30 de dezembro de 2005

Descobertas na blogosfera

Sentei-me ao computador para fazer um relatório...
Mas, cada vez que me sento aqui, a primeira tarefa é visitar o meu blog, ver se ele está bem, se não lhe falta nada, se não mo apagaram, se tem visitas e comentários...
Depois, bem, depois fui visitar um outro.
Daí deu-me para clicar num link desconhecido e desse passei para outro e assim sucessivamente, mais tempo do que o bom senso manda!

Mas, tal qual o David Attenborough desbravando uma floresta, também fui descobrindo coisas muito engraçadas.
Descobri que há blogs sobre todos os assuntos possíveis e imaginários (alguém descobria esta se eu não tivesse dito??)
Deduzi que a maior parte dos bloguistas ou é desempregado ou bloga no trabalho.
A paragem do Natal não se deverá só aos feriados, mas também à "falta" do emprego.
Até descobri um bloguista a dizer mal do "patrão" por ele ter ficado chateado por o senhor dono do blog "de vez em quando" usar o MSN no serviço! Realmente pá, ele há patrões muita maus!! Então ele não vê que, ao utilizar o MSN se distrai e prejudica o blogue?

Descobri blogues pornográficos (qual o espanto?) mas feitos por mulheres (aqui o espanto é mesmo a sério...)
Abusar da imagem da mulher é infelizmente o pão nosso de cada dia, e não é só nos blogues.
Mas as mulheres reduzidas a imagens chocantes e ainda por cima por outras mulheres, isso eu acho deprimente... Mas parece que quem faz isso pensa "olhem só para mim sou tão avançada, tão sem tabus, tão feminista, que até publico estas coisas". E quem não gosta é porque é retrógada ou cheia de complexos ou uma mal amada qualquer, tadita.

Também descobri que os blogues mais famosos são, por norma, os mais chatos.
E descobri que todos os blogues (à excepção dos "gatos") que já foram transformados em livros estão cheios de palavrões, que às vezes nem vêm a propósito de nada.
Parece que é muito mais "in" dizer "hoje tive um dia f*****" do que "hoje o dia correu-me mal".
Porque será?
Eu cá não faço ideia, mas dá clientes, comentários e direito a um livro!
Descobri também que blogues desactivados há meses e até há anos continuam por aí na lista de favoritos de contadores de blogues...
E também parece que é chique ter link para o "Gato Fedorento" ( o que poderia ser interessante se eles lá escrevessem outras coisas para além da agenda dos espectáculos!!) e para o Abrupto (o que poderia ser interessante se alguém entendesse o que por lá se escreve!)

E, finalmente, descobri que nem é preciso saber escrever para se ter um blogue: pode-se dar erros, pode-se escrever em SMSês, pode-se publicar só anedotas, ou só fotos (de outros) ou só poemas (de outros).

Enfim, descobri que isto é um mundo com coisas boas e coisas más.
Mas ninguém pode pôr em dúvida que neste mundo reina a democracia!

29 de dezembro de 2005

The american world



Recebido através do Freddy, da Zona Franca este espectacular mapa do mundo "visto pelos americanos"...
Isto é suposto ser uma piada, mas eu acredito que muitos americanos acreditem que o mundo é mais ou menos assim!!

28 de dezembro de 2005

Portugueses e espanhóis

A propósito de um estudo dos INE de Portugal e de Espanha, entre muitas outras conclusões interessantes (eles ganham mais que nós, quem diria!!) pode ler-se no JN online de hoje o seguinte:

«Os trabalhadores portugueses e espanhóis têm um nível de instrução mais elevado do que os respectivos patrões, mas o desequilíbrio é maior entre nós. Segundo o INE, em Portugal, um em cada quatro patrões possuía, em 2004, curso superior ou o ensino secundário completo, o que equivale a metade da percentagem que Espanha ostenta. Ao nível dos empregados, 13% têm habilitações de nível superior, contra apenas 11% dos patrões. Em Espanha, esta relação é de 31% para 27%. Tal desequilíbrio, menos acentuado na União Europeia, verifica-se em todos os graus de ensino.»

É por aí mesmo que as diferenças começam: nós somos o país dos patrões, dos empresários de futebol e dos construtores civis.
Somos o país onde ganha mais dinheiro quem nada faz e se limita a comprar e vender apartamentos, onde ganha mais quem nada produz e se limita a comprar e vender acções.

E vem-me à memória uma quadra do Aleixo:

Tu que vives na grandeza,
Se calçasses e vestisses
Daquilo que produzisses,
Andavas nu, com certeza.

27 de dezembro de 2005

Socorro, estamos a ser invadidos...

... por publicidade àquelas coisas (desculpai a ignorância, mas não sei mesmo o nome) que se compram - e bem caras - para pôr nos telemóveis.
Tenho visto mais televisão que o costume e os intervalos, principalmente a partir das onze da noite, tornam-se insuportáveis com tanta publicidade "àquelas coisas"...
Ele é toques, mulheres nuas, macacos (ou serão sapos?) com problemas intestinais...
Até se compram "frases românticas", anedotas, poemas, citações, eu sei lá!

Eu sei que isto já existe há muito, tenho ouvido mãezinhas queixarem-se que os filhos gastam o saldo do telemóvel, tadinhos, a comprar imagens e toques... Mas, como a publicidade só existia em revistas não se tornava incómoda.
Agora na televisão é horrível!
Cá em casa já adoptei a técnica de cortar o som à TV nos intervalos e pronto. Mas, mesmo assim incomoda.
E incomoda ainda mais pensar que se aquilo existe é porque há quem compre!
Pensar que existem pessoas que se sentem realizadas apenas porque a "gaja nua" que têm no écran do telemóvel tem as mamas maiores que a gaja do écran do telemóvel do amigo... Esta mentalidadezinha tacanha incomoda-me!
Pensar que há gente que quer mandar uma mensagem bonita à (ao) namorada (o) e tem de a comprar (!!) também me incomoda bastante.

A humanidade estará memo a evoluir??

26 de dezembro de 2005

Natal SMS

Ao contrário de uma grande parte da população portuguesa, não sou nada fã de mensagens SMS. Se quero falar com alguém telefono (do fixo, para ficar à conversa, que o telemóvel para mim é um acessório que a maior parte das vezes nem sei onde pára - estou a lembrar-me agora que o meu nesta altura deve estar abandonado no porta luvas do carro desde a noite de Consoada!)

Se não sou adepta de mensagens nos dias "normais", na noite de Natal então... abomino!
Mas todos os anos é a mesma "invasão" de SMS´s na noite de Natal... e uma pessoa fica com remorsos se, pelo menos não agradecer!
Logo numa altura em que estamos ocupadíssimas às voltas com o fogão ou então já a comer! Se toda a gente fosse tão naba como eu para escrever no telemóvel, não havia tantas mensagens..
Vai daí, este ano resolvi fazer greve: não mandei mensagens SMS a ninguém! Nem sequer agradeci as que fui recebendo desde a véspera.
E, como a minha constipação me deixou completamente sem pio, nem sequer telefonei a agradecer...
A esta hora devo estar na "lista negra" de muito boa gente!

Do que eu gosto mesmo é daquelas Boas Festas em papel, com anjinhos, sininhos e coisinhas douradas, que abrem e nós escrevemos lá dentro, lembram-se?
Era giro escolher os postais de acordo com os gostos de cada um - muitos anjinhos e presépios para os mais católicos, uns mais malandrecos para os amigos, e aqueles nem sim nem não de cerimónia "só para retribuir".
Depois era uma tardada para os escrever!
Como recompensa também recebia imensos e enfileirava-os na lareira ou debaixo da árvore para estarem iluminadinhos e com eles as pessoas que os enviaram.
Este ano não recebi nenhum!
Debaixo da árvore está apenas um que o meu marido recebeu dum amigo (obrigada "Mike"!!)
Os postais recebidos por email são giros, divertidos, até se mexem e tudo, mas têm esse senão: não podemos levá-los para a lareira ou para a árvore!

Um dia destes vou criar um "movimento para a restauração dos postais de Boas Festas".
Quem alinha?

(Já tinha este post escrito desde ontem - embora não publicado - quando em visita ao Pópulo descobri que a M.L. escreveu sobre o mesmo assunto... Já somos duas para o tal movimento!)

Quem não tem saudades?

E agora, faço o quê?

Recebi agora há bocadinho um pijama de prenda de Natal (ainda bem que eu fiz as pazes com o Pai Natal, senão...)
O problema é que as calças do pijama são uma BD da Mafalda! Logo da Mafalda!
E agora faço o quê?
Leio o pijama ou durmo com ele?

25 de dezembro de 2005

Natal

Leio o teu nome
Na página da noite:
Menino Deus...
E fico a meditar
No milagre dobrado
De ser Deus e ser Menino.
Em Deus não acredito.
Mas de ti como posso duvidar?
Todos os dias nascem
Meninos pobres em currais de gado.
Crianças que são ânsias alargadas
De horizontes pequenos.
Humanas alvoradas...
A divindade é o menos.

Miguel Torga
S. Martinho de Anta, 24/12/1966

Ana Margarida Pinho
Acrílico s/tela

23 de dezembro de 2005

Mudam-se os tempos??

Antigamente em Aveiro havia duas escolas secundárias: uma era o "liceu", a outra a "escola industrial e comercial".
Liceu para os meninos ricos que queriam e podiam prosseguir estudos (muito poucos) e Escola Industrial e Comercial para os meninos pobres que queriam fazer o 5.º ano do comércio para arranjarem um "bom" emprego num escritório ou então para tirarem cursos de electricista, carpinteiro, etc....
(Embora o grosso da pequenada se ficasse pela escola primária, que as fábricas precisam mais de operários do que de empregados de escritório...

Passaram muitos anos, o 25 de Abril acabou (ou não??) com as desigualdades e as duas escolas secundárias passaram a ser equivalentes.

Por isso hoje, ao fazer a arrumação da cesta dos jornais e revistas, não pude deixar de sorrir (e depois rir às gargalhadas!) com os anúncios que vinham no Diário de Aveiro do dia 16 de Dezembro:

«Os antigos alunos da EICA - a tal "escola dos pobres" - vão hoje realizar o jantar de Natal na cantina da escola.»

E lá mais à frente, outro anúncio:

«Os antigos alunos do Liceu de Aveiro vão realizar a sua ceia de Natal amanhã no Hotel Meliá Ria.» (para quem não sabe, o chiquíssimo, feiíssimo e novíssimo hotel de Aveiro).

22 de dezembro de 2005

Feliz Natal

A todos os amigos da blogosfera que me honram com a sua presença e com os seus comentários neste blog e também àqueles que aqui vêem parar sem saber como, os meus votos de um Natal muito feliz, cheio de saúde, rabanadas, mexidos, filhoses, bilharacos, prendas e tudo o que mais gostarem. Ah, e não esquecer a família que, de preferência, não deve ser muito chata e não deve oferecer meias nem cuecas...
Imagem "desviada" do excelente Webcedário

21 de dezembro de 2005

Uma (triste) história de Natal

Não disse a ninguém que estava grávida.
Na madrugada de sábado preparava-se para ter o bebé completamente sozinha mas as coisas correram mal e teve de pedir socorro ao filho.
O filho tem 9 anos.
Este foi chamar a vizinha da frente que chamou os bombeiros.
Quando chegaram a "casa" deles o pessoal paramédico ficou estarrecido: no meio da imundice, onde não havia um único local limpo, roupas e louças sujas tudo à mistura, uma mulher a esvair-se em sangue, um bebé recém nascido, um aterrorizado garoto de 9 anos e ainda uma outra menina de 4 anos.
O cenário era de tal ordem que nem houve hesitações: levaram-nos a todos para o hospital...

