31 de março de 2007

Preconceitos

Ninguém os devia ter, é muito feio e não é politicamente correcto...
Mas estou convencida de que todos os temos e todos os tentamos disfarçar, duma forma mais ou menos eficaz.

Eu vou descobrindo uns novos quando me ponho a pensar (o que, felizmente, acontece poucas vezes!!)
Por estes dias descobri um novo:
tenho preconceito contra gente que conduz Mercedes!

30 de março de 2007

À procura de dono!

«Ligaram hoje, sábado, para a Associação Patinhas de Vale de Cambra a dizer que viram um senhor sair de uma carrinha Mercedes, com dois sacos na mão e despejar algo por uma ribanceira (um mato, bastante inclinado), um pouco acima do Modelo de Vale de Cambra. O homem arrancou logo de seguida e uma pessoa que presenciou, ao longe, resolveu ir ver o que é que ele tinha lá deixado.
Quando lá chegou viu vários cachorrinhos bebés, lá no fundo da ribanceira.»


Já viram a imagem e leram a legenda...
Os cachorrinhos agora estão bem, mas precisam urgentemente de adopção.
Não era uma boa ideia de folar para oferecer a um afilhado nesta Páscoa?

29 de março de 2007

Que falta de chá!

Cavaco Silva não convidou Mário Soares para as comemorações dos 50 anos da União Europeia.

É como fazer uma festa de anos e não convidar o aniversariante!

Que feio!!

28 de março de 2007

Não quero pagar!

Quando foi o referendo do aborto, vi alguns cartazes que diziam, mais ou menos, "aborto? com os meus impostos, não"

Na altura fiquei a pensar que seria óptimo nós podermos escolher onde poderiam (ou não) gastar os nossos impostos!
Vai daí resolvi fazer uma lista sobre onde não quero que gastem os meus impostos:


  • alguns abortos (também)

  • despesas com bêbedos

  • as milhentas despesas com os toxicodependentes, desde seringas à borla, mais kits-de-não-sei-quê, mais centros de apoio, mais metadona, mais salas de chuto, mais, ...mais...

  • rendimento de inserção social de quem não trabalha porque não quer (até posso fornecer uma lista enorme e só dos casos que conheço!)

  • campanhas eleitorais

  • gigantescos estádios de futebol, agora praticamente abandonados


Era bom ou não era?

Adenda:
A Didas acrescentou mais estes:


  • Grandes carrões de "serviço"


  • Funcionários públicos malandros


  • Urgências sem clientes em que o dr está a ganhar e está em casa a dormir


  • Professores com horário zero


  • Viagens de políticos com graaaandes comitivas


  • Eleição para presidente da república


  • Campanhas inúteis como aquela do Ler+. Quem não lê também não é sensível a uma campanha com palavrinhas tão escolhidas


  • Há-de haver mais mas agora não me lembro.

    quem quer continuar a lista??

    25 de março de 2007

    Uma fotografia por domingo (24)


    Foi tirada há pouco tempo, perto do local onde muitas vezes apanhei a velhinha lancha para ir trabalhar em S. Jacinto.
    É uma pena um local tão bonito estar tão mal conservado e tão abandonado...
    A excepção é este farol que está bonitinho e bem arranjado.
    Uma sugestão de passeio!

    24 de março de 2007

    Em português, aos encontrões...


    Li, não me lembro onde, alguém a reclamar por as pessoas dizerem (erradamente) "uma bebé", já que o nome "bebé" é unipessoal.
    Assim sendo, para sermos correctos, devemos dizer, quando os queremos referir a uma menina "um bebé do sexo feminino" em vez de "uma bebé" como vulgarmente se diz.

    Mas, com o que eu embirro mesmo solenemente é com o uso da expressão "de encontro" em vez de "ao encontro"!!
    Rara é a pessoa que apareça a falar na televisão que use o termo correcto, desde os jornalistas entrevistadores até às personalidades entrevistadas.
    Até os meus Golfinhos (já de férias, aqueles sortudos!) sabem que ir "de encontro" não é nada saudável!!
    Apre!


    Luto, todos os dias, para que se fale e se escreva bem em português.

    Abomino erros ortográficos ou de construção de frases, e a nova moda de escrever "smsmês".

    Mas também acho que devíamos caminhar para uma simplificação da língua, a exemplo do que fazem os brasileiros...

    Espero ansiosamente que tirem, de uma vez por todas, os "p" e os "c" das palavras onde eles não se lêem!

    E já agora, é mais fácil dizer "uma bebé" ou "um bebé do sexo feminino"?

    23 de março de 2007

    Os verdadeiros culpados!

