30 de novembro de 2004

Restauração

Tenho de há muitos anos um tique que é ligar a televisão mal acorde ou mal chegue a casa, embora normalmente nem fique a ver...

Mas, ultimamente, ligo a televisão com um desejo secreto: ouvir a notícia de que o governo caiu!
Hoje, o meu desejo concretizou-se!!

O dia da Restauração da Independência este ano chegou mais cedo!
Em vez de ir um Miguel de Vasconcelos pela janela fora, foi um governo inteiro... Iupiiiiiiiiii!

28 de novembro de 2004

Já tenho pantufas...


Museu do Pão (do lado esquerdo a esplanada)

No sábado lá fui eu (e mais seis!) comprar os meus chinelos...
Fomos almoçar a Seia ao restaurante do Museu do Pão. O restaurante é lindo e é óptimo para gente que goste muito de comer (eu como pouco, dou um lucro enorme a este tipo de restaurantes...). As entradas e as sobremesas são à discrição e a variedade de escolha é enorme.
No restaurante tudo é feito de pão, desde a ementa, aos candeeiros, até à caixinha que traz a conta!

Quem não quiser almoçar tem a opção de um lindo café numa sala com uma biblioteca também ela dedicada ao pão. A paisagem que se avista da esplanada é linda!! Depois há imensas variedades de pão que as pessoas podem escolher... É um paraíso para quem adora pão.

A visita ao Museu também é muito interessante e se forem num dia de semana até têm direito a amassar uns pãezinhos. É giríssimo para toda a gente, mas quem tiver filhos pequenos tem garantida uma hora muito didáctica e muito bem passada!

Com a tarde já ia adiantada e nem havia neve na serra resolvemos ir só até ao Sabugueiro àquelas lojas que por lá proliferam.
E pronto, lá se cumpriu o objectivo da visita! Só que resolvi comprar antes umas pantufas... Lá para a Primavera volto para comprar os chinelos!!

25 de novembro de 2004

O meu marido...

O meu marido não me manda flores... (mas é capaz de me trazer uma rosa amarela do quintal, lá para finais de Dezembro, quando andar a podar e por lá encontrar uma esquecida).

O meu marido não me chama "amor", nem "querida", muito menos "fofa" ou "filha"... (mas chama-me pelo meu nome ou diminutivo de uma maneira especial e inconfundível).

O meu marido não me dá jóias caras... (mas oferece-me um carinho enorme, um olhar especial e uma disponibilidade sem limites, sempre).

O meu marido às vezes vai a jantares de amigos ou colegas, mas diz sempre que preferia jantar comigo... (e eu sei que é verdade).

O meu marido quando precisa de ir a algum lado, seja lá onde for, prefere a minha companhia à de qualquer outra pessoa... ( e eu também).

Todas as mulheres têm uma "melhor amiga", de quem nada escondem. Eu também tenho algumas boas amigas, mas a melhor de todas... é o meu marido.

O meu marido faz anos hoje.
Como ainda não lhe comprei nada, vou oferecer-lhe esta prenda e dizer-lhe "amo-te" (ele sabe, mas não faz mal nenhum dizer-lhe outra vez...)

22 de novembro de 2004

TPC

Este fim de semana houve greve aos TPC.
Como eu não fui avisada atempadamente, passei "deveres" aos meus melguinhas.
E eles fizeram!
Agora tenho uma turma de fura greves!!
E o pior de tudo é que eu sou contra os "trabalhos de casa".
Mas que hei-de fazer se os garotos pedem?? Não tenho culpa de serem masoquistas... Isto para não falar nas mãezinhas. Descia logo na consideração de toda a gente se não passasse os famosos TPC!

Eu tenho o cuidado de mandar muito pouco trabalho, normalmente com a intenção de darem uma espreitadela no caderno, não gastando com isso mais de 30 minutos, o que não faz mal nenhum a ninguém.
Porém, muitos dos meus colegas do 2.º e 3.º ciclos "esquecem-se" que os alunos têm mais disciplinas e alguns passam trabalhos sem se lembrar que os outros professores também passaram.
E o resultado são crianças e adolescentes às vezes sem tempo sequer para brincar.

Outra coisa muito "in" é mandar os miúdos "pesquisar".
Resultado: ou têm net em casa e lá põem o pai ou a mãe às tantas da noite a pesquisar por eles, ou não têm e depois são discriminados...
(Outra alternativa é irem ter com a ex-professora do 1.º ciclo para os ajudar na "pesquisa").