Na segunda-feira lá na aldeia não se falava noutra coisa, dizia-se que as crianças iam ficar à guarda da Segurança Social, pelo menos até se tentar resolver a situação daquela casa e daquela família.

Na terça-feira, logo de manhã, aparece-me o R. na escola para "levar as avaliações que a mãe não podia vir" - e trazia um bilhete da mãe a confirmar.
Acabou por ficar por lá toda a manhã, sentado ao pé de mim como costuma fazer sempre que acaba os trabalhos.
Perguntei-lhe então onde estavam a mãe, a menina e a bebé.
"Estamos todos em casa, menos a bebé que ficou no hospital para dar."
"Em casa? E quem vai fazer o almoço para vocês, limpar a casa, tratar das coisas?"
"Eu"

Antes de ir embora escreveu num papel "Feliz Natal professora" e lá dentro embrulhou uma pedrinhas coloridas e um búzio...

Qualquer semelhança com a história daquele outro bebé que nasceu numa manjedoura há dois mil e tal anos, mais ou menos por esta altura, é mera coincidência: esse tinha o carinho duma mãe e dum pai...

20 de dezembro de 2005

Fazer as pazes com o Pai Natal...

O Natal aproxima-se rapidamente, e eu, depois de pensar arduamente acho que tenho de fazer as pazes com o Pai Natal para que no dia 24 à noite não seja completamente excluída da lista dos prendados...
Se chateei o Pai Natal com cartas, vou redimir-me também com cartas: um dos trabalhos dos meus alunos antes de irem de férias foi escrever uma carta ao Pai Natal.
Vou deixar-vos aqui excertos de algumas delas, sem referência a nomes que não vale a pena.
Só digo que o autor do desenho foi o Pedro e eu adorei este Pai Natal esquelético!



« Eu gostava que tu desses prendas a quem mais precisa (...). Eu acho que a mim se me deres ou não me deres não me faz falta mas a outras crianças faz falta. Podes fazer-me esse grande favor?»

« O que eu gostava mesmo é que a minha mãe se curasse e ficasse uma mulher como as outras.»

«Eu gosto muito de ti e tu inventas muitas coisas maravilhosas.»

« Eu gostava de ter um quarto e as minhas coisas lá no quarto.»

« Eu queria que o meu tio A. se curasse e o senhor S. também.
Eu queria que não houvesse guerras para não morrer ninguém e para os médicos descansarem um bocado.»

« Gostamos que venhas pela chaminé. Os teus duendes são mesmo bons trabalhadores.
Mas só podemos escolher uma prenda.»

« Bondoso Pai Natal queria que ajudasses os pobres dos gatos e dos cachorros abandonados. Vê que o mundo não tenha muita guerra e vê se não deixas poluir o céu.»

« Querido Pai Natal quero pedir-te comida para os pobres (...), uma mochila para os pobres e fruta para os pobres.»

«Eu quero um par de sapatos e um par de calças.»

« Eu queria agradecer as prendas do ano passado. Quero perguntar-te uma coisa: és do Benfica, não és?
Nós gostamos da escola, sabias Pai Natal?»

18 de dezembro de 2005

Mar Adentro

Sabia da história do Ramon, sabia que existia um filme mas como não sou muito fanática por cinemas só o vi agora que passou na televisão.
Impressionante a história e impressionante como os espanhóis conseguem fazer um belo e comovente filme que com certeza não ficou caro pelos grandes meios nem pelos efeitos especiais...
Uma história bem contada é assim mesmo: não precisa de grandes artifícios.

Só que sempre pensei que quando visse o filme ia finalmente tomar partido a favor ou contra a decisão daquele homem.
E não é que não consegui?

16 de dezembro de 2005

Já passou o Natal?

Ao fim de alguns dias sem escrever, consigo notar bem a diferença entre "publicar" e "escrever". Um blog onde apenas se "publica" perde o interesse, fica sem "cara", perde a piada...
Só não apago as "cartas àquele personagem" por respeito a quem comentou, senão apagava tudo!

Muito trabalho (resmas, pilhas dele), reuniões, avaliações, relatórios, projectos e sei lá mais o quê, tiraram-me o tempo de andar por aqui e vão tirar ainda por mais uns dias...
Daí a inflação de cartas ao Pai Natal, que, conforme terão entendido os mais perspicazes, não é o meu personagem favorito.

"No meu tempo" era ao Menino Jesus que se pediam as prendas (poucas mas tão desejadas) que abrangiam apenas a criançada e não havia este consumismo desenfreado, esta corrida doida às lojas que me põe os cabelos em pé só de pensar que amanhã tenho de ir ao hiper fazer as compras básicas e à minha frente só vejo enfeites de natal, música de Natal, felicitações de Natal...
Tirem-me deste filme!

15 de dezembro de 2005

A última carta ao Pai Natal

(Prometo mesmo que é a última!
Se continuar sem tempo para escrever faço um intervalo nisto!
Divirtam-se que eu não tenho tempo!)


"Querido Pai Natal:
Eu queria mesmo, mesmo, mesmo, mesmo um cachorrinho este ano.
Vá lá, vá lá, vá lá... vá lá...
António"

"Querido António:
Essa trampa de pedinchice talvez resulte com os teus pais, mas aqui não.
Vais receber um pullover de novo.

Pai Natal"

14 de dezembro de 2005

E ainda outra carta ao Pai Natal

"Querido Pai Natal:
Não temos chaminé na nossa casa, como vais entrar?

Marquinhos"

"Caro Marco:
Em primeiro lugar, pára de te chamar Marquinhos.
É por isso que estás sempre a levar sovas consecutivas na escola.
Segundo, não vives numa casa. Isso é um complexo de realojamento. Terceiro, entrarei dentro dessa espelunca como todos os ladrões fazem. Pela janela do teu quarto.
Bons sonhos,

Pai Natal".

Se procuram mesmo cartas lindas e inocentes, como só as crianças sabem escrever, vejam AQUI.

13 de dezembro de 2005

E mais uma carta ao Pai Natal

"Querido Pai Natal:
Que fazes nos restantes 364 dias do ano? Fazes brinquedos?

Tomás"

"Caro Tomás:
Os brinquedos são todos feitos na China.
Tenho um condomínio em Las Vegas onde passo a maior parte do tempo a apalpar as empregadas e a perder dinheiro na mesa de dados.
TU é que quiseste saber.

Pai Natal"

12 de dezembro de 2005

Outra carta ao Pai Natal

"Querido Pai Natal
Tenho escrito há 3 anos a pedir um camião de bombeiros. Eu queria mesmo um este ano.
Sérgio"

"Querido Sérgio:
Deixa-me compensar-te. Enquanto dormires, vou incendiar a tua casa. Terás mais camiões de bombeiros do que alguma vez imaginaste.
Pai Natal"

11 de dezembro de 2005

Carta ao Pai Natal

"Querido Pai Natal:
Deixei leite e biscoitos para ti debaixo da árvore e cenouras para as renas nas traseiras.
Beijinhos,
Susana"

"Querida Susana:
O leite dá-me diarreia e as cenouras fazem gases às renas.
Queres ser graxista?
Então deixa-me um copo de Chivas Reagal e um Toblerone."

Pai Natal

10 de dezembro de 2005

País de doutores

A Clitie resolveu partilhar esta notícia por e-mail e vai daí resolvi partilhá-la também.
Ora leiam e opinem:

Trata-se de um estudo publicado na revista Sábado sobre os governos de vários países e a percentagem de licenciados que os formam:

Portugal - 100%
Grécia - 95%
Espanha - 94%
Alemanha - 86%
Holanda - 76%
Itália - 75%
Reino Unido - 69%
França - 59%
Suécia - 36%

Estão agora a perceber porque é que eu não me quero licenciar?
É que o meu sonho é chegar a ser ministra... na Suécia!

8 de dezembro de 2005

Sem ponte nem inveja!

Numa altura em que está meio mundo por aí a trabalhar na construção civil (leia-se: fazer pontes) e eu estou para aqui carregadinha de trabalho, lembrei-me de outros desgraçados como eu (ou burros, tansos, o que quiserem) e, como o meu blog, tal como a RTP, também é de serviço público deixo-vos aqui este belo diagrama!
Consultem e aprendam!
(aprendam a fazer pontes para não ficarem aí pela repartição a ler posts idiotas...)



(recebido por mail)

6 de dezembro de 2005

Se eu fosse uma bruxinha...

... transformava a guerra num caracol,
... os ladrões em formigas miseráveis,
... e as pessoas que abandonam animais em minhocas!
Fazia feitiços para a bondade e poções da amizade…
No meu caldeirão fazia uma sopa que todas as crianças gostassem:
o peixe saberia a chiclete de morango
e os legumes a gelado de chocolate.

Fazia feitiços só para agradar.
Fazia misturas de feitiços no meu laboratório até dar um belo feitiço. Passava manhãs, tardes e noites a inventar feitiços da bondade, e nunca do mal para agradar às pessoas.
Inventava feitiços que substituíssem comida, a bom preço claro!

Verónica, 9 anos
(sobrinha de Saltapocinhas, já a mostrar os seus dotes de escritora!)

5 de dezembro de 2005

Politicamente incorrecto

Comemorou-se ontem a efeméride da morte de Sá Carneiro.
Era muito nova na altura e estava ocupada demais com a minha vida para me interessar por política.
Lembro-me de ter visto o acidente na televisão e também as cerimónias fúnebres.
Se Sá Carneiro era um político de excepção, não sei.
Talvez sim ou, o mais certo, é que fosse como os outros...
Mas, como morreu sem ter tido tempo de fazer mais asneiras do que aquela de nos ter tentado impingir um homem muito estranho para Presidente da República, ganhou esta aura de mito.
Eu tenho cá para mim que, se não tivesse morrido trágica e precocemente, hoje seria igual aos outros, com as mesmas qualidades e os mesmos defeitos...
Em toda esta história o que eu acho de extremo mau gosto é terem dado o nome dele precisamente a... um aeroporto!

3 de dezembro de 2005

Socorro! Enjoei de mim!

Há bocado fui ao centro comercial aqui pertinho só para ir buscar uma camisola que tinha catrapiscado lá anteontem...
Encostada à loja das camisolas fica a perfumaria. Entrei para ver um preço e não resisti a experimentar um perfume (Chanel não sei das quantas).
Depois saí da perfumaria e entrei na Bata para cuscar uma carteira baratucha. Ao pé de mim estava uma senhora que tinha um cheiro tão enjoativo que me começou a incomodar. Afastei-me dela mas o cheiro persistia...
Só no carro é que me dei conta que afinal a mal cheirosa enjoativa era eu!
Agora enjoei de mim, o meu marido enjoou de mim e até o meu filho que passou cá por casa há bocadito me perguntou muito delicadamente "mas que raio de cheiro é este?"
Snifff... estou mesmo mal disposta e meia tonta de tanto suster a respiração!!
Vou ter de antecipar a hora do banho a ver se isto passa antes que vomite!
Já sabem: se detestarem alguém ofereçam-lhe um frasquinho de Chanel pelo Natal... (eu não sei qual deles é, mas se pedirem muito quando lá passar eu confirmo o resto do nome).
Vou tomar banho!

