23 de agosto de 2006

Vou de férias, iuuupi!

Amanhã vou de férias...
Eu tenho estado de férias, mas as férias a sério são quando saímos do nosso "habitat natural" e rumamos a outras paragens.
É o que vou fazer: passar uns dias numa casa que tem a praia à porta, sem necessidade de andar em bichas e depois séculos a procurar um buraco para estacionar.
Também dou uns dias de férias ao carro.
Quando muito sairá uma noite ou outra para um jantar num restaurante.
Mas o objectivo é mesmo descansar, ler bastante, tomar banhos de mar e de piscina, dormir a sesta...

Como não vos quero deixar sem nada, fiquem com este filme caseiro dos meus "gatos terroristas".
A parte verde onde eles brincam era um belo canteiro de espinafres, agora reduzidos aos caules.
O feto gigante também já desapareceu...
Mas quem se atreve a não ficar embevecido a olhar para estas criaturas tão lindas?



(este filme fui eu que fiz - nota-se pela qualidade!! - e tenho muita pena de não saber pôr uma música à maneira!)

18 de agosto de 2006

O álbum erótico do avozinho

A pedido de várias famílias (foi só a Emiéle, que pediu, mas prontos...) e embora não querendo tirar clientela aos blogues que se dedicam ao erotismo, aqui vos deixo o Album Erótico do Avozinho!

Divirtam-se...
Para mudar de página é só clicar no cantinho!

17 de agosto de 2006

Descartáveis...

Com mais tempo para ler revistas cor-de-rosa (??) não há semana em que não haja a notícia de um divórcio de gente casada há meia dúzia de meses e com bebés pequenos!
Descartáveis: são assim uma grande parte dos casamentos actuais.
Tolerância mínima, egoísmo máximo...

Apesar de achar que todas as pessoas têm o direito (e até o dever!) de procurar a felicidade, fico sempre chocada com separações e divórcios de gente cada vez mais jovem...
Não me choca nada se não houver crianças, mas havendo o problema é sério demais para ser analisado levianamente.

Já estou a ouvir "mas é melhor para as crianças que os pais se separem do que passarem a vida a discutir à frente delas"...
Eu também concordo, mas começaram a discutir quando a criança nasceu?
Se já discutiam antes não seria melhor terem-se separado antes de fazerem filhos?

E não me venham com a treta de que a separação dos pais não afecta as crianças ("elas compreendem" - que raio de compreensão tem uma criança de 2, 3 ou 4 anos?)
A verdade é que afecta e muito!
É impossível a uma criança, de qualquer idade, passar incólume pelo desmoronar da sua família e grande parte das vezes vir a servir de arma de arremesso entre os progenitores.

Vivemos na época do "usa e deita fora" até nos casamentos...
Pobres crianças!

16 de agosto de 2006

Qual o teu sítio ideal para praticar o amor?

Mais um teste de Verão... óptimo para hoje pois está frio que se farta e lá fora chove torrencialmente!!


(via Rádio Comercial)

Livra!!
Com este tempo??

E agora quero saber os vossos!

15 de agosto de 2006

Baú de memórias

Hoje à tarde andei a remexer na miha velha arca.
(Sim, que eu sou do tempo em que menina que se prezasse tinha de ter uma arca onde colocaria o enxoval...)
E não me desfaço do "mono" porque faz jeito para arrumar aquelas coisas que eu não faço ideia onde hei-de enfiar - como as dezenas de naperons que eu crochetava - e também porque a arca foi comprada com o primeiro ordenado da minha vida, uma vez que eu fui trabalhar dois meses nas férias. Cá por mim tinha esturrado tudo numa máquina fotográfica e em livros, mas o meu pai não deixou...
Tinha de comprar a bendita arca!
Com tanta sorte que ainda sobrou dinheiro para a minha primeira máquina fotográfica e ainda comprei uma meia dúzia de livros que estavam em saldo numa livraria de Aveiro!

Está cheia de tralha, principalmente lençóis antigos que eu já não uso.
Enchi dois sacos enormes com eles e vou dá-los a uns tipos que volta e meia aparecem aqui a pedir coisas.
Vão ser mais úteis do que trancados numa arca!

Roupa há lá pouca: o vestido do baptizado da minha filha, uma camisa do meu filho que eu adorava, os sapatinhos do meu baptizado...
Estão lá também o casaco do camuflado do meu marido e uma saia minha, de ganga.
Vi-a numa montra, apaixonei-me por ela. Então a minha mãe copiou o modelo e mandou fazer uma igualzinha.
Eu tinha 15 anos...

