29 de abril de 2010

Trabalhar não compensa

Não posso nem quero generalizar, mas os casos de pessoas que vivem do subsídio de desemprego deviam ser analisados um a um (por exemplo, pelas juntas de freguesia que são o poder mais próximo das pessoas).
Ainda hoje me contaram uma história que vem mesmo ao encontro daquilo que escrevi no post anterior anterior:

Uma conhecida minha "meteu uma cunha" para arranjar emprego a uma familiar.
O emprego foi conseguido mas depois a fulana desistiu.
Justificação: "só ia ganhar mais 100 euros por mês, prefiro ficar em casa".
Quanto a ela, acho que faz muito bem: eu faria o mesmo, não compensa trabalhar por tão pouco!

Quem não tem, nem pode ter, razão, é quem dá origem a estas situações.
O governo é que tem de fazer com que viver de subsídios, sejam eles quais forem, não compense.
Tem de obrigar os patrões (a começar pelo patrão-estado) a pagarem salários condignos a quem trabalha.

Enquanto compensar mais, viver de subsídios do que trabalhar, podem fazer os pactos que quiserem que este país não evoluirá!

9 comentários:

polittikus disse...

Tu não me dês ideias, pá...
Ainda começo a fazer m.... para me despedirem e ir de férias prolongadas e pagas.

Leci Irene disse...

Tens razão no que colocas. Estranho é estares tão distante em termos de localização e falares algo que me lembra o que acontece por aqui. Logo, lá é como cá....

ameixa seca disse...

Fónix, 100 euros a mais para mim já é muito dinheiro!

aflores disse...

eu costumo dizer que 65% de 500 eur é uma coisa. De 1200 é outra, certo?

Ora diz lá se ias trabalhar por pouco mais de OMN, quando recebes (POR DIREITO) de subsidio de desemprego (ou lá como se chama) quase o dobro?

E num cenário de ofertas de emprego (que não existem!!) são os próprios empregadores a incentivar "o ilegal"...olhe, só podemos dar o OMN, mas como está no desemprego, é melhor que nada, ou então...não diga nada à SS e ganhe por "dois lados".

TU SABES que eu fui (sou ainda) um profissional altamente qualificado (na minha área), que trabalhei 32 anos seguidos (!!). Portanto...não posso, não devo, RECUSO-ME a trabalhar em qualquer profissão e por troca de um miserável OMN.

Direito a subsídios também não tenho!! Pois segundo a Lei (e as fórmulas matemáticas que eles usam) EU SOU RICO (!) porque sou casado com uma funcionária pública, que por sinal ganha MENOS 1000 e picos euros (ordenado base!) que um PARASITA de um DEPUTADO da AR. Não interessa se tenho filhos ainda dependentes de mim...se estou longe da reforma. Para eles sou rico.

Portanto...virei doméstico! Ganho pouco, mas trabalho para mim e...DURMO com a PATROA!

Desculpa o desafabo.

Beijinhos

maria mar disse...

Pois é, mas se a entidade que ofereceu emprego preenchesse a folhinha do Inst. de Emprego a dizer que a pessoa em causa recusou, essa pessoa veria a vida a andar para trás e o subsidio ardia! Por isso sao os 2 cumplices, e mais outros e outros que fazem o mesmo.
Há por aí sabidões(onas) crónicos(as) que qd fazem busca activa de emprego procuram ir às empresas que sabem nao precisarem de ninguem, para continuarem na boa vidinha. Enfim, nao sabemos qd é que isto acaba, mas que devia levar uma vasculhadela, devia. Denunciem-se as situaçoes que tds pagamos!

Angel disse...

Pois, é bastante relativo tendo em conta o último ordenado e o subsequente subsídio... Eu por exemplo já recusei trabalhar a recibo verde, pq ficava a perder dinheiro! Em vez disso, preferi receber subsídio durante algum tempo até aparecer algo q valesse a pena.. Mas claro q sabemos q mt gente ñ quer simplesmente aceitar certas propostas, pq o q querem é mm ficar em casa no bem bom, e gastar o $ no café e coisas do género.. Por isso é q concordo c mais supervisão por parte dos centros de emprego - quem recebe e quanto, e quais as propostas q recebeu e pq recusou.

Manuela Santos disse...

Tem toda a razão, concordo em absoluto com o que diz, no sector do trabalho é preciso fazer algo, que acabe com situações absurdas, mas isto anda muito à deriva!
Hoje é o dia do trabalhador, vai dizer-se muito blá-blá, nos restantes 364 dias do ano, a luta é por arranjar um emprego ou conservar o que se tem, para quem quer trabalhar, claro!
Já devia ter vindo aqui, por causa de um comentário que fez ao post da Clarice Lispector, aconselho a ler mesmo o seu primeiro livro «Perto de um Coração Selvagem», eu gostei bastante.
Beijinhos,
Manuela

ESpeCiaLmente GaSPaS disse...

Mas é que não compensa mesmo...

Caribel disse...

Concordo plenamente!! Se os subsidios compensam mais do que trabalhar é porque alguma coisa está errada: Os portugueses estão a ser mal pagos. Além de serem mal pagos, são mal tratados, não têm condições nenhumas de trabalho, enfim, basicamente são escravizados. Admito que custe muito às pessoas que, por extrema necessidade se sujeitam a tamanhos abusos laborais, olhar para aqueles que não se querem deixar "enganar", ficando em casa sem trabalhar e a ganhar... Mas lá está, quem se pode dar ao luxo não vai ser parvo com certeza. Aceitar um subsidio e recusar escravatura não é preguiça, é inteligência.
Nunca recebi subsidio, e trabalho, mas compreendo quem recusa determinados trabalhos e usufrui de subsidio. Bjs****