22 de novembro de 2006

Sempre fui contra

as aulas de substituição.
Não só a pensar nos professores (mas também), mas principalmente a pensar nos alunos.
Os "furos" são tempos sem aulas, importantíssimos para a socialização dos alunos, para conviver, para estudar, para espairecer...
(é claro que não me refiro a furos sucessivos, com manhãs ou tardes inteiras sem aulas, mas a uma dose "normal" de furos).
Quando um professor está doente é dever do ministério substituí-lo, nem que seja por uma semana.

No 1.º ciclo, onde a falta dum professor tem enormes repercussões (especialmente em escolas pequenas), nunca ninguém se preocupou com isso!
E vêm agora preocupar-se com alunos do secundário!
Com jovens que já têm idade e capacidade para saberem o que andam a fazer na escola!
Que se são bons estudantes sabem gerir os seus tempos livres, incluindo os "furos".
Se andam na escola a passear os livros também não são as aulas de substituição que os vão tornar bons estudantes!

Estou com os grevistas!

15 comentários:

Hindy disse...

É bem verdade!

Beijinhos :o)

bell disse...

Sou totalmente contra as aulas de substituição, mas, quando os vejo na televisão a protestarem dizendo que nas aulas de substituição jogam às cartas, pintam as unhas, brincam,... não posso deixar de pensar que vai sobrar para nós. A ministra e a sua equipa já deixaram bem claro que não abrem mão das aulas de substutuição e com estes trunfos dados pelos estudantes, as regras vão ser mais rigorosas.

Anónimo disse...

Sou a favor das aulas de substituiçao, tenho argumentos, mas vestindo a personagem de Pong, mantenho-me ignorante.

Carla Silva disse...

Como mãe sou contra as aulas de substituição - concordo quando dizes que esses "furos" deveriam servir para os alunos se conhecerem melhor.
Beijinhos e um bom fim-de-semana.

PN disse...

Eu até concordo em certo ponto com aulas de substituição no Ensino Básico, mas no secundário não vejo qualquer necessidade. O problema que aqui se coloca é que as escolas não têm possibilidade de gerir os horários de forma a que haja sempre um professor da disciplina do professor que está a faltar para o substituir. Daí que as aulas de substituição se tornem uma grande treta para os alunos. No secundário, por exemplo, até devem prejudicar os alunos que poderiam aproveitar a hora do "feriado" para prepararem trabalhos para outras disciplinas.
As aulas de substituição só trazem uma vantagem: evitam que os alunos andem uma hora e meia "à solta" pela escola, incomodando o decurso das outras aulas e destruam a propriedade escolar.

SaltaPocinhas disse...

Até agora apenas o Pong (obrigada pela visita!) se manifestou a favor das aulas de substituição, dizendo ter as suas razões.
Pena não as ter partilhado!
Concordo contigo PN, os mais pequeninos precisam de ser orientados (mas não de qualquer maneira, como está a acontecer)
Quanto aos do secundário não cabe na cabeça de ninguém!!

josé palmeiro disse...

Depois de ler o que escreveste, só me resta concordar inteiramente.
Lembrei-me do meu tempo de estudante, que bom ter um furo e gozá-lo!
Se o professor, porque motivo fôr, tiver que faltar por mais tempo, o dever do ministério é substituílo, como dizes e quanto ao pré-escolar e 1º ciclo, é como dizes, esquecimento total.

Anónimo disse...

Acabei de sair de uma reunião com a Presidente do C. Executivo (só deu mesmo tempo para postar uma farpa)a propósito do tema. A coisa é de gritos e apitos. A incoerência de tudo isto é revoltante. Não vou falar aqui no meu caso que é particularíssimo, nem de algo que se tenha passado nessa reunião, mas há uma coisa que me surpreende. Então pedem a um professor titular de turma que faça substituições na componente não lectiva e, em simultâneo, consideram componene lectiva quando é uma vice-presidente ou um assessor? Oh Diabo!

Polarito disse...

Venha alguém que dê meia volta ao planeta para ver se entramos de novo no eixo correcto...

mfc disse...

Pois eu acho que as aulas de Educação Sexual ganham em serem substituídas por Educação Física aplicada ao tema!

Disse...

miguel disse...

Sou a favor.
Não me tranquiliza ter os miúdos à solta no mundo que hoje temos...

Também não gosto de greves.
Não deviam existir... (bate-me, mas é o que acho)

Beijos,
Miguel

aflores disse...

Faço copy past do comentário que deixei no blog do Agostinho:"A minha filha mais nova ( a GiraFlor) seria a pessoa mais indicada para aqui deixar a sua opinião. É aluna do 11º ano e há muito que disse cá em casa, que é contra as aulas de substituição nos moldes em que a maior parte das mesmas funcionam. No entanto também já teve aulas de substituição com professores da mesma área e que aproveitaram a aula para tirar dúvidas e fazer exercícios tendo em vista o próximo teste. Sorte? Talvez, mas jogar cartas, dominó ou falar de outra coisa qualquer, acho uma falta de respeito por quem anda a estudar e por quem anda a pagar esses mesmos estudos". Bom fim de semana.

Didas disse...

E cá venho eu outra vez meter nojo, lol!
Estes meninos do secundário, tão rebeldes a fazer manifs contra as aulas de substituição, e tão bem treinados pelos seus professorinhos, que tratam desde a primeira hora de avacalhar o conceito de aula de substituição a ver se se livram do trabalho.

Anónimo disse...

Didas, para poder concordar ou discordar, tenho primeiro de saber qual o teu conceito de aula de substituição. O preconceito em relação aos jogos é evidente. Dependendo do jogo e da idade dos jogadores, poderei estar de acordo ou não.
E que tal ser a Assembleia de Escola a ajudar a afinar o conceito de substituição? Não será essse o espírito da Lei?

magouveia disse...

Só umas perguntinhas:

Houve ou não houve sempre furos?
Todos nós que estudámos, deixámos de aprender por causa disso? Deixámos de tirar um curso? Deixámos de ter uma profissão?
Não foi a escola que nos preparou para a vida activa?
Alguém vai dizer-me que os seus professores nunca faltaram?
Ah, já sei, hoje é mais perigoso deixar os meninos à solta... pois então senhores papás, eduquem-nos, responsabilizem-nos para saberem aproveitar o tempo do tão abençoado furo (como no nosso tempo :)!