24 de março de 2007

Em português, aos encontrões...


Li, não me lembro onde, alguém a reclamar por as pessoas dizerem (erradamente) "uma bebé", já que o nome "bebé" é unipessoal.
Assim sendo, para sermos correctos, devemos dizer, quando os queremos referir a uma menina "um bebé do sexo feminino" em vez de "uma bebé" como vulgarmente se diz.

Mas, com o que eu embirro mesmo solenemente é com o uso da expressão "de encontro" em vez de "ao encontro"!!
Rara é a pessoa que apareça a falar na televisão que use o termo correcto, desde os jornalistas entrevistadores até às personalidades entrevistadas.
Até os meus Golfinhos (já de férias, aqueles sortudos!) sabem que ir "de encontro" não é nada saudável!!
Apre!


Luto, todos os dias, para que se fale e se escreva bem em português.

Abomino erros ortográficos ou de construção de frases, e a nova moda de escrever "smsmês".

Mas também acho que devíamos caminhar para uma simplificação da língua, a exemplo do que fazem os brasileiros...

Espero ansiosamente que tirem, de uma vez por todas, os "p" e os "c" das palavras onde eles não se lêem!

E já agora, é mais fácil dizer "uma bebé" ou "um bebé do sexo feminino"?

18 comentários:

aflores disse...

Andas a ver o programa "Cuidado com a Língua", ou é mesmo defeito de profissão? ;) Beijinhos e bom fim de semana.

SaltaPocinhas disse...

Defeito??
Eu dou-te o defeito!
Ultimamente não tenho visto o programa, mas gosto bastante de o ver!
Bom fds também para ti!

PN disse...

Deves ter lido essa correcção na Visão, numa carta de um leitor. Quanto aos tropeções na língua, eu continuo a querer aperfeiçoar-me e a ajudar quem quer fazer o mesmo.

SaltaPocinhas disse...

@ PN: Foi isso mesmo!
Na Visão desta semana, que cabeça a minha!
Os Golfinhos já te querem escrever outra vez, a pôr outra dúvida, mas desde as férias do carnaval que estamos praticamente sem internet e nestes últimos dias tiveram tarefas sem fim: dia do pai, primavera, páscoa, fichas de avaliação... Nem tiveram tempo para te escrever!

José António disse...

Facilidades calma aí. Se as facilidades ultrapassarem o razoável lá se vai a metalinguística. E sem ela jamais haverá escritores. Essa coisas dos c e dos ps dou de barato, quanto ao bébé já tou mesmo a ver que para evitares chatices o deixas ir com a água do banho.
Bom fds

SaltaPocinhas disse...

@ José António: vou fazer-te uma pergunta muito simples, e só respondes se quiseres...
Em relação ao bebé, como é que tu dizes??

José António disse...

Sim é verdade que digo a bébé, mas se tiver que escrever preocupo-me em ser rigoroso. No alentejo, quando estou a conviver descontraidamente com as pessoas até procuro não ser picuinha, evito mesmo grandes rigores. Nunca troco a beleza da comunicação por uma articulação a preceito, ou por uma discordância em número ou em género. A escrever tento não errar. Ai a conversa é outra. O erro de que falas é recorrente, mas o último da tv resulta de um fenómeno de ultra-correcção e é divertido que se farta. É a publicidade na SIC notícias ao euromilhões. O alentejano a quem sai o dinheiro é de BEIJA.

SaltaPocinhas disse...

@ José: Assim já nos entendemos: tb sou muito mais rigorosa a escrever do que a falar (acho que todos somos)
Mas não faz mal nenhum tendermos para uma mair simplificação de alguns aspectos da língua!

Ines disse...

Olha eu nfelizmente sempre escrevi com muitos erros ortográficos...
Uma vez ouvi uma teoria em que alguém me tentava dizer que eu devo ter sofrido de uma fraca deficiencia auditiva a quando da aprendizagem da leitura/escrita e que por isso descriminava mal certos sons... per e pre, por exemplo...
Eu não sei, mas detesto esta minha caracteristica...
:(

José António disse...

Inês, essa troca aí não é por dificuldade de acuidade auditiva. Aí tem outra história. Essas trocas por deficit na acuidade são para sons muito próximos como "f" para "v".

PN disse...

Inês, por acaso fizeste algum despiste de dislexia? É que pode ser esse o teu problema. Dá aqui uma vista de olhos:

http://www.dislexia.web.pt/

Super Pinga disse...

Concordo com a tua "cruzada" pelo bom português a 100%.

Discordo em querer retirar os "c" e os "p" que não se lêem. Os brasileiros, na ânsia de simplificar, não distinguem entre um "pato" e um "pacto".
Os "c" e "p" mudos servem para acentuar a vogal anterior, como em "baptismo" ou "acção".
"Batismo" ou leva acento no "a", ou lê-se [bâtismu] em Portugal (a não ser em "Câscais". :D

Bom trabalho e bom blogue!

mixtu disse...

uma bébé, claramente
e eu não vou de encontro a ti, e mais... nem ao encontro, senão passavas o tempo a corrigir-me, :)
besitos

Antero Ferreira disse...

Espero que a Língua Portuguesa continue LÍNGUA PORTUGUESA e não brasileira. Tenho visto nas várias tvs; Rtp 1 e 2, Sic e Tvi a frase: Foi matado no Porto um homem de 53 anos? ou será: foi morto no Porto um homem de 53 anos? Para mim é a segunda, será que estou certo?
Obrigado.

SaltaPocinhas disse...

Olá Antero
Bem vindo! Diz-se "foi morto" e "ter matado", acho eu!
Mas o melhor é perguntar à Paula (PN) que ela além de saber responder sabe explicar a razão.
Eu vou pôr-lhe a pergunta, já que ela tem um blog onde tira dúvidas de português.
Ou então, se leres isto, clica no "PN" e vais dar com o blog dela.

Inês
A Paula já te respondeu. Essa "confusão" tem mais a ver com dislexia.
Tal como diz o Zé António deficiencias auditivas têm mais a ver com confusão se sons parecidos.

super pinga
Bem vindo e volta sempre!

Mixtu
Seja bem aparecido!
E eu não corrijo ninguém, até porque não sei o suficiente para isso... A não ser que seja uma asneira muito grande! :)

Antero Ferreira disse...

Mais uma dos nossos queridos governantes (são muito lindos), não é que agora mudaram o nome de Algarve para ALLGARVE!!!!!!!!!!!!!
devem ter o cerebro ligado aos intestinos.

bell disse...

Não me choca nada usar "a bebé" na linguagem coloquial. Como disse o José António, não vamos "estragar" a conversa, interrompendo-a com correcções sistemáticas. Além disso é uma questão de defender o nosso género! :))

Quanto à "dúvida" do Antero: com o auxiliar ser usa-se o particípio irregular (morto, aceso, impresso); o regular(matado, acendido, imprimido)
é usado com os auxiliares ter ou haver.

Didas disse...

Oh que bebé do sexo feminino tão giro!!!

Achas??? Lol!!!