8 de setembro de 2004

O país do faz de conta

«A escola, por enquanto sem alunos, sacode o torpor das férias.
Encontros e reencontros, olhares que se cruzam, recuperam-se algumas ideias pendentes.
Há uma vaga conformista, um encolher de ombros, palavras para quê?
Ninguém duvida que a opinião pública será fustigada com a contra-informação. Tudo correrá conforme previsto, as aulas começarão no dia agendado, os alunos serão bem recebidos e guardados nas escolas.
O país do faz de conta parece ansiar por escolas a fingir

Palavras do Miguel, que subscrevo completamente...
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Hoje apareceu na minha escola um senhor para transferir o filho. Disse ele (sic) "a mãe abandonou-o".
Por esse motivo transferiu o garoto para a minha escola porque mora lá perto (antes, o garoto vivia com a mãe).
Uma colega pergunta-lhe então: " e a menina?".
Resposta dele: "Essa, a ela, deu-a a um casal"

7 de setembro de 2004

O tal barco...

Apesar de ter quase prometido a mim própria não o fazer, vou ter mesmo de dizer o que penso sobre o "barco do aborto".
Mas primeiro vou arranjar aqui uma espécie de bunker para me enfiar depois de publicar...

(já está...)

É que a minha opinião vai de encontro à de quase todas que tenho lido por aqui...
Por uma vez eu concordo com o Paulo Portas (espero que esta custosa afirmação não me provoque nenhuma alergia) e até acho que ele fez bem em proibir a entrada do barco!
Senão vejamos: o mar é nosso, não é? E em Portugal é proibido o aborto (e sobre isto nada digo...), não é? Então não podemos deixar entrar cá um barco que vem fazer uma coisa que para nós é proibida...
Simples, não??
Assim como não deixaríamos entrar um barco onde as pessoas pudessem entrar para consumir drogas, ou um barco com uma forca para matar assassinos, porque também são coisas proibidas por cá.
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Moral da história:
Esta história não tem moral...

O que faz falta é as pessoas dialogarem e chegarem a um consenso, pois as coisas não podem ficar como estão, com mulheres a arriscar a vida em abortos clandestinos, por um lado, e por outro uma cambada de sanguessugas a encherem-se de dinheiro à custa da desgraça alheia...
Quando será que teremos um governo que pegue neste assunto e o resolva com a dignidade que merece??
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Hoje li que há crianças que ficam abandonadas em hospitais: umas porque os pais são tão pobres que não as podem tratar, outras são abandonadas no período de férias dos "pais"!!!
(Mas a que propósito me fui lembrar deste assunto agora??)

6 de setembro de 2004

Dedicado às cuscas!!

Queridas cuscas:
A festa foi boa. Foi um "ajuntamento" de família muito giro pois havia lá familiares (especialmente os meus tios avós) que eu não via há muito tempo. Já ficou apalavrada a próxima, a dos 100 anos!
Também serviu para pôr a conversa em dia com os primos, pois apesar de eles não morarem muito longe - Vale de Cambra fica a cerca de 50 km daqui - é raro encontrarmo-nos. Estas vidas complicadas de hoje em dia roubam-nos aquele tempo de conversa só pelo prazer de conversar que antigamente existia... Prometemos todos fazer um esforço para nos encontrarmos mais vezes, vamos lá a ver se conseguimos cumprir.
Se o meu computador me deixar gravar as fotos e se depois as souber publicar aqui, dou-vos uma fatia de bolo! (Bolo virtual é óptimo porque não engorda!!).
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Como se não tivesse bastado a manhã e a tarde, à noite fui a outra festa, ihihihih!!
No domingo estive (quase)em repouso porque hoje já foi dia de trabalho (blhaaaaaaaaac!!)

4 de setembro de 2004

A Fada Magrinha

Varinha Mágica é o nome dum novo blog assinado pela Fada Magrinha.
Toca a visitar que ela está no início e precisa duma forcinha. Depois, como escreve bem, o resto vem por acréscimo...
Tudo a visitar a Fada Magrinha.
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Não sei se o problema é do meu computador se é do SAPO, mas não consigo comentar em nenhum blog. Aparece uma mensagem a dizer que não defini o modelo, blá, blá, blá...
É só para dizer que, embora não comente, vos tenho lido.
Hoje (pois já passa da meia-noite), é que não devo ter tempo para estas coisas, pois vou para a FESTA!!
Depois conto como foi!

