17 de agosto de 2015

Uma fotografia por domingo (346)

video

Sérgio Godinho, no Festival do Bacalhau.

Em vez da foto da praxe, hoje publico um vídeo.
A qualidade não é muita, mas vale pela intenção e pelos arrepios que provocou.


"Só há liberdade a sério quando houver
A paz, o pão
habitação
saúde, educação
Só há liberdade a sério quando houver
Liberdade de mudar e decidir
quando pertencer ao povo o que o povo produzir"

12 de agosto de 2015

Dispara, eu já estou morto

"A quem é que importa o Deus a que reza cada um? E o que acontece com aqueles, como eu, que não rezam?"


Acabei de o ler há bocado e só me ocorre uma palavra: brutal.
Já há muito tempo que um livro não mexia tanto comigo. Ainda tenho as personagens todas na cabeça e sei que vai ser difícil livrar-me delas nos próximos dias.
Mas vamos ao livro: o assunto principal é o (eterno?) conflito entre palestinianos e israelitas e a luta por uma terra a que possam chamar sua.
A história começa na Rússia, com a família Zucker (judeus) que são obrigados a fugir da perseguição dos czares, que se refugiam em Paris e mais tarde na Palestina.
A Palestina desse tempo (início do século XX) pertence ao Império Otomano, embora nessa altura haja uma convivência pacífica entre palestinianos árabes e palestinianos judeus.
Quando a família Zucker chega a Jerusalém, vão ser vizinhos (e senhorios) da família Zaid, os árabes.
Os judeus da família Zucker e outros que vão chegando também fugidos da Rússia criam a "Horta da Esperança".
As duas famílias, Zucker e Ziad convivem pacificamente. Os filhos de uns e de outros vão nascendo e vão crescendo juntos como irmãos, mas...

O livro abrange quase todo o século XX, por isso retrata muitos conflitos: 1.ª Guerra Mundial, revolução russa, 2.ª Guerra Mundial, Holocausto (muito retratado neste livro - ou não fossem as personagens principais os judeus - e essas foram as páginas mais difíceis de ler), guerra na Palestina...


Para terminar, tenho uns reparos a fazer: no início do livro ajudava imenso uma árvore genealógica das famílias Zucker e Ziad, porque às tantas torna-se confuso tantos nomes e temos de voltar atrás para ver quem é quem. Um mapa da região também ajudava, assim como um glossário maior porque há muitas palavras pouco conhecidas.
Mas é um livro muito, muito bom, e como se isso não bastasse, ainda acrescenta um final surpreendente. Imperdível!

Estrelas: *****

Título: Dispara, eu já estou morto
Autor: Julia Navarro
Editora: Bertrand




9 de agosto de 2015

Uma fotografia por domingo (345)


Armação de Pêra (ou lá perto) vista do Atlântico.
Tirei tantas, mas tantas fotos neste passeio de barco que tenho material para muitos domingos.
E todas lindas!

7 de agosto de 2015

O miniaturista

Amesterdão, século XVII.
Nella Oortman, uma jovem pobre, casa com Johannes Brandt, um rico comerciante, e vai viver para sua casa. Mas não estarão sozinhos: a sua estranha cunhada também lá mora e não lhe vai facilitar a vida...
Aliás, o marido também não corresponde às expetativas e Nella sente-se infeliz e uma estranha na sua nova casa.

Um dia, para a animar, o marido oferece-lhe uma miniatura que é uma réplica perfeita da casa e Nella vai tentar completá-la, encomendando peças a um miniaturista.
Acontece que as miniaturas começam a aparecer-lhe em casa sem terem sido encomendadas e, para além disso, são uma espécie de presságio de acontecimentos futuros...

----------------------------

Gostei deste romance principalmente porque gosto de histórias passadas em épocas diferentes daquela em que vivemos.
(Estou sempre à espera que os autores ponham o/a heroína a comer um hambúrguer ou a apanharem o autocarro há 3 séculos atrás, mas ainda não aconteceu).
Este romance vai-se tornando cada vez mais interessante à medida que a história avança e vamos entendendo as atitudes dos protagonistas.
Único senão: fiquei sem perceber muito bem a motivação do miniaturista - é o que dá o nome ao livro e acaba por, na minha opinião, não ter grande importância na história.

Ficha:
Título: O miniaturista
Autora: Jessie Burton (este é o seu primeiro romance)
Editora: Editorial Presença, 2015

Estrelas: * * * *

7 de julho de 2015

Maria Barroso


 Não gosto daquela procissão de "RIP" que se usa no facebook (não gosto de facebook e ponto final!), por isso venho a este cantinho (cada vez mais) escondido prestar a minha singela homenagem à MULHER que hoje nos deixou: Maria Barroso.

