28 de março de 2007

Não quero pagar!

Quando foi o referendo do aborto, vi alguns cartazes que diziam, mais ou menos, "aborto? com os meus impostos, não"

Na altura fiquei a pensar que seria óptimo nós podermos escolher onde poderiam (ou não) gastar os nossos impostos!
Vai daí resolvi fazer uma lista sobre onde não quero que gastem os meus impostos:


  • alguns abortos (também)

  • despesas com bêbedos

  • as milhentas despesas com os toxicodependentes, desde seringas à borla, mais kits-de-não-sei-quê, mais centros de apoio, mais metadona, mais salas de chuto, mais, ...mais...

  • rendimento de inserção social de quem não trabalha porque não quer (até posso fornecer uma lista enorme e só dos casos que conheço!)

  • campanhas eleitorais

  • gigantescos estádios de futebol, agora praticamente abandonados


Era bom ou não era?

Adenda:
A Didas acrescentou mais estes:


  • Grandes carrões de "serviço"


  • Funcionários públicos malandros


  • Urgências sem clientes em que o dr está a ganhar e está em casa a dormir


  • Professores com horário zero


  • Viagens de políticos com graaaandes comitivas


  • Eleição para presidente da república


  • Campanhas inúteis como aquela do Ler+. Quem não lê também não é sensível a uma campanha com palavrinhas tão escolhidas


  • Há-de haver mais mas agora não me lembro.

    quem quer continuar a lista??

    11 comentários:

    José António disse...

    Concordo com algumas ideias, mas a título preventivo prefiro pagar aos toxicodependentes (bebêdos incluídos) à cabeça, a que ter de enfrentá-los nas caixas ATM.

    José Gomes disse...

    Tens ideias boas...
    Claro, por uns pagam os outros...
    Sabes, esqueci-me dos teus blogues... e hoje estou a lê-los um atrás dos outros... e estou a gostar.
    Já não vou a Aveiro há muito, muito tempo... fica uma sugestão para um fim de semana destes.
    Um bom fim de semana.
    JG

    Arte por um Canudo 2 (No Sapo) disse...

    Também gostaria de incluir na liata os pinóquios deste país.

    Didas disse...

    Grandes carrões de "serviço".
    Funcionários públicos malandros.
    Urgências sem clientes em que o dr está a ganhar e está em casa a dormir.
    Professores com horário zero.
    Viagens de políticos com graaaandes comitivas.
    Eleição para presidente da república.
    Campanhas inúteis como aquela do Ler+. Quem não lê também não é sensível a uma campanha com palavrinhas tão escolhidas.
    Há-de haver mais mas agora não me lembro.

    SaltaPocinhas disse...

    Didas
    Eu sabia que a lista estava incompleta... subscrevo completamenta os teus acrescentos!

    José antónio
    Já reparaste que pagamos as 2 coisas??

    José Gomes
    Oláaaa!
    seja bem aparecido por estas bandas e vê lá se agora não me voltas a esquecer! :(
    Olha que eu passo sempre pelo teu blog, emboara a maior parte das vezes não deixe rasto!

    Agostinho
    Quem são esses??

    Ines disse...

    Algumas ideias agradam-me - a maioria relacionadas com o dinheiro gasto em campanhas politicas, já as questões sociais me merecem um segundo olhar! Sim, considero as questões das dependencias - sociais! E acredito que se precisarem de um cirurugiao digamos por exemplo em Lamego, a meio da noite, vão querer com certeza que haja um que se levante rapidamente, e que em 15mn esteja no hospital, ou não?
    Bem são só umas considerações apressadas!

    SaltaPocinhas disse...

    Ines
    Não percebi o teu comentário, embora concorde contigo no que diz respeito às questões sociais.
    Mas é preciso muita cautela para não dar a quem não o mereça!

    Emiele disse...

    Olha Saltapocinhas é a 2ª vez que venho a este post e da primeira também «encalhei» porque me pareceste muito radical quando tocaste nos problemas sociais. Na altura estava com muita pressa para fazer um comentário que explicasse o meu ponto de vista de modo que acabei por nem dizer nada. Hoje volto e vejo que já houve quem dissesse mais ou menos o que eu ia dizer. É que temos de ter cautela em «não deitar fora o bebé com a água do banho», ou seja sabendo eu tal como tu que há quem ande a receber subsídios de um modo completamente errado a crítica a isso pode levar a dar força a quem quer simplesmente acabar com tudo isso. E a verdade é que o RMG foi das medidas mais generosas e correctas do governo Guterres. Como quase tudo na nossa terra, não foi dotado de instrumentos que o fizessem funcionar como devia, ou seja um acompanhamento social muito forte. É claro que quando uma assistente social tem medo porque uma família cigana em peso a ameaça com represálias graves se ela lhe retirar o subsídio, é evidente que com esse medo ela dá tudo o que quiserem… E se não consegue ter tempo para visitar as famílias a quem o concede para verificar se estão a cumprir o programa que foi estabelecido, a culpa não é dela. É da desorganização e ausência de técnicos como sabemos. Conheço uma assistente social na zona de Lisboa que tem 600 processos distribuídos. Não tenho a menor dúvida que ali deve haver de tudo, gente a necessitar com urgência e outros que têm muito mais rendimentos, mas com aquelas centenas de processos nunca poderá estar fundamentada.
    Agora que andamos a pagar para os tais carros de luxo etc etc etc (viste o que disse o TC hoje? Até escrevi sobre isso lá no Pópulo) e mordomias de gente que não nos faz falta nenhuma, isso não tenho a menor dúvida!

    SaltaPocinhas disse...

    Concordo contigo Emiéle: há muita gente quem o RMG veio salvar da miséria total e dar um novo alento para recompor a vida. Mas eu referia-me só a gente que o recebe e não trabalha nem dá nada em troca!
    Claro que, por falta de gente que trabalhe no acompanhamento destas pessoas as injustiças são tremendas!
    E é com essas que eu me "passo"!
    E ontem a noticia do TC...
    Nós ficamos parvos: como é posssível tanta forretice para colocar uma funcionária numa escola e tantas mãos largas para mais um inutil num qualquer ministerio!

    aflores disse...

    Infelizmente, o nosso dinheiro vai para isso e muito mais.

    Setora disse...

    Algumas dessas despesas sociais são trocos.E permitem a muita gente viver no limiar da miséria.

    Os verdadeiros roubos não são esses.

    E incomodam-me mais os traficantes de tudo (armas, droga, álcool, influências...) altamente colocados e em que ninguém toca.