17 de agosto de 2006

Descartáveis...

Com mais tempo para ler revistas cor-de-rosa (??) não há semana em que não haja a notícia de um divórcio de gente casada há meia dúzia de meses e com bebés pequenos!
Descartáveis: são assim uma grande parte dos casamentos actuais.
Tolerância mínima, egoísmo máximo...

Apesar de achar que todas as pessoas têm o direito (e até o dever!) de procurar a felicidade, fico sempre chocada com separações e divórcios de gente cada vez mais jovem...
Não me choca nada se não houver crianças, mas havendo o problema é sério demais para ser analisado levianamente.

Já estou a ouvir "mas é melhor para as crianças que os pais se separem do que passarem a vida a discutir à frente delas"...
Eu também concordo, mas começaram a discutir quando a criança nasceu?
Se já discutiam antes não seria melhor terem-se separado antes de fazerem filhos?

E não me venham com a treta de que a separação dos pais não afecta as crianças ("elas compreendem" - que raio de compreensão tem uma criança de 2, 3 ou 4 anos?)
A verdade é que afecta e muito!
É impossível a uma criança, de qualquer idade, passar incólume pelo desmoronar da sua família e grande parte das vezes vir a servir de arma de arremesso entre os progenitores.

Vivemos na época do "usa e deita fora" até nos casamentos...
Pobres crianças!

12 comentários:

peciscas disse...

Não há dúvida de que, quem mais sofre com essas coisas são as crianças.
Mas também acho que esses "casa e descasa" dos notáveis, ocorrem, muitas vezes, por conveniências de marketing.

SaltaPocinhas disse...

eles podem casar e descasar quantas vezes quiserem, mas as crianças sofrem na mesma... podiam arranjar uma só quando tivessem alguma maturidade.

Hindy disse...

Enfim...
Beijinhos :o)

Emiéle disse...

Desta vez deixa-me puxar dos galões da experiência e dizer NÃO, ELAS NÃO COMPREEENDEM.
Nunca se compreende a separação dos pais. ne em criança, nem adolescente, nem adulto. Nunca!
Claro que há situações onde é um mal menor, mas isso de que não afecta as crianças é uma treta! o que se pode dizer é que mesmo afectando as crianças tem de ser o que é outra coisa.
E concordo contigo, há separações tão rápidas que ficamos a pensar para que raio casaram...?!

Emiéle disse...

Só um "acrescento":
Quando digo que nunca se compreende, é que tenho visto várias vezes, adultos, com os pais de 50 e tal anos, que ficam estarrecidos quando eles se divorciam.
Mesmo bem adultos "não comprendem". A frase nessa altura é "mas se esperaram até agora, não faz sentido separarem-se nesta idade..."
É evidente que para uma criança é sempre um sofrimento. Claro que por vezes tem de ser, não estou a dizer o contrário. Mas muito bem pensado, refletido, ponderado. Como tu dizes, muito bem, se não há filhos casem e descasem as vezes que entenderem, é lá com eles. Mas se trouxeram uma vida ao mundo são responsáveis por ela, devem-lhe isso. Pensem muito bem, amadureçam a decisão, não é uma coisa que se faça de um dia para o outro.

SaltaPocinhas disse...

concordo, pois pela minha experiencia também sei que não entendem. E já nem quis meter os adolescentes porque não conheço tão bem, mas também deve ser um trauma. Eu não critico quem se separa, apenas estes ajuntamentos e separações relampago!

Emiéle disse...

Exactamente, Saltapocinhas. Creio bem que nem tu nem eu queremos entrar no terreno de 'juizos de valor' sobre quem decide separar-se. Cada um terá as suas razões e importantes para eles. estyão no seu pleno direito, e a verdade é que um divórcio é sempre doloroso para quem o tem de fazer. É reconhecer que existiu um projecto de vida que falhou... Doi.
Mas o teu post era sobre a aparente leviandade com que pais muito recentes decidem deixar de ser um par de referência para a criança que trouxeram ao mundo. Isso é que é de uma grande imaturidade. Isso é que é grave.

IC disse...

é verdade, usar e deitar fora, não importa mais nada, nem mesmo os filhos, tenho um familiar que se separou quando a filha mais nova tinha menos de 6 meses, e agora lamenta que não tem com aquela filha a mesma relação q tem com a mas velha???eu penso que é do egoísmo e da quimera que "nós vendem" da felicidade a qualquer custo, o pior são as crianças usadas e encaradas como mais um capricho.

AnaCristina disse...

Nem só nas revistas cor-de-rosa isso acontece. E nem só com divórcios e separações.
Eu, com frequência, tomo conta da minha afilhada porque o pai vai sair com os amigos, ou vai jogar futebol, ou vai ver um jogo, ou ... Tudo é mais importante que a filha... Não é caso para dizer "Pobre Criança!"?
Bêjo

aflores disse...

Pobres crianças, adultos, familiares e sociedade. Estou casado vai fazer no próximo mês de Setembro, 24 anos. Não são 24 anos sinónimos de paz, amor e uma cabana (não só mas também...). São 24 anos de uma vida cheia de coisas boas e más, altos e baixos...afinal, metas habituais no crescimento, aprendizagem e (con)vivência a dois. Esta malta nova está habituada a mastigar a pastilha elástica enquanto está doce, e depois deita-a fora. No meu tempo guardava-a no bolso da bata para o outro dia :)

Didas disse...

Tens razão. Os filhos sofrem sempre, seja em que idade for. Eu sei porque já me divorciei com filhos e tenho complexos de culpa até hoje. Vou ter sempre.
Era tão bom se toda a nossa vida corresse do princípio ao fim conforme planeado! Eu teria gostado muito. E não teria todos os dias na minha cabeça o facto de ter destruído a família dos meus filhos e não viveria quase obcecada com a necessidade de os compensar por isso de qualquer forma. Mas a verdade é que manter um casamento por causa dos filhos pode ser muito muito doloroso. É assim, ninguém é perfeito. Eu pelo menos não sou, é uma porra.

Anónimo disse...

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