Quarta-feira, 15 de Julho de 2009

Uma história de patas (e não troquem as vogais, sff)

O que vão ler é o "comentário" do entremares ao post anterior.
Bom demais para ficar nas "traseiras" do blog, ora confiram:

Era uma vez uma pato.
Ou melhor, uma pata. Uma pata grande e poderosa.
No grande reino da Patolândia, a população era constituida por muitas espécies de patos, todas elas vivendo em amena convivência, nadando nos mesmos lagos, alimentando-se pacificamente dos amplos recursos com que a natureza bafejara o reino.
No norte, viviam os patos marrecas, também conhecidos por trocarem muito os “vês” pelos “bês”, muito faladores, activos e sempre propensos a contar anedotas sobre os patos do sul, os patos mudos, que apesar do nome, até falavam bastante. Arrastavam um bocado a fala e colocavam muitos “ei” e “tão” no final das conversas, mas fora isso eram tão patos como os outros, os do norte.A vida decorria feliz na Patolândia.
Os patinhos, acabadinhos de sair dos ovinhos, eram levados pelas mães até aos charcos mais tranquilos, onde ficavam à responsabilidade dos mestres-patos, que tinham a incumbência de os ensinar nas artes de grasnar, nadar, voar e todas as outras coisas típicas da raça.
Quando crescessem o suficiente, rumariam a outros charcos, aprenderiam a grasnar coisas diferentes , a procurar o seu próprio sustento e, quem sabe, até a pôr ovos, constituir família.
A pata grande e poderosa era a responsável por todos os mestres-patos e tinha a delicada missão de supervisionar todos os pequenos charcos onde os patinhos aprendiam os pequenos “Quac”.
Mas a pata grande e poderosa não estava sózinha.
O governo da Patolândia estava nas mãos de um outro pato, também grande e poderoso, um pato-real vistoso que, na prática grasnava mais alto que o rei dos patos, já velho e a perder as penas.
No entanto, a paz estava a desaparecer no grande charco.
A pata grande e poderosa andava de penas trocadas com os mestres-patos e as águas do charco ficavam, de dia para dia, cada vez mais revoltas.
A confusão era grande.
Por decreto real, os mestres-patos passavam a ser obrigados a comunicar à grande pata de cada vez que não conseguissem ensinar um patinho a nadar, a voar ou a grasnar, mesmo que o patinho tivesse nascido mudo, sem asas ou sem patas.
Os mestres-patos passavam também a ser obrigados a ensinar os patinhos enquanto vivessem, mesmo quando já não conseguissem voar para acompanhar os seus pupilos.
E, finalmente, os mestres-patos que quisessem sair do charco secundário e saltar para o charco principal tinham que desafiar os outros mestres-patos do lago, numa competição onde se teriam que debicar furiosamente - quem conseguisse arrancar mais penas aos adversários, ganhava o direito de nadar no charco principal.

Por tudo isto, facilmente se compreenderá que a grande pata não era muito popular entre os mestres-patos.
O pato-real, que segurava nas penas os destinos do reino, também já fora mais popular.
Ultimamente, só se ouvia grasnar nos cantos do charco histórias sobre o grande pato, boatos de sementes retiradas do celeiro e enterradas sabe-se lá onde, uns amigos quaisquer do grande pato que agora só nadavam nas melhores zonas do charco, corria até uma história de que o grande pato nem aprendera a voar, mas mesmo assim tinha uma anilha dourada na pata como se tivesse ... enfim, uma grande confusão, pois claro.
Os patinhos também não estavam muito contentes.
Não por simpatia com a causa dos mestres-patos ou coisa parecida, mas porque sentiam que a grande pata não tinha o direito de os obrigar a estar tanto tempo no charco, sem tempo para umas fugas, umas brincadeiras, uns voos à sucapa, enfim, essas aventuras típicas de patinhos adolescentes, vocês sabem como é.
Portanto, o que tinha que acontecer... aconteceu.

