19 de maio de 2006

As maternidades ou a falta delas

(Na RTP uns senhores discutem o fecho das maternidades... nem uma mulher à vista! Também não admira, este assunto não lhes diz respeito nenhum, é mesmo um assunto de homens!)

Confesso que este assunto me faz confusão porque acho que todos têm razão: têm razão as mães que querem ter a maternidade a funcionar na sua terra ou perto dela, mas também tem razão o ministro ao dizer que o país não tem condições para sustentar maternidades às moscas...

Há bocado a minha balança passou a pender mais para o lado das medidas do governo ao ler na Visão um artigo sobre a maternidade de Lamego.
Diz o director desse hospital:
"Somos os primeiros a defender a segurança dos serviços e, se não houvesse qualidade já teríamos fechado"
Mas, umas linhas atrás podemos ler: "Aiiii... (...) Só vai com 3 dedos de dilatação. Até aos 10 ainda faltam muitos ais (...). E não há epidural que lhe valha, devido ao reduzido número de anestesistas"

Querem apostar que, se em vez da Adelina estivesse em trabalho de parto o senhor director Marques Luís, a definição de "qualidade dos serviços" seria diferente?

9 comentários:

Hindy disse...

:)

Beijinhos

afigaro disse...

Já esvinhei no meu blog um "post" acerca do assunto.
Ninguém pode ter tudo com qualidade em casa.
Não deixo de afirmar, que todas as mulheres em idade fértil pode vingar-se do Sr. Correia de Campos, ministro da Saúde: engravidem todas. A Pátria agradece e os dados do jogo,de certeza, que se alteravam.

polittikus disse...

Esta estruturação das maternidades é tão estupida que ainda não apanhei bem a coisa...

Bruna disse...

a qualidade da saúde pública esta uma ..... mesmo!
bjous

Bruna disse...

a qualidade da saúde pública esta uma ..... mesmo!
bjous

aflores disse...

É caso para dizer: "Casa onde não há pão, todos ralham e ninguém tem razão". Não fica bem aqui mas...lembrei-me.

Emiéle disse...

Estava convencida que tinha deixado aqui um comentário, mas pelos vistos enganei-me. Se calhar foi noutro blog que tenha falado no assunto. Para mim parece-me uma questão de gerir convenientemente os recursos que existem. Dizem que deviam existir mais recursos. OK, deviam mas agora não existem! Se calhar numa sociedade ideal uma mulher poderia dar à luz num Centro de Saúde, só que ainda não se chegou lá e o melhor que se encontrou foi orientar as parturientes para onde estão os recursos.
Por outro lado parece-me mil vezes mais útil ter um pediatra num Centro de Saúde (vergonhosamente os pediatras quando existem nos Centros de Saúde só atendem bebés até aos 6 meses, quando não é só no primeiro mês!!! Aceita-se que com 7 meses já devem ir para o médico de clínica geral!!!) do que numa "maternidade" (?) para assistir a um bebé recém-nascida, de dois em dois dias, e confirmar se está bem.
O facto é que têm sido as próprias parturientes a escolherem ir para os locais onde se sentem mais seguras, daí a pequena frequência daquelas que se vão fechar.
Este alarido parece-me demagogia da mais barata, e 'partidarizada' de um modo incrível!

SaltaPocinhas disse...

@@EMIELE: E partidarizado principalmente pelos do PSD que falam e agem como se isto não fosse nada com eles, como se nunca tivessem sido governo!!

Emiéle disse...

Olha, Saltapocinhas, eu que até me interesso bastante por política como já viste, muitas vezes penso que não há nada de mais cómodo do que estar na oposição...