16 de fevereiro de 2009

"As castas"

"O que justifica a existência de escalões, o abismo salarial existente entre professores com diferentes tempos de serviço? (...)

"Estou crente de que, se cargos "superiores" houvesse, o mais elevado deveria ser o trabalhar com crianças. (...)

As deserções para funções ditas "superiores" são tantas, que parece que os melhores professores são aqueles que conseguem libertar-se das agruras da sala de aula. (...)

Considero injusto que haja salários diferentes para idênticos horários de trabalho. Mas considero imorais salários diferentes para o exercício da profissão nos mesmos espaços e em idênticas condições."

José Pacheco

Pronto, desta vez não sou eu que digo, embora já o venha a dizer há algum tempo, há-de haver por aqui alguns artigos a dizer isto mesmo.

Trata-se da opinião de José Pacheco, professor muito conceituado.
(mas este ministério não leva em consideração as opiniões de ninguém, seja lá quem for, o que é uma pena!!)


E ainda se preparam para criar mais castas escalões!

5 comentários:

DA disse...

Nisto o Pacheco tem a razão. As maiores responsabilidades numa escola são ensinar bem.

O link do público novamente:

static.publico.clix.pt/docs/educacao/escoladesolasol/

Lucinda disse...

Um professor que só queira ensinar, no futuro, será um Zé Ninguém.

A Senhora disse...

Eu sou mãe de dois moleques na idade de 11 e 13 anos. Hoje eu disse para o meu de 13 que ele nem sonhe em eu ficar ao lado dele se ele aprontar, porque não vou, mesmo! Professores que se dedicam a ensinar merecem respeito - a começar por quem os contrata.

Ah, sim! Antes que eu me esqueça: apesar de eu não ter inventado o desafio, vou adorar ver as suas respostas! :)

Anónimo disse...

Anda Pacheco! E poderia até andar paramais longe; poderia ir até ao ensino superior, onde quem dá aulas (os mais novos) recebe menos de metade do salário dos catedráticos. O argumento é o de que os assistentes um dia poderão ser catedráticos... deverão, portanto, esforçar-se para atingir esse patamar. Enfim...

José António disse...

O Anónimo está aqui.