças que têm dificuldades e ajuda os meninos e as meninas a ler.
Corrige testes, fichas, textos, contas, perguntas, lê histórias, livros e textos.
Manda trabalhos para casa, mostra coisas no computador e às vezes deixa-nos fazer outras actividades e deixa-nos dançar de vez em quando.
Todos gostam dela e do que ela faz.
É a minha professora e chama-se Margarida!»
Estou a pensar em apresentar este texto como a minha auto-avaliação.
Que acham?
A Rita escreveu assim:
«Anda de bata aos quadrados e às cores, e trabalha junto a uma mesa. Usa lápis, caneta e borracha.
As fichas são a sua especialidade. Também faz textos e fichas, ensina os meninos e ajuda a aprender.
Tira fotocópias para os alunos e ensina matemática, estudo do meio e língua portuguesa.
Escreve no quadro e ensina o a, e, i, o, u e o alfabeto todo.
Ajuda as crianças que têm dificuldades e ajuda os meninos e as meninas a ler.
Corrige testes, fichas, textos, contas, perguntas, lê histórias, livros e textos.
Manda trabalhos para casa, mostra coisas no computador e às vezes deixa-nos fazer outras actividades e deixa-nos dançar de vez em quando.
Todos gostam dela e do que ela faz.
É a minha professora e chama-se Margarida!»
Estou a pensar em apresentar este texto como a minha auto-avaliação.
Que acham?
1 de junho de 2011
Dia Mundial da Criança
E que dizer de uns pais que, por dois dias consecutivos, deixaram na escola o filho doente, com vómitos, dores de cabeça e febres altas (na hora em que o deixam está sem febre graças ao brufen)e que se mantêm incontactáveis até às 17:30?
28 de outubro de 2010
Oitenta e oito!
Hoje deu-me para os contar e deu este número redondinho...
(aviso: sentem-se se estão de pé)
Oitenta e oito é o número de manuais que tenho guardados no meu armário da escola e que pertencem aos meus 8 (OITO) alunos do 1.º ano.
Em vez de se falar em manuais reutilizáveis (tarefa impossível por exemplo na matemática que está cheia de desenhos e gráficos e outras coisas que as crianças não conseguem copiar para os cadernos), não seria melhor acabar com esta enchente?
Na era da internet, das fotocópias, dos CD e DVD, porque não apenas 1 manual para cada disciplina?
(aviso: sentem-se se estão de pé)
Oitenta e oito é o número de manuais que tenho guardados no meu armário da escola e que pertencem aos meus 8 (OITO) alunos do 1.º ano.
Em vez de se falar em manuais reutilizáveis (tarefa impossível por exemplo na matemática que está cheia de desenhos e gráficos e outras coisas que as crianças não conseguem copiar para os cadernos), não seria melhor acabar com esta enchente?
Na era da internet, das fotocópias, dos CD e DVD, porque não apenas 1 manual para cada disciplina?
19 de outubro de 2010
Comunicado da Ministra da Educação aos Encarregados de Educação
Caros Encarregados de Educação:
Em virtude do Orçamento de Estado, houve aumento do IVA de 6% para 23% referente ao leitinho com chocolate que é fornecido, pelos estabelecimentos de ensino públicos, aos alunos.
Por este motivo passa a ser disponibilizado aos mesmos, pela manhã, um pacote de vinho tinto/branco PORTA DA RAVESSA que mantem a taxa de IVA a 13%.
P´la Ministra,
Isabel Alçada
Em virtude do Orçamento de Estado, houve aumento do IVA de 6% para 23% referente ao leitinho com chocolate que é fornecido, pelos estabelecimentos de ensino públicos, aos alunos.
Por este motivo passa a ser disponibilizado aos mesmos, pela manhã, um pacote de vinho tinto/branco PORTA DA RAVESSA que mantem a taxa de IVA a 13%.
P´la Ministra,
Isabel Alçada
18 de setembro de 2010
A requisição, essa instituição nacional
Logo no dia 1 de setembro foram à minha escola uns trabalhadores da Câmara (3!), a fim de cortarem uns ramos da árvore do recreio que está a incomodar o vizinho (foi ele quem fez um requerimento à Câmara para virem podar a árvore, requerimento esse que foi pago).
Quando os homens lá chegaram, não cortaram os ramos à árvore porque não tinham escada!
O vizinho (o tal que os chamou lá) prontificou-se a emprestar-lhes a sua escada, mas eles não quiserem porque diziam que esta não havia sido requisitada (?).
