29 de abril de 2010

Trabalhar não compensa

Não posso nem quero generalizar, mas os casos de pessoas que vivem do subsídio de desemprego deviam ser analisados um a um (por exemplo, pelas juntas de freguesia que são o poder mais próximo das pessoas).
Ainda hoje me contaram uma história que vem mesmo ao encontro daquilo que escrevi no post anterior anterior:

Uma conhecida minha "meteu uma cunha" para arranjar emprego a uma familiar.
O emprego foi conseguido mas depois a fulana desistiu.
Justificação: "só ia ganhar mais 100 euros por mês, prefiro ficar em casa".
Quanto a ela, acho que faz muito bem: eu faria o mesmo, não compensa trabalhar por tão pouco!

Quem não tem, nem pode ter, razão, é quem dá origem a estas situações.
O governo é que tem de fazer com que viver de subsídios, sejam eles quais forem, não compense.
Tem de obrigar os patrões (a começar pelo patrão-estado) a pagarem salários condignos a quem trabalha.

Enquanto compensar mais, viver de subsídios do que trabalhar, podem fazer os pactos que quiserem que este país não evoluirá!

27 de abril de 2010

Ena, ena... estão a ficar espertos!

«As provas de recuperação, impostas pelo Estatuto do Aluno ainda em vigor, acabaram por ser um incentivo para os estudantes darem ainda mais faltas. A constatação é feita pelo Governo (...)»

Este disparate das provas de recuperação tem finalmente o seu fim à vista.
Esperemos que depois deste venham outros fins de outras situações igualmente disparatadas levadas a cabo por uma ministra prepotente e incompetente.

No entanto, parece que as faltas injustificadas continuam a não servir para chumbar alunos.
Eu cá acho muito bem!
Pelo menos, esses meninos que não andam a fazer nada na escola, passam por ela o mais rapidamente possível e com o mínimo possível de efeitos colaterais para os que lá andam e querem aprender.
(Quando é que os professores aprendem que chumbar um aluno destes é um castigo para professores e não para os alunos?)

Um dia, se estes rapazes e raparigas que faltam à escola tivessem de arranjar um emprego para sobreviver iriam chegar à conclusão de que os patrões não são tão simpáticos como o Ministério da Educação.
Mas, como eles se estão a preparar para viver do Rendimento Social, já levam o estágio feito.

25 de abril de 2010

Uma fotografia por domingo (133)

Ontem, em Coimbra, fez-se uma "viagem no tempo" e recuou-se 100 anos, mais precisamente para 1910.
A baixa da cidade estava gira, cheia de damas e cavalheiros!

23 de abril de 2010

Inglesices...

Hoje estive num workshop, promovido pela teen academy, para discutir bullying e ciberbullying...

Não, não emigrei, mas até parece, não é?

21 de abril de 2010

Cada terra com seu uso...


Uma jornalista da RTP1 (Márcia Rodrigues, creio eu), andou a fazer uma reportagem de um qualquer acontecimento no Irão.
Aparecia na televisão, invariavelmente, com os cabelos cobertos por um véu.
Achei muito bem: naquele país não se pode andar com a cabeça descoberta, por isso ela, estando lá, tem de cobrir a cabeça.


Cá, ninguém anda de cabelo escondido (a não ser que não tenha tido tempo de lavar a cabeça), muito menos de cara tapada.

Agora, quando França e Espanha mostraram intenção de proibir nos seus países, o uso da cara tapada, não faltam vozes discordantes, chamando a esses países racistas e xenófobos.

Ai sim?
Se nós vamos ao país deles temos de nos vestir de acordo com os seus códigos (acho muito bem!) e eles cá não têm de se reger pelos nossos?
Era o que faltava!

20 de abril de 2010

Regar a hortaliça faz falta!

É hoje notícia que a Câmara Municipal de Coimbra bloqueou o acesso dos funcionários ao facebook...
Eu acho mal!
Se calhar a única coisa útil que aquele pessoal fazia durante o dia era regar as hortaliças!
E agora? Vão deixar tudo a murchar?

18 de abril de 2010

Uma fotografia por domingo (132)


A muito custo lá consegui convencer o sr. Pedro Álvares Cabral a posar para a minha foto.
Quando lhe disse que era para publicar no meu blog, ele acedeu imediatamente e até esboçou um sorriso (que podem ver se olharem com muita, muita atenção)

17 de abril de 2010

O vulcão

É bem feito que às vezes aconteçam coisas como esta do vulcão islandês, para que os homens, que têm a mania de que tudo controlam e tudo dominam, vejam o que lhes acontece quando um simples vulcão resolve "acordar".

Já pensaram que nós devemos ser das poucas espécies que, se desaparecessemos, não acontecia nada de mal aos outros seres vivos do planeta?
(antes pelo contrário!)