1 de dezembro de 2005

1º de Dezembro de 2005

Hoje, dia em que comemoramos a restauração da independência, acho que esta vem mesmo a calhar:

O Primeiro Ministro espanhol, em visita oficial a Portugal, iria conhecer uma escola de Lisboa. Então o director da escola foi preparar os seus alunos para receberem bem a importante visita.
- Vocês devem ser educados com o senhor Zapatero.
Joãozinho, eu vou perguntar-te o que é a Espanha para nós, e tu respondes que a Espanha é um país amigo.
- Não, senhor director! A Espanha é um pais irmão.
- Muito bem, Joãozinho. Mas não é preciso tanto. Diz apenas que a Espanha é um país amigo.
- Não é não, a Espanha é um país irmão!
- Tá bom, Joãozinho. Mas porque é que achas que a Espanha é um país irmão, e não um país amigo?
- Porque amigos a gente pode escolher!

30 de novembro de 2005

Poemas para Lili


Levava eu um jarrinho
Para ir buscar vinho
Levava um tostão
Para comprar pão:
E levava uma fita
Para ir bonita.

Correu atrás de mim um rapaz
Foi o jarro para o chão
Perdi o tostão,
Rasgou-se-me a fita...
Vejam que desdita!

Se eu não levasse um jarrinho,
Nem fosse buscar vinho,
Nem trouxesse uma fita
Para ir bonita,
Nem corresse atrás de mim um rapaz
Para ver o que eu fazia,
Nada disto acontecia.

(e agora digam lá se souberem, porque será que raramente aparece um poema de Fernando Pessoa num manual do 1.º ciclo, se todas as crianças adoram este!)

28 de novembro de 2005

Expliquem-me como se eu fosse muito burra...

... a nova publicidade da TMN em que um rapazinho leva estalos de todas as raparigas que por ele passam (ou vice-versa) e no fim ainda diz "até já" com a cara de idiota...chapado!
E a que propósito vem a legenda inicial "as mulheres como elas são" ?!!!
Eu, que sou uma mulher, não me revejo naquele anúncio...
Ou será que eu sou alguma ET e ainda não tinha dado por ela?

25 de novembro de 2005

O meu marido

O meu marido não me manda flores... (mas é capaz de me trazer uma rosa amarela do quintal, lá para finais de Dezembro, quando andar a podar e por lá encontrar uma esquecida).

O meu marido não me chama "amor", nem "querida", muito menos "fofa" ou "filha"... (mas chama-me pelo meu nome ou diminutivo de uma maneira especial e inconfundível).

O meu marido não me dá jóias caras... (mas oferece-me um carinho enorme, um olhar especial e uma disponibilidade sem limites, sempre).

O meu marido às vezes vai a jantares de amigos ou colegas, mas diz sempre que preferia jantar comigo... (e eu sei que é verdade).

O meu marido quando precisa de ir a algum lado, seja lá onde for, prefere a minha companhia à de qualquer outra pessoa... ( e eu também).

Todas as mulheres têm uma "melhor amiga", de quem nada escondem. Eu também tenho algumas boas amigas, mas a melhor de todas... é o meu marido.

O meu marido faz anos hoje.Como ainda não lhe comprei nada, vou oferecer-lhe esta prenda e dizer-lhe "amo-te" (ele sabe, mas não faz mal nenhum dizer-lhe outra vez e outra e outra...)

23 de novembro de 2005

Ora abóbora!

Quando se deixam ir duas crianças procurar no Google informações e uma imagem de uma abóbora, não estamos a imaginar que vai haver problemas...
Mas há!
Na mais inocente pesquisa aparece uma imagem nojenta até para adultos quanto mais para crianças!

Não haverá maneira de separarem a pornografia dos conteúdos normais?
É que nem sequer dá para eu previamente ir ver se a pesquisa é segura pois as imagens estão sempre a mudar!
Não haverá alguém com coragem de pôr ordem nesta pouca vergonha?

22 de novembro de 2005

Prós, profes, pais e os contras

Ontem - se calhar como grande parte dos professores deste país que não têm sono ou que, como eu, trabalhem de tarde - estive a ver o Prós e Contras na RTP1. De uma maneira geral gostei do programa (soube a pouco, o que é bom sinal!)
Gostei especialmente do que disse David Justino (porque será que as pessoas quando deixam os ministérios é que ficam cheias de boas ideias?) e António Nóvoa (que só foi pena ter falado tão pouco).
Adorei ouvir aquela professora, a Amélia Pais.
A certa altura ela disse que tinha um blog. Se alguém mo souber indicar, agradeço!

De quem eu não gostei, não consigo "engolir" o homem (salvo seja!) é daquele senhor da Associação de Pais. Mas o cargo dele é eterno?
E aquele ar de superioridade com que fala de tudo, até de assuntos que nem sequer domina, dão-me volta ao estômago!

E por falar em associações de pais um dia destes chegou-me às mãos o "Plano de Actividades 2005/2006" de uma dessas associações.
Das nove alíneas que tem o plano, cinco são jantares, lanches e festas...
Nem sei como este país andaria para a frente sem as associações de pais!

(e agora entre nós, que ninguém nos ouve: a melhor associação de pais que pode haver é cada um, em sua casa, educar bem os seus filhos!)

21 de novembro de 2005

Coelhices

Na semana passada recebi por mail este artigo chamado "Construir um país", da autoria de Eduardo Prado Coelho, publicado no Público:

Precisa-se de matéria prima para construir um País

A crença geral anterior era de que Santana Lopes não servia, bem como Cavaco, Durão e Guterres. Agora dizemos que Sócrates não serve.
E o que vier depois de Sócrates também não servirá para nada. Por isso começo a suspeitar que o problema não está no trapalhão que foi Santana Lopes ou na farsa que é o Sócrates.
O problema está em nós.
Nós como povo.
Nós como matéria prima de um país. Porque pertenço a um país onde a ESPERTEZA é a moeda sempre valorizada, tanto ou mais do que o euro. Um país onde ficar rico da noite para o dia é uma virtude mais apreciada do que formar uma família baseada em valores e respeito aos demais. Pertenço a um país onde, lamentavelmente, os jornais jamais poderão ser vendidos como em outros países, isto é, pondo umas caixas nos passeios onde se paga por um só jornal E SE TIRA UM SÓ JORNAL, DEIXANDO-SE OS DEMAIS ONDE ESTÃO.
Pertenço ao país onde as EMPRESAS PRIVADAS são fornecedoras particulares dos seus empregados pouco honestos, que levam para casa, como se fosse correcto, folhas de papel, lápis, canetas, clips e tudo o que possa ser útil para os trabalhos de escola dos filhos ... e para eles mesmos. Pertenço a um país onde as pessoas se sentem espertas porque conseguiram comprar um descodificador falso da TV Cabo, onde se frauda a declaração de IRS para não pagar ou pagar menos impostos.
Pertenço a um país onde a falta de pontualidade é um hábito.
Onde os directores das empresas não valorizam o capital humano.
Onde há pouco interesse pela ecologia, onde as pessoas atiram lixo nas ruas e depois reclamam do governo por não limpar os esgotos.
Onde pessoas se queixam que a luz e a água são serviços caros.
Onde não existe a cultura pela leitura (onde os nossos jovens dizem que é "muito chato ter que ler" e não há consciência nem memória política, histórica nem económica.
Onde nossos políticos trabalham dois dias por semana para aprovar projectos e leis que só servem para caçar os pobres, arreliar a classe média e beneficiar a alguns.
Pertenço a um país onde as cartas de condução e as declarações médicas podem ser "compradas", sem se fazer qualquer exame.
Um país onde uma pessoa de idade avançada, ou uma mulher com uma criança nos braços, ou um inválido, fica em pé no autocarro, enquanto a pessoa que está sentada finge que dorme para não dar-lhe o lugar.
Um país no qual a prioridade de passagem é para o carro e não para o peão. Um país onde fazemos muitas coisas erradas, mas estamos sempre a criticar os nossos governantes.
Quanto mais analiso os defeitos de Santana Lopes e de Sócrates, melhor me sinto como pessoa, apesar de que ainda ontem corrompi um guarda de trânsito para não ser multado.
Quanto mais digo o quanto o Cavaco é culpado, melhor sou eu como português, apesar de que ainda hoje pela manhã explorei um cliente que confiava em mim, o que me ajudou a pagar algumas dívidas.
Não. Não. Não.
Já basta.
Como "matéria prima" de um país, temos muitas coisas boas, mas falta muito para sermos os homens e as mulheres que nosso país precisa.
Esses defeitos, essa "CHICO-ESPERTERTICE PORTUGUESA" congénita, essa desonestidade em pequena escala, que depois cresce e evolui até converter-se em casos escandalosos na política, essa falta de qualidade humana, mais do que Santana, Guterres, Cavaco ou Sócrates, é que é real e honestamente ruim, porque todos eles são portugueses como nós, ELEITOS POR NÓS. Nascidos aqui, não em outra parte...
Fico triste. Porque, ainda que Sócrates fosse embora hoje mesmo, o próximo que o suceder terá que continuar trabalhando com a mesma matéria prima defeituosa que, como povo, somos nós mesmos. E não poderá fazer nada... Não tenho nenhuma garantia de que alguém possa fazer melhor, mas enquanto alguém não sinalizar um caminho destinado a erradicar primeiro os vícios que temos como povo, ninguém servirá.
Nem serviu Santana, nem serviu Guterres, não serviu Cavaco, e nem serve Sócrates, nem servirá o que vier.
Qual é a alternativa?
Precisamos de mais um ditador, para que nos faça cumprir a lei com a força e por meio do terror?
Aqui faz falta outra coisa.
E enquanto essa "outra coisa" não comece a surgir de baixo para cima, ou de cima para baixo, ou do centro para os lados, ou como queiram, seguiremos igualmente condenados, igualmente estancados....igualmente abusados!
É muito bom ser português. Mas quando essa portugalidade autóctone começa a ser um empecilho às nossas possibilidades de desenvolvimento como Nação, então tudo muda...
Não esperemos acender uma vela a todos os santos, a ver se nos mandam um messias.
Nós temos que mudar.
Um novo governante com os mesmos portugueses nada poderá fazer. Está muito claro... Somos nós que temos que mudar.
Sim, creio que isto encaixa muito bem em tudo o que anda a nos acontecer: desculpamos a mediocridade de programas de televisão nefastos e francamente tolerantes com o fracasso. É a indústria da desculpa e da estupidez.

Agora, depois desta mensagem, francamente decidi procurar o responsável, não para castigá-lo, senão para exigir-lhe (sim, exigir-lhe) que melhore seu comportamento e que não se faça de mouco, de desentendido. Sim, decidi procurar o responsável e ESTOU SEGURO QUE O ENCONTRAREI QUANDO ME OLHAR NO ESPELHO. AÍ ESTÁ. NÃO PRECISO PROCURÁ-LO EM OUTRO LADO.
E você, o que pensa?.... Medite!

