1 de fevereiro de 2005

Ensino superior em quê?

Há dias numa conversa de família (cruzes, credo!!) falava-se de educação, pedagogias, do descalabro na Matemática e dos professores do ensino superior.
Nunca percebi quais são as habilitações necessárias para se ser professor universitário. Nalguns casos sei que basta ter uma licenciatura e pronto! Tornam-se assim nos professores com menos habilitações, pois todos os outros (a não ser os "técnicos" e engenheiros que proliferam por aí a dar aulas) tiveram cadeiras de pedagogia e fizeram um estágio avaliado...
E o pior é que são estes "professores" que estão a formar também outros professores!

Não há professores do 1.º ciclo nem educadores de infância com habilitações suficientes. Todos têm habilitação própria para isso. Se um professor do superior quiser ir dar aulas ao 1.º ciclo ou ser educador de infância, não pode! No entanto, podem dar aulas aos outros ciclos todos. E nem precisam de ser professores!
TODOS os professores, para o serem e principalmente antes de o serem, deveriam estudar pedagogia. Não basta ter muitos conhecimentos científicos, ser até o melhor cientista do mundo para ser bom professor... é preciso saber transmiti-los!
Nunca o meu filho ou a minha filha, em toda a sua vida de estudantes, reclamaram da incompetência dos professores a não ser quando chegaram à Universidade. Isto deverá querer dizer alguma coisa. O meu filho teve um professor que se limitava a ler nas aulas. Ele (e outros)deixaram de ir a essa aula pois sabiam ler desde a primária! E depois há ainda os professores convidados, com uns lençóis de currículo mas que não sabem sequer falar português. Admite-se um professor numa Universidade portuguesa, pago pelo estado português que fale para os alunos em castelhano?? E que o continue a fazer durante anos sem se preocupar em aprender a língua do país onde vive, onde trabalha e que lhe paga o ordenado?

Realmente o ensino superior só é superior no nome!
(Amanhã falo das mazelas do 1.º ciclo, pronto!!)

15 comentários:

O Turista disse...

Pois... acima de tudo é preciso ter um 15 ou 16 de médias... e alguns conhecimentos no meio, ou cair nas boas graças de alguém... LOL
:)
Bjokas

O Turista - http://turistar.blogspot.com/

Paulo Lopes disse...

Olá saltapocinhas! Estou de volta! ;-D

Já conhece a minha visão sobre a desgraça do nosso ensino superior uma vez que tenho escrito sobre isso e tu tens comentado. Sóa queria corrigir numa coisa: só tendo eu experiência no ensino superior (pelo que falo dele com algum conhecimento de causa...), não tenho habilitação reconhecida (eu e muitos outros...) para qualquer nível "pré-superior" pelo que a tua informação não é correcta. Um abraço! Paulo Lopes

Anónimo disse...

O que é preciso é seres amiga do reitor ou de um politico qualquer,mais nada,nem curso nem nada!(pekala)

JesusRocks disse...

É triste e deprimente. Uma das diversas razões que me levou a abandonar o Ensino Superior antes de completar qualquer curso.

Na Universidade do Algarve há situações elucidativas. Conheço dois casos de professores assistentes que davam aulas práticas de laboratório, que nem licenciados eram, pois ainda se encontravam a acabar o curso. Isto parece-me ser irregular, dado que têm as mesmas habilitações literárias do que os alunos a que estão, supostamente, a ensinar.

Anónimo disse...

Como és de Aveiro, terra de pescadores, certamente compreenderás a máxima: Nem tanto ao mar, nem tanto à terra.
Nem tudo é assim tão mau.
Oldmirror (old-mirror.blogspot.com)

SaltaPocinhas disse...

@@ OLDMIRROR: Olá e bem vindo! Eu não disse que era tudo mau, apenas falei do que eu achei que estava mal, pois do que está bem não é tão preciso falar!

MWoman disse...

Fartam-se de inventar anedotas de loiras e de alentejanos...quero começar a ouvir de professores universitários! Eu tive uns quantos, que eram umas verdadeiras anedotas! Foram realmente os piores professores que tive ao longo de todos os anos que andei a estudar e foram muitos.

afigaro disse...

Se estivéssemos na década de 50, do século passado " que Deus tem", aconselhava antes fumar tabaco da "onça" Superior.Pior era a falta dos fóforos "Quinas": nada faiscava

Anónimo disse...

Apoiado! E mais não digo, para a fogueira não ficar muito forte;) aflores/ailaife blog

Varela de Freitas disse...

Ora ogo na minha primeira visita às Fábulas há um post com interesse para comentar... Referindo-me só ao texto inicial, há nele afirmações com as quais concordo em absoluto e outras em que tenho opinião diferente. Assim: todos os docentes no ensino superior, tal como em qualquer outro ensino, deveriam ter formação pedagógica, e isso na verdade não é exigido. Contudo, há Universidades (e a minha, por exemplo, é uma delas)que têm feito formação pedagógica dos seus docentes. Mas: se basta ter uma licenciatura para poder ser-se assistente estagiário, só com o doutoramento se entra na carreira e se pode ser condiderado professor. Claro qisso ´não é, de facto, garantia de que ele (ou ela) seja competente pedagogicamente.
Há quem argumente que na Universidade é mais importante o professro "saber" o que ensina do que saber "como" ensina. Discordo em absoluto.
Um comentário final: há na Universidade excelentes professores, como os há péssimos. Nada de generalizações, por favor... Como em todos os outros ensinos, não é verdade? Cá espero um depoimento sobre as mazelas do 1º ciclo... que também as tem, claro.
Bom dia!

Varela de Freitas disse...

Como o texto anterior saíu truncado, republico o post

Ora logo na minha primeira visita às Fábulas há um post com interesse para comentar... Referindo-me só ao texto inicial, há nele afirmações com as quais concordo em absoluto e outras em que tenho opinião diferente. Assim: todos os docentes no ensino superior, tal como em qualquer outro ensino, deveriam ter formação pedagógica, e isso na verdade não é exigido. Contudo, há Universidades (e a minha, por exemplo, é uma delas)que têm feito formação pedagógica dos seus docentes. Mas: se basta ter uma licenciatura para poder ser-se assistente estagiário, só com o doutoramento se entra na carreira e se pode ser considerado professor. Claro que isso não é, de facto, garantia de que ele (ou ela) seja competente pedagogicamente.
Há quem argumente que na Universidade é mais importante o professor "saber" o que ensina do que saber "como" ensina. Discordo em absoluto: ambas as vertentes são importantes.
Um comentário final: há na Universidade excelentes professores, como os há péssimos. Nada de generalizações, por favor... Como em todos os outros ensinos, não é verdade? Cá espero um depoimento sobre as mazelas do 1º ciclo... que também as tem, claro.
Bom dia!

Didas disse...

Aquilo é tudo gajos com grandes capacidades... para se venderem e convencerem meio mundo que são bons.

polittikus disse...

Para se ser professor universitário tem que se ter no mínimo um Mestrado ou estar a tira-lo. Ou ser especialista da matéria tratada na cadeira que se é docente...

SaltaPocinhas disse...

@@ POLITIKUS: Eu tenho quase a certeza que não, não é preciso "tanto". E pelos comentários anteriores fiquei com mais certezas ainda!

Tim Bora disse...

Eu que não tenho formação superior, apenas a superior formação que esta mal levada vida me deu, penso que cada professor ou formador devia ser um pedagogo. Preocupa-me a educação das minhas filhas e o ensino em Portugal.