Hoje peguei nela e vesti-a...
Está um bocadinho amarrotada, a cheirar a guardado mas... serve-me na perfeição!!

As minhas dúvidas existenciais (5)

Como é que um gelado pode ter calorias??

13 de agosto de 2006

Fábula domingueira

No meio da selva com um calor terrível, o único bar existente tem uma fila de quilómetros.
Um coelho passa a correr ao lado da fila, mas ao
chegar ao lado do leão, leva uma patada e o leão diz-lhe:
"Vai para o fim da fila!!"
O coelho passa ao lado do leão e continua a correr para a frente da fila.
Passa pelo tigre e este dá-lhe outra patada e manda-o para o fim da fila.
A cena repete-se com o crocodilo.
O coelho, já farto de levar patadas e de ser mandado para o fim da fila, grita então:
"Se continuam com esta merda não abro a porcaria do bar!!!"

12 de agosto de 2006

Se fosses um petisco de praia...

Nem está errado de todo, sou mesmo pela paz e harmonia!!
Mas chamar-me conquilha??
Não sei se gostei!!
(Será por adorar xarém?? Olhão ou Faro me aguardem que estou quase aí!!)



(roubado dos Simples sopros)

E tu, o que és?

11 de agosto de 2006

Recado à Alice Vieira...

... que escreveu no JN de domingo passado o seguinte:
"(...) aqui, neste mar magnífico da Costa Nova e da Barra, com a Ria de Aveiro mesmo ao lado, o verdadeiro e genuíno «som da praia» há muito se perdeu. (...)
logo de manhã apanhamos com a rádio da praia que berra continuamente a publicidade a lojas, restaurantes, discotecas, tudo misturado com óculos, chaves e crianças que se perderam (...)"

Só um esclarecimento à Alice Vieira, de quem sou fã incondicional:
A Costa Nova é uma praia e a Barra é outra, embora haja sempre gente entre uma e outra e para quem é de fora possa ser difícil distingui-las.

Mas, posso garantir-lhe que na praia da Costa Nova não há altifalantes.
Os bares têm música mas só a ouve quem lá está dentro ou muito perto...
Na praia da Costa Nova ouve-se o barulho do mar, entremeado, de vez em quando, com uma birra duma criança ou um chamamento de um pai ou de uma mãe...
Barulhos típicos de praia no Verão.
E só!
A Alice Vieira vai ter de fazer uma visita à Costa Nova (a praia das casinhas às riscas) para tirar a má impressão!

10 de agosto de 2006

A praia de outros tempos

Depois de quinze minutos deitada de barriga para baixo e outros tantos de barriga para cima (mais minuto menos minuto), viro-me para o meu marido e pergunto:
"O que é que estamos aqui a fazer?"
Ele riu-se, mas não me soube responder...
Daí até decidirmos vir embora da praia foram só mais 2 ou 3 minutos...

Enquanto estava deitadinha na toalha, relembrava a minha praia de antigamente.
Começava de manhã bem cedo e só terminava por volta das 11 da noite, hora a que acabava a música na marginal da Costa Nova, e que era o "toque de recolher".
A casa era alugada para todo o mês de Julho e ficava apalavrada de uns anos para os outros.
Normalmente era minúscula e obrigava a que se levasse quase tudo de casa (até o fogão!!), mas essa mini mudança também fazia parte da aventura.

Depois era o grupo de amigos que se encontrava todos os anos.
Havia uma meia dúzia que formavam o "núcleo duro" e os que se iam juntando.
Às vezes chegávamos a ser 20!
Jogávamos à bola, ao mata, às prendinhas, à cabra-cega, ao lencinho, ao gato e ao rato, ao verdade e consequência...
Divertíamo-nos imenso e não chateávamos ninguém a não ser o cabo-do-mar que recebia imensas queixas dos velhos resmungões por causa de alguma bola ou de um ringue com a trajectória mal calculada...
Ou então o dono do café quando lhe enchíamos completamente a esplanada e pediamos 3 ou 4 finos para todos!

Bons velhos tempos!

8 de agosto de 2006

Ainda o turismo...

oleiro.jpg

FARAV, 2005

Comove-me a importância que a Câmara Municipal de Aveiro dá aos turistas...
Primeiro, contra tudo e contra todos (menos os donos dos bares, é claro) foi o alargamento do horário dos bares até às 4 da manhã.

Depois é a piscina fechada: se os bares estão abertos, para que raio serviria a piscina?
Que eu saiba aquilo costuma ser cheio com água e algum cloro, não com "shot's"... portanto, não interessa!