    «Neste momento, é óbvio para todos que a culpa do estado a que chegou o ensino é (sem querer apontar dedos) dos professores.
    Só pode ser deles, aliás.
    Os alunos estão lá a contragosto, por isso não contam.
    O ministério muda quase todos os anos, por isso conta ainda menos.
    Os únicos que se mantêm tempo suficiente no sistema são os professores.
    Pelo menos os que vão conseguindo escapar com vida.»

    Ricardo Araújo Pereira
    Visão

    20 de março de 2007

    O Bruno Nogueira...

    ... está na moda, eu sei.
    Mas que querem?
    Não gosto dele e pronto!
    A gota de água é esta publicidade a uma marca de cerveja.
    O texto até está giro, mas ele consegue estragá-lo num instantinho!

    (e para que conste, também não gosto do Marco Horácio nem do Nuno Markl, do Fernando Rocha, do Fernando Alvim ... será que o defeito é do meu sentido de humor?)

    19 de março de 2007

    Fim-de-semana alucinante

    Os meus pais meteram na cabeça que haviam de comprar um colchão caríssimo, daqueles que fazem milagres.
    Vai daí, veio um casal cá a casa fazer uma demonstração para os convencer a comprar.

    Os "demonstradores" não vieram sozinhos, traziam com eles um verdadeiro séquito de pessoas que comprovariam os "milagres" do colchão.
    Só sei que tinha a casa tão cheia de gente que me ocuparam a sala, o corredor, os quartos e até a casa de banho!
    Entretanto, e para complicar ainda mais a situação, apareceu também uma revendedora da Oriflame a dizer que, como eu não tinha feito nenhuma encomenda no prazo estipulado, iria ter de pagar uma multa!!

    Eu afadigava-me de um lado para o outro, tentando aliciar alguma daquelas pessoas a assumir que as histórias que estavam a contar acerca do colchão não passavam de falsidades, livrando assim os meus pais de caírem no logro.
    Uma rapariga disse-me então que tinha vontade de me ajudar, mas que se fizesse isso perderia aquele emprego.
    Vai daí eu comprometi-me a arranjar-lhe outro ainda melhor...

    Mas tanto o meu pai como a minha mãe pareciam hipnotizados e queriam porque queriam comprar o colchão!!

    O domingo foi passando e já era quase manhã.
    Havia pessoas adormecidas por todo o lado, até a mulher da Oriflame, cansada de esperar pelo dinheiro, tinha adormecido no sofá.

    Eu estava aflita:
    não podia ir dormir porque os meus pais e o casal de vendedores conversavam calmamente sentados na minha cama;
    não podia arranjar-me para ir para a escola porque o quarto de banho estava sempre ocupado...

    O desespero tomou conta de mim, e foi quando resolvi começar aos berros para expulsar aquela gente toda de minha casa...


    ... que acordei!!
    Livra!!

    16 de março de 2007

    Às sextas feiras

    fico na escola até às 17:30.
    As aulas acabam às 15:15 e como o meu AE (tradução: acompanhamento ao estudo) começa às 16:45 aproveito esse "furo" para ir ao Agrupamento tratar de assuntos da escola.
    E também tenho de lanchar, que a essa hora já estou cheia de fome...
    Podia ir lanchar a outro lado, mas prefiro fazê-lo no tasca café que fica mesmo em frente à escola.
    Não prima pelo asseio, muito menos pelo ambiente, mas os donos são simpáticos, e pronto, para ser muito sincera, gosto de cuscar quem lá vai!

    Os frequentadores, a esta hora da tarde, são sempre um (às vezes dois) grupos de jogadores de sueca, um ou outro que entra para comprar tabaco ou beber uma cerveja e os que vão para a "sala de jogos", que fica lá para trás e que eu nunca vi...

    Mas o que me põe mesmo fora de mim é que uma das habitués do jogo da sueca é a mãe daquele meu ex-aluno de quem eu já contei a história.

    Sei que passa lá os dias...
    Claro, tiraram-lhe os filhos, agora é que não tem mesmo nada que fazer!
    Não sei do que vive, mas não me admira nada que, apesar de tudo, ainda receba Rendimento Social de Inserção...

    15 de março de 2007

    Dois apelos, urgentes!

    Apelo 1: alguém sabe onde posso encontrar um livro chamado "O diabo dos números"?
    Não vale dizer "nas livrarias" porque aí não há, está esgotado.

    Apelo 2: Os Golfinhos têm um aviso muito, mas muito, mesmo muito importante a fazer-vos...
    Vão até lá e confiram!

    13 de março de 2007

    Pés na água

    No sábado passado tive, pela primeira vez este ano, o gostinho de molhar os pés no mar.
    Os pés... até acima dos joelhos, com calças e tudo, já que o mar estava bem traiçoeiro!