20 de novembro de 2004

Sem chinelos, snif!

Hoje, com este lindo solzinho, em vez de passear, resolvi dedicar-me à agricultura...
Ao fim de uma hora já tinha desistido, mas foi o suficiente para estar aqui cheia de dores nas "cruzes" e com as minhas mãos de princesa-trocada-na-maternidade num estado lastimoso!!
Como se isto não bastasse, ainda fui para o quintal de chinelos! Resultado: chinelos molhados e sujos (além dos pés também molhados o que deve ser óptimo para ajudar a curar a constipação!).
Para acrescentar à festa, da última vez que me deu um "ataque de limpeza" sumi com o calçado todo. Agora, sem nada para calçar tive de assaltar os chinelos do marido que, por enquanto, ainda não deu pela falta deles!

Como só gosto dos chinelos da Serra da Estrela comprados "in loco" (mesmo que tenham sido fabricados na China), lá vou ter de ir comprar uns! Que pena!
Amanhã não vai dar, portanto já tenho programa para o próximo fim de semana!

19 de novembro de 2004

Teatrinho

A cena passa-se na sede de uma Associação.
Personagens: personagem 1 e personagem 2

Personagem 1 (entra na sala para pagar a quota)
- Passo o cheque à ordem de quem?

Personagem 2
- À ordem da Associação (......)

Personagem 1, pegando no cheque e na caneta
- Associação escreve-se como?

Personagem 2 (ligeiramente espantado)
- Com dois "ss"!

Personagem 1 (em sérias dificuldades)
- Com dois "ss" onde?

Personagem 2 (já completamente estarrecido)
- Primeiro com dois "ss", depois com "c i" e depois com "c cedilhado"

E lá foi passado o cheque...
Quando o personagem 1 se vai embora, o personagem 2 não resiste a ir ver-lhe a ficha de inscrição.
Profissão do personagem 1: professor de Educação Física!

(e depois eu é que sou má!!!)

17 de novembro de 2004

Perguntas difíceis

Dois serões a vegetar à lareira, enquanto curtia a minha constipação, e sem ânimo para mais nada a não ser de vez em quando "clicar" no comando da televisão, deu no que deu: lá acabei eu, na segunda-feira por ver a famosa "Quinta das celebridades".
Claro que já tinha dado uma vista de olhos, e até sei os nomes de alguns "célebres" que lá moram pois não há revista que não os traga escarrapachados na capa, mas ver assim durante um bocado, isso nunca tinha visto! Ainda é pior do que eu imaginava!!

O que o dinheiro (ou melhor, a falta dele) obriga as pessoas a fazer!
Realmente! Vendem-se por meia dúzia de patacos. Expõem-se, mostram o que realmente são: uns desocupados, mal formados e malcriados.
Mas o que me preocupa ainda mais é que haja tanta gente a ver aquilo, principalmente se forem crianças...
Imaginem o/a vosso/a filho/a a perguntar-vos "Ó mãe (ou pai), o conde é um homem ou uma mulher?"
Alguém sabia responder???


16 de novembro de 2004

Uma flor para mim...

Estou constipadinha, ranhosa, tossiquenta e quase afónica. Por isso vinha só dar uma espreitadela ao blog e ao correio.
Mas, tive uma surpresa bem agradável! A Jacky, dona da Linguagem das Flores tinha esta prenda para mim!!



Obrigada Jacky.
Agora vou tomar um chá de limão (blhaaaaaaaac) e depois...caminha!!

14 de novembro de 2004

Acácio Lucas

Quando o filho tinha cerca de 2 anos de idade, o sr. Acácio descobriu que ele tinha um problema grave: uma deficiência mental.
Em vez de desanimar, desistir, ou atirar as culpas para o destino, resolveu pôr mãos à obra para ajudar o filho e outros como ele.
Em 1990 fez nascer a APPACDM de Anadia.

Hoje é um complexo enorme, com uma quinta onde se cultivam os produtos que consomem, com piscina aquecida, com uma residência-lar para adultos deficientes...
Possui também um picadeiro e cavalos para hipoterapia.

Têm o apoio de inúmeros profissionais mas são os seus utentes quem mais trabalha para o manterem assim, um local muito bonito e agradável.

O sr. Acácio está vaidoso e orgulha-se da sua obra: tem bons motivos para isso!
Pena que não haja mais pessoas assim!