Não me ocorre acrescentar nada ao que já li por aí, só me resta dizer:
quando for grande quero ser como ela.

1 de julho de 2015

Irmãs de sangue, Um fogo eterno e Luz efémera



é uma trilogia das irmãs Stephanie e Barbara Keating, naturais do Quénia embora atualmente a morarem, uma em França e outra na Irlanda,

A história começa no Quénia em 1957 e conta a história de três amigas: a africânder Hanna van der Beer, a irlandesa Sara Mackay e a britânica Camilla Broughton Smith, que se conhecem desde crianças por frequentarem o mesmo colégio interno.
As férias e os fins de semana são sempre passados em Langani, a fazenda de Hanna, com os seus pais e irmão.

Embora com passagens por Londres, Dublin e Noruega, a história centra-se toda no Quénia.
Começa antes da independência, depois acontece a independência do país e finalmente num país autónomo (mas cheio de problemas, como acontece com a maioria dos países africanos, com feridas que custam a sarar).

No 1.º volume as amigas fazem um pacto de sangue e, embora a vida as vá separar fisicamente (Camilla vai para Londres, Sarah para Dublin, Hanna fica na fazenda), continuam unidas e a encontrarem-se com alguma frequência.

No 2.º volume, Hanna luta contra tudo e contra todos para preservar a fazenda e o seu casamento, Camilla singra em Londres e no mundo como top model e Sarah volta para o Quénia para se dedicar ao estudo dos elefantes.

No 3.º volume Hanna e o marido são donos da Fazenda Langani e do Safari lodge, Sarah casa e, juntamente com o marido, continua a sua luta  contra os caçadores furtivos e a corrupção que grassa no país.
Camilla, apesar de ter tantos homens aos seus pés, continua apaixonada pelo guia de safaris Anthony Chapman...

Ao reler o que escrevi em cima, pareço dar a ideia de que estes livros são um simples romance, mas não são, são muito mais que isto. Tem muita história e muita informação interessante, são envolventes ao ponto de não querer parar de ler.

Ficamos a conhecer um pouco da história do Quénia e com vontade de lá ir.


Ficha:
Título: Irmãs de sangue; Um fogo eterno; Luz efémera
Autoras: Stephanie e Barbara Keating
(edição ASA, 2007, 2009 e 2011)

Estrelas: * * * * *

22 de junho de 2015

Graças a Deus!

De cada vez que abro o computador e vejo certas fotos no facebook, é só o que me apraz dizer: graças a deus que, no tempo em que nasci, não havia tal coisa!
Será que esta gente não pensa?
Colocam fotos dos filhos bebés ou crianças muito pequenas (e não, não tenho a paranóia dos pedófilos) nas mais incríveis situações/poses/circunstâncias...
Ainda há bocado vi a foto de uma menina, completamente amuada ao colo da mãe. Uma foto horrorosa, sob todos os aspetos.
Já vi crianças seminuas, crianças a comer, a chorar, a fazer birra, doentes... enfim, um sem número de situações.

Pelo menos podiam ter um bocadinho de bom gosto e publicar apenas fotos bonitas, das crianças numa festa ou noutra circunstância feliz e apenas quando estivessem (bem) vestidas.

Será que um dia, quando estas criança crescerem, vão perdoar aos pais e aos avós o que mostraram delas?
Eu não perdoaria!

14 de junho de 2015

Uma fotografia por domingo (342)


Depois de um agradável passeio a pé (não tão bom assim porque ontem estava frio e vento)...
Mas pronto, quando o tempo melhorar, basta deixar o carro um pouco afastado e fazer este lindo caminho...


Para chegar... a Casablanca!


(Visto desta perspetiva não parece nada de especial, mas garanto que é um bar de praia muito interessante e agradável).

7 de junho de 2015

Uma fotografia por domingo (341)


bichos-da-seda

Bicho, bichinho, bichinho da seda...
Para o ano haverá mais, se eu não perder os ovos, como fiz com os anteriores...

5 de junho de 2015

Futebóis

Acho piada a estas guerras futebolistas: de repente não há crise, nem violência doméstica, até as guerras (as verdadeiras) ficam esquecidas.
Fala-se apenas em futebol, no Jesus (não o da Galileia), no Bruno-não-sei-das-quantas, no Luís Vieira...

Toda a gente se indigna só porque um tipo deixou um patrão e se mudou para outro, onde vai ganhar mais, muito mais.

O que nos devia indignar mesmo, é o facto desse tipo ir ganhar 16.500 € por dia!!
(fiz a conta à diária porque quando há muitos zeros fico tonta e baralhada...)

Só para terem uma ideia, quem ganha o ordenado mínimo ganha cerca de 6000 € por ano!
Já estão indignados que chegue?