Um belo dia, os mestres-patos revoltaram-se em conjunto e vai daí, nadaram todos em direcção ao grande charco, grasnando ruidosamente.
Pelo caminho, abanavam frenéticamente as asas, grasnando palavras de ordem e enchendo os ares de penas.
Num repente, invadiram os aposentos da grande pata, afugentando-a para o exterior.
A revolução saira ao charco.
A grande pata ainda tentou negociar – dois grãos de milho extra na ração – mas já era demasiado tarde.
O grande pato-real, vistoso como sempre, assitiu impassível enquanto a grande pata era depenada e colocada num grande caldeirão, onde já ferviam a água e os temperos.
Um dos revoltosos despejou então para dentro do caldeirão uma grande quantidade de bagos de arroz, duas pitadas de sal e umas folhas de louro. Depois, revezaram-se e foram mexendo, mexendo, mexendo...
Finalmente, o manjar ficou pronto.
O grande pato-real, ainda vistoso e sempre cheio de recursos, sentou-se à mesa e serviu-se.
Aquele arroz de pato estava delicioso, excelente mesmo.
Ergueu o copo e propôs um brinde.
- Meus caros mestres-patos, não encontro palavras para vos retribuir a felicidade de estar aqui convosco, nesta confraternização.
Sabem que sempre estive e sempre estarei do vosso lado.
E para que vejam que eu compreendo que tudo isto não passou de um lamentável mal entendido, vou providenciar agora mesmo que todos vós passeis a receber mais três grãos – reparem, três grãos de milho - na vossa mais que justa ração...
Os convidados ergueram os copos.
- Ao charco – grasnaram todos.

O grande pato-real inchou ainda mais as suas penas.
- São mesmo patos... – pensou para consigo mesmo.
Sorriu e ergueu o seu copo.
- Ao charco, gritou. Ao charco...

Terça-feira, 14 de Julho de 2009

Afinal, em que é que ficamos?

A "nossa" inefável ministra continua a fazer das suas...
Numa semana, sobre o dobro das negativas a matemática, diz que "houve menos investimento, menos trabalho e menos estudo" (e também que a culpa foi dos jornalistas, esses sacanas! Andaram a dizer que os exames iam ser fáceis e os petizes não estudaram nada, já não podemos confiar em ninguém!!).

Agora, acerca da metade das negativas a matemática no 9.º ano, vem dizer "isto deve-nos encher de orgulho. É muito bom e positivo para o país"

(do Público, onde é deprimente ler os comentários dos leitores. Tanta ignorância junta, até dói.)

Domingo, 12 de Julho de 2009

Uma fotografia por domingo (101)


Em Sines, a estátua do Vasco da Gama, a olhar para o mar.
(Olhar para o mar, é isso que me está a fazer falta!!)

Sábado, 11 de Julho de 2009

É optimista ou pessimista?

Quarta-feira, 8 de Julho de 2009

Mosquices

Acabei de matar (com as mãos!!) uma mosca que me andava aqui a incomodar...
Agora vou ficar à espera de aparecer na televisão!

(Mais difícil ainda:
O meu gato apanhou uma ali na janela e comeu-a! - blhaaaaaac!!

Não esquecer: não dar beijinhos ao gato nos próximos tempos!)

Domingo, 5 de Julho de 2009

Uma fotografia por domingo (100)

Enquanto as férias não chegam...



Castelo de Almourol, Maio de 2004

Sábado, 4 de Julho de 2009

tem medo de envelhecer?

Quinta-feira, 2 de Julho de 2009

Que malcriados!

Passei parte da tarde a ouvir o debate na Assembleia da República (enquanto fazia outras coisas, é claro!)

Só tenho a dizer que aqueles senhores são tal mal criados que, se fossem meus alunos, ficavam o ano todo sem recreio...
Já o senhor da foto, que eu vi em directo a fazer aquele gesto incrível, esse nunca mais tinha recreio na vida!

(escrevi isto ao fim da tarde, antes de saber que o tal senhor afinal até foi expulso da escola! Bem feita!)

Quarta-feira, 1 de Julho de 2009

Pobre menino rico!

Já todo o mundo (mesmo!) falou sobre a morte de Michael Jackson, quase até à exaustão.
Por cá, foram horas nos noticiários, se calhar mais do que algum português alguma vez já teve... mas adiante.

Não quero minimizar a sua arte que realmente era (é e será para sempre) excelente.
Já o Michael Jackson cidadão deixava muito a desejar!

Todas as suas transformações, desde que era um belo rapaz negro, até às suas últimas e impressionantes (porque horríveis) imagens, mostram um percurso de uma pessoa com graves problemas.
Uma noite destas vi uma reportagem sobre a sua vida.
E não era ninguém a contar: era ele mesmo numa grande entrevista.
Demonstrou que não só parecia desiquilibrado: era mesmo!

E as histórias que agora aparecem acerca dos "seus" filhos vêm confirmar a sua imaturidade e inconsequência.
Se não se atrevia a fazer um filho, podia ter recorrido à adopção, pura e simples.
Porque agora diz-se que não foi só a mãe que era "de aluguer". O pai também era!
Acredito que ele gostasse mesmo de crianças e, como tinha condições económicas para isso, podia ter adoptado uma dúzia delas.

Que irão pensar dos pais estas crianças quando forem mais velhas?

Segunda-feira, 29 de Junho de 2009

Uma fotografia por domingo (99)