    A tarde, essa estava linda e soalheira, uma verdadeira tarde primaveril!



    Estes passadiços são tão agradáveis, mas não assim cobertos de areia!
    Limpezas urgentes, precisam-se!

    12 de março de 2007

    Na tropa

    O "Saltapocinhos" anda a compilar episódios da tropa para um amigo fazer não sei o quê...
    Vai daí eu hoje roubei-lhe esta:

    «Depois das operações, os guias e carregadores que nelas acompanhavam os militares, apresentavam-se na secretaria da Companhia para receberem o valor do seu trabalho.
    Esse pagamento era feito pelo 1.º Sargento Simões, sem pressas, tendo os nativos que assinar ou deixar a sua impressão digital no recibo.
    Na maioria das vezes este espaço dava origem a diálogos interessantes entre o 1.º Sargento e os homens que ali se apresentavam.
    O que se segue é um episódio de uma dessas sessões:

    Sargento: Assina aqui!
    Guia: Não sabe assinar.
    Sargento: Por que é que não sabe assinar ?
    Guia: Não foi "no escora" !
    Sargento: Então para saber assinar é preciso ir "no escora"?
    É casado? Quantos filhos tem ?
    Guia: Sim. Tem 6 filhos.
    Sargento: E foi "no escora" para aprender a fazer os filhos ?
    Guia: Esses foi Deus que fez.
    Sargento: Ai se esse tipo me aparece lá em casa a fazer uma coisa dessas, nem sei o que lhe faço!!»

    10 de março de 2007

    Medidas...

    A esta hora da noite começam na televisão uma chusma de anúncios para toques de telemóvel, imagens de telemóvel, anedotas, poemas, declarações de amor (!!!!!) e milhentas outras parvoíces.

    Mas nunca tinha visto o que acabei de ver!
    Trata-se de tirar uma dúvida aos rapazes sobre se o seu pénis tem o tamanho normal!
    Os interessados enviam um SMS para um daqueles números quarenta-e-qualquer coisa-quarenta-e-outra-coisa com a sua medida ("em centímetros" - avisam!) e depois receberão a resposta que lhes vai dizer se estão ou não dentro da média!

    E podiam ficar por aqui, que para disparate já bastava...
    Mas acreditem que ainda conseguem levar a idiotice mais longe!
    É que a seguir dizem que quem se "inscrever" receberá uma resposta todas as semanas!

    Será que há coisas que eu ainda não sei??

    Adenda:
    A Floreca deu-me um link para que toda a gente que queira tirar dúvidas o possa fazer.
    E é à borla!
    Quem quiser saber mais pormenores é só ir aqui!

    9 de março de 2007

    :S


    Roubado à Emiele, acerca do actual governo:

    "Parece-me que estes senhores (...) reúnem as condições para a rescisão do contrato.
    A mim parece-me que já passaram dois anos, e segundo as novas regras não bastam dois anos de classificação negativa para se ir para a rua?"

    8 de março de 2007

    Dia do mulherio

    Embora subscrevendo tudo o que diz a Jackie, não gosto deste dia, ou melhor, não gosto que haja "o dia de..."
    Normalmente esses dias existem para lembrar as minorias e... que raio! nós até somos a maioria!

    Portanto não alinho em jantares especiais só de mulheres (que às tantas antes de saírem de casa estiveram a preparar a janta do marido!).

    Não sou feminista, muito menos machista.
    Os homens e as mulheres não são iguais, graças a deus!!
    Só os direitos devem ser iguais!
    Infelizmente ainda não são, mas a solução está nas mãos das mulheres que podem aproveitar o machismo reinante que as obriga a serem elas a tomar conta dos filhos para os educar convenientemente.
    E acreditem que resulta!

    Mas... enquanto houver mulheres que dizem "Joaninha, faz a tua cama e a do teu irmão", não chegaremos a lado nenhum, por muitos dias de mulheres que se comemorem!!

    Posto isto, só um recado final:
    Festejarei o dia da mulher quando houver também o dia do homem!


    imagem daqui

    7 de março de 2007

    Dão-se pontos!

    Aos colegas candidatos a "titular-de-quê?":

    A setôra tem pontos para dar a quem deles precisar para ascender ao grupo dos professores de primeira titulares.
    Já começaram a esfregar os olhos e nem acreditam no que estão a ler?

    Então comprovem aqui, neste excelente blog que eu hoje "achei"!
    Não é o máximo?

    6 de março de 2007

    Vem aí a autoridade?

