30 de junho de 2017

Livros para reutilizar?

Para que quem não está dentro do assunto perceba melhor (e já agora quem fez esta lei de reutilizar os manuais também), junto algumas fotos de livros que, supostamente seriam para reutilizar.
Desafio quem quer que seja a apagar os exercícios que foram feitos.
E como as imagens valem mais que as palavras, deixo alguns exemplos e nem digo mais nada.

















21 de junho de 2017

Provas de aflição

Debaixo de um calor medonho e mais que cansados por estarmos já para lá do fim do ano letivo, as crianças (muitas com apenas 7 anos) fizeram hoje outro exame. Podem tentar dourar a pílula chamando-lhe outros nomes, mas trata-se de um exame. Cheio de idiossincrasias: aparato policial à porta para recolher as provas que, no entanto, foram aplicadas pelo professor da turma mas que não podem ser corrigidas pelo mesmo... Se querem apenas saber quais são as dificuldades dos alunos, acabem com este aparato, deixem o professor da turma aplicar e corrigir as provas e enviar os resultados para o ministério para serem analisados. Assim teriam alguma utilidade. Da maneira que estão são (mais uma) aberração das muitas que existem na educação.

19 de junho de 2017

O velho, o rapaz e o burro

é a minha fábula favorita.
Nela percebemos sem sombra para dúvida que, faça-se o que se fizer, há sempre quem critique.
Se o problema for pessoal, é fácil: a partir de uma certa idade ganhei juízo e agora estou-me nas tintas para o que pensam "os outros" daquilo que faço ou deixo de fazer.

Quando a questão tem a ver com o país, aí é mais complicado.
Desde sábado, o dia da tragédia de Pedrógão, as opiniões publicadas por toda a gente são mais que muitas e todas contraditórias. Temos um país de especialistas em florestas, em ordenar o território, em apagar incêndios, em cortar ou não cortar estradas, enfim, temos um país especializado...
(Só não entendo porque continua a haver incêndios)

Todos fariam melhor se fossem políticos, se fossem bombeiros, se fossem pilotos, se fossem da GNR,  se fossem o primeiro ministro, se fossem o presidente da república, se fossem...

Mas não são.


:(

15 de junho de 2017

Nossa Senhora das Avaliações

Foi criada uma nova divindade: a Nossa Senhora das Avaliações.
É incrível a importância que se está a dar às fichas de avaliação realizadas pelos petizes hoje em dia.

Antigamente, cada professor elaborava as fichas de avaliação da sua turma, de acordo com o desenvolvimento dos seus alunos e aplicava-as quando entendia. As classificações eram dadas a "olhómetro", pois cada professor sabe, melhor que ninguém, o pensamento que esteve por trás de cada resposta...

Hoje em dia, em vez de professores, somos todos profissionais da avaliação: a elaboração das fichas de avaliação leva dias de trabalho e fica digna de ser analisada pelo CSI: tudo visto ao pormenor, não podem falhar matrizes, critérios e cotações. Chegamos ao ridículo de ter de apresentar respostas para fichas do 1.º ano -  "considera-se certo se respondeu 3+2=5" - não vá dar-se o caso de algum professor não saber a resposta.
No mesmo Agrupamento, as fichas têm de ser aplicadas no mesmo dia e à mesma hora, sob pena de sermos acusados de "desobediência"!

Mas, a culpa disto tudo não é só do ministério e de alguns professores: há papás que exigem saber "o que vai sair" nas fichas, mesmo que o seu rebento ande apenas no 1.º ano... (o que vai sair?? Pelo amor de Deus!! Deve saber ler e escrever alguma coisa, não é??)
Há pais que publicam as respostas dos filhos e a cotação que a professora deu, na net, e pedem opiniões sobre o assunto!! (e, se tivessem 2 dedos de testa, pelas respostas aos comentários veriam como é complexa esta tarefa de cotar uma resposta!).

Só me resta deixar um apelo: deixem as crianças em paz, deixem-nas aprender ao seu ritmo!

Por fim, quando falo de pais, não estou a referir nenhum dos "meus" que, felizmente, são todos pessoas inteligentes e que nunca me questionaram sobre este assunto. Confiam em mim e eu confio neles.