31 de janeiro de 2006

Jantar na capital

Ontem fui jantar a Lisboa...
Saí de casa cerca das 18.30 e à 1 e pouco da manhã estava de volta.

O restaurante, no Vasco da Gama, acho que se chamava "Lusitânia".
A ideia era ir à Portugália, mas enganámo-nos na porta...
Coisas que acontecem aos provincianos!
Quando vimos que estávamos no restaurante "errado" já estávamos (bem) instalados e sem vontade de mudar.

E a história podia ficar por aqui e iam ficar todos a pensar que eu não bato bem (o que não é nenhuma mentira) ou então que não tenho mesmo mais nada que fazer, nem ao tempo nem ao dinheiro...

Mas não, tive de sair por um motivo nobre: ir ao aeroporto buscar a filhota e o genro, que estiveram uns dias na Madeira.
Eles mereceram o "mimo": primeiro porque foram em trabalho e depois porque assim me desampararam a loja por 5 dias!!

29 de janeiro de 2006

Uma fotografia por domingo (3)

Desta vez as fotografias não são minhas.
Mas, como a notícia de hoje foi a neve, e aqui em Aveiro toda a tarde o sol brilhou intensamente (snifff), eu resolvi publicar estas gentilmente enviadas pelo meu amigo Figueiredo que ficou todo feliz por nevar lá para os lados dele!



Hoje à tarde, em Ourém

... e professores-a-horas

Eu sei que hoje é dia de fotografia, mas não podia deixar escondido nos comentários este desabafo de uma professora, como tantas deste país, que tem um horário incompleto.
Mais uma prova de que se querem fazer omeletas sem partir os ovos e de que esta ministra não está a ir pelo caminho certo...
Os ovos vão partir, se não for a bem vai ser a mal, porque da maneira que as coisas estão é que não podem continuar!
Há professores a mais?
Então tenham coragem e fechem as escolas de formação de professores!
Pelo menos não criam falsas ilusões a pessoas que tiraram cursos especificamente para dar aulas e trabalham agora nas caixas dos hipermercados ou são mão-de-obra-barata que fazem trabalhos especializados (mas mal pagos e precários) para editoras!
E agora o comentário da PN:

«Ultimamente tenho ouvido tanta coisa, tenho visto tanta coisa, tenho lido outra tanta que me desgosta, me desmotiva e me deixa quase à deriva sem saber ao certo o que fazer.
Afinal ando a investir numa profissão que me querem praticamente impedir de exercer.
Na escola vejo os colegas desmotivados, cansados, a entrar na escola às 8 e meia e por vezes a sair às 8 da noite, a serem obrigados a faltar para poder fazer algo que é trabalho para a escola como corrigir testes, a roubar o tempo com a família para planificar aulas.

E no meio destes professores cansados e sobrecarregados, estão professores de part-time, como eu que não sabem se irão ter alguma hipótese de trabalhar a tempo inteiro algum dia ou se será preferível deitar fora 10 anos de investimento e um sonho.»

27 de janeiro de 2006

Professores-a-dias

Venho anunciar o nascimento de uma nova profissão: a dos professores-a-dias.
Além das 25 horas lectivas semanais sem direito a nenhuma redução ao longo de toda a carreira, inventaram agora mais duas horas lectivas semanais para os professores do 1º ciclo.
Até aqui tudo (mais ou menos) bem: ficar mais tempo na escola e aproveitá-lo para ajudar alunos com mais dificuldades, ou fazer sem "remorsos" aquelas actividades que às vezes se deixam de fazer porque o português e a matemática nos "roubam" muito tempo, ninguém contestava...

Mas o ministério não se ficou por aqui: descobriram agora que os prolongamentos até às 17:30 não estavam a ser feitos na maioria das escolas!
Grande descoberta! Quando todos sabemos (parece que a ministra não sabia!!) que a maioria das escolas tem 2 ou 3 professores e a semana tem cinco dias, como podem fazer um prolongamento diário?