Eduardo Prado Coelho

A quem mo enviou, eu respondi assim:

- Eu NÃO trago coisas do trabalho para casa, normalmente faço o contrário.
- Eu separo o lixo apesar de depois o ter de ir levar de carro porque não há nenhum ecoponto perto de minha casa (e podia aproveitar a voltinha depois do jantar para o fazer mas no inverno a voltinha fica suspensa até virem melhores dias porque entre outras coisas, não há passeios nem iluminação na minha rua!)
- Eu não chego atrasada aos meus compromissos
- Eu não deito lixo para o chão e ensino os outros a também não o fazerem
- Eu pagaria o jornal mesmo que não estivesse ninguém a tomar conta
- Eu tenho TV por cabo e pago uma mensalidade - imoral, mas pago
- Eu dou passagem nas passadeiras de peões apesar de também haver muitos que as não sabem utilizar
- Eu gosto de ler, leio e incentivo os mais pequeninos para a leitura
- Eu olho-me ao espelho e a imagem que vejo não é a de uma irresponsável...

Quanto ao senhor Prado Coelho, ele lá sabe o que vê no espelho dele...

18 de novembro de 2005

Dia Nacional da Poupança

Hoje, eu e mais uns milhares de voluntários (bastantes, a acreditar nos sindicatos, menos uns poucos a acreditar no ME), demos uma preciosa ajuda ao governo no combate ao déficit.
Se amanhã acordarem com a notícia de que
- Portugal está a par dos países nórdicos em crescimento do PIB e dessas coisas todas com nomes estranhos que nem sei o que são,
- se acabaram as listas de espera porque finalmente vai haver médicos e hospitais para todos,
- se acabaram os pobrezinhos, até os de espírito...

Então, ergam as mãos para os céus e agradeçam aos professores: sei lá, podem fazer-nos uma estátua, dedicar-nos um programa de televisão, dar a cada um um bacalhau (da Noruega, claro!) pelo Natal... enfim, deixo à vossa imaginação.

É que hoje, graças aos professores, o governo ficou bem mais rico!
Ora façam as contas: o ordenado que deixámos de receber (aí uns 40 euros por cabeça), mais milhões de lâmpadas apagadas, milhares de aquecedores desligados, milhares de telefones calados, biliões de fotocópias que não se tiraram, etc, etc...
Hoje foi só poupar!
Agora só faço votos para que o gastem bem gasto!!

15 de novembro de 2005

Último aviso

Toda a gente já recebeu correio que traz no envelope, em letras garrafais a frase "Último Aviso".
Seguem-se depois as costumeiras listas de prendas que receberemos se não deitarmos tudo para o papelão, as oportunidades que perdemos caso o façamos, o quão infelizes vamos ser daí para a frente se não comprarmos o "tal" produto indispensável à nossa vida e à dos nossos familiares até à terceira geração...

Mas...
... mais tarde, para protecção dos consumidores incautos apareceram os autocolantes da "Publicidade Aqui Não" que colados na caixa do correio nos protegiam da invasão.
Acontece que o "último aviso" que recebi vinha endereçado a mim com tudo direitinho excepto o código postal. Apesar de errado e rasurado a carta cá veio ter.
Lá dentro as pérolas de literatura do costume:
"abra rapidamente senhora dona... (tudo personalizadinho!!)"
"fique a saber como poderá receber gratuitamente esta máquina fotográfica digital"
"pedido de resposta urgente"
"uma surpresa adicional está reservada para...."
"tomei a liberdade de contactá-la com urgência, pois já lhe resta pouco tempo para poder aproveitar as excepcionais vantagens..."
blá...
blá...
blá...

Podia fazer como no último post e deixar agora aqui uma adivinha do género "de quem recebi eu o último aviso?", mas aposto que, a não ser que também o tenham recebido, não iriam acertar jamais.
É que o "último aviso" vem precisamente de quem se diz o defensor-mor dos incomodados consumidores deste país...

É isso mesmo, veio da DECO!!

13 de novembro de 2005

Fábula da rata

Estava uma rata preparando-se para comer uma mosca, quando um mocho que observava a cena disse:
- "Rata, não comas já a mosca! Espera que a abelha a coma, depois tu comes a abelha. Ficarás melhor alimentada."
Então a abelha comeu a mosca.
A rata preparou-se, então, para comer a abelha, mas o mocho interrompeu-a novamente:
- "Rata, não comas a abelha, ela vai ficar presa na teia da aranha e a aranha vai comê-la, então tu comes a aranha e ficarás melhor alimentada."
A rata de novo esperou.
A abelha levantou voo, caiu na teia da aranha, veio a aranha e comeu-a.
A rata preparou-se para saltar sobre a aranha, mas de novo, o mocho interveio:
- "Rata, não sejas precipitada! Há-de vir o pássaro que comerá a aranha,que comeu a abelha, que comeu a mosca.
Comerás o pássaro e ficarás melhor alimentada."
A rata, reconhecendo os bons conselhos do mocho, aguardou.
Logo após, chegou o pássaro que comeu a aranha.

Entretanto, começou a chover, e a rata, ao atirar-se sobre o pássaro para o comer, escorregou e caiu numa poça de água.

Moral da história:
Não digo! :p
Vou ficar à espera das vossas "propostas" para « moral da história».
Mãos à obra e venham elas!!

12 de novembro de 2005

Uma tarde para (não) esquecer

Hoje fui almoçar à Figueira da Foz.
Depois do almoço fomos dar uma volta pela marginal.

A Figueira da Foz por volta das 13 horas...

Já tínhamos andado bastante e deixado os carros a uma distância bem razoável quando começou a chover.
Resolvemos esperar que melhorasse, só que cada vez o tempo ficava pior.
De chuvinha passou a chuvada, de chuvada a dilúvio.
Abrigámo-nos primeiro debaixo do telheiro de um prédio, depois numa quase aberta andámos mais um bocado até termos de nos abrigar novamente, já na marginal.
Aí já não era só chuva, era também aquele ventinho típico das nossas praias... Brrrrr....


À hora do dilúvio...

Enregelados e cansados de esperar lá foram os cavalheiros numa corrida buscar os carros para socorrer as damas (às vezes estas atitudes machistas dão cá um jeitão!!)


E a isto chamo eu uma tarde inesquecível!
(porque se tivesse sido tudo perfeito nunca mais a íamos recordar com a mesma intensidade!)
Atchim!

10 de novembro de 2005

Coffee break

Ainda bem que eu não moro por estes lados!
Só bebia café!

E ainda:
Porque é que o Virgem atravessou a rua?
Bem, atravessar, atravessar, ainda não atravessou porque primeiro tem que medir:
a)A largura da rua.
b)A velocidade dos carros.
c)Se a experiência é válida.
d)Qual será a melhor hora para atravessar,etc.

E se querem saber dos outros signos, procurem aqui.

6 de novembro de 2005

Móvel(in)decor(oso)

Ontem à noite fui ver a "Móveldecor, salão de mobiliário e decoração" que decorre no Pavilhão das Feiras em Aveiro.
Quando lá chegámos por voltas das 21.30 até pensámos que não tinha ainda aberto pois normalmente nestas exposições, e a um sábado à noite, há imensa gente.
Mas afinal estava aberta.
Depois de darmos a volta ao Pavilhão lá achámos a porta de entrada. Nessa porta estavam duas simpáticas raparigas que nos disseram que para entrar era preciso pagar 2 euros (cada um!).
Um senhor que estava ao nosso lado refilou e veio logo embora recusando-se a pagar para entrar. Nós ficamos indecisos porque íamos acompanhados duma certa FadaMagrinha que fazia questão em ver candeeiros...(eu não te disse que ia contar? Não te perdoo os meus ricos euros desperdiçados!!).
Lá fomos penosamente comprar os bilhetes (noutro local onde estavam outras duas simpáticas raparigas!!) e entrámos.

Chamar "exposição" àquilo é como chamar iceberg a um cubo de gelo: tem menos móveis que qualquer casa de móveis rasca aqui da minha parvónia...
Além de ter poucos expositores, a maioria estava ao abandono.
O local parecia um deserto (e os camelos eram os que pagaram para ver aquela coisa)!

Se a exploração do Pavilhão pelo novo Executivo vai ser assim, não lhe auguro grande futuro!
Eu (e mais três pelo menos) não pomos lá mais os pés enquanto for preciso pagar para entrar, seja a exposição do que for...
E a julgar pela "enchente" que lá andava ontem, ainda há muita gente com juizo nesta terra.
Menos quem gere o Pavilhão das Feiras, obviamente!

AVISO: Se por estes dias não tiverem onde ir e vos apetecer ver móveis e artigos de decoração não vão ao Parque de exposições de Aveiro!

4 de novembro de 2005

Da fama

Ontem quando liguei a televisão na RTP1 por volta das 19:30 dou de caras com uma apresentadora, que gritava em vez de falar e soltava uns guinchinhos histéricos típicos daquelas adolescentes que fazem esperas aos carros dos futebolistas...
Alguns minutos depois consegui perceber que ela estava no local onde iam passando os "famosos" que entravam no Pavilhão Atlântico para os prémios da MTV.

Eu fiquei a olhar para aqueles famosos todos e a constatar que não conhecia ninguém!
"Se calhar estou com algum problema grave, daqueles ainda não diagnosticados! Eu não conheço estes famosos!" comecei a pensar com os meus botões, fecho éclair e tudo o que tinha...
Eles iam passando, eram "entrevistados" pela tal menina em estado de quase derretimento e eu... népias!
Algum tempo depois, com o jantar já meio feito, consegui reconhecer, embora a custo, a Nelly Furtado!

"Ai que estou mesmo mal" foi o que fiquei a pensar até hoje.
(só tinha o marido em casa, mas esse não conta pois além de não reconhecer a Madonna, nem sabia quem era o Robbie Williams - um caso perdido!)
Até que já hoje comecei a fazer uma espécie de inquérito a toda a gente que via e perguntava "conheces o...?" "conheces a...?" e lá ia dizendo alguns nomes que tinha decorado...
Vai daí fiquei mais descansada: se isto é doença, então é uma pandemia e já devem estar a tratar das vacinas e essas coisas todas que se fazem como para a gripe das aves. É que ninguém conhecia tais personagens!

Portanto, esses senhores e senhoras quando estiverem fartos de ser famosos (que é uma coisa horrível e cansativa - dizem eles) podem sempre vir passear por aqui pelas redondezas com a certeza de que ninguém os vai chatear... Basta que não se passeiem em centros comerciais à hora de ponta das teenagers que faltam às aulas, que levam uma vida descansada!

E eu cá fiquei a pensar "o que é a fama?" e ainda não consegui descobrir!

3 de novembro de 2005

Proximizade

Proximizade

Proximidade e mão amiga. "Proximizade", feita do entusiasmo voluntário de quem quer ajudar a combater a apatia, a dispersão e a insensibilidade que nos ameaça se continuarmos indiferentes ao que se sabe e ao que se vê. Aqui, já está a acontecer.

1 de novembro de 2005

A minha rua



Na minha rua não há passeios.
Na minha rua não há valetas.
Na minha rua não há traços de sinalização.
Na minha rua não há luz.
Na minha rua não se pode passear à noite.
Na minha rua os gatos morrem atropelados.
Na minha rua andar a pé é muito perigoso.
Na minha rua os carros passam depressa demais.
Na minha rua os postes não têm lâmpadas.
Na minha rua os postes ainda têm os cartazes da campanha do PSD.
Na minha rua há um cruzamento com muito trânsito que não tem luz nem está sinalizado.
Na minha rua há uma passagem pedonal com 70 degraus, sem luz.
A minha rua não se devia chamar rua...
Talvez beco ou viela...
... ou buraco negro!

31 de outubro de 2005

Ó pra mim a falar de política outra vez!

Neste blog tenho defendido sempre as minhas ideias, sem me preocupar muito com politiquices, já que da política, por mais que se queira, não podemos fugir...
E embora refile bastante contra tudo o que eu acho que está mal, principalmente na área da educação (cada um sabe onde lhe apertam os calos) ainda ninguém me ouviu uma palavra contra este governo.