E a cereja em cima do bolo é a Feira de Artesanato, onde os artesãos têm de pagar para estar lá a trabalhar e a mostrar o seu trabalho, atraindo assim centenas de pessoas!!
(Não confundir artesãos com vendedores!)
Estou a referir-me à olaria, uma actividade típica cá da zona, que foi praticamente erradicada desta feira!
Mas isso também não é turistico, pois não?

Já agora, alguém que me explique o que é turistico!!!

7 de agosto de 2006

Turismo rural

E depois da praia... o campo!
Só que este texto não é da minha autoria... recebi por mail, desconheço o autor!

«Trata-se de um desporto nacional que antes se chamava "ir à terra".
A diferença é que se fores à tua terra, vais de borla, e se fizeres turismo rural vais a uma terra que não é a tua e pagas uma pipa de massa.
Para fazer turismo rural não serve qualquer terra.
Tem de ser uma terra "com encanto".

E o que é uma terra "com encanto"?
Obviamente, é uma terra que está num guia de terras "com encanto".
Está-se mesmo a ver. A estas terras chega-se normalmente por uma estrada municipal "com encanto", que é uma estrada com tantos buracos e tantas curvas que quando chegas à terra estás mortinho para sair do carro.

A seguir, ficas instalado numa casa rural ou "casa com encanto", que é uma casa decorada com muitos vasinhos e réstias de alhos penduradas do tecto, que não tem televisão, nem rádio, nem microondas.
Em contrapartida, tem uns cabrões de uns mosquitos que à noite fazem mais barulho que uma Famel Zundapp.

Depois apercebes-te que os da terra vivem numas casas que não têm encanto nenhum, mas têm jacuzzi, parabólica, internet e video-porteiro.
A tua casa não tem video-porteiro, mas tem uma chave que pesa meio quilo.

Outra vantagem de fazer turismo rural é que podes escolher entre uma casa vazia ou ir viver com os donos da casa.
Fantástico!!!
Vais de férias e, além da tua, ainda tens de aguentar uma família postiça.
Onde, à noite, queres ver o filme e eles os documentários, perguntas-te: "Quem é que manda mais? Eu, que paguei 600 euros ou este senhor que vive aqui?"
Ganha ele, que tem um cacete.

Ainda por cima, dizem-te que tens "a possibilidade de te integrares nos trabalhos do campo".
O que quer dizer que te acordam às cinco da manhã para ordenhar uma vaca.
Não te lixa?

É como ires à bomba da gasolina e teres de pôr tu a gasolina, ou como ires ao McDonalds e teres de arrumar o tabuleiro. Ou seja, o normal.

Mas o "encanto" definitivo são "as actividades ao ar livre".
Como quando te põem a fazer caminhada, que é aquilo a que normalmente se chama andar, e consiste, exactamente, em por um pé em frente ao outro até não poderes mais, enquanto os da terra vão num jipe com ar condicionado.
Mas tu feliz da vida, vais pelo campo atordoado.
Tornas-te bucólico e tudo te parece impressionante: vês uma vaca e dizes: "Humm, que cheirinho a campo!"
A campo não, a bosta!!!
E tudo, seja o que for, te sabe maravilhosamente: na mesa pespegam-te dois ovos estrelados com chouriço e tu na cidade não comes estes ovos, nem estes chouriços. E perguntas ao empregado?
- Este chouriço é da matança?
- Quase, porque o gajo do camião da Izidoro ia morrendo ali na curva.

De repente, ouves umas badaladas e dizes:
- Ah! Que paz! Não há nada como o som de um sino!...
E o gajo do café diz-te:
- É gravado. Não vê o altifalante no campanário?

Nesse momento, perguntas-te se os ruídos das galinhas e dos grilos Não estarão num CD: "RuralMix2006" ou
"Os 101 Maiores Êxitos Campestres".
A única coisa de que tens a certeza é que os cabrões dos mosquitos são verdadeiros.

Eu acho que, de segunda a sexta, as pessoas destas terras vivem como toda a gente, mas ao fim-de-semana espalham pela estrada uns tipos mascarados de pastores e quando vêem que se aproxima um carro, avisam os da terra pelo telemóvel:
"Ei, vêm aí os do turismo rural!"
E mudam o cartaz de "Videoclube" pelo de "Tasca", soltam uns cães pelas ruas e sentam à entrada na terra dois avôzinhos a fazer sapatos, que depois tu compras e saem-te mais caros que uns Nike.
Enfim, acho que uma montagem tão grande como esta não pode ser obra de pessoas isoladas.