Vai daí apareceu um outro nome para os professores: a partir da altura em que largamos os nossos alunos deixamos de ser professores e passamos a "professores-a-dias" ou, para quem gosta de títulos mais pomposos, passamos a "recursos".
E que fazem os "recursos"?
Pois os "recursos" vão de escola em escola tapar os tais buracos que os professores de lá não conseguiram tapar!
No seu carro, a gastar da sua gasolina!
Giro não é?

Ao longo de 25 anos de serviço já me tinha chateado, arreliado, preocupado e outros "ado" com as diversas medidas (ou ideias de jerico) que cada ministro manda cá para fora para mostrar que tem ideias e é inovador.
Desta vez (e pela primeira vez) cheguei à indignação!
E não sou só eu, somos muitos, cada vez mais...
Os sindicatos fazem o seu papel, ou seja, nada.
Os professores que gostam do seu trabalho e que fazem muito mais do que lhes é exigido, estão a ficar cada vez mais desmotivados, tristes e revoltados!

Esta história não é das minhas preferidas: não vai acabar aqui e muito menos vai acabar bem!

25 de janeiro de 2006

Estou viva (ainda!)

Entre reuniões, acções de formação,outra vez reuniões, telefonemas a "entidades", e sei lá quanta burocracia, lá vou arranjando uns intervalinhos para dar aulas.
Passar por aqui ou por outros blogues, ler correio e responder é que não dá!
É só para dizer que estou viva!

Para lá de cansada,
constipada,
cheia de tosse
e quase afónica,
mas viva!


Já agora, alguém me sabe dizer como se faz ponto inglês?
Tenho a lã, tenho as agulhas, mas quero fazer o cachecol em ponto inglês e não sei fazer!!
Preciso de aprender com urgência antes que espete as agulhas em alguém! (e a lista é jeitosa!)

23 de janeiro de 2006

Ontem Cavaco Silva

ganhou as eleições e é o novo Presidente da República.
(se não fosse o meu blog alguma vez descobririam tal coisa?)
Por uma unha negra, mas ganhou e pronto!

Não votei nele, mas mais de metade dos portugueses que foram cumprir o seu dever cívico, votaram.
Não estou muito preocupada.
Apesar de nunca o ter achado uma figura simpática, gostei do discurso que fez logo que soube que tinha ganho: há muito tempo que não se ouvia um discurso que não fosse "tadinhos, somos pobres, moramos longe, estamos deprimidos, bla, bla, bla"...
Fez um discurso optimista que gostei de ouvir.

Outra coisa que me alegra nesta eleição é a de que a vida dele possa servir de exemplo a muita gente: oriundo de uma família relativamente pobre, os sacrifícios que teve de fazer para estudar - que nem passam pela cabeça de muitos "betinhos" dos nossos dias para quem só o esforço de carregar os livros é demasiado - mostrar o valor da força de vontade, do trabalho e da tenacidade.
E tenho a profunda convicção de que Cavaco Silva é um homem honesto, daqueles honestos à moda antiga para quem um aperto de mão vale tanto como um papel assinado.

Também me dá uma certa satisfação ver aqueles intelectuais-que-escrevem-artigos-de-opinião-nos jornais-de-referência-e-têm-programas-na-televisão terem de engolir este sapo.
É que nunca percebi porque hostilizavam tanto Cavaco Silva: não pelos seus ideais (o que seria normal e compreensível) mas por ter nascido no Algarve (e não na Lapa ou outro sítio igualmente chique), ser filho do dono da bomba da gasolina que não é doutor nem tem uma árvore genealógica que se apresente...

E espero estar certa nas minhas convicções para bem de todos nós!

22 de janeiro de 2006

Uma fotografia por domingo (2)

Continuo com paisagens, que ainda não sei "fazer milagres" no photoshop...
Esta é dedicada ao meu amigo AFlores

Santa Luzia (Algarve, 2003)

20 de janeiro de 2006

Histórias de interruptores

Um dia destes o meu filho contava dum colega que tem um avô que, quando uma lâmpada lá de casa se funde, põe a culpa no desgraçado que teve o azar de ligar o interruptor no momento fatídico...
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Nesta altura as caixas de correio dos nossos computadores ficam atafulhadas de caricaturas dos candidatos, gaffes dos candidatos, foto-montagens com os candidatos, enfim...
Pela minha parte fiz o favor à humanidade de não reenviar nenhum!