Eu não publiquei nenhum anúncio no jornal a pedir desculpa por ter votado PS, porque já sou grandinha, sei fazer as minhas escolhas e embora não concorde com todas as medidas do governo acho que, de uma maneira geral têm estado a fazer um bom trabalho.
E se mudar de ideias, daqui a quatro anos mudo o meu voto: é essa a base da democracia...
Muito mais fácil para Sócrates seria ter estado quietinho até às autárquicas (e não as "perderia"), começando só agora com as medidas menos populares...
Não foram pelo caminho mais fácil e têm tomado medidas polémicas desde o dia da posse.
Mas ninguém discordará que foram corajosas.
E também ninguém que siga nem que seja de raspão o que vai pelo país e pelo mundo e que tenha dois dedos de testa deixará de achar que, se fosse continuada a política do Durão Barroso e depois a do Santana Lopes, estaríamos agora na bancarrota.
Esses fazem-me lembrar aquelas pessoas que se passeiam em bons carros (que não pagaram), vão de férias para o estrangeiro (com empréstimo bancário), compram com cartão de crédito (a pensar que os bancos lhes dão o dinheiro), tal e qual como umas criancinhas irresponsáveis que pensam que a mesada nunca acaba... E que um dia ficam muito espantados quando lhes batem à porta e lhes levam tudo...

Neste momento de crise precisamos de um governo forte, que tenha autoridade sem cair no autoritarismo. Que tome medidas por conta própria, pois ouvir primeiro todas as partes é tarefa impossível. Mas que voltem atrás se se verificarem injustiças.
Que nos pede sacrifícios.
Ok...
Mas que dêem o exemplo e não peçam sempre aos mesmos.
Que nos façam sentir que o sacrifício não será em vão, que vamos ser finalmente um país a sério onde se faz política e onde não se brinca aos políticos.
É o que espero para nosso bem e dos nossos filhos e netos...

30 de outubro de 2005

Sereias...

(já não se fabricam homens como antigamente, é o que eu digo!...)

29 de outubro de 2005

As minhas maçãs


Se gostas de maçãs, colhe maçãs
Do teu próprio pomar.
Guarda republicana há em toda a parte
Onde não temos nada,
E a força é cega por definição.
Ora no teu pomar
Podes serenamente
Gozar o transitório paraíso.
Na pequenina haste
Que um dia tu plantaste
Nasceram frutos túmidos e doces
Que são teus.
Colhe, pois, esses frutos.
Não faças como o Adão e como a Eva, uns brutos
Que comeram maçãs, mas do pomar de Deus.

Miguel Torga, Diário V

26 de outubro de 2005

(des)Igualdades

Hoje houve greve de juízes e penso que de mais gente ligada ao Ministério da Justiça.
Não sei todos os motivos da greve, apenas um me saltou à vista:
Os magistrados não querem largar o seu subsistema de saúde.
Ora bem, se nós somos todos cidadãos do mesmo país, devíamos ter todos os mesmos direitos e os mesmos deveres.
Mas não...
Falando só dos "empregados do estado" qual será o argumento dos senhores juízes para terem um sistema de saúde diferente dos professores? - falo deste porque é o que conheço, não por nenhum motivo especial.
E o dos militares?
E?... E?...
O mesmo patrão e tantos sistemas de saúde não devia parecer justo, especialmente aos juizes que são os que tratam das coisas da justiça...
Estarei errada?

(Não me esqueci da Segurança Social, apenas acho que "aquela coisa" não é nenhum sistema de saúde, por isso não entra em comparações...Mas acho que o governo devia, ao tirar privilégios (e não direitos adquiridos!!) aos que os têm a mais, distribuí-los depois pelos que não têm nenhuns...
Qualquer juiz de boa fé acharia isto uma justiça!
Ou não?

24 de outubro de 2005

Vinguem-se!

Já soltaram o periquito e a periquita, a caturra e o papagaio, o melro e a cotovia?
Deixaram de comer ovos estrelados, franguinho no churrasco ou na púcara e até têm medo de passear na praia por causa das gaivotas?
Estão a pensar em oferecer um belo prato de canja à sogra no próximo domingo?
Partiram o galo de Barcelos que enfeitava o frigorífico e até deitaram fora "Os pássaros" do Hitchcok?
Não pensam nem em passar por perto de Vila das Aves?
Foi a pensar em todos vós que arranjei este belo jogo: pode não curar nada, mas nos entretantos deixam de pensar em coisas tristes!
PS: Deve ser da gripe, mas o jogo não funciona aqui...
Parece que estão sempre a mudar o link...
Eu vou mandá-lo pelo correio para o pessoal da minha lista, não quero que vos falte nada!!

23 de outubro de 2005

Gripes

Cartoon roubado à ML do Populo

Não sei se serei uma cabecinha oca e irresponsável, mas a verdade é que pertenço ao grupo dos optimistas (ler a crónica do Vasco Prazeres na NM de hoje...), dos que pensam sempre que "entre mortos e feridos alguém há-de escapar" e também dos que confiam em quem tem por obrigação olhar por estas coisas.
Acho bem que se tomem algumas medidas de prevenção, mas também me parece que às vezes há excessos de zelo, ou então, quando me dão aqueles ataques de "maldadezinha" penso se por trás disto tudo não estarão os laboratórios farmacêuticos a esfregar as mãos de contentes... Parece que a corrida às vacinas contra a gripe "normal" vai de vento em popa, como se uma coisa tivesse a ver com a outra!

A palavra "gripe" não me mete medo.
A última vez que tive uma gripe digna desse nome, foi há mais de 20 anos, precisamente quando um médico previdente me mandou apanhar a vacina!
De então para cá, tenho tido aquelas constipações irritantes, que apesar de tudo incomodam e fazem mossa por 2 ou 3 dias, a que costumo chamar "gripe das baratas"!
Espero ao menos que este susto sirva para que as autoridades acabem com o tráfico de aves exóticas e deixem os bichinhos em paz no canto deles...!
E viva o Galo de Barcelos!

22 de outubro de 2005

Recreio

Quatro mães católicas estão tomando chá juntas.
A primeira, querendo impressionar as outras, diz:
- Meu filho é padre. Quando entra numa sala todos se levantam e dizem:
"Boa tarde, Padre."
A segunda não fica atrás e comenta:
- Meu filho é bispo. Quando entra numa sala todos se levantam e dizem:
"Sua benção, Bispo."
A terceira, calmamente, acrescenta:
- Pois o meu é cardeal. Quando entra numa sala, todos se levantam, beijam o seu anel e dizem:
"Sua benção, Eminência."

A quarta permanece quieta.
Então, a mãe do cardeal, só para provocar, pergunta:
- E o seu filho, não é religioso?
A quarta responde:
- Meu filho tem 1.90m, é bronzeado, com olhos verdes, pratica musculação e trabalha como stripper.
Quando entra numa sala todo mundo olha e diz:
"MEU DEUS"!

(recebido por mail, directamente da Zona Franca)

PS: Depois de pararem de rir, alguma alma caridosa me ensina a tirar aquelas cinco irritantes linhas lá ao fuuuundo da lista aí da direita mesmo por baixo do "sitemeter"?
Obrigada!

21 de outubro de 2005

Criminalidade aumenta...

Só ontem, dois crimes no mesmo local e quase à mesma hora: o do Padre Amaro e... o outro!

19 de outubro de 2005

A Elsa

Uma indignada professora de português do ensino secundário contava-me há tempos uma história que se passou numa aula dela e que a deixou de cabelos em pé:
Depois de uma aula a falarem de Eça de Queirós, uma aluna interessada queria saber mais coisas.
E então perguntou onde havia de procurar a biografia "dela".
Depois dum daqueles diálogos de surdos, a professora chegou à conclusão de que "ela" era a Elsa... a Elsa de Queirós!
A rapariga tinha estado a aula toda convencida que "Eça" era uma ela que se chamava "Elsa"!

Eu não fiquei nada admirada nem surpreendida, muito menos indignada com a história: afinal a rapariga nunca na vida dela tinha ouvido falar de tal escritor, daí a confusão...
Isto acontece porque os livros de Língua Portuguesa são de uma pobreza franciscana no que toca à variedade de autores.
Desde que comecei a trabalhar, há 25 anos que os textos se repetem nos manuais num "copy/past" sem fim.
Os autores são sempre os mesmos e os excertos são sempre dos mesmos livros, chegando a ser exactamente iguais...
Uma vergonha!

Se um professor se acomodar e se limitar aos textos dos manuais, as crianças vão ficar completamente ignorantes no que respeita a autores, não sendo de admirar que cheguem ao 12º ano a pensar que o Eça é uma Elsa!!

16 de outubro de 2005

Porque hoje é domingo...

... é o nome da crónica de Isabel Stilwell na Notícias Magazine que eu leio todos os domingos e depois guardo em resmas sem fim...
Hoje retiro de lá este bocadinho para ficarem a pensar:

« Ao militar contra uma educação sexual integrada com toda a naturalidade nos currículos escolares, numa atitude absolutamente terceiro mundista, ao vociferar contra a contracepção ou, no outro extremo, ao pretender atenuar a responsabilidade de quem tem uma relação sexual, como se o direito ao prazer fosse superior à chatice de pensar nas consequências, ou recorrendo sistematicamente aos casos dramáticos para mascarar os outros, promove-se uma política de desresponsabilização que não serve a ninguém.»

_______________________

Com o IP 5 transformado em A 25, em menos de uma hora chega-se a Viseu.
Fui lá lanchar e conhecer o Fórum deles...
O nosso é mais bonito.
Aquele é engraçadinho mas, desculpem-me os viseenses, o de Aveiro é muito mais bonito...

14 de outubro de 2005

Apresentações

Na minha escola reformou-se uma colega e desde ontem tenho um colega novo.
Novo em todos os aspectos!
Apesar de ser a 3.ª vez que vai leccionar, nunca tinha trabalhado no 1.º ciclo.
Ficou pois muito espantado quando descobriu que o "bar" era mesmo aquele pequeno armário onde guardamos bolachas, chás vários, o frasco do café solúvel, os pacotes de açúcar...
E que a "biblioteca" é afinal um armário com alguns livros e às vezes a visita de ratos (não ratos de biblioteca, ratinhos mesmo daqueles lindinhos de quatro patas, rabo comprido e olhinhos brilhantes...)

Hoje desabafou "mas as escolas do 1.º ciclo são iguaizinhas a quando eu andei na escola..."
Pois são meu caro Manuel: iguaizinhas!
Mudaram apenas as mesas e para pior, pois parece que se está a chegar à conclusão de que as mesas com tampo inclinado são mais ergonómicas.

Mas nem tudo é mau: temos um computador que funciona!
Por isso, aproveito para vos fazer outra apresentação:
Venham conhecer a Fiona e o Shrek!

12 de outubro de 2005

Ó pra mim a falar de política!

Não tinha pensado falar das autárquicas, mas hoje apeteceu-me...
Foi talvez por ter visto na televisão o ex deputado Narana Coissoró a dizer ao PSD que não se arvorasse tanto em vencedor, pois muitas das Câmaras e Juntas que ganhou foi por ter concorrido coligado com o CDS.
E não é que o homem tem toda a razão?
Mas porque será que ninguém falou nisso antes?
Porque será que o CDS está tão caladinho e quem teve de vir falar no assunto foi um ex deputado (que foi corrido pelo inenarrável Paulo Portas, ele que, no meu entender, foi um dos melhores deputados deste país?)
E sou insuspeita para falar, pois nem gosto nada do CDS.
Mas parava para ouvir falar o Narana quando ele aparecia na televisão!

