18 de outubro de 2011

O estranho caso...

do dinheiro que não vale o mesmo, dependendo de quem o tem.

Segundo o nosso primeiro ministro, os cortes nos subsídios, apenas na função pública, devem-se ao facto de estes ganharem mais que os outros trabalhadores.

Vão ficar sem subsídios (de natal e de férias), todos os FP que ganhem mais que a colossal fortuna de 1000 euros.

Eu só queria que o senhor primeiro ministro me explicasse como é que eu - ganhando mais de 1000 euros - ganho mais que o meu vizinho, que, apesar de não ser FP, também ganha mais que 1000 euros...
(até ganha mais que eu, mas simplifico assim para não baralhar o senhor ministro)

6 comentários:

mlu disse...

Pois é! O sr. Primeiro Ministro não é lá muito bom em contas! Diria até que é mau!

Um abraço

mfc disse...

Há todos os motivos para que uma revolução possa acontecer...!

Anjo-de-Mel disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Angel disse...

Também já me farta a perseguição à função pública! Até parece q foram eles q puseram o país neste estado! Podem ter contribuído qq coisa, mas há mais onde cortar e ir buscar dinheiro!!! São o bode expiatório, infelizmente... E até parece, nos tempos q correm, q mil euros é uma fortuna!!!

Santos Passos disse...

Do lado do governo, pode-se entender que cortar salários aos FP (meu deus, no Brasil, isso logo seria decodificado de outra forma...) significa cortar despesas, enquanto cortar salários na iniciativa privada só significa permitir mais lucros às empresas. Mas entendo a questão da má distribuição de sacrifícios. É aquilo: em casa em que falta pão, todo mundo grita e ninguém tem razão.
Espero que a crise passe logo, e que todos voltem a viver ao menos tão bem quanto antes viviam, quando reclamavam tanto... mas eram felizes e não sabiam.

aflores disse...

Estranho? Um dia eu vou dizer o que é mesmo muito estranho. Só aguardo que as pessoas intervenientes aceitem o meu desafio (sempre com a protecção de identidades).

Depois vais ver o que é estranho.

Beijinhos

Tudo de bom.