Mas admira-me que ainda hoje, tantos anos passados, as duas maiores críticas feitas ao candidato Soares sejam precisamente duas situações em que ele não tem (teve) nenhum poder de interferir: a idade e a descolonização.
Recebi mensagens de verdadeiro ódio contra Soares, escritas por pessoas que viveram em África e sofreram e ficaram traumatizadas com a descolonização.
Quem cá estava nessa altura sabe o caos que por aqui ia...
Não se sabia muito bem quem mandava em quem, quem ditava leis hoje amanhã poderia já não o fazer...
Se cá não se conseguiam controlar as situações, como controlá-las lá tão longe?
Se vamos arranjar culpados para o desastre que foi a descolonização temos de recuar até à altura em que começou uma guerra que jamais devia ter começado.
Nessa altura, com calma as coisas deviam ter sido negociadas a bem de todos.
E as pessoas que viviam nesses países em guerra deviam pelo menos ter uma ideia de que aquela situação não se poderia prolongar indefinidamente e que, como todas as guerras, não iria ter um fim muito feliz!
Eu gostava de saber o que pensam hoje essas pessoas que vieram de África e que agora têm filhos com 19 ou 20 anos o que achavam se lhes pegassem nos filhos e os mandassem para uma guerra absurda, do outro lado do mar, para uma terra que nunca tinham visto, que não conheciam nem amavam nem queriam defender!
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Mário Soares foi apenas o homem do interruptor!
(e isto não é campanha eleitoral que eu nem vou votar nele... pelo menos não na primeira volta !!)

17 de janeiro de 2006

Primeiro aniversário dos Golfinhos

O Blog dos Golfinhos festejou hoje o seu primeiro aniversário.
Teve direito a bolo (oferecido por uma avó-golfinha) e a ouvir cantar os parabéns...

Modéstia à parte, acho que todos merecemos os parabéns:
os meus alunos que se têm entusiasmado tanto com o blog que por vontade deles passavam a vida a ir lá contar tudo e mais alguma coisa;
eu, que trabalho para lá das 35 e das 40 e sei lá das quantas só porque gosto e não porque sou obrigada por nenhum decreto-lei;
e finalmente todos os que por lá aparecem a comentar e a entusiasmá-los.
Cada comentário recebido é uma festa e agora que já temos internet na sala e que eles são mais autónomos a escrever, vou tentar que respondam aos comentários (enquanto respondem estão a construir um texto e nem dão por ela!)



Passem por lá e provem uma fatia de bolo de iogurte!

16 de janeiro de 2006

Estado de sítio

Diz ela "sabes onde estão as embalagens de gel de banho e os frascos do champô?"
Responde ele "acho que estão dentro do tacho"

Não é nenhuma cena dum filme maluco, é mesmo na minha casa!
A minha filha vendeu o apartamento onde morava a um apressado que o quer para já, e o que ela comprou ainda não está pronto. Por isso pediu guarida cá em casa...
Como esta situação coincidiu com a vinda do carpinteiro para montar dois guarda-roupas no sótão, instalou-se a confusão!

Resultado: não se podendo instalar no quarto do sótão estão instalados "por aí" e há tarecos deles em todos os cantos!
(em todos os cantos cá de casa e também em diversos locais de Coimbra!!)
Isto não parece uma casa, parece um acampamento de escuteiros desarrumados!

Deve ser parte do castigo divino por eu ter transformado o ex quarto dela no meu novíssimo escritório (que antigamente era... no sótão!)
Mas eu gosto... Por uns tempos voltamos a ser quatro à mesa e nas conversas ao serão

15 de janeiro de 2006

Uma fotografia por Domingo

Tendo por aqui algumas fotografias, mas não as suficientes para fazer um fotoblog (nem fotos nem tempo!), roubei a ideia ao MFC.
Ele publica uma foto por dia, eu vou tentar publicar uma foto por semana, mais propriamente aos domingos que é quando não há nada para contar!
Em princípio vou tentar publicar só fotos minhas (e não de mim, isso só quando dominar as técnicas do photoshop para ficar sempre linda, magra, brilhante e morena!!).