Entretanto, como eles estavam na escola, a funcionária pediu-lhes que pelo menos aproveitassem a viagem para cortar uns ramos da amoreira que temos no recreio e que durante as férias cresceu tanto que nos impede a passagem pela "passadeira" de cimento que temos no recreio, obrigando-nos a andar pela terra.
Que não, não podiam cortar os ramos porque "o serviço não foi requisitado"...
Mas que raio faz esta gente?
Mas que raio de burocracia é esta que impede que se façam estes serviços simples, e que vai obrigar a uma nova deslocação de outros 3 homens - embora ainda não saibamos quando?
Quando os homens lá chegaram, não cortaram os ramos à árvore porque não tinham escada!
O vizinho (o tal que os chamou lá) prontificou-se a emprestar-lhes a sua escada, mas eles não quiserem porque diziam que esta não havia sido requisitada (?).
Entretanto, como eles estavam na escola, a funcionária pediu-lhes que pelo menos aproveitassem a viagem para cortar uns ramos da amoreira que temos no recreio e que durante as férias cresceu tanto que nos impede a passagem pela "passadeira" de cimento que temos no recreio, obrigando-nos a andar pela terra.
Que não, não podiam cortar os ramos porque "o serviço não foi requisitado"...
Mas que raio faz esta gente?
Mas que raio de burocracia é esta que impede que se façam estes serviços simples, e que vai obrigar a uma nova deslocação de outros 3 homens - embora ainda não saibamos quando?
8 de setembro de 2010
AEC: Arte de Encaixotar Crianças
Já levei alguns "puxões de orelhas" por estar sempre a dizer que as famosas AEC (actividades de enriquecimento curricular ou apoio à família) servem apenas para entreter as crianças enquanto os pais não os podem (ou não querem, na grande maioria dos casos) levar para casa.
Que sou é mazinha, que aquelas actividades são mesmo muito úteis para as crianças aprenderem mais e patati patatá, dizem os defensores da tortura.
Se dúvidas houvesse sobre a verdadeira utilidade dessas "actividades", basta repararem no que vai acontecer na minha escola este ano lectivo: os alunos TODOS (cerca de 30) enfiados - nessas actividades - numa única turma!
Alunos dos 5 aos 11, do 1.º ao 4.º ano, todos no mesmo grupo!
E ainda há mais pormenores giros: as aulas de inglês têm (deviam ter?) durações diferentes conforme o ano de escolaridade dos alunos...
Resta-me apelar, na próxima reunião de pais, ao bom senso daquela gente, e tentar convencer os que possam que venham buscar os filhos no fim das aulas.
Para o bem da sanidade mental deles e também das pobres professoras que lá forem parar.
Que sou é mazinha, que aquelas actividades são mesmo muito úteis para as crianças aprenderem mais e patati patatá, dizem os defensores da tortura.
Se dúvidas houvesse sobre a verdadeira utilidade dessas "actividades", basta repararem no que vai acontecer na minha escola este ano lectivo: os alunos TODOS (cerca de 30) enfiados - nessas actividades - numa única turma!
Alunos dos 5 aos 11, do 1.º ao 4.º ano, todos no mesmo grupo!
E ainda há mais pormenores giros: as aulas de inglês têm (deviam ter?) durações diferentes conforme o ano de escolaridade dos alunos...
Resta-me apelar, na próxima reunião de pais, ao bom senso daquela gente, e tentar convencer os que possam que venham buscar os filhos no fim das aulas.
Para o bem da sanidade mental deles e também das pobres professoras que lá forem parar.
29 de junho de 2010
Abate de escolas
Embora a ministra só tenha dado ordem para serem "abatidas" as escolas com menos de 20 alunos, há directores "mais papistas que o Papa" e que querem abater também escolas com mais de 30 por uma questão de " gerir os recursos" ou melhor, de poupar uns cobres ao Estado (não sei com que intenção, porque duvido que o Estado leve isso em consideração seja para o que for).
A minha escola (com 30 alunos matriculados) está nessa situação.
Este ano lectivo, que agora está a acabar, começou com uns dias de atraso porque a escola, depois de muitos anos em mau estado, entrou finalmente em obras!
Infelizmente, não é caso único: segundo notícia do jornal i de hoje, gastaram-se 3 milhões de euros em obras em escolas que estão para fechar (e só contabilizaram 19, mas são muitas mais).
Isto não é imoral?
A minha escola (com 30 alunos matriculados) está nessa situação.
Este ano lectivo, que agora está a acabar, começou com uns dias de atraso porque a escola, depois de muitos anos em mau estado, entrou finalmente em obras!