13 de abril de 2010

.

Nem me apetecia falar do assunto, mas como dei a notícia do desaparecimento do meu gatinho, vou ter de contar o resto: depois de 6 dias à procura dele pelas redondezas e de ter deixado apelos em vários locais, recebi um telefonema de uma senhora que me disse que o encontrou morto à frente da casa dela (e pelo que percebi é bem pertinho da minha).
Ela contou-me que ainda bateu à porta de 2 vizinhas para saber se o gatinho era delas e, não achando o dono, acabou por o colocar no contentor do lixo.
Por isso eu nunca mais dei com ele... :(

Fiquei imensamente triste, porque este gatinho era mesmo especial: há muitos anos que eu não tinha um gato que tivesse vindo cá para casa muito pequenino e que tivesse sido "educado" por mim. Era extremamente meigo, sem deixar de ter as características de felino, de me morder as mãos todas, de me fazer esperas atrás das portas para se atirar às minhas pernas... Parecia um cachorrinho, sempre atrás de mim por todo o lado.
Ia até lá fora dar as suas voltas, mas regressava sempre rapidamente, raramente se ausentando mais de 1 ou 2 horas.

Publiquei a notícia do desaparecimento dele num site de animais perdidos (encontra-me.org) e aí recebi algumas críticas de comentadores por deixar o gato andar à solta e ter assim provocado o seu desaparecimento.
Eu sei que se tivesse o gato fechado em casa ele não desapareceria (embora estejam lá anúncios de gatos fechados que um dia desaparecem...) e muito menos teria morrido atropelado.
Mas...

Para mim o gato é o símbolo da liberdade.
Enquanto vivi num apartamento nunca quis ter gatos, precisamente para não condenar o bichinho à clausura e ia agora fechar um gato em casa, quando tenho tanto espaço?
Apesar dos muitos riscos que eu sei que ele corre por andar em liberdade, eu não sou capaz de o manter aprisionado, é contra os meus princípios.

Sei que o meu gatinho teve uma vida curta mas muito, muito feliz, e esse é o consolo que me resta.

11 de abril de 2010

6 de abril de 2010

Parabéns à Câmara Municipal de Aveiro!

Sou muito rápida a criticar, mas também me esforço por dizer bem sempre que possível.
E, desta vez, a CMA está de parabéns pois mandou distribuir por toda a população 3 "eco-sacos": um verde para vidro, um amarelo para o plástico e o azul para o papel.
São sacos bons, de boa qualidade, que servem mesmo para o fim a que se destinam.

Além disso, trazem ainda informação sobre a sua utilidade e a utilidade da reciclagem com exemplos simples e claros.
Até que enfim!

Eu não preciso dos sacos para começar a fazer separação de lixos (sou quase fanática, tanto em casa como na escola), mas para muitas pessoas talvez seja uma boa ajuda e um incentivo.

Parabéns!

(Agora, para terem direito a uma ovação ainda maior, deviam dar às escolas uns mini-ecopontos, porque seria um bom incentivo também às crianças e é por aí que temos de ir: ensinar as crianças para que estas chateiem os pais e venham a ser adultos mais responsáveis que os de hoje).

4 de abril de 2010

Uma fotografia por domingo, mas infelizmente não é só isso...


Já tinha publicado algumas fotos do meu gatinho, mas desta vez os motivos são muito maus.

Na quinta-feira, dia 1 de Abril, desapareceu.
Ele andava lá por fora, mas normalmente nem se afastava de casa, nem se demorava muito.
Desta vez não apareceu.

Percorri todas as ruas das redondezas e não o achei, nem vivo nem morto.
Mas como um gato não se evapora, ele tem de estar em algum lado!

Às vezes convenço-me que morreu, outras vezes que anda por aí perdido, assustado e com fome, outras ainda penso que alguma alma caridosa o recolheu.

Esta incerteza está a custar-me imenso, e eu já não sei o que fazer...

2 de abril de 2010

E a culpa é... do palhaço!

Li (não sei onde) que o palhaço da McDonalds foi despedido.
E sabem porquê?
Porque aquelas mentes brilhantes dos americanos concluiram que era por causa dele que as criancinhas engordavam!!

Claro que a culpa não podia ser dos pais que alimentam as suas crias a batatas fritas e bolachas desde que nascem...

É que, para muitos pais, é muito mais fácil dizer "sim" que dizer "não".
Com o "sim" recebem em troca crianças felizes e que não chateiam por uns momentos.

Com o "não" são necessárias algumas explicações e ainda estão sujeitos a ter de aturar uns amuos dos rebentos... Uma canseira!

A esta canseira dá-se o nome de "educação", mas como cada vez menos pais o fazem, as culpas de tudo o que de mal acontece tinham de recair em alguém...

Afinal, a culpa é do palhaço!