Em Aveiro ganhou o PSD?
Mentira, em Aveiro ganhou a coligação PPD-PSD/CDS-PP (xiça, tanta letra!)
Se o PSD tivesse concorrido sozinho, não tinha ganho nada.
Talvez até o CDS tivesse mais votos que eles e a Câmara tinha ficado, de certeza, nas mãos do PS.
Na freguesia de Aradas o PS obteve ainda mais votos do que em 2001, mas foi a coligação-de-nome-comprido que ganhou a Junta de Freguesia...

E o Sr. Marques Mendes aparece todo inchado na TV a dizer que o partido dele é que ganhou as eleições, e eu fico fula porque o partido dele não ganhou nada.
O partido dele não manda nada, não risca nada.
Se o partido dele é assim tão bom, como se explica que o candidato dele à câmara de Oeiras não tenha ganho?
E o candidato do PSD à Câmara de Gondomar? Ganhou?
E o candidato dele à Câmara do Porto também só ganhou porque concorreu coligado...

E pronto, hoje falei de política!
Não se assustem, prometo que não é para continuar!

11 de outubro de 2005

Inglês para todos? Será?

Muito antes do 1.º ministro ter a ideia do inglês no 1.º ciclo já havia muitas escolas que o ofereciam como actividade extra curricular.
Lembro-me das escolas de línguas andarem pelas escolas do 1.º ciclo a tentar angariar alunos. Formavam uma turma desde que as escolas dispusessem de um espaço e inscrevessem um mínimo de 15 alunos.

Em Aveiro, na escola da Glória essas aulas funcionavam das 15:45 às 16.45, custavam 30€ por mês e quem as dava era a International House.
Por isso, grande parte dos alunos que iniciaram este ano o 3º ano de escolaridade iriam iniciar o 3º nível de inglês, e os do 4º ano o 4.º nível.
Quando o ministério decreta que as entidades se organizem para leccionar o inglês, a escola da Glória optou por fazer o acordo com a International House com quem até já estavam a trabalhar.
Só que, nas instruções do ministério fala-se em "iniciação" e a International House está a levar isso à letra.
O que acontece agora a estas crianças é que têm direito ao inglês gratuito, sim, mas apenas se quiserem assistir às aulas de iniciação!
Quem está num nível mais avançado não tem direito a aulas de inglês que lhe interessem!

A International House, sempre atenta e prestativa propôs então aos pais o seguinte: as crianças que querem continuar o inglês no nível em que estavam podem ter na mesma aulas no horário pós lectivo, que agora passou a ser depois das 17:30!
E, é claro, a pagar 30€ por mês por estas aulas que, sendo em horário extra lectivo, não são abrangidas pelo programa de inglês do governo.
Prático, não?

Propõem ainda como alternativa o horário antigo - 15:45 às 16:45 - nas instalações da International House, pela módica quantia de 60 € por mês!!
E o direito que estas crianças deviam ter ao inglês gratuito?
Ficou onde?

10 de outubro de 2005

Rosa Brava


Um excelente livro, que devorei em tempo record!
(Ter a internet avariada também deu uma ajudinha...)

Vale a pena ler a vida desta mulher, Leonor Teles, um bocado mazinha, mas também corajosa e destemida, que não olhava a meios para atingir os seus fins...

Só tenho pena de duas coisas: que não haja mais, muitos mais romances que nos permitam ficar a conhecer melhor a nossa história e que este livro que descreve acontecimentos com mais de 600 anos, tenha passagens que não diferem quase nada da actualidade!

8 de outubro de 2005

Sozinha em casa

Sozinha em casa, não é bem assim... o gato (o Kinas) também ficou em casa...
De resto, foi tudo ao futebol, a saber:
marido, filho, namorada do filho, filha, marido da filha, filho do marido da filha, irmã da namorada do filho, cunhado, sobrinho.

Já me fartei de olhar para a TV para ver se os via, mas não consegui. Também, pedi-lhes que levassem um cartaz a dizer "estamos aqui" mas não levaram, os ingratos.
Por hoje, o Estádio Municipal de Aveiro, aquele "elefante multicolor" - e não "elefante branco" como lhe chamam alguns maldosos! - tem uma enchente.
Depois vai ficar meses e meses vazio, mas que importa?
Vivemos num país rico, podemos dar-nos ao luxo de ter equipas da 2ª divisão (eu sei que o nome mudou, mas não sei como se chamam agora) a jogar num estádio de mais de 60 milhões de euros... Pobres, nós?
Deixem-me rir!

E por falar em rir, amanhã é dia de eleições.
É dia de ir votar, nem que a vontade não seja muita...
Mas vamos, temos mesmo de ir, mostrar aos políticos que estamos aqui, que estamos atentos e que temos algo a dizer.
Cá por mim vou mandar às urtigas o "voto útil" e vou votar em quem me der na real gana, sem olhar a que partido pertence, se é ou não do grupo dos favoritos.
Esta gente que julga que ganha sempre, faça o que fizer (ou melhor, não fazendo nada ou fazendo uns remendos ridículos aqui e ali para mostrar trabalho) merece uma lição!

7 de outubro de 2005

Que semana! Apre!

Na segunda-feira eclipsou-se o Sol e eclipsou-se também a minha internet... Como às vezes tenho problemas por causa da ligação sem fios cá de casa, não me preocupei muito. Na terça à noite, volto a ligar o computador e... nada! Liguei então para o serviço de assistência da Cabovisão. Três horas mais tarde e depois de ter ouvido "A sua chamada encontra-se em lista de espera. Por favor aguarde" p'raí umas 100 vezes, desisti (era o meu telefone - da PT que o outro também não funcionava - que estava a correr risco de vida, porque a minha vontade era atirá-lo contra a parede! não haverá ninguém que diga a essas pessoas que é preferível estarem caladinhos e sem música enquanto nos fazem esperar??)
Na quarta-feira dirigi-me à loja da Cabovisão e disseram-me então que vinham cá a casa na sexta.
E pronto, vieram, consertaram o problema (que era nos cabos lá da rua que pelos vistos não estão preparados para grandes amplitudes térmicas e por isso se partem).

E foi assim.
Como sou professora e apesar de "trabalhar pouco", não consigo ter tempo de frequentar a blogosfera durante o tempo em que estou na escola, ao contrário de muito boa gente...
Ninguém é perfeito!

Como se não bastasse tudo isto, foi uma semana desgastante, com muito trabalho, muitas coisas novas - como o início do inglês - e mais uma data de coisas para resolver à última da hora e que me puseram à beira de um ataque de nervos.

Mas pronto, nada que um calmo fim de semana não cure.
Mas duma coisa não vos posso privar: desta excelente e espectacular foto do eclipse, que o Pedro me mandou por mail (eu também tirei umas quantas, mas abstenho-me de as publicar!

E-clipse...
Gostaram?
Ah, e entretanto também ultrapassei as 100.000 visitas!
Mesmo que 50.000 sejam minhas e 40.000 venham enganados à procura de fábulas, acho que este blog tem valido a pena!
Obrigada a todos e a todas!

2 de outubro de 2005

Professores desterrados

Ontem no Jornal da Noite da SIC deu uma reportagem impressionante acerca dos "professores desterrados".
Não se trata de gente que está no início de carreira mas sim de professores que, depois de muitos anos de serviço razoavelmente perto de casa, se encontram de repente numa situação daquelas: injusta, indecente, imoral.
Que se ande numa vida errante por 2 ou 3 anos no início da carreira é compreensível, pois tem de haver alguém para ser colocado em vagas temporárias por doença, licença de parto, etc..
Mas ao fim de 15 ou 20 anos de serviço?

A senhora ministra, tão preocupada em ter os professores nas escolas mais horas, não devia estar ainda mais preocupada com a justiça nas colocações?
Como pode um professor ou professora, a centenas de quilómetros da sua casa, da família ou de parte dela, dedicar-se aos alunos como deveria, como gostaria e como eles merecem?
A senhora ministra tão preocupada em fazer abrir as escolas por mais horas para ajudar os pais, tadinhos, e vai depois esquecer que os professores também têm família?
Ou será que isto é um sacerdócio, com direito a celibato e tudo e ninguém os avisou??

Esta situação seria aceitável se não houvesse mesmo nenhuma vaga mais perto, as pessoas teriam de se sujeitar ou mudar de profissão, mas acontece que há vagas e que essas vagas são depois ocupadas por professores com menos tempo de serviço!
Trata-se apenas de um concurso mal elaborado que permite estas aberrações.
E mais uma vez se ouviu a pergunta, pergunta essa que eu já pus aqui duas ou três vezes: para que servem os sindicatos?

30 de setembro de 2005

:-(

Acabei de vir agora da rua.
Só ao fim de cerca de duas horas a estranhar tanto trânsito na minha pacata rua é que resolvi ir ver o que se passava.
A cerca de 50 metros de minha casa, paralela à minha rua passa a estrada que liga Aveiro à A1 e a Oliveira do Bairro. É também a estrada usada para quem sai da A1 pela saída Aveiro Sul.
É ainda a estrada que mais directamente liga a parte sul do concelho de Aveiro ao Hospital, pelo que não estranho ouvir muitas ambulâncias.

Hoje foi diferente: o acidente era mesmo aqui.
Quando cheguei ao local os bombeiros estavam a lavar a estrada, os carros desfeitos (3) estavam já em cima dos reboques. Os mais inteiros estavam pela berma da estrada.
O local do acidente facilitava a vida aos mirones (eu incluída), pois foi mesmo na zona da ponte pedonal, que serviu de varanda.

Pelo que fiquei a saber, um automobilista ultrapassou vários carros e foi embater frontalmente em 3 ou 4 que vinham em sentido contrário.
Num deles vinham duas estudantes da Universidade de Aveiro que iam passar o fim-de-semana a casa, em Pombal.
Uma delas jamais voltará para casa.
Dos outros envolvidos não se sabia, mas falava-se em feridos muito graves.

Eu não imagino, não quero imaginar, nem sequer me passa pela cabeça, a dor daquela família que esperava a filha e que a vai receber morta.
É cruel demais...

Nestes escassos 6 ou 7 Km que ligam Aveiro à A1 tem havido imensos acidentes mortais. Se compararmos o número de quilómetros, é se calhar, uma estrada mais mortífera que qualquer IP.
No entanto foi-lhe posto um tapete novo mas ainda não houve tempo ou pachorra ou falta alguém assinar algum maldito papel para lhe fazerem os riscos. Não tem nenhuma espécie de marca na maior parte do percurso.
Também há anos que se fala na sua duplicação, mas também ainda não houve "tempo" para isso.
Eu não desejo o mal de ninguém, mas às vezes passa-me pela cabeça que se morresse num destes acidentes alguém muito importante talvez estas coisas se resolvessem mais rapidamente...

Mas agora só me vem à cabeça que neste momento há uma família a sofrer uma dor indescritível...
Sinto muito.

29 de setembro de 2005

Uma prenda

Hoje recebi uma prenda.
Um bonequinho de plástico, em forma de cachorro, com água lá dentro e umas coisinhas a brilhar...