Tenho a certeza de estão implicadas as autoridades.
Imagino o Presidente da Câmara:
- "Queridos conterrâneos: este Verão, para aumentar o turismo, vamos importar mais mosquitos do Amazonas, que no ano passado tiveram imenso êxito. E quero ver toda a gente com boina, nada de bonés de pala da Marlboro. E façam o favor de pintar o espaço entre as sobrancelhas, que assim não parecem da província! E as avós: nada de topless na ribeira, que espantam os mosquitos! E só mais uma coisa: este ano não é preciso ninguém fazer de maluquinho da terra, que com os que vêm de fora já chega!»

6 de agosto de 2006

Receita para um dia de praia

Ingredientes:

toalhas (1 por utilizador)
pára-vento
guarda-sol
cadeira
saco - de preferência às riscas azuis e brancas - contendo: protector solar, revistas, livros (leves, nos dois sentidos da palavra), bolachas, água, baralho de cartas, bloco de notas, esferográfica (amaior parte desta tralha não vai ser necessária, mas como isto é uma receita devem indicar-se todos os ingredientes)

Mete-se tudo na mala do carro e parte-se para a praia.
Lá chegados procede-se à procura de um buraco para meter o carro (esta operação exige tempo e paciência). Mas a tolerância reina e o carro pode ficar em cima dos passeios, em cima da parte central das rotundas, à volta das rotundas... haja imaginação!

Chegados ao areal procede-se à escolha do lugar para assentar arraial.
Esta parte também é delicada e exige alguns cuidados, a saber:
"Aqui não! Não vês que a maré está a subir?"
"Aqui está muita gente"
"Aqui está muito longe da água"
"Aqui está sujo"
etc...
Finalmente encontra-se o lugar perfeito (perfeito até se instalar mesmo ao lado uma família com garotos barulhentos e uma bola...)

Agora é dispor os ingredientes pela seguinte ordem:
  1. espetar os diversos pauzinhos do pára-vento
  2. espetar o guarda-sol
  3. estender o saco, as roupas e as chanatas ao longo do pára-vento
  4. procurar o lugar ideal para a cadeira (nem ventoso nem demasiado abrigado, nem muito quente nem muito frio, nem muito ao sol, nem muito à sombra...- esta operação requer anos de prática, não desanimem se não sair bem logo à primeira!!
Segue-se a altura de pegar no protector solar e besuntar o corpo a gosto.
Estende-se a toalha, cuidadosamente para não a encher de areia, pois esta tem o péssimo hábito de se colar ao protector solar, transformando as pessoas em rissóis prontos a fritar...
Finalmente faz-se a viagem (curta, de preferência) até ao mar.

Serve-se gelado!
Bom apetite!

NOTA: Nunca usar ao domingo

5 de agosto de 2006

... e 4!

Agora, ao fazer o meu "zapping-de-antes-de-dormir dou de caras com o "programa" «Fiel ou infiel».

Lista das dúvidas:

  • Aquela gente existe mesmo ou são ET?
  • As histórias são reais ou fictícias?
  • Se são reais há outra dúvida: serão pessoas normais as que expõem assim a sua intimidade?
  • Aquele "apresentador" que mal cabe na roupa que veste é mesmo doido ou só finge que é?
  • E aquele público? Foram buscá-los a que planeta?
E entretanto mesmo sem querer, assim como quem olha horrorizada para um acidente, ouço um "homem" insuportavelmente machista a confessar que bate na namorada ou mulher, ou companheira, ou lá o que é...

Se isto se passa com gente a sério e não com actores, aquele tipo devia sair dali direito para a cadeia!!

As minhas dúvidas existenciais (3)

Porque é que as modelos nas passerelles, caminham assim daquela maneira esquisita (nunca vi ninguém na rua a caminhar assim, pondo o pé à frente do outro), parece que se vão desmanchar a qualquer momento?
E será por esse esforço sobre humano que também nunca sorriem??

Cindy Crawford
(aqui não se vêem os pés, mas acho que ninguém se vai incomodar com isso!!)

4 de agosto de 2006

Moto quatro ou água quente?

No sábado passado, na praia da Costa Nova, o marido de uma amiga minha foi picado por um peixe-aranha.
Saiu da água cheio de dores e dirigiu-se ao nadador-salvador para que lhe acudisse...

Volta dali a pouco dizendo que o nadador-salvador não lhe fez nada, apenas o mandou caminhar pela areia quente.
E lá andámos nós com ele a passear pela areia quente!

Hoje vi uma reportagem nas notícias que confirmaram aquilo que eu já tinha ouvido falar: em caso de picada de peixe-aranha uma coisa que alivia bastante é pôr o pé de molho em água bem quente.
Bastava terem um termo com água quente para acudir às pessoas!
Mas não têm!
Entretanto, os nadadores salvadores passeiam-se pela praia de moto quatro!!

