24 de novembro de 2006

Mas os filhos estorvam??

Chego da escola molhada (qb) e chateada (bastante!)
Acontece que, a juntar ao temporal, por volta das 15:40 faltou a luz na escola (e em toda a aldeia).
Uma hora depois era quase noite fechada e a maior parte dos alunos continuava na escola, nos "prolongamentos".
Só algumas mães tiveram o bom senso de, vendo que não havia luz, virem buscar os filhos mais cedo...
Claro que não me refiro às que trabalham fora de casa, mas havia imensas crianças que, com as mães em casa, continuaram na escola naquelas condições!

Eu, que sempre gostei de ter os meus filhos perto de mim, não entendo estas pessoas a quem parece que os filhos estorvam!

12 comentários:

Anónimo disse...

Há um problema gravíssimo de desinvestimento das famílias com consequências ainda desconhecidas (em educação os efeitos são a longo prazo). Para já nota-se ao nível do comportamento das crianças. E o que se nota aliado, à impossibilidade de exercer autoridade, por parte dos professores, é um caldo que dificulta seriamente a aprendizagem. Para além de desgastar bastante os professores.

bell disse...

Para alguns pais, estorvam mesmo.

Anónimo disse...

é como eu digo... para os fazer faz-se muito bem... para os ter... já é outra coisa!!!
claro que para as mães que trabalham fora não tinham hipótese mas as que estão em casa???
provavelmente as mães que estavam a trabalhar estavam bem mais preocupadas e ansiosas de ir buscar os filhos... enfim...
é a vida!!
bjokas da anokas ;)

Anónimo disse...

è duro mesmo! Sinto que cada dia mais os pais querem jogar a responsabilidade de toda a cria~ção dos filhos p a escola.

Paula disse...

Para alguns estorvam, então não é melhor estar quietinho no seu canto sem ter que aturar os filhos? Os professores que os aturem que é para isso que lhes pagam, ora essa!!

Arte por um Canudo 2 disse...

Parece estar na moda os filhos não estarem junto dos pais.Por isso se verifica cada vez mais a má educação de muitos miúdos. Eu compreendo porque são filhos do "ninguém" e quando precisam dos pais eles não estão lá para os ajudar.Repara que quase todos os pais (pais modernos, julgam-se assim) acham bem que um filho seu entre às primeiras horas da manhã para uma escola e só saia de lá direitinho para a cama.Nem chegam a ver os filhos.Também pode-se dizer que é a sociedade que o exige, mais horas de trabalho, maior produtividade, etc., mas algo terá que se fazer porque a nova geração não conhece o conceito de familia.Mas aqui e neste caso nem isso, porque as mães estavam em casa.Boa semana. Bjs

Quiron disse...

Uma sociedade que se vira toda para a produção sem cuidar da reprodução nem da vida é uma sociedade doente.
Um governo que erige esta doença em filosofia política é um governo criminoso.

Anónimo disse...

Sabes, Saltapocinhas, a realidade que conheço não são famílias onde a mãe esteja em casa, portanto nesse caso entende-se que não vá buscar o filho mais cedo. Mas se no teu meio, tens mães 'domésticas', então bem sequer entendio que as crianças estejam na escola mais tempo do que o tempo lectivo. Parte das actividades extra-curriculares são afinal as de «apoio à família», os velhos ATL. E isso foi criado para ajudar a ocupar o tempo em que não há ninguém em casa.
Voltando á tua pergunta, não sei se «estorvar» será o termo, mas que realmente uma grande parte dos pais se demite de educar os filhos, não pode haver dúvidas. E o tempo em que está em casa, seria tempo para educar, para criar regras, para dar modelos de comportamento, para trocar ideias, para conhecer melhor os filhos.
É inaceitável que não seja aproveitado.

mfc disse...

Julgam que estão "entregues" e que a escola tem que tratar deles!
São uns animais,,,, zinhos!

contradicoes disse...

Para alguns pais quando os não têm anseiam por tê-los mas depois de passarem pela experiência, insisto, alguns, reconhecem que são uma maçada
por isso quando pode evitar a dita, aproveitam. Grato pelo comentário, sempre bem-vindo.

Zé (do beco) disse...

Tenho uma filha com 24 anos que sempre foi a minha companhia. Sempre tive mais possibilidade de sair do emprego do que a mãe e enquanto o pudor a não deixou envergonhada, era eu quem a levava ao médico. Demos sempre longos passeios e nunca, nem na adolescência, fizemos férias separados. Nunca deixei que alguma coisa interferisse com a relação familiar. A família primeiro que tudo, foi sempre o meu lema.
Hoje, a minha filha de 24 anos, é professora e eu reformei-me cedo e quando temos tempo vago, é ela a primeira a convidar-me para sair. Continuamos a dar os nossos longos passeios pelo campo, à beira-mar ou, simplesmente, num centro comercial e eu sou um pai orgulhoso por ter a companhia de uma filha que a isso nunca foi forçada.
Um dos grandes problemas da nossa sociedade é que muitos pais são capazes de oferecer um telemóvel de última geração a um filho quando termina a primária ou um GT Turbo-diesel quando vão para a faculdade mas poucos estão presentes quando é necessário educar ou abraçar.

Anónimo disse...

por um acaso, sou uma das famosas mães, trabalhadora que fui buscar os meus filhos mais cedo.FAMOSA porque, também me faltou a luz no trabalho e tive de desmarcar as clientes,mas ainda bém,concegui ir cedo para casa,acendi a lareira dei banho aos meus filhos e curtimos o sofá durante 2horas,coisa impossivel nos outros dias da semana.como é bom abraça-los,beijá-los,nem que isso por vezes os estrague.