    A Ministra da Educação resolveu agora reparar em como alguns muitos professores deste país são desrespeitados, desautorizados e até agredidos no seu local de trabalho.
    Vai daí, veio para os jornais dizer que agora é que vai ser, vão ser tomadas as medidas, vai ser dado poder (?) aos professores e bla bla bla...
    Só se esqueceu de um pequeno pormenor: é que ela também se fartou de deitar achas para esta fogueira ao rotular os professores de malandros, incompetentes e faltosos, entre outros mimos...

    Os professores não precisam de mais autoridade, precisam simplesmente de ser mais respeitados pelos alunos, pelos pais... e pelo ministério!

    5 de março de 2007

    Criancinhas

    A criancinha quer Playstation.
    A gente dá.

    A criancinha quer estrangular o gato.
    A gente deixa.

    A criancinha berra porque não quer comer a sopa.
    A gente elimina-a da ementa e acaba tudo em festim de chocolate.

    A criancinha quer bife e batatas fritas. Hambúrgueres muitos. Pizzas, umas tantas. Coca-Colas, às litradas.
    A gente olha para o lado e ela incha.

    A criancinha quer camisola adidas e ténis nike.
    A gente dá porque a criancinha tem tanto direito como os colegas da escola e é perigoso ser diferente.

    A criancinha quer ficar a ver televisão até tarde.
    A gente senta-a ao nosso lado no sofá e passa-lhe o comando.

    A criancinha desata num berreiro no restaurante.
    A gente faz de conta e o berreiro continua.
    Entretanto, a criancinha cresce.
    Faz-se projecto de homem ou mulher.
    Desperta.
    É então que a criancinha, já mais crescida, começa a pedir mesada, semanada, diária.
    E gasta metade do orçamento familiar em saídas, roupa da moda, jantares e bares.
    A criancinha já estuda.
    Às vezes passa de ano, outras nem por isso.
    Mas não se pode pressioná-la porque ela já tem uma vida stressante, de convívio em convívio e de noitada em noitada.
    A criancinha cresce a ver Morangos com Açúcar, cheia de pinta e tal, e torna-se mais exigente com os papás.
    Agora, já não lhe basta que eles estejam por perto.
    Convém que se comecem a chegar à frente na mota, no popó e numas férias à maneira.
    A criancinha, entregue aos seus desejos e sem referências, inicia o processo de independência meramente informal.
    A rebeldia é de trazer por casa.
    Responde torto aos papás, põe a avó em sentido, suja e não lava, come e não limpa, desarruma e não arruma, as tarefas domésticas são «uma seca».
    Um dia, na escola, o professor dá-lhe um berro, tenta em cinco minutos pôr nos eixos a criancinha que os papás abandonaram à sua sorte, mimo e umbiguismo.
    A criancinha, já crescidinha, fica traumatizada.
    Sente-se vítima de violência verbal e etc e tal.
    Em casa, faz queixinhas, lamenta-se, chora.
    Os papás, arrepiados com a violência sobre as criancinhas de que a televisão fala e na dúvida entre a conta de um eventual psiquiatra e o derreter do ordenado em folias de hipermercado, correm para a escola e espetam duas bofetadas bem dadas no professor «que não tem nada que se armar em paizinho, pois quem sabe do meu filho sou eu».
    A criancinha cresce.
    Cresce e cresce.
    Aos 30 anos, ainda será criancinha, continuará a viver na casa dos papás, a levar a gorda fatia do salário deles.
    Provavelmente, não terá um emprego. «Mas ao menos não anda para aí a fazer porcarias».
    Não é este um fiel retrato da realidade dos bairros sociais, das escolas em zonas problemáticas, das famílias no fio da navalha?
    Pois não, bem sei.
    Estou apenas a antecipar-me.
    Um dia destes, vão ser os paizinhos a ir parar ao hospital com um pontapé e um murro das criancinhas no olho esquerdo.
    E então teremos muitos congressos e debates para nos entretermos.
    Miguel Carvalho, Visão Online

    4 de março de 2007

    3 de março de 2007

    Quem quer ser professor?

    Se pensam que eu às vezes exagero quando digo que lá pelo Ministério da Educação não regulam muito bem, leiam este artigo e confirmem!!
    E já agora aproveitem a viagem e conheçam um novo e interessante blog!

    2 de março de 2007

    Roubaram a minha fada!

    Hoje alguns Golfinhos que andavam na net a pesquisar sobre BD vieram a correr ter comigo com a notícia: "professora, professora, roubaram a tua fada!"
    "Quê?"
    "Anda cá ver"
    E lá fui ver o que se passava...
    O que aconteceu é que foram ter ao blog do José Abrantes onde deram com esta notícia!
    Incrível!