3 de agosto de 2006

Xena, a minha princesa guerreira

A minha gata é de uma meiguice extraordinária, ainda para mais levando em conta que nunca na vida deve ter tido um carinho dum ser humano.
Adaptou-se rapidamente às festinhas e até já começou a ronronar.
Também já salta para o meu colo sempre que me vê sentada ali a jeito.
Consegue fazê-lo quase sem eu sentir, tal é a sua delicadeza!
E tem um olhar meigo e doce, como raramente vi num gato!

No entanto é também uma guerreira.
Se assim não fosse não teria sobrevivido sabe-se lá em que condições e, quando já tinha aqueles seres minúsculos à sua responsabilidade, ter procurado um lugar seguro para depositar a sua preciosa ninhada... (aqui é onde o meu marido diz "mas há por aí tantas casas, tinha de escolher logo esta?")

Ontem de manhã dormi até mais tarde e já passava muito das 11 quando fui levar o pequeno almoço ao maralhal (mas à noite tinha-lhes deixado Friskies secos, leitinho e água...)
Quando eu entro no quintal ela não estava mas aparece imediatamente.
Só que não vinha sozinha: trazia na boca um pardal já morto, mas acabadinho de caçar. Não tinha uma gota de sangue...
Olhou para mim como quem diz "não nos trazias sustento, tive de me safar"
Ralhei com ela, expliquei-lhe que agora já não precisa de caçar para comer.
Muito menos passarinhos!

À tarde, ia morrendo enojada quando encontro, também morta, uma ratazana tão grande como eu nunca vi: era maior que os filhotes gatinhos!
Eu, que nem tenho nojo de ratos nem nada dessas mariquices, tive de chamar o meu marido para tirar dali a ratazana. Que noooojo!

E é assim: tenho uma gatinha que é um doce, mas que não pode renegar o lado selvagem que todos os gatos têm, mas que ela deve ter apurado melhor que os gatos que vivem desde bebés nas nossas casas.

2 de agosto de 2006

De onde vêm as bebidas??

Quantos de nós, quando enfiamos a moedinha numa máquina não ficamos a imaginar o que se passará lá dentro?
Eu confesso que fico, principalmente nas máquinas que fazem café ou capuccino (hummm)...

Então divirtam-se a ver este filme de alguém que, tendo as mesmas dúvidas, resolveu explicá-las em filme!
E que imaginação!!



(Era este post que se deveria chamar "Sharon Stone nua", mas fica para a próxima!!)

Adenda (infeliz) ao post de ontem

Quantos mais jovens precisam de morrer em estúpidos acidentes para serem revistos os horários de bares e discotecas?

1 de agosto de 2006

Pelo direito ao sossego!

Está instalada a polémica na pacata Aveiro por causa do alargamento do horário dos bares...
Pelo que percebi, a Câmara Municipal e os senhores donos dos bares resolveram alargar o horário de funcionamento dos ditos cujos até às 4 da manhã.
Isto sem dar cavaco (salvo seja!) nem aos moradores, nem aos bombeiros, nem à Polícia, nem à Junta de Freguesia, que estão todos contra o tal alargamento de horários.

Trata-se da zona mais antiga da cidade e as pessoas que moram naquele zona são principalmente pessoas de idade.
Algumas aparecem nos jornais a queixarem-se que não conseguem dormir e que, ao contrário dos frequentadores e até dos donos dos bares, têm de ir trabalhar durante o dia!!
Os bares fecham às 4 horas, mas depois o pessoal demora ainda a debandar.
Fazem barulho, sujam, estragam carros...
Não é precisa muita imaginação para adivinhar que as pessoas que ali moram perderam o sossego!

A Câmara desculpa-se com os turistas, tadinhos dos turistas que não tinham onde se divertir, mas o que eu sei (não por experiência própria porque não frequento o local, mas por ouvir falar) é que aquele local é frequentado principalmente por malta nova (mesmo muito nova), normalmente estudantes.
Ao contrário do que se pode pensar, parece que são mais os estudantes liceais que os universitários.

Até que ponto tem uma Câmara o direito de sobrepor os interesses de uns poucos ao direito ao sossego das pessoas?
Em nome dum turismo que afinal não existe?
Querem promover o turismo?
Façam pistas para ciclistas pela cidade, até às praias e entre elas...
Iluminem partes da cidade que estão às escuras como a nova zona pedonal...
Façam festas ao ar livre gratuitas (ou será que estão à espera de haver outro campeonato de futebol?)

Os turistas vêem-se de manhã bem cedo a passear por Aveiro, não me parece que tenham estado nos bares até às 4 da manhã...