11 de novembro de 2004

Lenda de S. Martinho



Antes de baptizado e convertido ao Cristianismo, S. Martinho foi na mocidade soldado das legiões do Imperador Juliano.
Certo dia, sob o vendaval e a neve, equipado e armado, montado a cavalo, Martinho viu um mendigo semi-nu, tiritando de frio, estendendo para ele a sua pobre mão ossuda e gelada.
O Santo parou o cavalo, tomou com caridade a mão desse abandonado e, em seguida, tomou da espada, cortou pelo meio a sua capa de agasalho, deu metade dela a esse miserável peregrino e, envolto na outra metade, sacudiu a rédea e prosseguiu através da tormenta, do vento e da neve.
Subitamente, porém, no caminho do soldado, a tempestade desfez-se, amainou o tufão e a geada, o céu descobriu instantaneamente, como por encanto, a sua profundidade límpida e azul, e um sol acariciante e resplandecente inundou a terra de alegria e vestiu de luz e calor esse cavaleiro caridoso.
Deus, reconhecido, para que não se apagasse da memória dos homens a notícia deste acto de bondade, praticado por um dos seus eleitos, dispôs que em cada ano, na mesma época em que S. Martinho se desfez da metade da capa, por alguns dias se interrompesse o Inverno, cessasse o frio, sorrisse o céu e a terra, e um calor saudasse a natureza, sempre insensível à vontade dos homens, em memória daquele que, em certo dia, humilde soldado, trotando a sós por um caminho, desafiou e venceu a fúria insuperável dos elementos.

Lenda copiada daqui

10 de novembro de 2004

Adivinhem e ganhem!



A quem adivinhar que frutos vão nascer daqui, ofereço um exemplar!
(portes de correio não incluídos na oferta!)

PS: A quem respondeu ou tinha ideia de responder "uvas", tenho a dizer que esta foto foi tirada no domingo passado! Estamos no Outono ó gente, e as videiras estão quase sem folhas! Estas estão agora a nascer cheias de força!

8 de novembro de 2004

Hoje Recebi Flores!

Hoje Recebi Flores!
Não é o meu aniversário ou nenhum outro dia especial;
tivemos a nossa primeira discussão ontem à noite e
ele me disse muitas coisas cruéis que me ofenderam de verdade.
Mas sei que está arrependido e não as disse a sério,
porque ele me enviou flores hoje.
Não é o nosso aniversário ou nenhum outro dia especial.

Ontem ele atirou-me contra a parede e começou a asfixiar-me.
Parecia um pesadelo, mas dos pesadelos acordamos e sabemos que não é real.
Hoje acordei cheia de dores e com golpes em todos lados.
Mas eu sei que está arrependido porque ele me enviou flores hoje.
E não é São Valentim ou nenhum outro dia especial.

Ontem à noite bateu-me e ameaçou matar-me.
Nem a maquiagem ou as mangas compridas poderiam ocultar os cortes e golpes que me ocasionou desta vez.
Não pude ir ao emprego hoje porque não queria que se apercebessem.
Mas eu sei que está arrependido porque ele me enviou flores hoje.
E não era dia da mãe ou nenhum outro dia.

Ontem à noite ele voltou a bater-me, mas desta vez foi muito pior.
Se conseguir deixá-lo, o que é vou fazer? Como poderia
eu sozinha manter os meus filhos?
O que acontecerá se faltar o dinheiro? Tenho tanto medo dele!
Mas dependo tanto dele que tenho medo de o deixar.
Mas eu sei que está arrependido, porque ele me enviou flores hoje.

Hoje é um dia muito especial: É o dia do meu funeral.

Ontem finalmente conseguiu matar-me.
Bateu-me até eu morrer.
Se ao menos tivesse tido a coragem e a força para o deixar...
Se tivesse pedido ajuda profissional...

Hoje não teria recebido flores!

(Recebido por mail, da minha amiga São)

5 de novembro de 2004

Carta à Máxima

Hoje não ia escrever aqui, pois resolvi fazer o que já ando para fazer há bastante tempo: escrever uma carta à revista Máxima, revista que aprecio quase na totalidade e da qual sou leitora assídua.
Depois da carta pronta, resolvi que não era má ideia colocá-la aqui. Afinal ela exprime a minha opinião acerca dum assunto.
E quem sabe até incentive outras pessoas a escrever também!
Se houver muitas opiniões interessantes, eu depois também as envio para lá. Podemos não as fazer mudar de ideias, mas pelo menos não vai ser por falta de informação!


