19 de julho de 2017

Ainda os ciganos

Durante cerca de 15 anos tive alunos ciganos. Às vezes menos, outras vezes muitos.
Nunca tive problemas com os alunos desta etnia, mas houve algumas situações desagradáveis.
A primeira situação e a que mais problemas levantava era porque enquanto os alunos não ciganos entram para a escola com 6 anos, eles às vezes entravam com 10 ou quando lhes apetecia. A diferença de idades era geradora de conflitos, além de que assustavam os mais pequenitos. Depois, no caso de uma zanga no recreio, enquanto que os "nossos" resolvem a coisa entre os beligerantes, no caso dos alunos de etnia cigana, se houvesse uma briga com um deles, vinham todos para atacar o beligerante não cigano.

Em toda a minha vida profissional só me desapareceu dinheiro da carteira por 2 vezes e das duas foram alunos de etnia cigana. Doutra vez roubaram a máquina fotográfica da escola e também foi uma aluna de etnia cigana (descobrimos porque a máquina apareceu, muito tempo depois e, quando mandámos revelar o rolo, lá estavam fotos de todo o pessoal do acampamento).

Dos ciganos que conheci (familiares dos meus alunos) todos viviam da segurança social, todos mesmo, sem nenhuma exceção.

Posto isto, quero dizer que, pela realidade que conheço, o que André Ventura afirmou é a mais pura das verdades. Eu sei que não se pode generalizar, mas quando a maioria das pessoas de um determinado grupo tem um determinado comportamento, não há como não o fazer.