6 de julho de 2005

Feira do sexo?

Há coisas que não passa pela cabeça de ninguém comprar: alegria, felicidade, amigos, amor, estima ou auto-estima e... sexo!

Feira de sexo?
Mas o sexo compra-se?
Pronto, eu sei que há "comerciantes" que vendem momentos de sexo.
Mas são momentos que uns infelizes vendem a outros tão ou mais infelizes que os compram e, normalmente, tudo às escondidas: quem vende não diz a ninguém o que vende e quem compra faz o mesmo.
Mas uma feira?
Onde eu vi casais bem novos há procura de "estímulos para reactivar a relação"!
Francamente!
Se nesta altura da vida já só lá vão com estímulos, das duas uma: ou não têm sexo ou não têm relação!

Chamem-me retrógada, o que quiserem, mas eu não compreendo!
O sexo não se vende em feiras!
O sexo pratica-se!
Se for com a pessoa com quem se vive ou se namora, a quem se ama e respeita, então é a melhor coisa do mundo.
E, sendo desse, do bom, não precisa de feiras nem precisa de brinquedos a pilhas!
Se o sexo tiver de ser comprado numa qualquer feira, então não vale nada...

17 comentários:

Armando S. Sousa disse...

Subscrevo este post.
É realmente triste ver tanta juventude à procura de estímulos exteriores, para poder fazer uma coisa tão natural.
Um abraço.

danirmartin disse...

Bom, Saltapocinhas... Acho que se pode estar apaixonad@ e partilhar com a/o namorad@ coisas novas.

Numa feira destas com certaza que nao só há briquedos, também peças de vestuario, filmes... essas coisas todas para que a imaginaçao nao morra.

Que fazer sempre o mismo cansa, nao achas?

SaltaPocinhas disse...

@@DANI: Não é isso que eu critico: para se ser imaginativo não é preciso ir à feira. e se não se gostar de verdade da pessoa com que se está ou vive, não há feira que lhes valha...
Peças de vestuário?
eu prefiro sem peças de vestuário ;-)

Abelhinha disse...

O sexo é para mim uma forma de partilha. De partilhar aquilo que não se consegue dizer, apenas sentir.

É o corpo a dar voz ao coração!

E o que se partilha é sempre novo!

Não é preciso estimular o cérebro com coisas que alimentam a sua imaginação, mas estimular o coração para que encontre coisas novas para dizer... e para isso não há feiras que valham.

Antonio Garcia Barreto disse...

Um padre não faria melhor homilia. Mas tudo o que disseste é verdade. (O que não significa que um padre fale verdade). A questão é puramente comercial. Se há um mercado o empresário investe. Seja em sexo ou bolas de Berlim. É a lógica da economia de mercado, de cariz liberal. Enquanto houver quem visite a feira, haverá quem esteja disposto a ganhar com isso.

PARTILHAS disse...

Minha Querida,
Não podia estar mais em desacordo contigo...
O que achei estranho... pelo que vi na TV, foi mais uma feira pornográfica, que erótica...
E entre uma coisa e outra... na minha modesta opinião, vai uma grande diferença...
Acho mesmo, que para o ano, não vai ninguém que não seja ordinário... que é quem não tem vergonha na cara...
O que é uma pena...
Se calhar, se a feira tivesse sido visitada, por casais de idades respeitáveis, de cabelos brancos, à procura, do que a industria do sexo, tem para lhes mostrar (cada hoje, escolhe o que quer... ou não quer... gosta... ou não gosta...), a feira ter-se-ia tornado, respeitável e menos ordinária...

Beijos linda.

Didas disse...

Totally agree!

Ou seja, também devo ser uma retrógrada do caraças, mas estou bem assim. :)

O Turista disse...

Muito bem dito! 100% de acordo!
bjokas!

O Turista - http://www.turistar.blogspot.com/

mfc disse...

