16 de Outubro de 2014

Meco

Não há dor maior no mundo do que perder um filho. Só imaginar, já custa.
Entendo que, quando isto acontece a um pai ou a uma mãe, estes vão insistir em procurar a resposta ao "porquê?".
Deve ser uma coisa que ajuda a mitigar a dor, julgo eu.

Posto isto, quero dizer que compreendo perfeitamente o desespero dos pais dos jovens que morreram na praia do Meco e a sua procura por um bode expiatório.
O que eu não compreendo é a atitude pouco sensata de alguns jornalistas.
Procurar vender jornais ou programas de televisão explorando indecentemente a dor das pessoas não me parece correto.

A resposta à pergunta "foi praxe ou não foi praxe?", não tem importância nenhuma.
Pode ter sido um mero acidente (hipótese mais que provável, dada a violência das ondas naquela noite). Mas, se houve praxe, foi uma brincadeira consentida. Porque não estamos a falar de caloiros com medo de não serem "aceites no grupo", mas sim de jovens finalistas, que estavam ali voluntariamente.

Há neste momento um jovem cuja única culpa é ter sobrevivido.
Estranho, não é?

13 de Outubro de 2014

Rapidinha de segunda

- Sabes como se deixa um palerma na expectativa?
- Não...
- Amanhã conto-te.

6 de Outubro de 2014

Rapidinha de segunda


- Amor, acho que andas muito obsessivo com o futebol... Fazes-me falta! - diz ela.
- Falta? Mas eu nem te toquei!

2 de Outubro de 2014

Alguém esclarecido

que me diga porque será que, no mesmo país e com o mesmo "patrão", há escolas tão diferentes umas das outras em tudo, até nos horários dos professores?

21 de Setembro de 2014

Uma fotografia por domingo (316)


Que belo par de abóboras!
Mas o mais interessante é que foram plantados apenas tomates no quintal!
E nasceram estas abóboras!

16 de Setembro de 2014

Mar de papoilas


(fotografado na praia, com vista para o mar, como convém ao título)


Mar de papoilas
autor - Amitav Ghosh
editora - Editorial Presença

Um bom livro de um autor que desconhecia completamente.
A história desenrola-se em 1838, no norte da Índia.
A personagem principal é o Ibis.
E quem é Ibis?
O Ibis é... um barco. Era um barco usado para transporte de escravos, mas agora é usado para transportar ópio e coolies e é propriedade da Companhia das Índias Orientais.
Também há pessoas nesta história: as minhas preferidas são a Deeti, a Paullete e o Jodu.
E todos eles se tornam jaházbhai, a bordo do Íbis.

Aborrecidos com duas palavrinhas estranhas?
Pois preparem-se que este livro tem um glossário com, nada mais nada menos que 461 sinónimos (sim, contei-as) de palavras indianas. Este facto torna a leitura às vezes mais demorada, mas mesmo assim é um livro bom de se ler. E ficamos a saber que muitas (mesmo muitas, mas estas não contei) dessas palavras têm origem portuguesa!

Só não gostei do final: dá a impressão de que deu um shoke ao autor e de repente resolveu não escrever mais, deixando assim a viagem por terminar e um sabor a pouco.

coolies - emigrantes asiáticos (pouco diferentes dos escravos, tanto na forma que eram transportados e recrutados como nos trabalhos que iriam fetuar, muito longe do seu país natal)

jaházbhai - irmãos de navio

shoke - capricho

14 de Setembro de 2014

Uma fotografia por domingo (315)



Lindo local, não concordam?
Passei lá uns dias maravilhosos, mas escusam de ficar com inveja porque é acessível a qualquer um.
Basta reservar!
Chama-se "casa do relógio de sol" e fica no Douro, encostadinha à Régua.
Merece uma visita!

4 de Setembro de 2014

Patinhos em perigo

Na Costa Nova havia um lago com patinhos...


Entretanto o lago transformou-se num charco pestilento e mal cheiroso. Os pobres dos patinhos nem saem da "ilha", onde estão empilhados, com certeza com nojo de entrar naquela "água"!



Quem acode a estes patinhos?
Não basta fazer estas coisas, é preciso tratar e preservar.
Com muita urgência! Isto é uma vergonha!

2 de Setembro de 2014

O ministro Crato

tem o desplante de vir para os jornais dizer que os concursos não estão atrasados!
Das duas uma: ou é mentiroso ou é ignorante (e não sei escolher a melhor opção!).

Na minha escola (que até é pequena) há uma colega de Viseu. Esteve cá no ano passado e, porque é incomportável fazer viagens diárias, alugou uma casa ao pé da escola (ficou a sustentar duas casas, com o enorme salário de professor).
No fim do ano letivo, convencida de que tinha vaga para este ano, manteve a casa alugada nas férias. Interromperam-lhe as férias para a avisar de que teria de concorrer uma vez que passou a ter "horário zero" na minha escola.

Hoje, dia 2 de setembro, não sabe ainda onde irá trabalhar este ano.
Mantém a casa alugada porque pode dar-se o caso de ser "repescada". Se não for pode ter a sorte de ficar mais próxima de casa mas, da maneira que as coisas estão, poderá ter de procurar outra casa noutro local. Se assim for, no mês de setembro terá de pagar 3 casas!
A "sorte" dela é ser sozinha, mas isto também acontece a quem tem filhos, grandes ou pequenos.

Ser colocado longe de casa sempre aconteceu, mas antigamente acontecia apenas nos primeiros anos de trabalho. Agora acontece a pessoas (como é este caso) com 28 anos de serviço!


E depois, em vez de haver compreensão e até alguma solidariedade por parte de quem governa, aparecem a dizer que está tudo bem?
Isto não é de doidos?


1 de Setembro de 2014

Feliz Ano Novo


E pronto, eis-nos chegados ao primeiro de setembro, a iniciar mais um ano.
Há cadernos novos para estrear e novos livros para folhear, tudo a cheirar a novo...
Bom ano!

31 de Agosto de 2014

Uma fotografia por domingo (313)


Por estes dias, andei a passear por meio de vinhedos.
Comi algumas uvas roubadas, como convém...
Se este ano ouvirem falar que inexplicavelmente a produção de vinho do Porto teve uma quebra, já sabem o que aconteceu, mas não digam a ninguém.
A culpa, já se sabe, será da crise.