Foi-me oferecido pelo meu aluno mais pobre, mais desprotegido, mais carenciado de tudo.
Ainda não tem livros porque a mãe não os paga (e ainda não me pagou os do ano passado...).
Mete-me dó ver o garoto sem livros, mas na altura certa fiz tudo o que podia fazer: preenchi os papéis à mãe para ela pedir o subsídio à Câmara. Ela não os foi entregar.
Já em Setembro, na reunião do início do ano, perguntei-lhe porque não tinha tratado do subsídio e ainda me respondeu com maus modos, que não precisava de subsídio porque "graças a Deus trabalho e ganho bem".
Eu sei que a criança não tem culpa nenhuma de ter a mãe que tem, mas pagar-lhe os livros seria fazer com que ela continuasse a achar que não tem deveres para com a escola que tudo resolve...
Esta situação anda a incomodar-me desde que começaram as aulas, tenho até vindo a adiar a utilização dos livros, mas não posso esperar mais.
Ainda por cima ele não é caso único: a prima está na mesma situação.
E eu não sei o que fazer...
Só sinto uma raiva enorme por haver gente que põe filhos no mundo para depois os negligenciar, esperando que alguém lhe resolva todos os problemas!

E foi por isso que fiquei com um nó na garganta quando, ao entrar na sala, ele se dirige a mim com o bonequito na mão dizendo "Toma professora, é uma prenda para ti"

28 de setembro de 2005

Kurrentes

Um dia destes recebi por email mais uma daquelas milhentas correntes que toda a gente recebe... (e que eu, boazinha, faço o favor de não repassar a ninguém!)
Mas esta é especial. Embora não a tenha reenviado e me habilite assim a um monte de infortúnios, resolvi publicá-la aqui para ver se o castigo é reduzido!
Recebi-a de uma menina que anda no 12.º ano, que, com certeza não a escreveu, mas que a recebeu também de alguém das mesmas idades.
Serão estes os estudantes universitários do próximo ano lectivo!
E pensar que dou cabo da paciência aos meus meninos (e da minha também!) para os pôr a escrever correctamente!
Para quê?

«Eu choro por ti, se pensas k eu te kero e k n vivo sem ti TU ACERTASTE ADORO TE
amanha alguem vai te pedir em namoro mas isso so vai acontecer s tu mandes isso para 15 pessoas e s tu ignorares, algo mt ruim vai acontecer na tua vida se mandares a pessoa k
adoras de volta e ela mandarte a ti é porke ele/a adora-te muito»


Fico sem palavras...
Ver gente a escrever assim, só pode ser a primeira maldição a chegar!!

Novidades

É só para dizer que Os Golfinhos voltaram em força e até já têm um desafio lançado...
Têm de lá ir que estamos mesmo mesmo a precisar de ajuda!

26 de setembro de 2005

Dúvidas, dívidas e assim...

Ao contrário de outras autarquias, onde se distribuem panfletos, electrodomésticos, viagens de helicóptero e até chouriços, na minha anda tudo muito forreta!
Por isso só hoje recebi o programa do actual presidente e novamente candidato pelo PS em Aveiro, Dr. Alberto Souto.
Dos outros, népias...

Assim tive tempo e pachorra para o ler todo.
Fiquei admirada com tanta obra feita!
E eu a pensar que não tinham feito nada...
(o que dizem as más línguas é que as coisas podem estar feitas, mas muitas não estão ainda pagas! Mas isso só mesmo as más línguas!!)

Mais admirada ainda fiquei com o que se comprometem a fazer se ganharem as eleições. A começar pelo já famoso, e de fazer roer de inveja os profes do resto do país, oferecimento de um portátil a cada professor do 1.º ciclo...
Mas há mais, há muito mais! São 41 páginas de coisas feitas e a fazer.
Há obras para todos os gostos, é uma alegria ler este programa.
País em crise?
Está bem, então nós somos estrangeiros!
(e eu que só queria um recreio decente, um coberto que fosse mesmo coberto e luz na minha rua! Sou tão pobre a pedir que até mete dó!)

Ah, e outra coisa: quando visitarem Aveiro, em vez de andarem por aí de carro a poluir a nossa bela cidade - ainda o é, apesar de alguns prédios amontoados e rotundas-montanha-russa - podem ir pela ria... a nado!
No domingo houve um pessoal da Câmara que fez isso e que eu saiba não morreu ninguém!
(isto hoje tem mais à partes que sei lá o quê, mas agora de repente lembrei-me de um candidato a uma outra Câmara que aqui há uns anos também andou a nadar no Tejo e... afogou-se!! - politicamente falando, é claro, que o senhor está para aí vivo e palrador!)

25 de setembro de 2005

Ainda os ciganos

Tantos comentários fazem-me voltar ao assunto.
Eu tenho alunos ciganos desde há 8 anos.
Começaram por ser dois e pertenciam à minha turma.
Depois o seu número foi aumentando todos os anos.
(se há uma coisa que eles fazem bem é reproduzir-se)
Chegámos a ter mais de vinte.
Este ano temos, num universo de 70 alunos e 4 turmas, 15 alunos ciganos.

Nunca houve problemas de maior com eles a não ser com os de uma família. Esses roubam: roubam dinheiro às professoras, material aos colegas, leite...o que calha.
De resto, são de uma maneira geral obedientes e educados e relacionam-se bem com os outros colegas.
Já tivemos um caso ou outro mais problemático, mas problemas acontecem com todos, não é exclusivo deles...

O maior problema com eles é que, como não aprendem, andam na escola primária até aos 14 ou 15 anos, misturados com crianças de 5 e 6 anos...
Eles não aprendem por dois motivos essenciais: faltam imenso às aulas e não estudam nem se interessam minimamente pela escola.
Para eles a escola termina na hora de saída e só pensam nela no dia seguinte, se não faltarem. Alguns nem se dão ao trabalho de levar a mochila para casa!

O que me chateia nesta história toda é que os pais recebem o rendimento mínimo e a única obrigação que lhes é imposta é mandarem os filhos à escola...
Eles não mandam e pensam que alguém os repreende por isso?
Nem pensar!
NUNCA ninguém me telefonou ou escreveu a perguntar se eles eram assíduos ou não! Nunquinha!
Os pais de alguns também andam na escola à noite.
Só que aqui acontece um mistério: eles eram analfabetos há oito anos atrás e continuam analfabetos!
Alguns nem o nome aprenderam ainda a assinar...
Francamente não sei que raio de escola frequentam eles!

Na minha opinião eles deviam ser obrigados a optar: ou recebem rendimento e cumprem as regras impostas, ou querem continuar com a vida que sempre tiveram e não recebem nada... Como disse alguém nos comentários, não podemos impôr a nossa maneira de viver a quem não a quer...
Ok, não impomos e não pagamos!

Porque eu fico pior que estragada quando vejo esta gente receber de rendimento mínimo mais do que a maioria dos pais e mães dos meus alunos recebem de ordenado a trabalhar em fábricas das 8 às 18!
E depois ainda têm, automaticamente, subsídio da Câmara para livros e material...
Os pais das outras crianças para terem direito ao mesmo subsídio, têm uma lista de papéis para tratar que enche uma folha A4.
Muitos desistem de pedir, pois o tempo que perderiam nos empregos a tratar de tantos assuntos não compensaria...

Resumindo e concluindo: o problema não está nos ciganos, está em quem os quis integrar mais ou menos à força e agora não tem coragem de desatar este nó!

23 de setembro de 2005

Os ciganos não querem trabalhar...

Tentava eu convencer um pai cigano das vantagens de deixar a filha continuar a estudar...
(ela tem 14 anos e está a repetir o 4.º ano, a pedido da mãe. Eu acedi ao pedido pois além dos pais não a deixarem seguir para o 2.º ciclo, ainda eram capazes de a casar. Assim, pelo menos tem direito a ser criança e a jogar ao ringue por mais um ano)
E lá estava eu a gastar o meu latim, patati patatá, dizendo que ela tem capacidades, e podia até vir a tirar um curso profissional e depois ter acesso a um bom emprego.
É aí que o pai me interrompe para dizer, rindo e como se fosse a coisa mais normal deste mundo e a anormal fosse eu:
"Mas os ciganos não querem trabalhar"

Toma e embrulha Margarida e vai aprendendo!
Lá vais ter tu de andar mais um ano com uma nota de 5 euros no bolso para evitar males maiores...
(isto é o meu grilo a falar...)

21 de setembro de 2005

Antes da tempestade

Ainda só passaram três dias de escola e o rol das minhas queixas já é grande...
Antes de começar para aqui a desbobinar as desgraças, fiquem com este momento de relax e aproveitem...

Também me sinto um bocado assim: com piercings que não escolhi!

20 de setembro de 2005

(des)Actualidades

Vejam lá se esta citação não vos soa tão actual (deprimente, mas actual):

«O aumento constante do custo de vida, o enorme gasto de dinheiro pelas classes altas, a ganância do lucro na classe média, a revolta e a desordem que se verificam no povo miúdo estão a arrastar o reino para um ponto sem regresso.»
in "Rosa brava", de José Manuel Saraiva, o livro que ando a devorar...

Tal e qual não?
Só que isto se passa algures à volta de 1380 ( há mais de seicentos anos)!!
Portanto está tudo a bater certo: a Idade Média não é só lá para o lado da Palestina!

19 de setembro de 2005

Último cartucho

Acabou-se o vinho cá em casa...
Que chatice!
Então lá tivemos de ir à adega de Vila Nova de Tázem comprar mais algum.
Por aquelas bandas do Dão o pessoal anda na azáfama das vindimas.
Gosto da Beira Alta: as aldeias são todas lindas com casas de pedra, passeios largos, solares...
E lanchei nesta bela esplanada de Seia já que a tarde estava linda e quente...

Seia
E acabou-se o que era bom porque amanhã, pela mesma hora estarei fechadinha numa sala de aula...
Como diria o outro: "é a vida"!

17 de setembro de 2005

Gente doida

Há uns tempos falei aqui acerca da manifestação do "orgulho gay" ou lá como se chamava por não concordar com ela.
A minha crítica não era contra a manifestação, mas sim contra a forma como se manifestam, como se fosse um ridículo desfile de carnaval extemporâneo...

Hoje venho manifestar-me contra a manifestação de um grupelho de extrema direita que nem sequer sabiam o que estavam ali a fazer, não diziam coisa com coisa, uns perfeitos imbecis (mas que podem vir a ser perigosos e isso é que me preocupa).
São tão anormais que falam como se a homossexualidade fosse uma doença contagiosa e eles corressem perigo ao passarem perto de algum...

Mas quem me fez mesmo ter vontade de lhe dar um murro nos queixos foi um senhor com ar "normal" (um dos raros que não usava cabelo rapado e barbicha ridícula) a dizer que felizmente tinha os cinco filhos num colégio privado porque as escolas públicas promovem (não me lembro exactamente da palavra que ele usou mas o sentido era este) a homossexualidade!!

E agora, se Deus existe e há justiça no mundo, um dia destes um dos seus filhinhos machos havia de lhe aparecer em casa com outro rapaz a tiracolo e apresentá-lo como namorado!

15 de setembro de 2005

Momento (altamente) cultural

Todos (ou quase todos) os blogues têm poemas: uns originais, outros de poetas famosos, outros ainda de poetas famosos dos quais os autores do blog se esquecem de publicar o nome...
Para elevar o nível cá do meu estaminé e antes que comecem as aulas e eu comece também com as queixinhas do costume, resolvi publicar um grande poema dum grande poeta português:

Eu estou aqui (isto é o título)
(...)
E eu estou aqui,
Eu estou aqui,
Eu estou aqui,
Eu estou aqui,

E eu estou aqui
Eu estou aqui
Estamos tão perto de estar tão longe,
Como dois loucos na madrugada,
se me dás tudo, ficas com nada
E abrem-se as janelas em nós (...)

