27 de novembro de 2008

Vidas

A T. foi minha aluna durante 2 ou 3 anos, não sei bem.
Andou pela escola primária até aos 14 anos.
(parte da história dela foi aqui contada)

Na semana passada apareceu-me na escola para mostrar... o seu bebé!!
Tem 4 meses, é um bebé enorme e vinha instalado numa espécie de cadeira, sem qualquer protecção para o sol ou para o vento!
Tinha as mãozinhas todas sujas, as unhas pretas e, pelo que a mãe me disse, já come de quase tudo!

A T. deve ter agora 16 anos e este bebé já é o segundo filho (o primeiro morreu pouco depois de ter nascido).

9 comentários:

Emiele disse...

É uma comunidade difícil.
Não se pode (nem se deve) integrar «à força» mas conviver com estas situações não é fácil.
Ignorar também não.
Fico sem resposta.

inca disse...

enfim!

Lucinda disse...

No nosso país há pessoas que fazem o que querem, outras fazem o que podem e outros ainda não fazem nada. No meio disto tudo, crescem crianças que se vão transformar em adultos iguais aos descendentes porque a muitos adultos de hoje se permite fazer o que querem e o que podem.
Alguns também pagam impostos e ajudam os outros a viver como querem e como podem.

ameixa seca disse...

Será que podemos dizer: não há pobreza maior que a pobreza de espírito? Assim de repente é o que me ocorre!
Bom fim de semana :)

aflores disse...

Vidas, não só dessas tuas bandas, mas que se repetem em qualquer parte deste País.
Vidas...

mfc disse...

É a vidinha...

Shakti disse...

Olha nem comento....

bj e bom fim de semana

Anónimo disse...

Esta já está adulta. Cá no país temos garotas de 09 anos em plena atividade sexual. Ao chamarmos a mãe, quase nunca têm pai, são filhos de tiquinho um fez a cabeça, outro o toraz, outro os braços, etc. Por fim, nem a mãe sabe que é o progenitor, ela nos informa que na comunidade isso é normal, como as drogas, adolescentes e crianças grávidas, violência e morte.

A escola é diversão, lazer, projetos culturais (dança, desenho, grafitagem, capoeira, etc.)

Infelizmente. Essa não é a escola que desejo para meus alunos. Mas, é a que existe.

Mallika

Didas disse...

Que triste que isto é, que triste.