Esta foi tirada na Serra da Estrela em Maio de 2003.
(clicar para aumentar)

13 de janeiro de 2006

Que escandaleira!

O "prato do dia" de hoje foram as escutas telefónicas...
O meu blog não se mete em política, já o disse várias vezes (pronto, nem sempre faço o que digo!).
Mas o caso de hoje tem contornos muito feios: eu sempre ouvi dizer, desde pequenina, que é feio ouvir atrás das portas ou ouvir as conversas dos outros!
Pior ainda é que a notícia já chegou ao Brasil, país exemplar, incorruptível e com excelentes jornalistas como poderão comprovar
com esta notícia!!
Imperdível!
Imperdoável não dar lá uma espreitadela! (depois não digam que não avisei, eu que até sou autosuficiente e não costumo usar links!
Mas, se pusesse aqui o que quero que vejam in loco não iam acreditar!)

12 de janeiro de 2006

Jogo da (in)Glória

Todos conhecem o "jogo da glória": vamos atirando os dados e vamos andando umas casinhas para a frente até chegar à meta e ganhar...
De vez em quando no meio do jogo há umas casas com "castigos" para atrapalhar ou com "prendas" para ajudar.

Ontem e hoje andei num verdadeiro "jogo da glória" só que em vez de dados e pinos tinha um telefone e pelo caminho só há castigos.
E também ainda não cheguei à meta!

Não vou entrar em grandes pormenores porque não quero nomear ninguém, pelo menos por enquanto.
Só vos conto que, para saber em que pé está a resolução do problema (muito grave) de uma criança, fiz e recebi, entre ontem e hoje, mais de dez telefonemas a 5 (cinco) entidades diferentes.
Fui sendo recambiada (quase sempre com música a acompanhar) de uns serviços para outros (ia dizer até à glória final, mas não houve glória nenhuma...)

De todas as pessoas com quem falei as respostas variaram entre "não é connosco", "a doutora está em reunião", "não consta cá ninguém com esse nome", "a doutora já saiu", "não sei como resolver", "a professora é que tem de denunciar a situação" (a quem?????????), "a doutora está em formação" (por acaso ontem também tive formação, mas foi depois do trabalho, não durante)...
Até que hoje, quando já só havia duas hipóteses, ouvi novamente o "não consta aqui nos nossos serviços, mas vou ligar-lhe para xxxxx e lá devem saber com certeza", o meu coração até deu um pulo: estava finalmete a chegar à meta!!
Uns minutos e mais umas músicas depois, a mesma voz "vai ter de voltar a ligar amanhã, é que são 17.11 e o serviço fechou às 17"

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Não vou começar agora a abandalhar o meu blog com palavrões, mas lá que apetecia, ó se apetecia!

11 de janeiro de 2006

Cuidado com os desejos!!

Hoje foi um dia daqueles em que há muito trabalho e só aparece gente ou incompetente, ou a chatear, ou a pedir-me coisas que nem sei se sei fazer...
Sem vontade de escrever, mas sem dispensar a minha voltinha pelo correio, vi que tinha recebido esta delícia que me fez rir à gargalhada num dia tão chato.
Espero que se divirtam também, que a vida são dois dias e um já passou!
Obrigada António!

Um homem entra num restaurante com uma avestruz atrás dele.
A garçonete pergunta o que querem.
O homem pede :
"Um hambúrguer, batatas fritas e uma coca".
E vira-se para a avestruz:
"E você, o que vai querer?"
"Eu quero o mesmo", responde a avestruz.
Um tempo depois a garçonete traz o pedido e a conta no valor de R$ 32,50.
O homem coloca a mão no bolso e tira o valor exato para pagar a conta.

