11 de abril de 2009

Império à deriva...



... foi o livro que li nestes dias de alguma preguiça.
Gostei imenso deste livro (aliás, eu cheguei a uma idade em que não me posso dar ao luxo de desperdiçar tempo a ler o que não gosto, por isso, se li é porque é mesmo bom - pelo menos para mim, que os gostos não se discutem!)

Não vou contar a história (leiam!), só digo que o assunto são os 13 anos de vida da corte portuguesa no Brasil.
Quando Portugal estava a ser invadido pelos soldados de Napoleão, o rei D. João VI, a mulher, Carlota Joaquina, a filharada toda e mais uns milhares de fidalgos, fizeram a viagem turística por que hoje todos os portugueses anseiam (eu incluída!): foram para o Rio de Janeiro.
Só que, naquele tempo ainda não havia novelas, nem samba, nem Carnaval, nem Jô Soares, Tom Jobim ou Vinicius de Morais, por isso a vida lá era uma grande chatice!

Quer dizer, lá para o meio da estada D. João VI já queria lá ficar, estava a gostar daquilo. Lá não havia as chatices que massacravam a Europa.
Já a D. Carlota não era da mesma opinião, detestava o Brasil!
não devia haver fidalgos que chegassem para ela, digo eu...)

Sobre o autor, Patrick Wilcken:
é australiano, cresceu em Sidney, estudou antropologia e fez um mestrado no Institute of Latin American Studies, em Londres. Trabalhou para a Amnistia Internacional, no departamento da África Portuguesa, e foi editor de livros do The Daily Telegraph. Escreveu, recentemente, para o The Times Literary Supplement, para o The Guardian e para o Index on Censorship sobre assuntos relacionados com o Brasil.
Foi durante as longas temporadas que passou nesse país que encontrou a inspiração para escrever Império à Deriva.


Agora o incrível:

Este livro é da Editora Civilização, e não posso passar sem deixar um grande reparo: inacreditavelmente, o livro está cheio de erros ortográficos e de gralhas.
Não são 2 ou 3, nem meia dúzia, nem sequer uma dúzia!
São dezenas ou até centenas!
Se contar com as palavras que deviam estar escritas com letra minúscula e estão com letra maiúscula, serão centenas de erros!
Antigamente havia revisores para reverem os livros antes de saírem para as livrarias. Será que essa profissão acabou?
É que não se compreende que um livro apareça nas livrarias neste estado!
Se ainda houvesse palmatoadas (uma por cada erro!), estes senhores ficavam sem mãos!

6 comentários:

aflores disse...

Essa profissão não acabou, pelo contrário, estão alguns no desemprego ou a trabalhar a recibo verde. A autora do blog "Escrevo Apenas" (Rosália) é um desses exemplos.
E o problema não é só nos livros, pois nas legendagens de filmes ás vezes, já não é anedótico mas sim ridículo.
Boas leituras, excelentes amêndoas e...tudo de bom que bem mereces;)

Didas disse...

Ainda há, mas fizeram o curso no sistema de Bolonha.

ameixa seca disse...

Eu odeio ler um livro cheio de erros e até acontece de vez em quando! Vou passar para a Academia em breve :) Obrigada pela sugestão. Adorei a tua escrita bem disposta acerca do livro he he
Boa Páscoa

Bea disse...

Eu ando a ler Catarina de Bragança da Isabel Stilwell e recomendo, tb eu gosto de romances históricos e este é mais um bom exemplo, tal como o 1º livro da mesma autora.
Boa Páscoa, bjs

Saltapocinhas disse...

@@ flores:
nas legendas também chateia, mas como desaparecem logo, não ficamos ali a olhar para os erros!

@@didas:
não! está tão mau que devem é ter andado nas novas oportunidades!

@@ ameixinha:
obrigada!

@@ bea:
gosto muito da escrita da Isabel Stilwell, também já li o da filipa de lencastre e esse ainda não o comprei,mas está na lista!

entremares disse...

Quanto aos erros... sei bem o que é isso. Comprei uma tabuada infantil, daquelas da revista Amiguinho, para a minha filhota... e, mesmo que vos custe a acreditar... 7x8 = 54.

Dá que pensar, não é ?