14 de novembro de 2006

Importa-se de repetir?

Segundo a nossa Ministra da Educação, os professores não vão integrar os quadros de supranumerários.
Há trabalho para todos, a saber:

... «a tutela vai apostar num complemento de formação especializada para os docentes sem horário atribuído que habilite os professores a desempenhar funções técnicas nas escolas, como "o apoio à biblioteca, a manutenção do edifício, o apoio jurídico, o apoio social e a orientação vocacional". »

No mesmo saco aparecem as expressões " complemento de formação", "professores", "funções técnicas" e, a cereja em cima do bolo, "manutenção do edifício".
E é esta última que me faz acreditar que, das duas uma: ou eu não sei português, ou a ministra não sabe português, ou anda tudo doido...

Alguém me sabe esclarecer???
(não vale dizer "anda tudo doido!!")

17 comentários:

Anónimo disse...

À cautela já encomendei, uma talocha e uma colher, escopro, maçeta, vassoura e pá, nunca se sabe, LOL.

bell disse...

Eu ouvi dizer que íamos fazer a limpeza das instalações, casas de banho incluídas!!

SaltaPocinhas disse...

Pois eu acho uma excelente ideia!
Já viram o que é despegar do trabalho e não ter TPC??

Emiéle disse...

Anda tudo doido, Saltapocinhas.
Nhã, nhã, nhã, nhã!!!!
(é que também não sei ler!)

mfc disse...

Manutenção do edifício??!!
Tás feita!!
...isso é trabalho de trolha!

Farpas disse...

Eu ouvi dizer que os mais altos vão mudar lâmpadas e os mais baixos vão tirar as pastilhas de baixo das mesas... mas neste momento não posso confirmar.

Hindy disse...

Parece impossível! A ministra é completamente ridícula!

Beijos "à moda " da Hindy! :o)

miguel disse...

Devemos estar a falar na Escola Superior Técnica de Trolhas!

Claro que tem toda a razão...

Quem somos nós para duvidar???

Beijos,
Miguel

Anónimo disse...

Ai saltapocinhas... É a OTA! Quando escrevi sobre globalização já temia os torcicolos nos alentejanos com tanto corvo a motor a passar por cima daquelas cabeças. Pelos vistos ainda temos de rapar mais aos professores. Andam doidos? Doidos iremos nós ficar. Repara como eles andam com a "banca ao colo". Até as multas lhes perdoam... Tá lindo! A ideia é porem-nos e bater palmas e a dizer em uníssono: Olha Tantos Aviões! Que giro...

Didas disse...

Desculpa destoar, mas na verdade acho que nós, funcionários públicos com profes incluídos, temos que valer o que ganhamos, porque somos pagos com o dinheiro dos impostos dos outros. Se um professor não serve para dar aulas, ou não há alunos que cheguem para ele, não lhe caem os parentes na lama se for fazer outra coisa qualquer. Pagar-lhe para o gajo dormir é que não está bem.
E isto é bem sério. Somos um país de gajos instalados nos seus velhos hábitos que, se não se mexer, não vai a lado nenhum.
Vá, agora podem-me expulsar daqui ao pontapé.

Emiéle disse...

Didas, deixe-me meter a colherada num blog que não é meu, mas enfim os comentários são «de todos» não é?
É que diz coisas que são em parte justas mas um pouco desadapatadas a este caso em concreto. E antes do mais, eu sou sensível à frase de que «somos pagos com os impostos dos outros», porque não é dos outros e sim de todos, uma vez que também os pagamos e nem podemos fugir disso como tanta gente faz...
E depois, é claro que não caem os parentes na lama a um professor (que eu nem sou) por efectuar outro trabalho, mas não lhe parece absurdo o exemplo que é dado em itálico, sobre a manutenção do edifício? saltapocinhas não criticou as outras opções, porque isso seria sensato, creio que uma pessoa com valores justos, não gostará de ser pago e não trabalhar, mas trabalhar para aquilo para que tenha preparação...

Paula disse...

Por acaso essa da manutenção é boa poupa-se em funcionários tipo pintores, electricistas, carpinteiros,vidraceiros... mas a vassoura, a pá, as casas de banho e outras que tais também já estou habituada, não costumo ter auxiliar por isso se me "reconverterem" talvez tenha opção de escolha, quero a vassoura e a pá!

Anónimo disse...

Olha, li o que escreveste e li os comentários e não posso deixar de lembrar ao "didas", que a exigencia devia começar por cima.
-Quanto nos custa, um governante, por mês?
-Será que são competentes, ou dariam uns trolhas excecionais?
Não gosto nada dessas coisas "didas", porque são injustas, mas nunca o correria a pontapé como sugere. Terá é que entender as coisas, como elas são e como diz a Emiéle os comentário, são de todos, uma coisa que os impostos, não são e os governantes, também.
Para ti Raposinha, garanto-te que nunca irás fazer outra coisa, pois seria uma indignidade.
José Palmeiro

SaltaPocinhas disse...

Didas, ia responder-te mais ou menos como a Emiele o fez: também não concordo quando dizes que são "os outros" que nos pagam o salário. E nós não pagamos impostos?
Essa é uma das afirmações que me deixa de cabelos em pé...
De resto, eu acho muito bem que os professores, não tendo alunos, façam outro tipo de trabalho, mas que tenha alguma relação com os alunos.
A expressão que mexeu comigo nas palavras da ministra foi a "manutenção das escolas".
mas que raio é isso??

Didas disse...

Quando falo dos outros falo dos que produzem riqueza. Nós não produzimos nada. Por isso, tem que haver comedimento no número e nas baldas. Só isso.

Anónimo disse...

desculpa lá didas, ia comentar simplesmente o post da saltapocinhas, mas deparei-m mais uma vez cm comentários...bem...enfim...nem comento! S visses a minha cara percebias logo. Gostaria d continuar a leccionar, mas s um dia isso n fôr possível eu própria mudarei d ramo. Cm ainda (8 anos d ensino)n entrei nos quadros após ter saído dum curso cm boa média, ser-m-á + fácil mudar, talvez imigrar, pq ainda n passei d reles contratada. E sim, a mim caem-m os parentes n lama s tiver q fazer algo q n goste ou q n tenho formação. N somos carneiros, somos pessoas cm vontade própria e sonhos e temos td o direito d lutar por eles. Diminuam as turmas, reformem os colegas bem antes dos 65 anos....há mts e mts medidas. Eu tenho a consciência limpa....n votei neles!!!!

PN disse...

Olha não tinha ouvido essa... Bem, parece-me que o meu pai vai mesmo ficar sem emprego (Auxiliar de Acção Educativa encarregue da manutenção).