3 de setembro de 2004

Parabéns avó Guida!

Hoje faz anos a minha avó materna. Ela não se deve importar que eu lhe revele a idade: 90 anos.
E amanhã, para festejar os anos dela, organizou uma festa para cerca de 40 pessoas (irmãos, irmãs, cunhados e cunhadas, os filhos, os netos e os bisnetos). Mas não pensem que é daquelas festas que às vezes os filhos organizam para os pais aparecerem na televisão!
Ela é que faz questão da festa, organizou-a, e é a que está mais ansiosa para que ela aconteça. Aliás, esta festa já ficou marcada na festa de aniversário dos seus 80 anos. Disse ela: "Daqui a dez anos, quando eu fizer 90 anos, estão todos convidados para outra festa". E pronto, ela manda, nós obedecemos!
Eu também faço anos hoje (metade dos da minha avó...), e como não há duas sem três, a minha irmã (copiona!) também resolveu nascer no "nosso" dia!
É uma festa de aniversário com três aniversariantes!


brinde.jpg


Como não o posso fazer de outra forma, aqui fica um brinde "virtual" mas muito sentido!
Tchim, tchim, saúde!

2 de setembro de 2004

Uma fábula

Um dia, numa expedição, o cachorrinho começa a brincar de caçar mariposas e quando se dá conta já está muito longe do grupo do safari. Nisto vê bem perto uma pantera correndo em sua direcção.
Ao perceber que a pantera vai devorá-lo, pensa rápido no que fazer.
Vê os ossos de um animal morto e coloca-se a mordê-los. Então, quando a pantera está a ponto de atacá-lo, o cachorrinho diz:"Ah, que delicia esta pantera que acabo de comer!"
A pantera pára bruscamente e sai apavorada correndo do cachorrinho e pensando: "Que cachorro bravo! Por pouco não me come a mim também!"
Um macaco que estava trepado numa árvore perto e que havia visto a cena, sai correndo atrás da pantera para lhe contar como ela foi enganada pelo cachorro.
O macaco alcança a pantera e conta-lhe toda a história. Então, a pantera furiosa diz:
- "Cachorro maldito! Vai me pagar! Agora vamos ver quem come a quem!"
- "Depressa!" Disse o macaco. "Vamos alcança-lo!"
E saem correndo para buscar o cachorrinho.
O cachorrinho vê que a pantera vem atrás dele de novo e desta vez traz o macaco montado nas suas costas."Ah, macaco desgraçado! O que faço agora?", pensou o cachorrinho.
Ao invés de sair correndo, ele fica de costas como se não estivesse vendo nada, e quando a pantera está a ponto de atacá-lo de novo, o cachorrinho diz:"Maldito macaco preguiçoso! Faz meia hora que eu o mandei trazer-me outra pantera e ele ainda não voltou!"

"Em momentos de crise, a imaginação é mais importante que o conhecimento." Albert Einstein

1 de setembro de 2004

Ano novo cheio de novidades!

Posso dizer que comecei bem o meu "ano novo"!
Então não é que, depois de 23 anos de saltimbanca, fiquei efectiva??
E fui logo ficar efectiva na que tem sido a minha escola já há sete anos, a primeira escola que pus na lista!
Finalmente, ao fim destes anos todos, sou "dona" do meu lugar, e só saio de lá se ou quando quiser, não correndo o risco de ser escorraçada por alguém com mais tempo de serviço que eu!
Dêem-me os parabéns, que eu mereço!
Só não me peçam para pagar o jantar que a fila já é tão grande que é desta que vou à falência.
Mas como é por uma boa causa, nem me importo!

As sete irmãs

As Sete Irmãs by Lucinda Riley My rating: 3 of 5 stars Gostei da parte do livro que conta a história da bisavó da Maia, em 1928. Já da hi...