No dia seguinte o homem e a avestruz retornam e o homem diz:
"Um hambúrguer, batatas fritas e uma coca".
E vira-se para a avestruz:
"E você, o que vai querer?"
"Eu quero o mesmo ", responde a avestruz.
De novo o homem coloca a mão no bolso e tira o valor exato para pagar a conta.
Isto se torna uma rotina até que um dia a garçonete pergunta:
"Vão querer o mesmo?"
"Não, hoje é sexta e eu quero um filé à francesa com salada", diz o homem.
"Eu quero o mesmo" diz a avestruz.
Após trazer o pedido, a garçonete traz a conta e diz:
"Hoje são R$87,60."
O homem coloca a mão no bolso e tira o valor exato para pagar a conta, colocando em cima da mesa.
A garçonete não controla a sua curiosidade e pergunta:
"Desculpe, senhor, mas como o senhor faz para ter sempre o valor exato a ser pago?"
E o homem responde :
"Há alguns anos atrás eu achei uma lâmpada velha e quando a esfregava para limpar, apareceu um gênio e me ofereceu 2 desejos.
Meu 1º desejo foi que eu tivesse sempre no bolso o dinheiro que precisasse para pagar o que eu quisesse.
"Que idéia brilhante!" falou a garçonete. "A maioria das pessoas deseja ter um grande valor em mãos ou algo assim, mas o senhor vai ser tão rico quanto quiser, enquanto viver!"
"É verdade, tanto faz se eu for pagar um litro de leite ou um Mercedes, tenho sempre o valor necessário no bolso." respondeu o homem.
E a garçonete perguntou :
"Agora, o senhor pode me explicar a avestruz?"
O homem faz uma pausa, suspira e responde:
"O meu 2º desejo foi ter como companhia alguém com um rabo grande e pernas compridas, que concordasse comigo em tudo."

9 de janeiro de 2006

Voltei a ver o padeiro, iupiiii!

Ver, mesmo ver, não será, que ele passa antes das 8 da madrugada e a essa hora eu ainda tenho muito que dormir...
Mas pronto, às vezes ouço-o se ele bate o portão com mais força e readormeço imediatamente...

Ninguém imagina o que tem sido a minha vida sem o meu querido padeiro!
Experimentei pão de todas as padarias de Aveiro e arredores e, em cada padaria, diversos tipos de pão.
Nunca gostei de nenhum: ou era balofo, ou empezinhado, ou cheio de fermento.
Tinham todos, no entanto, uma característica em comum: eram salgados!
Ou melhor, muito salgados.
Hoje que recomecei a comer o meu adorado pão é que noto novamente como o pão que se compra por aí é salgado!

O meu padeiro estava doente desde Abril do ano passado e eu deixei de usufruir de uma mordomia a que sempre estive habituada: pão fresco todas as manhãs à porta de casa...
Com a vantagem de ser um pão saboroso, feito ainda por processos artesanais (e não com massa espanhola pré fabricada) e cozido num forno a lenha...

Hummm, isto é que é qualidade de vida!

7 de janeiro de 2006

O pivô do Jornal da Noite

da SIC, Paulo Camacho, estava hoje muito preocupado com a "quantidade de feriados" que o ano 2006 vai ter...
Dizia ele que esse facto ia prejudicar o país pois diminuía a produtividade (e a ilustrar a notícia mostrou imagens de uma fábrica têxtil).
Ora, que eu saiba, os feriados - a não ser que haja outra revolução - são os mesmos todos os anos!
Mais à frente ele explicou-se melhor e acabou por dizer que afinal não era o número, era o facto de coincidirem com segundas ou sextas feiras ou então serem às quintas e terças e proporcionarem as famosas "pontes".

Eu nunca entendi esta teoria da produtividade...
Devo mesmo ser mais burra do que julgava!
Que eu saiba, as fábricas que "produzem" mesmo não fecham nunca.
As que têm fornos nem sequer páram à noite...
O que pode funcionar a meio gás são alguns serviços.
Mas, se as pessoas meterem nessa altura um dia de férias e fizerem "ponte" ficam com os mesmos dias de férias ou não será??
Por outro lado, na maior parte dos serviços quando regressarem à sua secretária o trabalho está lá todo porque, infelizmente, ainda não tem o dom de se evaporar...

E mais ainda: quando alguém faz umas mini férias ou fim-de-semana prolongado beneficiam-se outras actividades económicas, como o turismo.
Esses "anti-produtivos" alugam casas de turismo de habitação ou quartos de hotel, almoçam e jantam em restaurantes, compram artesanato e produtos doutras regiões, visitam aldeias, cidades, museus, castelos...
Se passeiam em família é uma boa altura para estarem mais tempo com os filhos e de lhes mostrarem lugares que eles poderão vir a visitar muitas vezes mais tarde, mas que nunca esquecerão a visita que lá fizeram com os pais quando eram pequeninos...