Pedro Abrunhosa

E eu prometo aqui solenemente que nunca mais critico um poema aos meus meninos por repetirem muitas vezes o mesmo verso...
E a quem tem dinheiro neste banco, é melhor tirá-lo de lá, antes que ele fuja pelo próprio pé!
É que este "poema" ainda consegue ser pior quando "declamado" pelo autor!
Abrenúncio!

14 de setembro de 2005

Flores...


A planta que eu tenho à porta da cozinha resolveu voltar a dar flores...
Já tinha dado uma vez este ano, mas como o calor era muito, as flores secaram logo de seguida...
Agora, se calhar para me compensar, resolveu florescer outra vez!
Não é simpática?
E já agora, alguém sabe o nome dela?
(não é uma adivinha, é que eu não sei mesmo!)

Uma foto mais pertinho para verem melhor.
São lindas, parecem feitas de cetim... O problema é que as abelhas acham o mesmo!

12 de setembro de 2005

Quando termina a Idade Média?

Na minha viagem de regresso do Algarve passei por Mértola.
Nunca lá tinha ido e achei a vila lindíssima, digna duma visita mais demorada e num dia menos quente! (já está na lista...)
Um monumento que salta à vista é a actual Igreja Matriz, consagrada a Santa Maria da Assunção.
Mesmo quem, como eu, não perceba nada de arquitectura, vê logo que aquilo não era originalmente uma igreja, mas sim uma mesquita que foi reconvertida.
Uma visita a uma página da net e lá está:
"É o espaço da primitiva mesquita (século XII)"

Se não me falha a história, no século XII vivia-se a Idade Média, a tal em que a civilização humana não estaria em muito boas condições, não havia muito respeito pela vida das pessoas, entravam em guerras por tudo e por nada, matava-se e destruía-se tudo e todos...

Avancemos na história até 2005, século XXI...
Quando cheguei a casa na televisão anunciava-se que os palestinos da Faixa de Gaza iriam destruir todas as sinagogas, até não restar pedra sobre pedra, pois não podiam permitir tais construções no, agora seu, território...

Afinal a Idade das Trevas foi quando?

11 de setembro de 2005

E porque é domingo...

... divirtam-se!
Há dias circulava pela net um interessantíssimo mapa do metro de Lisboa, com umas traduções ainda mais interessantes.
Vai daí, a Didas, que é a padeira mais produtiva da blogosfera, resolveu fazer também um mapa de Aveiro (Iro Bird!).
Imaginem a felicidade dos cámones quando visitarem a nossa Veneza e perceberem direitinho os nomes das ruas!

Um must (para mostrar que eu também sei uma palavra em inglês!)


Espero que dê para, clicando na imagem, a aumentar...

9 de setembro de 2005

Um dos problemas

com que me debatia nos últimos tempos, que era não saber em quem votar nas próximas eleições autárquicas, ficou hoje resolvido quando me chegou às mãos o Diário de Aveiro de 7 de Setembro.
Diz então o meu actual e candidato a futuro Presidente:

(...)«No total são dezenas as propostas para o próximo mandato, fruto de um "grande trabalho de reflexão" realizado nos últimos meses. Comparticipar a ligação de alunos à internet e oferecer computadores portáteis aos professores do primeiro ciclo são os principais compromissos na área da educação, revelou o autarca»(...)

Como sou uma mulher precavida ainda vou telefonar para as sedes de candidaturas dos outros senhores a perguntar o que é que eles dão (estava a pensar numa daquelas TV's de plasma, ecrã gigante de "colar" à parede ou ao tecto...).
Depois, muito simplesmente voto na melhor oferta!
E para que não haja extravios quero ver se não me esqueço de além do X da praxe, colocar também no meu boletim de voto o endereço completo, n.º do BI, nº de contribuinte, endereço de e-mail, telefone fixo e telemóvel... (não me estou a esquecer de nada, pois não?)

E eu (burra, mil vezes burra), que ando há 8 anos a reivindicar que fechem o telheiro lá da escola e o transformem numa sala polivalente!
Retiro aqui publicamente todas as críticas que fiz à gestão da minha querida autarquia. Eu a pensar que eles eram uns reles insensíveis e afinal andavam era a poupar para nos oferecer computadores...
Quem me manda a mim ser tão mazinha?
Para que raio quero eu um telheiro? Umas casas de banho com portas que fechem? Mesas donde os tampos não caiam? Um contador que não vá abaixo cada vez que se ligam dois aquecedores?
Hã?

8 de setembro de 2005

Implosão

Vou ver se consigo ir numa corrida a Tróia e meter lá nas torres para implodirem com elas, as palavras:
  • reunião
  • implementar
  • direcção regional
  • horário
  • extensão
  • relatório
  • projecto
  • ministério
  • autarquia
  • "não sabemos"
  • "não há directivas"
  • desenrasquem-se

5 de setembro de 2005

E agora a reportagem...


A casa era linda...

A piscina também...


Os camaleões estavam mesmo lá...


Um café em Alcoutim...

O almoço e um passeio por Mértola...

4 de setembro de 2005

As minhas férias

As minhas férias foram muito boas o tempo estava quente o mar estava quente e as bolas de berlim às vezes também estavam quentes e a minha casa ficava num sítio muito lindo com mais casas e meninos e meninas e florzinhas e árvores grandes e relva e uma piscina e dois camaleões que se zangaram com a gente porque queríamos que eles gostassem de queijo e eles não gostavam e se calhar por isso é que já não apareceram na sexta e nem no sábado para nos podermos despedir tomei muitos banhos de mar e de piscina e bebi muita água salgada nos dias em que as ondas estavam altas mesmo muito altas e apanhei conchinhas e búzios e dois leques pequeninos e joguei matraquilhos e joguei à bola e às raquetes e li e fiz sudoku e joguei à sueca e à sueca italiana e ao King e às paciências e foram assim as minhas férias e agora acabaram pronto que chatice!

FIM

3 de setembro de 2005

Cheguei!

Sirvam-se de uma fatia de bolo...

Bebam uma taça de champanhe...


Que eu hoje faço anos!

Tchim, tchim!!

26 de agosto de 2005

Férias! Férias! Férias!

Eu gosto de contrariar, por isso, agora que estão quase todos de regresso, é a minha vez de sair...
Amanhã, pela manhãzinha, partida para uma semana numa praia algarvia que espero, dada a altura do ano, esteja bem sossegadinha.
Sossegadinha até eu lá chegar, pois comigo vai a tribo toda e só nós chegamos e sobramos para encher uma praia (também sou um nadita exagerada, pronto...).
Na bagagem, além do habitual para férias de praia, vão baralhos de cartas, livros e um monte de "Sudoku" que tenho andado a coleccionar de revistas várias.
Portanto, se chover... campeonatos de Sudoku!

Como não estou a contar andar por aqui no dia 31 de Agosto, aproveito desde já para desejar a todos que por aqui passem um
FELIZ ANO NOVO!
(Confusos com a história do feliz ano novo?
Para quem não entender, pode ver AQUI que eu não vou andar a explicar isto todos os anos, omessa!)

E como na minha ausência não quero que vos falte nada, podem passear POR AQUI !
Mas atenção: é muito fácil entrar, mas muito complicado sair...
É também altamente contagioso aos outros membros da família!
Por isso se depois de entrarem, se esquecerem de ir trabalhar, de comer ou até de dormir, não me venham pedir responsabilidades...

(Agora vou ver se está tudo nas malas pela milésima vez...)

25 de agosto de 2005

Reformas, reformados, aposentações e ordenados...

Imaginem a situação: depois de uma vida a trabalhar, uma pessoa reforma-se (ou aposenta-se, que é uma palavra mais bonita).
Ninguém reclama nem ninguém põe em dúvida que essa pessoa tenha direito à sua reforma.
Depois três coisas podem acontecer (podem acontecer muitas mais, mas para não complicar esta prosa, fico-me pelas três):
1. ou essa pessoa arranja um grupo de amigos na mesma situação e vai para um banco de jardim jogar à sueca e nos intervalos toma umas pingas na tasca da esquina;
(isto se for pobre! Se for rico, vai para um clube, joga bridge - é o único nome de jogo chique que eu sei - e bebe uísque)
2. ou dedica-se finalmente a tempo inteiro a uma actividade qualquer que adora e que enquanto trabalhou foi apenas um hobbie;
3. ou... sente-se cheio de forças e vontade de trabalhar e arranja outro emprego.

Quando uma pessoa tem um emprego tem direito a receber o seu ordenado que deve ser igual ao das outras pessoas que fazem o mesmo trabalho, certo? Acho que aqui também não haverá discordâncias...

Então por que carga d'água quer o governo "cortar" a estas pessoas uma parte do ordenado ou uma parte da reforma?
Isto para mim é um atentado a dois direitos fundamentais: o direito à reforma e o direito a um ordenado...
Eu sei - todos sabemos - o que despoletou esta situação.
Porque não tem então o governo a coragem de ir ver, um a um, quem está a receber reformas principescas ao fim de meia dúzia de anos de trabalho?
E retirá-las!
E já agora aproveitavam a boleia e viam também quem recebe "indemnizações" por ser despedido de cargos políticos, e quem tem "caídos do céu" empregos de luxo só porque já foi ministro... mesmo sem habilitações e com passados obscuros.
Isso sim, seria um trabalho bem feito!
Mas tem dois senãos: dá trabalho e iria pôr em risco o futuro dos actuais políticos quando o tacho deles se acabar...

23 de agosto de 2005

O povo é sereno!

Há um senhor sindicalista (só podia), chamado Avelãs, que acerca das - atrasadas - colocações de professores, atira as seguintes pérolas no site Educare:

"Não há motivo para alarme. O atraso não é preocupante e neste momento ainda não se verifica agitação entre os professores. A maioria encontra-se a gozar o resto das férias e o calendário apontado pelo Ministério para a divulgação das listas está mais ou menos dentro das expectativas", afirmou o sindicalista, lembrando que "em concursos anteriores, nomeadamente no ano passado, a situação foi bem pior".

É verdade que os professores estão de férias!
Mesmo que quisessem interrompê-las para irem conhecer o novo local de trabalho, procurar casa e outras ninharias, não o poderiam fazer porque, simplesmente, não sabem ainda para onde irão!
Agora dizer que não há motivo para alarme, que o pessoal está todo calmamente a gozar as suas férias e não dão mostras de "agitação", valha-me Deus!
O que queria ele que os professores fizessem?
Que desatassem a gritar ou a matar gente?
Será que ele acredita mesmo que no dia 23 de Agosto, com perspectivas de ter de esperar até ao dia 31 (ou mais, nunca se sabe!) para saber se e onde estão colocados alguém pode estar descansado?
Será que ele não sabe que muitos professores, depois da colocação, vão ter ainda de procurar casa, de procurar amas, ou infantários, ou escolas para os filhos?
Das duas uma: ou não sabe, ou finge que não sabe.
Qualquer das situações é grave e preocupante, por sabermos que é um tipo destes que representa os professores...
Perante isto, deixo aqui a pergunta que já fiz uma vez e ninguém soube responder:
Para que raio servem os sindicatos?