Completamente de acordo contigo... não se pode descer mais baixo que a institucionalizaçãodo comércio do sexo.

Anónimo disse...

Sexo? Què isso????? :) da fernanda

Cakau disse...

COncordo plenamente.
Não és retrógrada. Estás é completamente certa! Quando as coisas já só vão lá com esse tipo de estímulos, estamos mal.*

MWoman disse...

Foste tão radical que só posso discordar.

Uma coisa é a feira que desconheço porque lá não fui.

Outra coisa é o exagero e a vulgaridade em que se pode cair.

E outra coisa bem diferente é a curiosidade e o querer conhecer e usar certas coisas. Se isso for usado com cumplicidade e para apimentar uma relação sinceramente não vejo mal nenhum nisso!

Por essa ordem de ideias (as tuas!) então diz-me por que raio não andamos todos de tanga! (na verdadeira acepção da palavra!)
E muito teria a dizer sobre o assunto mas eu ando um pouco distante destas bloguices e comentários mas o teu post fez-me comichão na ponta dos dedos!(lol)

LUA DE LOBOS disse...

esta historia de sexo está a tornar-se tão vulgarizado, tão exposto, tão desinteressante que já leva os jovens a procurar estimulos de outros modos... é por essas e por outras, se calhar, que a percentagem de impotentes (altissima) está a alarmar a classe médica em todo o mundo civilizado.

Clitie disse...

Uma palhaçada! Digo eu...e o pior é a publicidade que é mais que muita! A feira do livro não é tão publicitada.

Bjks

Caracolinha disse...

Mas é amiga saltapocinhas ... o sexo vende-se, custa-me é a imaginar que alguém se predisponha a comprá-lo ... aí é que o sexo se reduz ao seu mínimo porque comprar não pressupõe emoção, pressupõe uma troca que em nada se assemelha à troca do amor verdadeiro.

Mas ainda assim aceito que se venda e se compre, se se continua a vender sexo é porque continuam a existir pessoas dispostas a pagar por ele - e eu aceito tudo desde que a mim não me imponham nada !!!!
Seria incapaz de vender ou comprar sexo, mas aceito que existam pessoas que o façam.

Quanto aos acessórios e à dita feira, lá está ... é a mesma opinião, na vida e na sociedade tem que haver espaço para todos os gostos, e os que se identificavam com estas novas descobertas e os curiosos foram lá, eu, como não me enquadro em nenhum dos grupos, passei ao lado deste evento, como passerei, seguramente, ao lado dos próximos.

Beijo Encaracolado ~:o)

jota_gustavo disse...

Ponto 1. A feira do Livro teve mais destaque da imprensa e da televisão que este salão... nada de exageros; apesar de lá também haver o seu quê de pornografia; 2. Os comentários fundados apenas na indignação moral própria de quem os produz... valem apenas no círculo dessa indginação; 3. Numa visão idílica do sexo... não haveria Feiras, não era preciso. 4. Quanto a "comprar" sexo ou a pagar por isso... é melhor cada um falar do que sabe e do que viveu e apenas disso; 5. Quanto a pessoas ordinárias... não sei bem o que são; 6. Eu não fui ao salão... preferi, de longe, gastar dinheiro na Feira do Livro do Alto do Parque, onde gastei dinheiro de forma um pouco desavergonhada para o meu crédido actual...;

É assim...

JesusRocks disse...

Essa análise é curiosa. Vamos abordar uma questão diferente pela mesma perspectiva:

Os veículos automóveis são necessários à locomoção? Claro que não. O ser humano está dotado de um organismo extremamente versátil capaz de percorrer várias dezenas de quilómetros por dia.

Ainda me recordo do descansado do meu avó Chico me contar como ia de Olhão para Faro todos os dias a pé (e mais tarde de bicicleta) para ir para o emprego.

Continuo sem perceber porque raio é que precisamos de comboios, carros, motas, autocarros, etc... devíamos era andar todos em pé, digo, a pé!