Se tudo isto não é desenvolver o país, então alguém me explique o que é!

6 de janeiro de 2006

Dia de Reis

Manda a tradição que hoje, dia de Reis se comam pelo menos doze bagos de romã para ter saúde e dinheiro todo o ano!
Eu, que nem acredito em bruxas, vou comer!
Também, quem resiste a um fruto tão lindo?
São servidos?




Mais informações sobre as romãs e as suas propriedades Aqui

4 de janeiro de 2006

Entrevista

«Neste momento interpreto várias personagens.»

«No caso concreto do SIC 10 horas preferia decorar os textos e preparar-me muito bem. Primeiro lia os textos, depois escolhia a entoação(...). Além disso era muito importante escolher os movimentos adequados a cada personagem.»

«Temos um texto, sabemos o que está lá escrito e temos tudo memorizado. (...). Como eu costumo dizer "the show must go on".»

«Nos programas de humor gravamos uma ou duas cenas por mês (...). Nas telenovelas é totalmente diferente, porque filmamos três vezes por semana.»

«Além disso continuo disponível para participar em novos projectos televisivos e até musicais, uma vez que essa é uma área de que também gosto muito.»

Isto são excertos da entrevista de uma actriz ao jornal do LIDL desta semana.
E daí?
Nada de especial, pois não?
Claro que não...
Mas há um pequeno pormenor (pequeno mesmo, pelos vistos!)
Esta "actriz", chamada Clara Pedro, tem 9 anos (sim, NOVE) !

Trabalho infantil?
Mas isso existe?
Alguém ouviu falar em trabalho infantil????

3 de janeiro de 2006

Bruxinha do Lar como nova!

A Bruxinha do Lar é o meu outro blog.
Não lhe faço publicidade porque está parado e triste...
Eu, que detesto cozinhar, fi-lo para guardar aquelas receitas e aqueles conselhos que costumamos guardar na gaveta da tralha, na cozinha.
No blog não estorvariam e, se aquela coisa de pesquisar posts funcionasse, facilmente encontraria as "minhas" receitas.

Entretanto este blog e as visitas aos (cada vez mais) blogs amigos foi-me roubando o pouco tempo de que dispunha e pronto, lá foi ficando a Bruxinha cheia de teias de aranha...

Mais tarde arranjei umas "sopeiras" para me ajudarem: a Pekala, depois a FadaMagrinha e a Citrika!
A Pékala, ao princípio, ainda escreveu para lá umas receitas, mas as outras duas nem uma para a caixa! (estou a pensar seriamente em as demitir!!)
E mesmo assim acreditam que fazem reivindicações?
Não se pode ser patroa neste país!

Finalmente, na semana passada resolvi contratar a Maria Papoila!
Parece que desta vez acertei!
Além de estar a colaborar com receitas, a Maria Papoila fez uma arrumação tão grande na cozinha que esta ficou irreconhecível!

E é isto que venho aqui fazer hoje: convidar-vos a visitar a Bruxinha do Lar, a comentar e até a participar com as vossas receitas...
Se houver muita colaboração até posso abrir a secção de "A minha receita de...", que poderia ser assim uma receita especial que toda a gente tem e passariam a compartilhar!
Que acham?
Aceitam-se receitas, ideias e sugestões!

1 de janeiro de 2006

Bons propósitos

(imagem da internet)

Hoje, que o ano começa,
e para que comece bem,
vou fazer uma promessa
ao meu pai e à minha mãe.

E para não a esquecer
e que ninguém me desminta,
nesta folha de papel
aqui fica escrita a tinta.

Prometo solenemente
não brigar com o meu irmão,
repartir com toda a gente
brinquedos, bolos ou pão;

ter sempre tanto juízo
quer de dia, quer de noite,
que nunca há-de ser preciso
apanhar nenhum açoite.

Se assim fizer, hei-de ter
muitos amigos e amigas
porque a amizade se pega
mais que o sarampo e as bexigas.


(Maria Isabel de Mendonça Soares)