«Parabéns por mais um aniversário da Máxima, revista que leio desde o n.º 1. Leio-a há 16 anos, exactamente!
E nestes anos muitas coisas mudaram, a maioria para melhor, outras, infelizmente para pior...
Também aqui a Máxima não foge à regra: continua interessantíssima de se ler,com óptimos artigos e excelentes colunistas, mas continua também com um grande senão: apesar da evolução dos tempos e das mentalidades, a Máxima continua a dar o seu apoio e a incentivar a compra de artigos de pele.
Já li pelo menos duas cartas de leitoras que se insurgiram contra isso e a vossa resposta foi mais ou menos " as pessoas gostam e compram, por isso temos de lhes mostrar..."
Ora aqui eu acho que se substimam: as revistas (a imprensa de uma maneira geral) condicionam e muito o "gosto" das pessoas. Se vocês, se todas as revistas, deixassem de publicitar os artigos de pele, não acham que seria uma boa ajuda no combate a esse flagelo que é a tortura e a matança de animais para lhes tirar a pele? E só para satisfazer a vaidade de meia dúzia de pessoas, pois o tempo das cavernas já acabou há muito, e felizmente, hoje em dia não dependemos da caça para nos vestirmos!
E que tal se a Máxima, como revista de vanguarda que sempre foi, tomasse a iniciativa?
Pensem nisso!
Até poderia ser que perdessem algumas leitoras, mas ganhariam muitas mais...
Para saberem exactamente do que estou a falar quando falo em tortura de animais, consultem o site www.Animal.org.pt
Talvez se faça luz nalgumas consciências!

3 de novembro de 2004

Generalizando, ou talvez não

Embora deteste generalizações,não consigo deixar de as fazer!
Uma que uso muitas vezes é que "os americanos são burros".
Eu sei que isto é muito feio de se dizer, e se procurarmos bem devemos encontrar alguns (pouquiiiiiinhos) que não o são...
A ideia que eu tenho deles (e ainda não fui desmentida, antes pelo contrário) é de que são uns tipos ignorantes, arrogantes, ignorantes,belicistas, ignorantes...
Têm a mania que o Mundo gira à volta deles e que o maior desejo de todas as pessoas no mundo é... serem americanas! (não estou a inventar, li numa entrevista a uma americana. E ela também dizia que,se não tivesse ficado famosa e começado a viajar pelo mundo, ainda manteria essa ideia!).
Hoje, graças ao resultado das eleições, fiquei a saber que aquela nação ainda pode vir a ter futuro: afinal, quase metade das pessoas não votaram no Bush!
Uffff!
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E agora vou ver o CSI porque se há coisa que eles sabem fazer muito bem é contar histórias!

2 de novembro de 2004

O lago dos Cisnes

Vanderlei e Vanessa vão ao Teatro assistir "O lago dos cisnes".
Vanessa, muito cansada após um longo dia de trabalho, dorme profundamente durante a maior parte do espectáculo.
Acorda, sem graça, e pergunta ao marido:
"Vanderlei, adormeci. Será que alguém da plateia notou?"
Responde o Vanderlei:
"Da plateia não sei, mas todos os artistas sim, pois há horas que caminham na pontinha dos pés para não te acordar..."

1 de novembro de 2004

Não tenho que vestir, snif, snif!

Nota: Este post não deve ser lido por homens... Eles não vão entender e eu dispenso comentários foleiros!

Ontem "despejei" o guarda-roupa e mais o gavetão da cómoda em cima da cama. Resultado: a cama ficou cheia de roupa, mas eu não tenho o que vestir!
A roupa é toda feia, ou velha, ou nova, mas eu deixei de gostar dela...

É isto que mais me chateia nas mudanças de estação: estava tudo tão organizadinho, "estas calças com esta camisola, ou esta, ou esta..." e, de repente, fico sem saber o que vestir e com quê.
Se visto uma camisola de gola alta sinto-me incomodada, e tenho frio no pescoço se vestir camisolas sem gola!
As calças de bombazine ainda não me convencem, mas se visto as de ganga tenho frio!
As de tecido, tipo lã e essas coisas, nem pensar! Além de feias são impossíveis de passar a ferro!
Ufff!! A vida custa!
Aceito todo o tipo de sugestões de gente com uma relação menos complicada com a roupa, pleeeeeease!!