3 de fevereiro de 2009

Aaah, agora entendi!

Desde que ouvi a história pela primeira vez (a da mulher que foi levada pelo mar no Furadouro) que achei que havia ali qualquer coisa que não batia certo (e não sou vidente!).
Numa praia que tem um espaço tão bom e bonito (e seguro) para fazer passeios à beira-mar, não se compreende que alguém se vá passear para perto da água, ainda para mais de noite, em pleno Inverno, com avisos amarelos e laranjas...

Afinal a mulher tinha ido fazer bruxarias, e isso explica tudo.
Não tenho nada contra, cada um ganha a vida como quer ou como pode, mas correu riscos desnecessários e pagou a imprudência com o preço mais alto que pode haver.

Mas o que me chocou ainda mais na notícia desta tragédia, foi que as 3 crianças, ainda pequenas, que ficaram órfãs de mãe, vão para uma instituição.
Mas elas não têm pai??
E não será mais barato ajudar o pai em vez de institucionalizar as crianças?
Parece que, de há uns tempos para cá, ser pobre é um grande pecado, tão grande que nem se permite que essas pessoas criem os seus proprios filhos!
Conheço gente que foi criada na maior pobreza (que nem os actuais pobres imaginam) e que se tornaram adultos felizes e realizados.
Isto porque ser pobre de bens materiais não significa necessariamente ser pobre de afectos.

Mas parece que actualmente nada disso é levado em conta!

14 comentários:

Castanha Pilada disse...

Só que a avaliar pela pobreza de espírito da mãe, como será a do pai?

ameixa seca disse...

Eu não sei o que ensinam às Assistentes Sociais mas nao foi o mesmo que me ensinaram a mim. Óbvio que também não sei se o pai ou a família próxima terá capacidade emocional para cuidar das crianças, mas perder a mãe já é um choque, imagine-se numa instituição com deconhecidos e longe dos familiares!?

setora disse...

Tens razão. O dinheiro por que fica cada uma dessas crianças institucionalizadas daria para o pai cuidar delas com as grandes vantagens dos circuitos familiares e de vizinhança.
E a ameixa seca diz bem - às assistentes sociais competiria apoiar o pai na tarefa mas dará menos trabalho ficar à secretária e preencher papelada para o ingresso das crianças na instituição.

setora disse...

Tens razão. O dinheiro por que fica cada uma dessas crianças institucionalizadas daria para o pai cuidar delas com as grandes vantagens dos circuitos familiares e de vizinhança.
E a ameixa seca diz bem - às assistentes sociais competiria apoiar o pai na tarefa mas dará menos trabalho ficar à secretária e preencher papelada para o ingresso das crianças na instituição.

setora disse...

Desculpa, fiquei gaga.
Mas já agora lembro aquela infeliz instituição chamada Casa Pia que há muito devia ter sido fechada. Cada aluno fica ali caríssimo e como está à vista estariam bem mais protegidos com as suas famílias e as famílias bem melhor recebendo esse apoio económico.

José António disse...

Infelizmente a sociedade actual valoriza exclusivamente "o ter". A Escola a tempo inteiro (das 8 às 8- como quer o Albino-)é um sintoma dessa terrível doença.

mfc disse...

huummm.. correu mali...
Ele há ofícios perigosos!

Boop disse...

Provavelmente, e mais uma vez, não temos a informação toda!

Lucinda disse...

Nasci e cresci numa cas pobre. Se fosse hoje seria uma dessas crianças institucionalizadas. Actualmente, as crianças ou são de aviário ou de instituição.

Lucinda disse...

Escola das 8 às 8?
E que tal com acolhimento nocturno?
Os adultos que sonham com a escola das 8 às 8 também deveriam trabalhar das 8 às 8.

Bea disse...

Resolveram mandar-me prémioos e eu tenho de os distribuir também. claro que so dou presentes a quem gosto e a quem os merece...
bjs
e é só levantar outra vez

Bea disse...

Resolveram mandar-me prémioos e eu tenho de os distribuir também. claro que so dou presentes a quem gosto e a quem os merece...
bjs
e é só levantar outra vez

aflores disse...

Eu não acredito em bruxas. Mas que as há...há :):):)

Anónimo disse...

Saltapocinhas... parece que o senhor que vivia com a tal senhora não é o pai das meninas daí a ida das crianças para uma instituição.
Bom domingo
Margarida L.