13 de outubro de 2008

Histórias da Carochinha

O assunto da conversa na aula era a Carochinha, aquela que ficou viúva no dia do casamento, só porque arranjou um marido guloso!

Pois as crianças do 2.º ano tinham de preencher uma frase onde faltavam palavras.
A frase dizia mais ou menos que a Carochinha tinha casado com o rato, mas não tinha querido casar com o... e o... e era aqui que eles teriam de completar.

E lá foram colocando os nomes dos animais que a Carochinha teria rejeitado: o porco (dizem eles, eu nunca ouvi esta versão!), o gato, o cão...
E eu "ainda falta pelo menos um!"
E uma menina palpita: "a vaca, falta a vaca!"

E eu;
"a vaca?? mas a Carochinha é uma fêmea."
A P, que nos primeiros tempos de escola não falava nem sob tortura e que com o decorrer do tempo foi desabrochando, responde escandalizada (haviam de ver a cara dela!!):
"casar com uma vaca? só se a Carochinha fosse lésbica!"

(vejam isto num contexto em que as crianças têm um vocabulário tão reduzido que eu passo a vida a "traduzir" o que digo)

8 comentários:

Angel disse...

Pois, às xs pró q ñ interessa têm eles vocabulário em demasia...

ameixa seca disse...

Que queres? A miúda deve ver o telejornal. O assunto tem sido esse... é normal que a criança aprenda por tanto ouvir a mesma coisa. Tens que gravar as aulas e colocar os alunos a ouvir-te à hora do jantar ;)

José António disse...

Mas lésbica já nem é adjectivo. Podemos até considerar um nome mais comum que vaca.

O Micróbio II disse...

A "P" anda a ver às escondidas a TV Parlamento...

Didas disse...

Isso faz-me lembrar quando dei aulas de inglês a uma turma do 8.º anos em que a maior parte dos alunos nem sabia perguntar o nome ao colega. Mas sabiam dizer "condom" e "fuck you".

Shakti disse...

Desculpa...hilariante...

bjs

A disse...

Bem, dirijo-me a todos vós (autora do blog e autores dos comentários a esta entrada) para mostrar a minha indignação perante estes exemplos de professores que povoam a Educação em Portugal.
Se você, autora do blog, fosse professora dos meus filhos, faria queixa de si porque a sua função é educar as crianças para que sejam pessoas instruídas capazes de se enfrentar o que o mundo lhes apresenta. Com o seu texto, percebi que o que sabe fazer é enxovalhar as pessoas (os alunos e outros, como referido na entrada acima desta - estagiária) e não instruí-las. Aqui fica o meu comentário para que pense e se torne numa melhor profissional, em vez de se queixar de tudo e todos.
Siga o meu conselho e construa um mundo melhor, com trabalho e dedicação e não com cusquice e cobardia.
Cumprimentos

Mimos da Dora disse...

ahahahahaha!
assim até dá vontade de ser professora primária!