A Carteira by Francesca GiannoneMy rating: 3 of 5 stars
É um livro de leitura fácil, mas onde falta profundidade às personagens. A família de Anna é pouco caracterizada, não dá para perceber bem do que vivem. A Anna é caracterizada como uma mulher à frente do seu tempo, mas não se nota muito. Será apenas por ser carteira?
Há personagens que aparecem e desaparecem, sem continuidade e no final ficam muitas perguntas sem resposta. Acontece tudo muito rapidamente e sem consequências. «Em 1934, a uma pequena aldeia italiana, chega um casal: Carlo, que é do Sul, e está feliz por regressar; Anna, a sua mulher, de uma beleza helénica, parece triste e preocupada. Como será a sua vida naquela terra desconhecida? Apaixonada pelo marido e desejada pelo cunhado - a quem nunca cederá -, Anna é uma figura completamente diferente de todos: não vai à igreja, é dona do seu nariz, diz o que pensa e nunca se irá vergar às leis e costumes que oprimem as mulheres. E, para espanto de todos, em 1935, decide concorrer ao lugar de carteiro e torna-se a primeira mulher a distribuir correspondência. Na verdade, será muito mais do que isso. Ao longo das duas décadas seguintes, sem querer, mas sobretudo sem que os habitantes o queiram, Anna será a pessoa que mudará aquela aldeia. A pé, e depois de bicicleta, ela é a carteira, aquela que escuta todos, que leva cartas dos soldados da Segunda Guerra, postais de quem partiu para longe, confidências de amantes secretos. Anna é o fio invisível que liga centenas de vidas e as vai mudar para sempre.»
