Infelizmente, não é caso único: segundo notícia do jornal i de hoje, gastaram-se 3 milhões de euros em obras em escolas que estão para fechar (e só contabilizaram 19, mas são muitas mais).
Isto não é imoral?
11 de fevereiro de 2010
Iliteracia à séria
Notas prévias:
Hesitei bastante antes de escrever este post, mas decidi fazê-lo.
A pessoa a quem me refiro, além de não ler blogs, mantém-se no anonimato.
Mas escrevo principalmente para que, quem me lê, entenda do que falo quando digo que no meio em que trabalho, os pais e mães dos nossos alunos são pessoas com baixa formação académica, alguns são mesmo analfabetos. E são todos ou quase todos, pessoas ainda bastante novas, na casa dos 30 ou ainda menos. Quer dizer, nasceram na altura do 25 de Abril.
Há muito ainda a fazer pela educação neste país, acho que devia ser altura de a levar a sério.
A prioridade não devia ser acrescentar anos à escolaridade, mas antes acrescentar qualidade à escolaridade que existe actualmente.
A história:
Uma mãe dirigiu-se esbaforida à escola pedindo que lhe dispensassem o filho das aulas porque tinha de ir com ele à vacina ainda hoje.
A auxiliar que a atendeu estranhou a pressa (normalmente avisam de véspera se as crianças têm de ir a algum lado), mas a senhora disse que tinha mesmo de ir porque tinha acabado de receber uma carta.
E mostrou a carta.
Tratava-se afinal de um folheto que lhe tinham metido na caixa do correio e que dizia mais ou menos "Hoje em dia as vacinas evitam muitas doenças. Vacine o seu filho."
Hesitei bastante antes de escrever este post, mas decidi fazê-lo.
A pessoa a quem me refiro, além de não ler blogs, mantém-se no anonimato.
Mas escrevo principalmente para que, quem me lê, entenda do que falo quando digo que no meio em que trabalho, os pais e mães dos nossos alunos são pessoas com baixa formação académica, alguns são mesmo analfabetos. E são todos ou quase todos, pessoas ainda bastante novas, na casa dos 30 ou ainda menos. Quer dizer, nasceram na altura do 25 de Abril.
Há muito ainda a fazer pela educação neste país, acho que devia ser altura de a levar a sério.
A prioridade não devia ser acrescentar anos à escolaridade, mas antes acrescentar qualidade à escolaridade que existe actualmente.
A história:
Uma mãe dirigiu-se esbaforida à escola pedindo que lhe dispensassem o filho das aulas porque tinha de ir com ele à vacina ainda hoje.
A auxiliar que a atendeu estranhou a pressa (normalmente avisam de véspera se as crianças têm de ir a algum lado), mas a senhora disse que tinha mesmo de ir porque tinha acabado de receber uma carta.
E mostrou a carta.
Tratava-se afinal de um folheto que lhe tinham metido na caixa do correio e que dizia mais ou menos "Hoje em dia as vacinas evitam muitas doenças. Vacine o seu filho."
17 de dezembro de 2009
Bravo, Escola Castro Matoso!
Hoje, os Pirilampos (e todos os alunos de todas as primárias e prés do Agrupamento) foram ao Centro Cultural e de Congressos de Aveiro, assistir a um espectáculo de teatro.
Mas não foi um teatro qualquer: quem representou a peça foram os seus colegas da Escola Castro Matoso, a escola-sede do nosso agrupamento.
Com a ajuda de alguns professores, esses alunos mais velhos montaram e representaram uma peça baseada nas várias personagens de Walt Disney: as princesas e os príncipes mais famosos, os 7 anões, a Pocahontas, o Hércules, as bruxas más de todas as histórias, a Cruella, os Irmãos Metralha...
Estaviveram 40 alunos em cena!
Foi um espectáculo divertido e muito bem representado.
Acreditem que já espectáculos feitos por profissionais muito piores!
Parabéns a todos os meninos, meninas e professores intervenientes!
Mas não foi um teatro qualquer: quem representou a peça foram os seus colegas da Escola Castro Matoso, a escola-sede do nosso agrupamento.
Com a ajuda de alguns professores, esses alunos mais velhos montaram e representaram uma peça baseada nas várias personagens de Walt Disney: as princesas e os príncipes mais famosos, os 7 anões, a Pocahontas, o Hércules, as bruxas más de todas as histórias, a Cruella, os Irmãos Metralha...
Estaviveram 40 alunos em cena!
Foi um espectáculo divertido e muito bem representado.
Acreditem que já espectáculos feitos por profissionais muito piores!
Parabéns a todos os meninos, meninas e professores intervenientes!
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