19 de abril de 2015

23 de março de 2015

Serial Killer...

... sou eu!
No ano passado os ovos de bichos-da-seda que tinha na sala de aula, se calhar por causa do calor ambiente (apesar de não ser muito), eclodiram em fevereiro e não havia comida para lhes dar. A amoreira ainda nem rebentos tinha e os bichos já ali, cheios de fome.
A sorte  foi que eles não foram esquisitos e comeram folhas de alface até as folhas de amoreira estarem prontas.

Para evitar correr esse risco este ano, eu resolvi, no verão, trazer os ovinhos para casa e guardá-los em local fresco.
Lembro-me que pensei em várias hipóteses de locais até me decidir por os guardar exatamente ...

Onde?
Pois não sei!
Já corri tudo e não dou com os ovos!
A esta hora já ecloriram e já morreram de fome...
Estou cheia de remorsos.
E os garotos não perdoam...

6 de março de 2015

Carta de uma mãe

Na sequência de uma troca de mails acerca das dificuldades de uma (boa) aluna para entender as frações, recebi este mail da mãe:

Olá, bom dia,

fico mais descansada! :-) realmente aquilo é muito difícil de explicar. Para nós é obvio, mas para eles é muito complexo. Também não percebo qual é a ideia de ensinar frações a estas idades. A garota é inteligente e olhava para mim como um burro a olhar para um palácio. Até fiquei preocupada! Eu costumo dizer que são "Insónias dos pensadores". Estão na cama, não conseguem dormir e têm estas ideias fantásticas. 
 
A escola está cheia de exageros, exageros na matéria, nos horários... juntam-se as múltiplas atividades extra e os estudos em casa e os miúdos não têm tempo para nada. 

Se não têm tempo para brincar, para descansar, para contemplar, para apanhar seca, como é que vão desenvolver a criatividade, a autonomia, o pensamento crítico e a reflexão? Cada vez se defende mais que são competências essenciais para aprendizagem ao longo da vida mas depois, na prática, não se dá espaço para nada disso. Têm horários de adulto, compromissos diários, não saem à rua nem brincam com os amigos fora da escola... enfim... desculpe o desabafo, mas deixa-me realmente frustrada. 

A M. é uma sortuda :-) vou buscá-la às 16h, para ela lanchar descansada. Faz os trabalhos de casa em 5 minutos e depois brinca com o irmão e faz o que lhe apetece. Quando posso, trago as amiguinhas dela, mas também são tão ocupadas que não têm tempo para vir brincar. Quanto aos estudos, para já, são uma revisão de conceitos na véspera do teste, ehehheh! Fora isso, quando ela tem alguma dificuldade, pede-me ajuda, como nisto das frações. Às vezes estuda por iniciativa dela, por exemplo, se tem ditado, quer treinar antes para não dar erros, mas é ela que põe os objetivos. Acho que não precisa de mais nada. Quero que ela seja criança e aproveite o tempo livre o mais que puder!

Beijinhos e obrigada,
D.

3 de março de 2015

Há uns tempos recebemos


cá em casa uma carta da Segurança Social a dizer que o meu marido lhes devia cerca de 2000 euros. E não ficam por aqui: logo no segundo parágrafo ameaçavam penhorar os nossos bens, caso não pagássemos.

Apesar de sabermos que não devíamos nada a ninguém, receber uma carta assim "simpática" é muito chato. Quando o meu marido se apresentou nos serviços com os comprovativos de que não lhes devia nada, confirmaram que era realmente verdade, que ficasse descansado.
Mas, à cautela, o meu marido exigiu-lhes que fizessem essa declaração por escrito, uma vez que a declaração de que devia dinheiro também tinha vindo por escrito.
Ao fim de muito tempo e de muita insistência, chegou a tal declaração.
Agora está arrumada em lugar muito seguro, mas estamos até a pensar em alugar um cofre num banco para a guardar, não vá o diabo tecê-las.

Por isso, nesta história Passos Coelho versus Segurança Social, venha o diabo e escolha o mais gatuno...

24 de fevereiro de 2015

11 anos disto



(imagem daqui

Mais uma vez, e graças à minha infalível "agenda Flores", não deixei escapar o aniversário do meu blog.
Onze anos!
Provecta idade para um blog.
Tão velhinho, mas ainda mexe (pouco, coitado, mas mexe...)

Agora sejam queridos e dêem-me os parabéns e blablabla, essas mariquices todas do costume.
Para ver se o pobre não morre de vez...

18 de fevereiro de 2015

Que saco!

Os sacos "leves" parece que são altamente poluidores, anti-ecológicos e maus para o meio ambiente.
Nem duvido, basta ver como é difícil e demorado o plástico desaparecer na natureza.

A minha dúvida é: e se eu pagar 10 cêntimos de imposto pelo saco, ele passa a ser inócuo para a natureza?

Não seria melhor acabar com eles, e pronto, assunto resolvido?
Hipócritas!


3 de fevereiro de 2015

O país dos números

Vivemos no país dos números.

Nas escolas então atingiu-se um nível nunca visto em matéria de números. Tudo se resume a números, gráficos e percentagens.
Como se as aprendizagens das crianças destas idades pudessem ser expressas em números!
As avaliações das crianças, que eram apenas qualitativas, caminham a passos largos para serem quantitativas (os alunos do 4.º ano já são avaliados de 1 a 5 valores).

Até as crianças que nos chegam das pré-escolas já vêm avaliadas com percentagens disto e daquilo!

Ando a ler aos meus alunos "O principezinho" (estilo novela, 1 ou 2 episódios capítulos por dia)
Por isso dedico ao ministro da educação (que adora números) uma frase que lhes li hoje:

"As pessoas crescidas gostam de números. Quando lhes falais de um novo amigo nunca perguntam o essencial. Nunca vos dizem «como é a fala dele? Quais os seus jogos prediletos? Coleciona borboletas?» Perguntam «Que idade tem? Quantos irmãos são? Quanto pesa? Quanto é que o pai ganha?» E só julgam que o conhecem depois disto. Se disserdes às pessoas crescidas : «Vi uma casa de tijolos vermelhos, com gerânios nas janelas e pombas no telhado...» elas não conseguem imaginar uma casa. É preciso dizer-lhes: «Vi uma casa de quinhentos contos.» Então exclamam: «Ai que bonita!»

Andamos todos crescidos de mais, é o que é.

18 de janeiro de 2015

Uma fotografia por domingo (328)


Aquilino Ribeiro (que roubou de mim a Salta Pocinhas!), homenageado com esta escultura, na bonita cidade de Viseu.